Møter mellom initiativ og etablert praksis Argumentativ og relasjonell dynamikk
5 Byutvikling i Tromsø
5.4 Byutvikling i Tromsø 1990-2005: Miljø, spill og konflikt
5.4.1 Miljø, urbanisme og vern: Miljøbyprogrammet
Procuramos eliminar ou diminuir as conexões de sela entre as singularidades da folheação F∗, para isto, os lemas a seguir fornecem uma forma de eliminar as conexões de sela. Todos
estes lemas, de cunho topológico, constituem uma extensão do teorema de Haefliger.
Teorema 5.15 (Haefliger). Seja F uma folheação de codimensão um de classe C2 de uma
variedade M possuindo curva fechada transversal a F. Então, as folhas de F tem holonomia de um lado só.
5.1 FOLHEAÇÃO INDUZIDA NO DISCO D2 47
Definição 5.16 (Holonomia de um lado só). Seja F uma folheação de codimensão um, numa variedade M. Uma folha F de F tem holonomia de um lado só se existe uma curva c ⊂ F e x0 ∈ c cuja aplicação de holonomia f : Dom(f ) ⊂ Σ −→ Σ sobre um segmento
transversal Σ que intersecta c satisfaz as seguintes propriedades: 1. f não é a identidade Id em qualquer vizinhança de x0 em Σ.
2. f = Id em alguma das componentes de Σ \ {x0}.
Lema 5.17. As folhas regulares da folheação singular Ws associada a um fluxo Seccional-
Anosov não tem holonomia de um lado só.
Demonstração. Pela Proposição 2.7, as folhas regulares de Ws são copias imersas de Rn−1
ou de S1 × Rn−2 ou faixas de Moebius S1×Rˆ n−2, que intersectam a fronteira ∂M de M.
Pelo Lema 2.8as folhas do tipo S1× Rn−2ou S1×Rˆ n−2 possuem uma única órbita periódica
geradora.
Seja F ∈ Ws uma folha regular. Se F é Rn−1 ela possui holonomia trivial e a prova esta
concluída.
Se F é S1×Rn−2ou S1×Rˆ n−2, existe uma única órbita periódica α que gera F . Considere
uma seção transversal Σ a F no ponto x0 ∈ F e uma curva γ fechada, contendo x0, não
homotópica a uma constante em F .
Usando o fluxo X conseguimos uma homotopia entre γ e α. Ora, pela Proposição 1.20
α é uma órbita periódica hiperbólica. Isto significa que para qualquer seção transversal a F em um ponto de α a aplicação de holonomia fα é expansora, pois X é seccionalmente
expansor, em particular fα não tem holonomia de um lado só. Logo fγ não tem holonomia
de um lado só, para qualquer curva γ em F .
Lema 5.18. Seja G : D2 → M uma aplicação contínua tal que a restrição G|∂D2 é trans-
versal à folheação (singular) estável Ws de codimensão um, definida sobre M. Então para
cada ǫ > 0 e todo r ≥ 2 existe g : D2 → M de classe Cr, ǫ-próxima de G na topologia Cr,
satisfazendo:
1. g|∂D2 é transversal a Ws,
2. Para toda singularidade p ∈ (D2∩Ws), existe uma vizinhança trivializadora U de Ws e
uma aplicação distinguida π : U → R tal que p é uma singularidade não degenerada de π ◦ g : g−1(U ) → R. Em particular, existe somente um número finito de singularidades
sobre D2,
3. Dados dois pontos pi, pj ∈ T , com i 6= j, então g(pi) e g(pj) estão contidos em folhas
diferentes. Em particular, é possível remover as conexões de sela entre pontos de tipo de T.
48 PROVA DO TEOREMA B 5.1 Lema 5.19. Seja Ws a folheação (singular) estável sobre M, associada a um fluxo Seccional-
Anosov X de codimensão um, com singularidades σ ∈ Sing(X), todas de tipo Lorenz, e seja h : D2 → M contínua tal que h(∂D2) −⋔Ws. Então, existe um disco D homotópico a h(D2),
sem conexão de sela entre uma singularidade de tipo T e uma singularidade de tipo S. Demonstração. Consideremos p, q ∈ h(D2) duas singularidades, com p uma singularidade
sela de tipo T e q uma singularidade sela de tipo S. Claramente q ∈ Wss(σ) para alguma
singularidade σ ∈ Sing(X) e p ∈ L, onde L é uma folha regular separatriz de Wss(σ).
Fixemos uma cobertura aberta Q1, Q2, . . . , Qk por cartas folheadas de h(D2), onde sem
perda de generalidade podemos supor que a carta φi : Q
i → Dn−1× D1 é dada por
φi(x) = (φi
1(x), φi2(x), . . . , φin−1(x), πi(x))
onde πi : Qi → R é a projeção ao longo das placas.
Tomemos uma vizinhança trivializadora da folheação Ws contendo p, digamos V , con-
forme a figura (?) abaixo. Assim, a tangencia entre h(D2) e Ws é vista na tangencia entre
a placa Up de Ws que contem p e o disco h(D2). Podemos assumir que esta placa Up esta
contida em Ql, mais ainda podemos assumir que V ∩ Ql esta folheada por placas horizontais
conforme a figura 4.1.
