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Vagner 40 Josivânia 35 Ana 17 Flávio 15 Felipe 13 Maria 11 Júlio 9 Diogo 5 Josélia 46 Mário 47 A Sinalização e as Intervenções

Em meados de 2008, as conselheiras tutelares receberam uma ligação anônima denunciando Josivânia e Vágner, pais de Flávio, Felipe, Maria, Júlio e de Diogo, por ficarem o dia inteiro com seus filhos nos bares e nas ruas.

Ao apurarem, a denúncia em visita ao local informado, por volta da 1 h da manhã, as conselheiras constataram a veracidade das informações. Josivânia e Vágner estavam completamente embriagados; Flávio e Felipe também estavam no bar, ingerindo bebida alcoólica. Maria, Júlio e Diogo, na época com 12, 10 e 5 anos de idade respectivamente, estavam em frente ao bar, pedindo comida para os transeuntes.

Diante da situação de perigo em que as crianças e os adolescentes se encontravam, foram abrigados.

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O traçado vermelho foi utilizado para representar a violência física, psicológica entre os membros. E o pontilhado azul para representar a negligência. Os números dentro dos círculos (símbolo que representa o sexo feminino) e dos quadrados (símbolo que representa o sexo masculino) referem-se às idades. As idades apresentadas no genograma foram calculadas com base no ano de 2008, ano do início das intervenções da Rede de Proteção de Arujá.

Os pais foram convocados inúmeras vezes pelas conselheiras para conversarem sobre o ocorrido, mas nunca compareciam.

Psicoterapia Individual de Júlio66

Júlio foi encaminhado, no final de 2008, para psicoterapia pela diretora do abrigo, devido a seus comportamentos agressivos, antissociais.

Ela disse que Júlio foi pego no banheiro pedindo para os outros meninos chuparem o pênis dele. E ele contou que também chupou o pênis dos outros meninos. Segundo a diretora, esse episódio não se repetiu.

Júlio também agredia e xingava as outras crianças e os funcionários do abrigo. Ele roubava material escolar do depósito da instituição e depois distribuía para as outras crianças.

Josivânia e Vágner raramente visitavam os filhos e quando assim procediam brigavam na frente das crianças, tendo os funcionários que intervir. O pai xingava a mãe, dizendo que, se as crianças fossem para adoção, ele iria matá-la. Além disso, estavam sempre embriagados.

No início da terapia, Júlio parecia receoso, arredio. Quando a psicóloga tentava estabelecer uma conversa, não respondia às perguntas ou respondia de forma monossilábica.

Durante meses, Júlio pegava o pote de fazer bolinhas de sabão e ficava a sessão inteira fazendo essas bolinhas – que iam se amontoando umas nas outras, pareciam “iglus amontoados” - na mesa da sala.

Com o passar do tempo, Júlio foi estabelecendo mais contato. Começou a jogar damas com a psicóloga e a conversar enquanto jogavam.

Em uma sessão, Júlio pediu para fazer um desenho. Disse que ia desenhar uma mulher gorda. “Não é gorda, ela está grávida, mas tem algumas que já operaram para

não ter mais filhos”. “Por quê?” – perguntou a psicóloga. “Porque ela não gosta de filhos, deixa eles sozinhos em casa” – respondeu Júlio.

Quando vivia com seus pais, Júlio ficava sozinho em casa, apanhava muito e tinha marcas de queimadura de cigarro no rosto. Ele não queria voltar para casa; falava que ia morar no abrigo até ficar “grande”. Segundo a diretora, ele era a única criança do

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De todos os irmãos, o único que foi encaminhado para a psicoterapia foi Júlio; por isso, o enfoque se dá na análise de seu caso e não na dos irmãos.

abrigo que não queria voltar para o lar. Isso mostra o quanto sua casa, seu ambiente familiar era invasivo, hostil…

Nas sessões terapêuticas, Júlio não demonstrava sua agressividade, estava sempre calmo, quieto. Parecia se sentir acolhido e tranquilo. A psicóloga sentia que o importante era estar ao seu lado.

Numa das sessões, o menino escolheu montar um quebra-cabeça do Hulk. Enquanto ele montava, a psicóloga ficou o tempo todo ao seu lado, pois sentia que a necessidade do menino estava atrelada ao apoio, à presença atenciosa para com ele. No final da sessão, ele não queria desmontar o que fizera; então guardaram o quebra-cabeça montado.

Na sessão seguinte, quando Júlio percebeu que o quebra-cabeça que havia montado estava no mesmo lugar e do jeito que ele havia deixado, ficou surpreso: “nossa está do mesmo jeito que eu deixei”. Era importante mostrar-lhe que o seu tempo e o

espaço da terapia estavam sendo preservados.

