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Results & Discussion

4.2 Development of a setup for catalyst screening

4.2.4 Temperature study

O Centro Social da cidade é composto, principalmente, por um auditório, localizado em área adjacente à Prefeitura, com 240 m2 de área, com capacidade para acolhimento para aproximadamente 200 pessoas sentadas, onde ocorre a maioria das atividades sócio-culturais do município. Os recursos áudios-visuais utilizados nesse auditório foram fornecidos pela Prefeitura e pelo Posto de Saúde, respectivamente, tratando-se de um projetor de multimídia e um aparelho de som com tocador de fita cassete e CD (Compact Disc) e duas caixas de som; sendo que o primeiro foi utilizado nas palestras e o segundo nas oficinas em dinâmicas de grupo.

As palestras realizadas no Centro Social, logo após as visitas orientadas à usina de triagem e compostagem de lixo, foram proferidas pela mestranda e pelo encarregado da usina. Apesar de não constar como item de escolha do questionário da fase exploratória, a palestra foi citada como “outras técnicas” por algumas das entrevistadas. Independente da pequena ocorrência da palestra nas citações de preferência pelas entrevistadas, essa era uma atividade já prevista como introdutória das atividades do Centro Social, como uma das ações-meio da fase de mobilização.

O objetivo principal das palestras era complementar o conhecimento adquirido durante a visita à usina de lixo, aproveitando-se porém, do conforto da acomodação do auditório, para dar espaço aos questionamentos, que por ventura ainda existissem, sobre as explicações dadas nas instalações da UTC. A palestra proferida pela mestranda tinha também a finalidade de universalizar o conhecimento do público-alvo, ao apresentar alguns aspectos da coleta seletiva na capital, Belo Horizonte, e ao relacionar algumas doenças que podem ser veiculadas pela má destinação do lixo da cidade. Apresentava-se também o tempo de decomposição estimado de alguns materiais presentes no lixo.

Para a parte da palestra que versava sobre os assuntos citados, utilizou-se uma cartilha elaborada pela GEMS – Gerência de Mobilização Social da SMLU de Belo Horizonte, tendo

sido suas ilustrações inseridas em slides de apresentação do Power Point, aplicativo do sistema operacional Windows. Cabe ressaltar que essas mesmas ilustrações, pertencentes à citada cartilha, foram utilizadas para a confecção de um calendário, entregue às donas-de- casa, ao final das atividades no Centro Social, cujo exemplar pode ser visto no ANEXO IV. A Figura 6.7, a seguir, mostra um dos slides apresentados na palestra.

Figura 6.7 – Exemplo de slide utilizado nas palestras Fonte: Cartilha da SMLU, Belo Horizonte, 2004

Tendo em vista alguns questionamentos comuns, durante as visitas à usina de lixo e durante as palestras, tais como: 1) sobre a queima do lixo, 2) sobre entulhos da construção civil, 3) sobre a retirada das lixeiras públicas das ruas da cidade e 4) sobre a implantação da coleta na zona rural da cidade, eram dados os seguintes esclarecimentos:

1. A queima do lixo constituía-se em um procedimento condenável, tendo em vista os perigos à saúde humana representado por essa ação.

2. A responsabilidade de coleta e transporte dos entulhos originados de construção e reforma das habitações era do próprio produtor desses resíduos, estando a Prefeitura obrigada a apontar o local de despejo. Nesse item era ressaltado que a destinação atual dada pela Prefeitura era considerada ainda inadequada, já que era um despejo a céu aberto, na área próxima ao Centro Social. Aproveitava-se também para falar das soluções da cidade de Belo Horizonte, como a implantação de usinas de reciclagem de entulho da construção civil.

3. A retirada das lixeiras públicas das ruas da cidade foi necessária, tendo em vista o mau uso das mesmas, já que a população estava disponibilizando o lixo à coleta nessas lixeiras, em dias e horários inadequados e provocando a atração de animais e vetores de doenças. 4. A implantação da coleta seletiva na zona rural estaria programada para acontecer ainda em

2004, segundo a Prefeitura, entretanto, demandavam trabalhos de mobilização social dos seus moradores e estudo logístico da coleta, tendo em vista a localização esparsa das unidades habitacionais a serem atendidas. Cabe ressaltar que esse questionamento era feito, quase sempre, por donas-de-casa que tinham alguma ligação ou parentesco com pessoas habitantes da zona rural, ou mesmo tinham alguma propriedade localizada nessa região.

Ainda com relação à última questão, observou-se que a implantação da coleta seletiva na zona rural era uma preocupação das próprias agentes de saúde, que testemunharam a existência de depósitos não adequados de garrafas PET, em locais como margens de córregos, favorecendo potencialmente a disseminação de doenças como a Dengue, por causa do acúmulo de águas por esses materiais.

A palestra proferida pelo encarregado da usina de lixo tinha o objetivo de apresentar os custos e benefícios envolvidos na operação da UTC até o ano de 2003. Era apresentado um slide com um tabelamento das quantidades de recicláveis recuperados pela usina e o quanto esse reaproveitamento poderia representar de economia de recursos naturais para preservação do meio ambiente. Uma adaptação dessa tabela de custo-benefício foi apresentada no Capítulo 5 – Apresentação do problema, item 5.3.5.

Cabe ressaltar que todos os cálculos de quantitativos de materiais apresentados foram preparados pelo próprio encarregado da usina, utilizando dados operacionais da mesma e coeficientes por ele aprendidos no curso de treinamento oferecido pela UFV, através do LESA. Ressalta-se ainda o bom desempenho do encarregado no repasse dessas informações,

já que sua palestra tinha um traço de simplicidade e didática considerados adequados ao público-alvo participante.