Decision Making
3. The basic assumptions in game-theoretic models
4.5.1 Versão resumida
O rei de Ellan Vannin tinha dois filhos: Eshyn, o filho mais velho, era bom e justo; Ny-Eshyn, o caçula, era invejoso e odiava o irmão.
Um dia Ny-Eshyn encontrou um velhote de olhos esquisitos, que lhe presenteou com um cesto contendo uma cobra, informando-lhe de como fazer para enfeitiçar o irmão. Dessa forma, o príncipe Eshyn, que havia saído para caçar, transformou-se em um homem horripilante e, ao adentrar o castelo, foi considerado um estranho. Como ele montava seu cavalo, todos pensaram que ele havia assassinado o príncipe, tendo-lhe roubado a montaria. Sob pena de morte, Eshyn viu-se obrigado a fugir.
Eshyn apenas tomou conhecimento de sua metamorfose ao mirar-se nas águas de um riacho. Ao perceber o homem horripilante em que se transformara, decidiu enviar o cavalo de volta ao castelo, por não julgar-se digno de tão soberbo animal, prosseguindo sua jornada a pé.
Após muito vagar, deparou-se com uma velhinha carregando um pesado fardo de gravetos sobre as costas. O moço, imediatamente, ajudou-a a levar o fardo até a cabana em que habitava, contando-lhe sobre o ocorrido. Ele a ajudou com seus afazeres, acendendo o fogo e cozinhando um peixe. A velha, analisando a posição das estrelas, garantiu-lhe que seu problema seria solucionado; então, ordenou que o jovem descansasse.
Ao amanhecer, a velha disse a Eshyn que procurasse o velhote de olhos esquisitos, indicando-lhe o caminho da fortaleza em que habitava. Ela apenas o instruiu a perguntar- lhe pela solução de seu problema, acrescentando que em hipótese alguma deveria seguir o que lhe fosse dito, mas para fazer justamente o contrário.
O jovem seguiu seu caminho, encontrando o velho diante de um castelo. Ao contar-lhe seu infortúnio, o velho decidiu entrar no castelo para meditar sobre a questão, enquanto Eshyn deveria aguardá-lo onde estava. Foi-lhe também ordenado que, caso encontrasse a rainha das fadas, não falasse com ela em hipótese alguma.
Entretanto, quando a rainha das fadas surgiu com seu séqüito de seres mágicos, Eshyn lembrou-se dos conselhos da velha, e fez justamente o contrário, interpelando-a sobre seu problema. A fada informou-lhe de que, para reverter o encantamento, deveria prosseguir viagem com ela.
Conduzido pela rainha das fadas, Eshyn desliza sobre as ondas do mar e chega a uma praia. A fada mostra-lhe um navio próximo à costa, informando que nele se encontra o povo
de Orion, o Grande Caçador, luz do Outro Mundo. Sua filha Y Chadee, a Pérola Eterna, também está à bordo, e é a única capaz de quebrar seu feitiço. A fada adverte-o de que, por descender do grande deus do oceano, Manannan Mac-y-Leirr, desposaria Y Chadee, com a condição de que mantivesse sua força de caráter. Então, lhe informa que deve entrar na Caverna dos Heróis e obter a Espada da Luz, pertencente a Orion, e a mais bela pérola existente, símbolo da princesa Y Chadee. Eshyn não deve entregá-las a ninguém. Diz-lhe, ainda, que encontraria uma mulher de grande beleza, que se ofereceria a ele em troca de seus tesouros, entretanto, o jovem não deveria permitir que nada nem ninguém o seduzisse. Então, a fada aponta-lhe um caminho para a praia, prevenindo-o de que nada deveria impedir que seguisse adiante.
Eshyn segue a trilha indicada pela fada e depara-se com um portal selado por barras de ferro. Empregando todas as suas forças, esgueira-se entre elas. A seguir, encontra a Caverna dos Heróis e, com grande perspicácia, consegue enganar os guardiões da espada e da pérola, tomando posse desses objetos mágicos. Ao sair da caverna, encontra um palácio na praia, que irradia luz. Nele encontram-se sete donzelas que lhe propõem fazer amor em troca de seus tesouros. Eshyn recusa o convite e segue seu caminho. Novamente na praia, encontra uma dama de grande beleza e, imediatamente, se apaixona por ela. A moça declara que o considera um herói muito corajoso por ter superado todas as dificuldades, conseguindo apossar-se da Espada da Luz e da Pérola Eterna. Então, pergunta a ele qual a sua missão no Outro Mundo. Eshyn responde que deseja recuperar sua masculinidade, sua figura atraente, para poder regressar ao lar. Ela lhe diz que ele é um homem muito atraente e que não havia perdido sua masculinidade. A seguir, oferece a si mesma em troca da espada e da pérola. Eshyn, embora contrariado, recusa a oferta e questiona sobre sua identidade. Ela lhe responde que é Y Chadee, a Pérola Eterna.
Y Chadee pede a Eshyn que descanse. Quando o rapaz desperta, já se encontra novamente na cabana da velha (primeiro doador). Eshyn vê os objetos mágicos que traz consigo e percebe que tudo foi real e não apenas um sonho. Lamenta não ter ficado com Y Chadee, por quem havia se apaixonado, e admira-se pelo fato de a moça ter-lhe dado atenção mesmo sendo horripilante. Ao ouvir isso, a velha mostra-lhe um espelho e ele descobre que o encantamento havia desaparecido. A velha ordena que volte para casa e jogue os objetos mágicos ao mar.
Eshyn obedece e ao chegar ao castelo, é recebido com grande alegria, pois, julgavam- no morto. O príncipe mostra seus tesouros e, contrariando a vontade dos pais, joga-os ao mar, de onde tem a impressão que uma mão surge para apanhá-los. Seu irmão, tomado pela ira,
abandona o castelo, amaldiçoando o povo das fadas. Y Chadee chega ao castelo para casar-se com Eshyn.
4.5.2 Análise morfológica baseada em Propp (2006) e breves observações sobre forma e estilo
4.5.2.1 Sequência apresentação das funções proppianas presentes na narrativa
Situação inicial do conto (antes do surgimento das funções)
O início do conto é bastante elaborado, com longas descrições sobre os dois príncipes, e de como um irmão consegue um meio de causar a metamorfose do outro.
ß, A, Afastamento, cumplicidade, partida do herói
o sair de casa para caçar (ß), o herói contribui involuntariamente ( ) para que o antagonista, seu irmão, possa enfeitiçá-lo, causando sua metamorfose. O rapaz é obrigado a partir, constituindo uma fuga ().
D, F, D, F e G: Encontro com primeiro e segundo doadores, recebimento de informações