Diante de toda sua história de violência intrafamiliar, parece que Júlio não pôde usufruir de um ambiente suficientemente bom. Quando morava com seus pais, tinha que dormir com seus irmãos, por falta de espaço e de cama. As roupas, os calçados também eram divididos.

Depois que Júlio percebeu que poderia ter seu espaço preservado na terapia, começou a se sentir mais confortável e a estabelecer um vínculo de maior confiança com a psicóloga.

Júlio continuou montando e desmontando os quebra-cabeças durante vários meses. Ele passava a sessão toda concentrado, quieto, tranquilo em seu movimento de construção, destruição, construção, destruição… Isso só foi possível depois que percebeu que sua construção/montagem foi preservada pela psicóloga. Ele, então, poderia montar e desmontar o quanto quisesse, sem a interferência e invasão de ninguém.

Em uma outra sessão, Júlio escolheu um brinquedo que, ao andar pelo tabuleiro, tinha que pegar cartas no monte. Essas cartas descreviam se o jogador tinha se comportado de maneira obediente ou desobediente. Toda vez que ele pegava uma carta “desobediente” ficava triste, incomodado, ele só queria pegar as cartas “obedientes”. Como se não quisesse ser desobediente, apenas obediente. Não quis mais jogar esse jogo e voltou a montar quebra-cabeças. A desobediência talvez lhe assustasse, devido à falta de controle sobre seus impulsos agressivos. Por outras palavras, se Júlio não pôde

experienciar a integração de sua instintualidade e nem o círculo benigno, terá dificuldades para suportar sua destrutividade.

Júlio talvez ficasse tanto tempo montando e desmontando o quebra-cabeça numa tentativa de experienciar sua capacidade de destruir/desmontar e construir/montar, ou seja, numa tentativa de experienciar o círculo benigno, destruir, sentir culpa e buscar reparar sua ação.

Sobre o episódio do sexo oral com as outras crianças, Júlio nunca falou sobre o assunto com a psicóloga. Ela suspeita que talvez ele tenha sido abusado sexualmente, pois a diretora contou que quando Júlio morava com seus pais, ele assistia a filme pornô com seus irmãos e demonstrava não gostar de um deles, além disso, tinha relação sexual com sua irmã. Mas como ele também não trouxe esse assunto para a sessão, a psicóloga respeitou o tempo e a necessidade de Júlio e não falou sobre o assunto.

A psicoterapia de Júlio durou cerca de um ano e foi interrompida, pois foi morar com os tios maternos em outra cidade.

Intervenção junto aos Funcionários do Abrigo

O trabalho com os funcionários do abrigo parecia ser o mais complexo e difícil. No instituição, Júlio parecia uma outra criança. Xingava, agredia, não obedecia aos funcionários, além de roubar material escolar e distribuir para as outras crianças. Isso fazia com que ele passasse a ser odiado por todos.

Vale lembrar o processo de integração da criança no abrigo descrito por Winnicott e Britton (1947/1999). Eles ressaltam que, durante esse processo, a criança passa por três fases. A primeira, muito curta, corresponde à sua idealização exagerada sobre os funcionários do abrigo; neste momento, ela apresenta um bom comportamento. Na segunda fase, a criança percebe que a realidade em que está vivendo é muito diferente da idealizada; passa, então, a testar todos a sua volta para constatar se pode ou não confiar neste ambiente real. Caso a equipe do abrigo não tenha estabilidade emocional, a criança encontrará dificuldade na passagem para a fase subsequente. Na última etapa, depois que os funcionários conseguiram sobreviver aos ataques da criança, esta se sentirá aliviada e conseguirá, então, confiar e se envolver com as pessoas que trabalham e com ela convivem na instituição.

Júlio estava na segunda fase; conseguia desestabilizar a equipe do abrigo com seu comportamento antissocial.

A psicóloga de Júlio percebia essa desestabilização, pois as funcionárias que o levavam para a terapia sempre reclamavam que ele havia “aprontado”, “brigado”, “roubado”… Diziam que não estavam mais sabendo o que fazer com ele.

Desta forma, a psicóloga e outros ténicos do Programa Acolher foram oferecer suporte para a equipe do abrigo, que estava precisando desabafar, descarregar ou, como diria Winnicott e Britton (1947/1999), distribuir o peso da responsabilidade. Desde então, deixou-se um espaço aberto para que os funcionários pudessem conversar sobre Júlio, quando sentissem necessidade.

Na reunião de supervisão, os técnicos do Programa Acolher perguntaram o que Júlio gostava de fazer no abrigo. Os funcionários disseram que ele gostava de montar quebra-cabeças, mas que não era bem sucedido nessa atividade. A forma como falavam descredibilizava a capacidade de Júlio de montar quebra-cabeças. As técnicas do Programa Acolher disseram que o menino estava precisando de apoio, de suporte; que bastava ficar a seu lado quando estivesse montando para que ele tivesse êxito na tarefa. Essa sugestão foi apresentada porque a psicóloga já vinha percebendo essa necessidade de Júlio na terapia.

