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Resultater ved bruk av modellen for prediksjon av samboere uten barn

4. Modell for prediksjon av samboere uten barn fra registrerte enslige i DSF

4.2 Resultater ved bruk av modellen for prediksjon av samboere uten barn

A literatura especializada oferece inúmeros modelos concebidos para a interpretação do processo de internacionalização de empresas, embora ainda não exista uma estrutura teórica sólida capaz de contemplar de forma contundente a complexidade que envolve este tema, principalmente se levarmos em consideração que os motivos que levam as empresas ao mercado internacional variam significativamente em função dos fatores conjunturais e estruturais de cada nação, conforme demonstrado por Porter (1993), Krugman e Obstfeld (2001) e Ramswany, Kroeck e Renfforth (1996).

De fato, uma questão de fundo permanece a ser respondida pelos pesquisadores desta área: o que leva uma empresa a avançar de um estágio de negócios concentrados no mercado doméstico para estágios mais avançados de comprometimento com o comércio internacional?

Numa tentativa de consolidar as várias propostas de modelos, Andersen (1993) faz uma contribuição significativa ao comparar o modelo de internacionalização “Uppsala” com outros modelos de internacionalização desenvolvidos nos EUA e em outros países da Europa.

O modelo Uppsala foi desenvolvido por Johanson e Wiederrsheim-Paul em 1975 na Universidade Sueca de Uppsala, e é considerado um marco no estudo sobre internacionalização de empresas, descrevendo um processo gradativo de envolvimento das empresas com o mercado externo, o qual divide-se em quatros estágios:

• 1° Estágio: atividades não regulares de exportação; • 2° Estágio: exportação via agentes independentes;

• 3° Estágio: implantação de uma subsidiária de vendas no exterior; • 4° Estágio: implantação de uma subsidiária de produção no exterior.

Kraus (2000) é cauteloso ao analisar o modelo Uppsala, afirmando que este reflete a experiência de empresas num país de muitas particularidades, para as quais o reduzido mercado doméstico identifica a atuação internacional como uma alternativa óbvia para a ampliação do seu volume de negócios, estando ainda a internacionalização ligada à atuação em mercados fisicamente distantes. O autor destaca ainda que o êxito exportador sueco deve-se, em boa parte, a sua neutralidade durante as duas grandes guerras do século XX associada ao fato de ter fornecido produtos, notadamente ligados ao seu diferenciado setor metalúrgico, para ambos os lados do conflito. Esta pode ser uma boa explicação para a forte representatividade das multinacionais suecas no mercado internacional como Volvo, SKF, Electrolux, White Martins, Ericsson, dente outras. Como podemos perceber no modelo apresentado, todas estas organizações já alcançaram, há algum tempo, o estágio mais avançado de internacionalização.

A contribuição central de Andersen (1993, p. 213) consiste na sua revisão sobre os modelos de internacionalização de empresas já elaborados, conforme demonstrado na seguinte tabela:

Autores / Modelos

Bilkey e Tesar (1977) Cavusgil (1980) Czinkota (1982) Reid (1981) 1° Estágio

A administração não está interessada em exportar.

1° Estágio

Marketing doméstico: a empresa vende somente para o seu país.

1° Estágio Completo desinteresse da empresa. 1° Estágio Exportador consciente: problemas para reconhecer novas oportunidades. 2° Estágio A administração está pronta a atender pedidos não previstos, mas não se esforça para explorar a viabilidade da atividade de exportação.

2° Estágio

Etapa de pré-exportação: a empresa procura por informações e determina a viabilidade para garantir a exportação. 2° Estágio A empresa está parcialmente interessada. 2° Estágio Intenção de exportar: motivação, atitude, convicções e expectativas sobre exportações. 3° Estágio A administração busca explorar a viabilidade da atividade de exportação. 3° Estágio Envolvimento experimental: a empresa começa exportando, de forma limitada, para países com características próximas. 3° Estágio A empresa está explorando. 3° Estágio Tentativa de exportar: experiências pessoais são obtidas a partir de pequenas exportações.

