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Møter mellom initiativ og etablert praksis Argumentativ og relasjonell dynamikk

4.5 Metoder og data

4.5.4 Tekst og dokument

função JNj(x, y) = m−n X j=1 λjyj2, onde λj ∈ {1, −1} .

Desde um ponto de vista mais geral, usaremos também a seguinte.

Definição 2.3. Seja S um subconjunto fechado de uma variedade diferenciável M de di- mensão n. Uma folheação singular F de codimensão um sobre M, com conjunto singular S, é um par F = (S, F∗), onde Fé uma folheação regular de codimensão um em M − S.

2.3

Folheação Estável Fraca

No capítulo 1, vimos que existe e esta bem definida a variedade estável forte Wss(p) para

todo ponto p ∈ M(X). Mais ainda, a família {Wss(p) : p ∈ M (X)} pode ser estendida a

qualquer vizinhança compacta U de M(X) no seguinte sentido: Seguindo [HPS77], o fibrado Ess

M (X) se estende continuamente ao fibrado EUss obtendo a decomposição TUM = EUss⊕ EUc e

daqui obtemos uma família {Wss(p) : p ∈ U }, onde cada Wss(p) é tangente a Ess

U. Como U

é qualquer, podemos tomar M como sendo esta vizinhança e estender esta família de forma contínua até a família Wss = {Wss(p) : p ∈ M }, que chamamos de folheação estável forte

sobre M com a propriedade de que quaisquer dois pontos na mesma folha são assintóticos um ao outro.

Agora, saturamos cada folha Wss(p) através do fluxo e obtemos a folha

Ws(p) = [

t∈R

Wss(Xt(p)),

tangente a Ess

M ⊕ EMX e transversal a ∂M, chamada de folha fraca estável em p. A família

Ws= {Wss(p); p ∈ M }

é chamada de folheação estável fraca. Cada folha L ∈ Ws é folheada, naturalmente, por uma

folha unidimensional definida por Xt e por uma folha de Wss, as quais são transversais uma

da outra.

Diferente do caso Anosov, a folheação Ws tem folhas singulares, que são exatamente as

folhas Wss(σ) passando pelas singularidades de X.

Como o número de singularidades σ do campo X é finito, temos um número finito de folhas Wss(σ), denotemos por

S = [

σ∈Sing(X)

Wss(σ)

Claramente, Wss(p) ⊂ Ws(p) para todo p ∈ M (X), valendo esta mesma relação para a

22 FOLHEAÇÃO ASSOCIADA AO FLUXO SECCIONAL-ANOSOV 2.3 Definição 2.4. A família Ws associada a um fluxo Seccional-Anosov X de codimensão um,

constitui, no sentido da definição 2.3, uma folheação singular de M.

Na folheação estável fraca Wsassociada a um fluxo Seccional-Anosov de codimensão um,

temos:

1. As folhas regulares são as variedades estáveis fracas Ws(p) de dimensão n − 1, associ-

adas a cada ponto p ∈ M(X) \ Sing(X); As quais contem as variedades estáveis fortes Wss(p), cuja dimensão é n − 2.

2. As únicas folhas singulares são as variedades estáveis fortes Wss(σ) de dimensão n − 2,

associadas a cada singularidade σ ∈ Sing(X). Além disso, as folhas, Wss(σ) são folhas

propriamente mergulhadas em M, isto é Wss(σ) ∩ ∂M = ∂Wss(σ) ∩ ∂M .

Convêm fazer o seguinte esclarecimento:

a) Embora a variedade estável fraca associada a uma singularidade σ seja denotada por Ws(σ), esta variedade está associada à decomposição hiperbólica T

σM = Eσs⊕ Eσu.

b) A notação Wss(σ) refere-se tanto a folha singular como a variedade estável forte da

singularidade.

É bem conhecido que Wuu(σ) ⊂ M (X) e daqui segue, Wu(σ) ⊂ M (X), ([Rob95], Teo-

rema 6.2). No entanto, Wss(σ) 6⊂ M (X), uma vez que Wss(σ) ∩ M (X) = {σ} de acordo a

Proposição 1.20.

Proposição 2.5. Para todo p ∈ M (X) temos Wss(p) 6⊂ M (X).

Demonstração. A proposição é verdadeira para p ∈ Sing(X).

