mil downloads por edição. O recorde se estende à plataforma mobile:
os aplicativos para smartphone VEJA Comer & Beber e VEJA Notícias
também lideram em suas categorias e ocuparam, respectivamente, a 7ª e
13ª posições do ranking dos mais baixados. Com a consolidação desse
público segmentado, a revista Veja montou um Kit Mídia para empresas
investirem em patrocínio nos aplicativos da revista. Com a alta exposição
da marca e a interatividade com o usuário, a app economy da Veja é sucesso
também entre investidores, como se evidencia nos cinco aplicativos da
Veja para smartphones:
1. App Veja.com (mobile): o app Veja Notícias é atualizado 24 horas por
dia, sete dias por semana, com as principais notícias do Brasil e do mundo. Esse app é integrado às redes sociais e ao e-mail do usuário. O patrocínio está presente em toda navegação. O app Veja Notícias oferece a oportunidade de comerciais em formatos mobile. O banner do patrocinador em formato
mobile fica no rodapé do aplicativo em rodízio entre os cotistas e fica por
três segundos em exibição na abertura do app. O valor do investimento pela empresa interessada é de R$90 mil/mês com contrato de 6 a 12 meses.
2. App Veja São Paulo: o aplicativo Veja São Paulo foi lançado em maio de
2010 com o objetivo de ser o melhor e mais completo guia de entretenimento da cidade de São Paulo. Para isso, seu conteúdo reúne sete categorias de atividades para lazer: restaurantes, bares, comidinhas, noite, cinema, teatro e passeios. A revista está preparando para lançar a segunda edição do aplicativo com personalização de conteúdo, reformulação da interface e design, adição de novo conteúdo editorial e compartilhamento de opiniões pelos perfis do Facebook e Twitter. A personalização do conteúdo é destacada para os investidores, pois o aplicativo ‘aprende’ os gostos e interesses dos usuários. A partir de uma avançada programação com algoritmos confrontada com o perfil de cada usuário, o app determina uma seleção de programas indicados exclusivamente para o utilizador do aplicativo. O valor do investimento pela empresa interessada é de R$69 mil/mês com contrato de 6 a 12 meses.
3. App Veja Comer & Beber: desde o lançamento, foram realizadas
diversificadas ações para divulgar o aplicativo. Em novembro de 2011, a Veja lançou a versão 2011/2012 do aplicativo Comer & Beber com novas funcionalidades e design. Mais de 95% dos usuários atualizaram para a nova versão em menos de um mês. O anunciante tem direito à logomarca na entrada do aplicativo, sendo o banner rotativo posicionado nas páginas internas, ao mesmo tempo em que os pontos de venda dos patrocinadores são assinalados no Google Maps. O valor de investimento é de R$80 mil/mês, com contrato de 6 meses.
4. App Veja São Paulo cai na noite: o aplicativo reconhece a localização do
usuário e automaticamente oferece indicações naquela região. Os benefícios do patrocinador nesse app da Veja é a logo do patrocinador na splashpage de abertura do aplicativo, junto com demais patrocinadores. A exposição do banner no rodapé do aplicativo propicia que, ao clicar, o usuário será
direcionado para um canal customizado do anunciante. O investimento para anúncio de 6 meses para esse aplicativo custa R$ 40 mil/mês, com período mínimo de 6 meses.
5. App Veja São Paulo para crianças: o tempo médio por sessão é de um
minuto e dez segundos. Como benefício, o patrocinador tem a logo inserida na splashpage na abertura do aplicativo, exposição do banner no rodapé do aplicativo e canal customizado com as cores/linha de comunicação da marca patrocinadora. O valor de investimento para este aplicativo é de R$30 mil/ mês, com contrato de no mínimo 6 meses.
Além de traçar um plano estratégico para as empresas anunciantes, a Veja apresenta aos investidores o perfil do público que tem acesso às plataformas móveis para o ano de 2012: 73% dos leitores pertencem as classes A e B, 84% possuem ensino superior completo e 65% tem idade entre 20 e 34 anos. A renda familiar é acima de R$15 mil e 60% têm filhos. Segundo dados divulgados na
home page da Veja.com, 90% dos interagentes são favoráveis aos anúncios nos
aplicativos e 81% lembram ter visto anúncios.
O que se observa é que as revistas têm nos tablets nova fonte de receita. A internet desestabilizou as empresas jornalísticas com a realidade do conteúdo gratuito, mas com anunciantes migrando para o on-line, mas não necessariamente para os webjornais ou portais de notícias.. Com o tablet, parece haver a chance de um recomeço, sob um modelo de serviços pagos. A editora Abril cobra preço similar ao da versão impressa, enquanto a Editora Globo decidiu vender assinaturas da versão para tablet a preços mais baixos que as assinaturas impressas, com variação que vai de 26,7% (no caso da Época Negócios) a 83,5% (Época).
A companhia já lançou versões para tablet das revistas Época, Época Negócios, Galileu, Autoesporte e Vogue (em parceria com a Condé Nast). A Época, diz Maron [Alexandre Maron, diretor de inovação digital da Editora Globo], reúne a maior audiência, com 200 mil downloads entre aplicativos para iPad, iPhone e iPod Touch, da Apple. De acordo com o
executivo, esse número cresceu de sete a oito vezes em menos de dois anos. A editora também oferece 16 aplicativos para iPhone de outras revistas, e prevê chegar a 500 mil usuários desses aplicativos até dezembro (BOUÇA, 2011, on-line).
No Brasil, entre as maiores empresas do setor, a Editora Três, por enquanto,é a exceção quanto ao modelo pago.
A empresa decidiu oferecer acesso gratuito às versões para tablet de suas revistas, mas apenas para testar o formato, diz Adriana Morrone, diretora de mídias digitais da companhia. A Três contabiliza 140 mil downloads de aplicativos para iPad desde 2010. A empresa possui sete títulos na versão digital e planeja lançar mais [...] A Editora Três negocia com fabricantes de tablets a inclusão de seus aplicativos nos equipamentos já na fábrica, como forma de estimular mais leitores a experimentar os produtos digitais (BOUÇAS, 2011, on-line).
Uma outra observação realizada – e que diferencia jornais e revistas – é que, no segmento revista - o consumo de conteúdo em tablets incentiva os leitores a se interessarem por outras publicações que ainda não conheciam, enquanto nos jornais a leitura é complementada ao longo do dia em portais de acesso gratuito.
Esta, contudo, não é uma observação específica do caso brasileiro, já que ainda não existem no Brasil estatísticas que aprofundem os hábitos de leitura via tablet. Trata-se de um estudo realizado pela britânica Professional Publishers Association (PPA) que demonstrou que o consumo de conteúdo em tablets incentiva os leitores a se interessarem por outras publicações que ainda não conheciam – 68% dos donos de tablets dizem ter experimentado a leitura de outras revistas que não chegaram a ler na versão em papel14.
14) Disponível em: http://www.brandrepublic.com/digital_marketing/article/1159327/tablet-