4° Estágio

A empresa exporta em bases experimentais para países com características próximas.

4° Estágio

Envolvimento ativo: a empresa exporta para novos países diretamente, aumentando o volume de vendas. 4° Estágio A empresa está experimentando. 4° Estágio

Valor das exportações: resultados provenientes do engajamento em exportações 5° Estágio A empresa é uma exportadora experiente. 5° Estágio Envolvimento comprometido: executivos fazem escolhas para alocar recursos entre mercado interno e externo. 5° Estágio A experiente pequena exportadora. 5° Estágio Aceitação como exportador: adotando a exportação/ rejeitando exportar. 6° Estágio A administração explora a viabilidade de exportar para outros países mais distantes.

6° Estágio

A experiente grande exportadora.

Fonte: Andersen (1993).

Percebe-se que, tanto os modelos descritos na Figura 01 como o modelo Uppsala são visivelmente orientados por fatores de ordem comportamental, para os quais a percepção dos administradores quanto as incertezas e aos benefícios da atuação internacional configura uma condição decisiva para o ingresso e evolução das empresas neste processo.

Este fator parece ser ainda mais decisivo no ambiente das PMEs.

A experiência profissional vem demonstrando que, no âmbito das empresas de menor porte, não se percebe a “clássica” divisão dos níveis organizacionais (estratégico-tático- operacional), estando a figura do proprietário presente em todos estes níveis simultaneamente, conseqüência direta da sua reconhecida dificuldade em delegar poder e em descentralizar o processo decisório.

Diante deste fato, é comum constatar-se casos de PMEs não exportadoras que, levando-se em conta as suas condições tecnológicas e a forma de inserção na indústria, demonstram claras evidências de que seriam boas candidatas a participar com sucesso no mercado internacional. Todavia, isto acaba não ocorrendo em função de uma percepção excessivamente negativa dos seus empreendedores quanto aos riscos e dificuldades envolvidos na atividade exportadora, principalmente por julgarem seus trâmites demasiadamente complexos e pela conclusão precipitada de que “isto é coisa só para grandes empresas”.

Para Dornelas (2001), o verdadeiro empreendedor, devido à combinação de certas características de ordem comportamental, está sempre disposto a analisar novas oportunidades de negócios calculando os riscos a serem assumidos e avaliando as reais chances de sucesso. Isto talvez explique porque que a grande maioria dos estudos sobre mortalidade de PMEs coloca a figura do empreendedor no centro dos fatores que condicionam a sobrevivência destas empresas.

Os modelos de internacionalização de empresas apresentados podem ter aplicações diversas. Destacamos aqui a sua aplicação na formulação de programas de inserção de PMEs no mercado internacional.

Numa tentativa de melhorar a eficácia dos programas de promoção comercial para PMEs, o International Trade Center (1993), consagrado organismo internacional no auxílio às economias emergentes nesta área, sugere que o foco destes programas seja orientado em função das necessidades intrínsecas ao estágio das empresas no processo de internacionalização, conforme demonstrado a seguir:

Tabela 06 - Relação entre o processo de internacionalização de empresas e necessidades de assistência institucional

Estágio da Empresa Foco dos Programas de Assistência

1. Não Exportador Estimular a percepção sobre as oportunidades e os benefícios da atividade exportadora.

2. Exportador Reativo Motivar e fornecer informações sobre mercados potenciais.

3. Exportador Ativo

Treinamento em gestão e sistemática de comércio exterior, capacitação tecnológica e auxílio na promoção comercial (feiras e missões).

4. Exportador Comprometido

Estruturação organizacional para o comércio exterior, crédito orientado, informações sobre barreiras técnicas e políticas de

networking. Fonte: International Trade Center – ITC (1993).