Consideremos p ∈ M(X) \ Sing(X). A existência da variedade estável local nos garante que Wss

ǫ (p) ⊂ M , para todo ǫ > 0 e para todo p ∈ M (X). No entanto, devido a Xt apontar

para o interior de M, existe t ∈ R tal que X−t[Wǫss(Xt(p))] 6⊂ M .

Caso venhamos a ter Wss(p) ⊂ M (X) para algum p ∈ M (X) \ Sing(X), devemos de ter

X−t[Wǫss(Xt(p))] ⊂ Xt(M ) ⊂ M para todo t ∈ R, contradição. A proposição esta provada.

Na classe de fluxos Anosov, dois pontos p e q pertencentes a mesma folha de Ws satisfa-

zem O(p) ∩ Wss(q) 6= ∅, e a partir desta propriedade se tem que as folhas de Ws são copias

imersas de Rn−1, S1× Rn−2 ou S1×Rˆ n−2, onde a operação ˆ× entende-se como o produto de

tal forma que S1×Rˆ n−2 é uma especie de faixa de Moebius, ver [BM10] e [Mat95]. Para fo-

lheações de codimensão um em variedades de dimensão três claramente, S1×Rˆ 1, representa

2.3 FOLHEAÇÃO ESTÁVEL FRACA 23 Proposição 2.6. Sejam p, q dois pontos quaisquer contidos na mesma folha de Ws. Então

O(p) ∩ Wss(q) 6= ∅.

Demonstração. Como cada folha L ∈ Ws é conexa, quaisquer dois pontos p, q ∈ L são

conectados por uma caminho contínuo ψ : [0, 1] −→ M, tal que ψ(0) = p, ψ(1) = q. A compacidade de ψ([0, 1]), fornece uma cobertura aberta finita {Ai}i∈J de ψ([0, 1]), onde

J = {1, 2, . . . , n} ⊂ N.

Denotamos por γ = α1β1α2β2. . . αnβn a curva poligonal, onde αi ⊂ Ai é um arco da

Xt-órbita, com ponto inicial (final) pi (qi respectivamente) e βi ⊂ Ai é um arco passando

por qi e contido em Wss(qi), tal que pi+1 ∈βi∩ ψ ⊂ Ai∩ Ai+1. Note que deste modo p1 = p

e a curva poligonal γ aproxima à curva ψ.

A prova será feita por indução sobre o número de elementos da cobertura {Ai}i∈J.

Se n = 1, então a proposição segue imediatamente. Suponha então n > 1 e que a proposição é verdadeira para n − 1. A curva γ nos fornece um ponto p2 ∈ ψ tal que

o arco da curva ψ ligando p2 a q é coberta por n − 1 abertos Ai. Agora, pela hipó-

tese de indução existe y ∈ O(p2) ∩ Wss(q). Note que y = Xr(p2) para algum r ∈ R e

Xr[Wss(p2)] = Wss(Xr(p2)) = Wss(y) = Wss(q).

Por outro lado, pela forma como foi definida γ, existe q1 ∈ O(p1) ∩ Wss(p2), logo

Xr(q1) ∈ XrO(p1) ∩ Wss(p2) = O(p1) ∩ Wss(q).

Portanto, existe z = Xr(q1) ∈ O(p) ∩ Wss(q), como desejávamos provar.

A seguinte proposição dá uma caracterização das folhas regulares de Ws, associada a flu-

xos Seccional-Anosov, cuja prova é uma adaptação dos argumentos encontradas em [BM10] e [Mat95].

Proposição 2.7. As folhas regulares de Ws associadas a um fluxo Seccional-Anosov de

codimensão um são cópias imersas de Rn−1, S1× Rn−2 ou S1×Rˆ n−2.

Demonstração. Pela Proposição 2.6, sobre cada folha L ∈ Ws temos O(p) ∩ Wss(q) 6= ∅,

para todo p, q ∈ L. Mostraremos que esta interseção se reduz a um único ponto. Para isto vamos considerar:

(a) L não contem órbitas periódicas.

Suponha que existam z1 6= z2 ∈ O(p) ∩ Wss(q), então Xt(z1) = z2 para algum t, de onde,

Wss(q) = Wss(z1) = Wss(z2) = Wss(Xt(z1)) = Xt(Wss(z1))

Assim, o difeomorfismo Xt restrito a Wss(z1), é tal que Xt(Wss(z1)) = Wss(z1). Logo,

Xt é uma contração, uma vez que kDXt(x)|Ess

x k ≤ Ke

−λt.