Alguns funcionários deram risada como se isso fosse algo impossível de acontecer. Mas uma funcionária e a diretora, sensibilizadas com o sofrimento de Júlio, procuraram seguir as orientações.

Depois desta reunião, quando Júlio foi pegar o quebra-cabeça para montar, a funcionária fez questão de acompanhá-lo e ficar ao seu lado. Ao perceber que Júlio estava conseguindo montar, ficou emocionada e o elogiou; este abriu um sorriso para ela. Essa cena se repetiu por inúmeras vezes.

A diretora procurou estar mais presente, não só para dar suporte ao Júlio, mas também para apoiar os funcionários. Essa postura foi fundamental, pois os funcionários se acalmaram diante da distribuição do peso da responsabilidade e conseguiram lidar, de forma mais tranquila, com ele. Ou seja, não estavam mais revidando aos ataques de Júlio, estavam conseguindo sobreviver a eles.

Um dos episódios ocorridos no abrigo foi bastante parecido com o que Winnicott e Britton (1947/1999) contam sobre um menino que subira no telhado. Numa certa manhã, Júlio subiu numa árvore enorme que havia nos fundos da casa. Os funcionários, desesperados, foram chamar a diretora. Esta pediu que eles tivessem calma, pois resolveria o problema. Pediu também que eles continuassem fazendo o que precisavam fazer: levar as crianças para almoçar e depois encaminhá-las para a escola.

Os funcionários seguiram as orientações da diretora. Esta ligou para as técnicas do Programa Acolher, que deram-lhe a seguinte orientação: ignorar o fato por aproximadamente vinte minutos; caso o menino não descesse era para ela ligar novamente. Depois de passados quinze minutos, como ninguém mais saiu para vê-lo em cima da árvore, ele desceu e foi almoçar com as outras crianças.

Aliviados pelo problema resolvido, os funcionários passaram a confiar mais na direção e a trabalhar de maneira mais estável emocionalmente.

Pôde-se perceber que no início foi difícil. Foram necessárias inúmeras reuniões de supervisão e do apoio da funcionária e da diretora para que todos acreditassem no amadurecimento de Júlio.

Outro episódio que também foi fundamental para o processo de amadurecimento de Júlio aconteceu depois de uma das visitas de seus pais. Ele começou a chorar compulsivamente; até então nunca havia chorado. A diretora, vendo que Júlio passava por um momento de fragilidade, levou-o para sua sala e o abraçou de maneira acolhedora; ele ficou um bom tempo chorando.

Depois de inúmeras intervenções, os funcionários foram percebendo a mudança nas atitudes de Júlio, que não estava mais agredindo, xingando ou roubando. Ele estava mais carinhoso, afetuoso, principalmente com a funcionária que ficava ao seu lado na montagem do quebra-cabeça e com a diretora.

Aproximadamente dois meses depois de todas essas mudanças, Júlio e seus irmãos receberam visita de seus tios maternos, Josélia e Mário. As crianças se mostraram surpresas, mas felizes com a visita dos tios. Josélia conversou com a diretora do abrigo e contou um pouco de sua história. Ela era a filha mais velha dos cinco irmãos. Seu pai sempre bateu muito na sua mãe e nos filhos. Sua mãe, não aguentando mais a situação, começou a ingerir bebida alcóolica exageradamente e deixou de cuidar dos filhos. Josélia teve que assumir o cuidado com os irmãos e com a casa ainda muito nova. Casou, saiu de casa, e teve filhos também muito nova. Ela fala com orgulho que seus filhos estão todos bem casados, cada um tem sua casa e seu emprego.

Josélia ficou sabendo que seus sobrinhos estavam abrigados e resolveu verificar a possibilidade de ficar com a guarda deles. Disse que sua irmã sempre bebeu muito - assim como sua mãe - e que nunca conseguiu cuidar bem dos filhos.

Depois dessa visita, o Conselho Tutelar fez uma avaliação sobre as condições e capacidades desses tios maternos ficarem ou não com a guarda de seus sobrinhos. Nem o abrigo, nem o Programa Acolher foram comunicados dessa avaliação; só ficaram

sabendo que as crianças iam sair do abrigo duas semanas antes do período pré- determinado para o desabrigamento, isto é, início de 2010.

Júlio, embora já houvesse conseguido experienciar alguns momentos importantes para seu processo de amadurecimento, talvez não estivesse maduro o suficiente para enfrentar um novo ambiente familiar. Ou melhor, até poderia estar, mas era importante que o processo de adaptação a esse novo ambiente pudesse ser feito com a orientação e o apoio dos técnicos do Programa Acolher e dos funcionários do abrigo, mas isso não foi possível.