Dentro desta mesma perspectiva, Minervini (1997) destaca a importância de se diagnosticar corretamente o estágio de internacionalização vivenciado por PMEs envolvidas em programas de formação de consórcio de exportação. Para Minervini, o grau de homogeneidade destas empresas no tocante ao nível de comprometimento com o mercado externo e a

disponibilidade de recursos são fatores cruciais para a continuidade e o sucesso deste tipo de programa.

No contexto brasileiro, a mais extensiva tentativa de se levantar o processo de internacionalização de empresas é o trabalho do grupo de pesquisadores da Fundação Dom Cabral (1996). Segundo este estudo, houve uma evolução incremental da participação das empresas brasileiras no mercado internacional, a qual pode ser dividida em três períodos: décadas anteriores aos anos 80; transição da década de 80; e a situação presente iniciada a partir de 1990.

O primeiro período caracterizou-se por uma presença no mercado internacional de um número restrito de grandes empresas exportadoras de bens não manufaturados. No segundo período, ou seja, na transição da década de 80, houve um número crescente de empresas exportadoras de bens e serviços em vários segmentos. Por fim, a partir de 1990, está ocorrendo a ampliação da presença internacional com a participação de empresas de diferentes portes e setores.

A constatação central do estudo da Fundação Dom Cabral foi a de que as empresas brasileiras, em suas incursões internacionais, ampliam o seu comprometimento de forma incremental. A evolução do processo de internacionalização das empresas produtoras brasileiras, na maioria dos casos, não decorre de uma estratégia deliberada por parte da cúpula administrativa. Estas empresas têm se transformado em exportadoras de forma gradativa, segundo um conjunto de decisões que emergem em uma determinada circunstância e podem inibir, acelerar ou retroceder o processo, o que caracteriza uma postura oportunista e não estratégica em relação ao comércio internacional.

Esta conclusão converge com os resultados do estudo de Motta Veiga (1999) sobre o comportamento exportador das PMEs brasileiras. A principal observação de Motta Veiga aponta no sentido de haver claramente um lag temporal entre a fundação da empresa e o início das

exportações. A procura pelo mercado externo só ocorre, em média, cinco anos após a sua criação pois a decisão de exportar, em geral, é tomada segundo fatores contingenciais que reduzem a percepção dos pequenos empreendedores sobre os riscos do comércio internacional, e parecem ser facilmente reversíveis a qualquer momento.

Partindo destes pressupostos, os pesquisadores da Fundação Dom Cabral (1996) elaboram uma seqüência de três etapas distintas que consideram a melhor forma de expressão do desenvolvimento das exportações das empresas brasileiras:

• 1° Fase: envolvimento experimental:

A atuação passiva dos dirigentes e seu baixo nível de comprometimento com as operações de exportação são evidentes. É comum a empresa ser procurada por importadores ou agentes internacionais, os quais, de uma forma geral, são quem impõem as regras. Os dirigentes tendem a dar maior ênfase aos processos de produção internos, em detrimento das atividades voltadas a prospecção de mercado e a análise dos riscos e oportunidades do mercado internacional.

• 2° Fase: envolvimento ativo:

O incremento da participação percentual das exportações sobre o total das vendas favorece a elevação dos níveis de comprometimento da cúpula administrativa, que toma decisões como a de formalizar um departamento de exportações e/ou de contratar um profissional especializado na área, além de adotar uma postura mais estratégica frente ao comércio internacional. Neste ponto, a empresa passa a participar de feiras e missões internacionais e começa a destacar uma parcela da sua produção exclusivamente para as vendas externas.

• 3° Fase: envolvimento comprometido:

A empresa exportadora atua em vários mercados não só adaptando-se a gostos e costumes locais, mas também desenvolvendo produtos focados em mercados selecionados, incluindo serviços de pós-venda. Pode surgir a possibilidade da implantação de uma subsidiária comercial ou de produção no exterior.