Por outro lado, Wss(z

1) é um espaço métrico completo com a métrica induzida pela

métrica Riemanniana de M, uma vez que Wss(z

1) é aberto em M . Agora, pelo teorema

de ponto fixo para contrações, existe um ponto fixo para Xt, isto dá origem a uma órbita

periódica em Wss(z

24 FOLHEAÇÃO ASSOCIADA AO FLUXO SECCIONAL-ANOSOV 2.3 (b) L contem órbita periódica.

Sejam z1 6= z2 ∈ O(p) ∩ Wss(q) de período T , logo

d(z1, z2) = d(XnT(z1), XnT(z2)) → 0 quando n → ∞

De onde z1 = z2.

O seguinte lema será útil no próximo capítulo, por tal motivo apresentamos sua prova. Lema 2.8. Para toda folha L ∈ Ws difeomorfa a S1× Rn−2 ou S1×Rˆ n−2 existe uma única

órbita periódica O tal que L = Ws(O).

Demonstração. De fato, suponha que p 6= q ∈ L sejam dois pontos periódicos de períodos T1 e T2 respectivamente, tais que O(p) 6= O(q) geram a folha L.

Como p, q são periódicos d(p, q) = d(XnT1(p), XnT2(q)), para todo n ∈ N. Além disso, por

definição temos limt→∞d(Xt(p), Xt(q)) = 0, para todo t ∈ R. Assim,

d(p, q) = lim

n→∞d(XnT1(p), XnT2(q)) = 0,

de onde p = q, absurdo. Isto conclui a prova do lema.

Em dimensão três, a folha singular Wss(σ), é um arco propriamente mergulhado de M ,

isto é, Wss(σ) ∩ ∂M = ∂Wss(σ) ∩ ∂M , esta afirmação segue do segundo item da Propo-

sição1.20, [BM10] e [MPP99]. Desta forma Wss(σ), em dimensão três, é uma folha compacta.

Proposição 2.9. As folhas singulares da folheação Ws de M são folhas compactas.

Demonstração. Como Wss(σ) é uma subvariedade propriamente mergulhada de M , vale

Wss(σ) ∩ ∂M = ∂Wss(σ) ∩ ∂M , pela Proposição 1.20. Logo,

∂Wss(σ) ⊂ ∂M e ∂Wss(σ) ⊂ Wss(σ)

Daqui Wss(σ) é fechado e como M é compacto, segue a conclusão.

Pela teoria de variedades invariantes, [HPS77], sabemos que para todo ponto q 6= σ em Wu(σ) existe uma única variedade estável forte Wss(q) e daqui pela extensão a M uma

única folha regular Ws(q).

Definição 2.10. Dizemos que uma folha singular Wss(σ) ∈ Ws é de tipo sela se σ é singu-

laridade hiperbólica não trivial e existem exatamente quatro folhas regulares L1, L2, L3, L4 ∈

Ws tais que Wss(σ) ⊂ ¯L

i, i = 1, 2, 3, 4. As duas primeiras chamadas de separatrizes estáveis

de Wss(σ) e as duas últimas chamadas de separatrizes instáveis de Wss(σ).

Capítulo 3

Resultados topológicos para 3-variedades

Neste capítulo, apresentamos os dois primeiros resultados deste trabalho, para fluxos Seccional-Anosov definidos em variedades de dimensão três.

Os principais resultados deste capítulo são:

Teorema (C). Se X é um fluxo Seccional-Anosov sobre uma 3-variedade compacta M , então toda órbita periódica de X representa um elemento de ordem infinita de π1(M \ K).

Teorema (D). Toda variedade compacta tridimensional M que suporta fluxo Seccional- Anosov transitivo X satisfaz as seguintes propriedades:

1. O número de singularidades de X é igual a −χ(M);

2. A característica de Euler, χ(·), de cada componente conexa de ∂M é não positiva. E, existe pelo menos uma componente conexa com característica de Euler negativa se e somente se X possui singularidades;

3. π1(M ) é infinito.

Mostramos também que sob hipoteses específicas, π1(M ) é de crescimento exponencial

e damos uma pequena clasificação de 3-variedades que suportam fluxos Seccional-Anosov transitivos com ou sem singularidades.

