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4. Modell for prediksjon av samboere uten barn fra registrerte enslige i DSF

4.1 Teori for modellen

Constata-se que o segmento das pequenas e médias empresas é considerado pelo governo federal como um elemento estratégico para a ampliação da base exportadora. Uma das

justificativas reside na histórica baixa participação das PMEs no volume das exportações nacionais.

Os motivos que determinam esta baixa participação são de natureza diversa, mas todos passam pela nossa falta de tradição na área dos negócios internacionais. A preferência comodista pelo mercado interno, principalmente quando este está aquecido, dificulta o desenvolvimento de uma postura comercial efetivamente voltada para o exterior. O mercado local é menos exigente, fala o mesmo idioma, muitas vezes paga mais caro (e na mesma moeda) é e bem menos complicado para se desenvolver canais de distribuição, sem falarmos nas questões de logística internacional.

Todavia, esta realidade não é exclusividade do contexto brasileiro.

Axtell (1994) afirma que a exportação nos Estados Unidos é dominada pelas grandes empresas, onde as 250 maiores exportadoras são responsáveis por 85% do volume total das exportações. As PMEs industriais americanas são fortemente orientadas para o mercado doméstico em função da sua inquestionável atratividade e, em geral, demonstram resistências quanto ao seu ingresso na atividade exportadora, principalmente no que tange aos riscos comerciais (não pagamento) e aos elevados custos de promoção comercial no exterior.

Minervini (1991), que desenvolveu a maior parte dos seus estudos a partir do ambiente italiano, relaciona uma série de dificuldades quando as PMEs buscam ampliar sua atuação no mercado internacional, dentre as quais podemos destacar: despreparo de pessoal; utilização inadequada de marketing mix; desconhecimento ou negligência quanto aos aspectos políticos e legais dos países importadores; inadequada seleção de parceiros no exterior; e os elevados custo de promoção comercial no exterior.

Motta Veiga e Markwald (1998) afirmam que é muito expressivo o ingresso de PMEs brasileiras no esforço exportador, fato verificado principalmente no período 1990/93 quando

ingressaram 3,3 mil PMEs nas vendas externas; número bastante razoável se considerarmos que, à época, a base exportadora nacional era composta por cerca de 10 mil empresas.

Todavia, o estudo de Motta Veiga e Markwald comprovou estatisticamente que a tendência das PMEs brasileiras em desistir da atividade exportadora é igualmente expressiva, como veremos mais adiante. A título de uma rápida ilustração, sem a intenção de esgotar-se tão importante assunto para este estudo, cerca de 69% das pequenas e médias empresas de uma determinada amostra de empresas exportadoras desistiram das vendas internacionais após três anos na atividade exportadora.

Os autores, a partir destas constatações, recomendam que o foco da atenção governamental deveria centrar-se menos na tentativa de alargar a base empresarial exportadora, fenômeno que aparentemente já vem ocorrendo, e mais no objetivo de apoiar a consolidação das novas firmas exportadoras, notadamente de médio porte, visando à melhoria da oferta de exportação daquelas cuja incorporação à atividade do comércio exterior é mais recente.

Corroborando com este posicionamento, Pinheiro e Moreira (2000) afirmam que a política que tende a produzir maior expansão nas exportações totais do Brasil está voltada a melhoria da oferta das empresas que já exportam, ao invés de ampliar-se a base exportadora com a inclusão de novas empresas iniciantes no comércio internacional. Segundo os autores, há um equívoco nas recentes recomendações para ampliar-se a participação de pequenas e médias empresas nas exportações nacionais. Apesar dos méritos inquestionáveis desta proposta, seu impacto a curto prazo, dado a presente estrutura das exportações brasileiras, tende a ser limitado.

Pinho e Moreira realizam uma análise da performance exportadora das empresas sediadas em território brasileiro, concluindo, após exaustivos exercícios econométricos, que as empresas transnacionais aqui instaladas apresentam maior propensão a exportar do que as nacionais e que, dentre estas, as de grande porte apresentam maior propensão do que as PMEs.

Em outras palavras, as empresas que já são exportadoras apresentariam maior capacidade de reagir a estímulos pró-exportações e que, portanto, seus resultados seriam mais imediatos para obter-se um expressivo incremento nas exportações nacionais.

Por outro lado, é inquestionável a posição de Czinkota e Ronkainen (1993) ao afirmar que o “ingresso planejado” de PMEs competitivas no esforço exportador de uma nação pode consistir numa ótima estratégia para o incremento do conteúdo tecnológico da sua pauta de exportações, condicionante altamente requerido para a melhoria do resultado comercial.

Para Czinkota e Ronkainen, diferentemente do passado não tão recente, quando o preço era o determinante principal da atitude de compra, os clientes hoje esperam uma excelente aplicabilidade e orientação do produto comprado. Numa era de marketing de nichos como a que vivemos, em que a especialização é mais valorizada do que a produção em massa, a padronização da produção na medida da necessidade do cliente é muitas vezes crucial, principalmente quando se trata de produtos com alto conteúdo tecnológico. Empresas de menor porte normalmente possuem uma dosagem maior desses atributos se comparadas aos seus concorrentes de maior porte, e podem ter nisto uma vantagem competitiva, se bem explorados.

Diante do cenário acima apresentado, buscou-se demonstrar que o segmento das PMEs está, definitivamente, inserido no rol dos micro-determinantes da atividade exportadora no Brasil. As questões relativas as PMEs costumam ser bastante controvertidas, especialmente quando o assunto é comércio exterior. Como veremos mais adiante neste capítulo, a bibliografia especializada e a experiência internacional apontam resultados pouco animadores dos esforços voltados a inserção de PMEs no comércio internacional.

Cabe destacar que ainda são recentes a implementação do PEE, a dinamização da CAMEX e sua incorporação ao Ministério do Desenvolvimento e a criação da APEX, todas ações pressupondo a participação direta de PMEs. São tão recentes as políticas que o tempo ainda é curto para a avaliação de seus resultados presentes e perspectivas futuras, mas sem dúvida representaram avanços.

O propósito central desta revisão sobre o setor externo brasileiro é, exatamente, oferecer subsídios para uma melhor compreensão do papel das PMEs no contexto das recentes políticas governamentais de promoção às exportações no Brasil, tendo em vista as típicas dificuldades destas empresas em prosseguir no seu processo de internacionalização, fator este que estará, constantemente, colocando em risco qualquer forma de programa de apoio.