5.4.1 Considerações sobre o caso

O genograma dessa família aponta para a transgeracionalidade da violência. Josivânia - tanto com seu marido, quanto com seus filhos - reproduziu a história de sua mãe. Ela não conseguiu quebrar o ciclo da violência e nem da dependência do álcool.

Quanto à atuação do Conselho Tutelar, as conselheiras avaliaram que as crianças e os adolescentes estavam em situação de perigo; por isso, foram abrigados.

Percebe-se que os genitores se ausentaram de suas funções parentais, ocasionando o abrigamento dos filhos e, subsequentemente, a perda da guarda deles para os tios maternos. Acredita-se que, nesse caso, o álcool também foi um elemento que potencializou a dificuldade dos genitores de assumirem suas funções. Estes sempre que convocados não compareciam; além de que raramente visitavam os filhos e quando visitavam estavam alcoolizados.

No abrigo, Júlio foi encaminhado para a psicoterapia porque os funcionários não estavam suportando seu comportamento antissocial.

Segundo Winnicott (1956/1999, p. 140), a tendência antissocial tem sempre duas direções: uma representada pelo roubo e a outra pela destrutividade.

Na primeira, a criança busca alguma coisa, algum objeto, quando tem ainda alguma esperança; nestes casos, “a criança que furta um objeto não está desejando o

objeto roubado, mas a mãe, sobre quem ela tem direitos” (p. 141 – grifo do autor).

Na segunda, a criança busca uma estabilidade ambiental que suporte seu comportamento impulsivo, “é a busca de um suprimento ambiental que se perdeu, uma atitude humana que, uma vez que se possa confiar nela, dê liberdade ao indivíduo para se movimentar, agir e se excitar” (p. 141). Ou seja, Júlio por meio de sua destrutividade

estava testando o ambiente, a equipe do abrigo, com intuito de saber se poderia ou não confiar e, então, se vincular aos funcionários do abrigo.

Quanto ao “roubo”, Júlio se comportou como um Robbin Hood, ladrão que roubava dos ricos para dar aos pobres. Ele não roubava o material só para si, distribuia para os outros. Mas acabava por denunciar seu próprio ato ou alguma criança denunciava-o. Era um pedido de ajuda, um sinal de esperança.

Winnicott (1956/1999) acredita que, dependendo do grau da deprivação, o vínculo com algum profissional da educação, da saúde, pode prover um ambiente que possibilite a cura. A questão aqui é de provisão ambiental e não de interpretação dos conteúdos intrapsíquicos. “É o ambiente que deve dar oportunidade à ligação egoica, uma vez que a criança percebeu que foi uma falha ambiental no apoio ao ego que redundou originalmente na tendência antissocial” (p. 147).

Depois de diversas supervisões e conversas sobre o caso entre os técnicos do Programa Acolher e os funcionários do abrigo, este passou a funcionar como um lar

primário. Lembrando Winnicott (1956/1999), lar primário é aquele que possibilita às

crianças experienciar suas próprias necessidades, pois o ambiente estará voltado para satisfazê-las.

Mas além da satisfação das necessidades de Júlio, foi fundamental considerar também as necessidades dos funcionários, pois, ao disponibilizarmos um espaço para que as angústias, os sentimentos de impotência, os impulsos agressivos e amorosos dos próprios funcionários fossem acolhidos, estávamos potencializando aqueles que precisam ser o apoio egoico das crianças privadas ou deprivadas. Ou seja, a terapia não era suficiente, Júlio precisava que o abrigo fosse um ambiente suficientemente bom para dar continuidade ao seu processo de desenvolvimento emocional.

No pequeno período que Júlio ficou abrigado, cerca de um ano e meio, pôde experienciar algumas de suas necessidades e continuar seu processo de amadurecimento. Mas isso só foi possível devido ao trabalho integrado entre o Programa Acolher e o abrigo.

Por outro lado, a falta de comunicação entre o Conselho Tutelar e essas outras instituições ocasionou o interrompimento da intervenção terapêutica, que estava sendo suficientemente boa para Júlio. O desabrigamento deveria ter sido feito de forma menos abrupta, respeitando as intervenções que estavam em andamento, mas isso não foi possível devido à decisão unilateral do Conselho Tutelar. Isso mostra que nem sempre

as diferentes instituições trabalham suficientemente interligadas, cada uma respeitando os tempos das outras, o que, sem dúvida, acarreta prejuízo para todos os envolvidos.

CAPÍTULO VI

AS FAMÍLIAS AFETADAS PELA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR: INTERVENÇÃO DAS REDES DE SERVIÇOS DE COIMBRA E ANÁLISE DOS

CASOS