3.1

Preliminares

Consideramos um fluxo Seccional-Anosov X definido sobre uma variedade compacta, conexa, com bordo M de dimensão três.

A Definição 1.23 para singularidade de tipo Lorenz, nos garante, no caso de dimensão três, que o operador DXt(σ) possui três autovalores λ1, λ2, λ3, satisfazendo λ2 < λ3 < 0 <

−λ3 < λ1.

No conjunto invariante maximal M(X), todas as singularidades σ ∈ M(X) são de tipo Lorenz. Isto segue do seguinte resultado encontrado em [MPP99].

Teorema 3.1 (Teorema A, [MPP99]). Seja X fluxo Seccional-Anosov e M(X) seu con- junto invariante maximal. Então, M(X) tem pelos menos uma singularidade acumulada por órbitas regulares de X em M(X). Além disso, se verifica o seguinte para X ou -X: cada singularidade acumulada σ de M(X) é de tipo Lorenz e satisfaz M(X) ∩ Sing(X) = {σ}.

26 RESULTADOS TOPOLÓGICOS PARA 3-VARIEDADES 3.2 A partir deste resultado, segue que as variedades estáveis fortes Wss(σ) são transversais

a fronteira de M (Wss(σ) −∂M ). De onde, Wss(σ) ∩ ∂M = ∂Wss(σ) ∩ ∂M .

Seguindo [BM10], o conjunto não errante de X nos fornece uma forma de verificar se uma singularidade é de tipo Lorenz.

Teorema 3.2. Seja X é um fluxo Seccional-Anosov definido sobre M . Se σ ∈ M (X) é uma singularidade de X e Ω(X) \ {σ} não é fechado, então σ é de tipo Lorenz.

Demonstração. Suponha, por contradição, que σ não é de tipo Lorenz. Segue da Definição

1.23 que Wss(σ) = Ws(σ).

Como Ω(X) \ {σ} não é fechado, existe uma sequencia pn → σ tal que pn∈ Ω(X) \ {σ},

para todo n. Por outro lado, como pn6= σ, podemos assumir que pn∈ Wu(σ) ∪ Ws(σ).

Suponha que exista p = pn ∈ Wu(σ)\{σ} próximo de σ, então existem sequencias qm → p

e tm → ∞ tal que Xtm(qm) → p. Logo, existe uma sequencia sm < tm tal que Xsm(qm) → q,

para algum q ∈ Ws(σ) \ {σ}. O ponto q existe desde que exista p

n∈ Ws(σ).

Note que q 6= σ, q ∈ M (X) e {q} não é hiperbólico, contradizendo a Proposição

1.20.

Uma condição suficiente ([BM10]) para uma singularidade σ ser de tipo Lorenz, vem dado pelo seguinte.

Teorema 3.3. Seja X um fluxo Seccional-Anosov definido sobre M . Então cada singulari- dade no fecho da variedade instável de uma órbita periódica de X é de tipo Lorenz.

Demonstração. Seja O a órbita periódica de X. Se σ ∈ Cl(Wu(O)) não é de tipo Lorenz,

então dim(Wss(σ)) = dim(Ws(σ)) = 1. De outro lado, σ /∈ O, de onde Cl(Wu(O)) contem

uma das duas componentes conexas de Ws(σ)\{σ}, de onde Ws(σ) ⊂ M (X), contradizendo

a Proposição 2.5

Na classe Anosov, todo fluxo Anosov definido em variedades fechadas tem órbita perió- dica. Este mesmo resultado vale para classe Seccional-Anosov em dimensão três.

Teorema 3.4 ([BM10], Teorema C). Cada fluxo Seccional-Anosov definido sobre uma 3- variedade compacta possui órbita periódica.

Corolário 3.5. O conjunto invariante maximal M (X) de um fluxo Seccional-Anosov tran- sitivo com singularidades, definido em uma 3-variedade compacta, é um conjunto atrator expansor.

Corolário 3.6. Seja X um fluxo Seccional-Anosov transitivo, definido sobre M . Então M (X) = Cl(Wu(O)) para alguma órbita periódica O de X.

Seja K a união das variedades estáveis fortes por cada singularidade σ.

K = [

σ∈Sing(X)

3.3 CRESCIMENTO EXPONENCIAL 27