Definimos Wi = h−1(Qi) de tal forma que W1, W2, . . . , Wk é uma cobertura aberta de
D2. Como CL(D2) é compacto, existem coberturas (V
i)ki=1 e (Ui)ki=1 de D2 por abertos tais
que
Ui ⊂ CL(Ui) ⊂ Vi ⊂ CL(Vi) ⊂ Wi
Logo, existe uma partição da unidade subordinada à cobertura Vi e sem perda de genera-
lidade podemos supor que h(Vj) ∩ Up = {p}, para algum j. Usando esta partição da unidade
conseguimos deformar de forma diferenciável o disco h(D2) ⊂ M , obtendo uma deformação
isotópica de D2.
Esta perturbação, permite deslocar o interior de h(D2) de tal forma que h(D2) mantenha
a tangencia com Ws, porem não mais com a placa U
p e sim com uma outra placa Up∗ ∈ L,/
consequentemente não há mais tangencia com a folha L.
Com isto, conseguimos um disco D homotópico a h(D2), onde temos o ponto de tan-
gencia p∗ no lugar de p, de tal forma que mantemos o número de tangencias em D idêntico
ao número de tangencias em h(D2), e desta vez p∗ e q não possuem conexão de sela, pois a
folha Lp∗ não é mais separatriz de Wss(σ).
Portanto, o lema esta demonstrado.
Antes de prosseguir com nosso propósito de eliminar ou diminuir as conexões de selas entre as singularidades que aparecem no disco, lembramos que a interseção do disco D2 com
5.1 FOLHEAÇÃO INDUZIDA NO DISCO D2 49
A conexão de sela entre duas singularidades de tipo S no disco D2, aparece porque:
• Existe uma folha regular L, separatriz comum de Wss(σ
i) e de Wss(σj), para σi, σj ∈
Sing(X), que intersecta transversalmente o disco D2. Dito de outra forma, tal cone-
xão aparece, porque um dos ramos da variedade instável Wu(σ
i) da singularidade σi,
Wu
∗(σi) digamos, entra na variedade estável Ws(σj) da singularidade σj, isto é,
W∗u(σi) ⊂ [W s(σ
j) \ Wss(σj)].
• A interseção do disco D2 com as separatrizes de Wss(σ) induzem curvas contidas sobre
as separatrizes que retratam a conexão de sela.
Em ambos os casos a curva sobre D2 que realiza a conexão de sela entre duas singula-
ridades de tipo S é homotópica a variedade instável Wu(σ) da singularidade σ que define
Wss(σ). A partir daqui, temos:
1. Se σi 6= σj, obtemos dois pontos qi ∈ h(D2) ∩ Wss(σi) e qj ∈ h(D2) ∩ Wss(σj) de tipo
S, de tal forma que a conexão de sela entre q1 e q2 é dada por uma curva β homotópica
a Wu ∗(σi).
2. Se σi = σj = σ, obtemos pontos qi, qj ∈ h(D2) ∩ Wss(σ), singularidades de tipo S em
D2. Então temos:
(a) Se qi = qj, existe uma autoconexão de sela e neste caso o disco D2 intersecta L
em uma curva α homotópica a Wu ∗(σi).
(b) Se qi 6= qj, existe uma conexão de sela β sobre D2, formada pela concatenação de
curvas distintas βi contidas em separatrizes diferentes da folha singular Wss(σ).
L
W
ss(σ
i)
W
ss(σ
j)
W
ss(σ
i)
q
1q
2q
2q
1W
u(σ
j)
D
2σ
j Wu(σ j)Figura 5.5: Singularidades tipo S e suas conexões de sela
Nesta última situação, quando qi, qj ∈ h(D2) ∩ Wss(σ), temos condições de evitar a cone-
50 PROVA DO TEOREMA B 5.1 Lema 5.20. Seja Ws a folheação (singular) estável sobre M, associada a um fluxo Seccional-
Anosov X de codimensão um, com singularidades σ ∈ Sing(X), todas de tipo Lorenz, e seja h : D2 → M contínua tal que h(∂D2) −⋔Ws. Então, existe um disco D homotópico a h(D2),
sem conexão de sela entre duas singularidades de tipo S, provenientes da mesma variedade singular Wss(σ).
Demonstração. Suponha que as singularidades provenientes da interseção com Wss(σ) são
{q1, q2, . . . , ql}.
Sejam qi, qj ∈ D2 ∩ Wss(σ), singularidades de tipo S, provenientes da interseção de D2
com a folha singular Wss(σ), com conexão de sela entre elas.
Sejam L1, L2 as separatrizes instáveis de Wss(σ), as quais contem a variedade instável
Wu(σ) e sejam L
3, L4 as separatrizes estáveis de Wss(σ).
Sabemos que dim(h(D2)) = 2, dim(Wss(σ)) = n − 2 e dim(L
m) = n − 1 para m =
1, 2, 3, 4. Logo, por argumentos de dimensão, a interseção h(D2) ∩ Wss(σ)) é um ponto e a
interseção h(D2) ∩ L
m, é uma curva. Além disso, Wss(σ) separa Ws(σ) e Ws(σ) separa M .
Pelas observações feitas antes do enunciado deste lema, podemos supor que a conexão de sela esta contida na folha L1. Seja α ⊂ D2∩ L1 a conexão de sela entre as singularidades
qi e qj e seja N ⊂ Wss(σ) a curva ligando as duas singularidades qi e qj. Observamos que
α ∪ N bordam um região, que junto com a fronteira definem um conjunto compacto A.
(2) (3) q1 q2 q 1 q2 q2 q1 Wss(σ) Wss(σ) (4) Wss(σ) Wss(σ) (1)
Figura 5.6: Em dim=3, eliminação conexões de sela de singularidades tipo S
Como cada σ ∈ Sing(X) é de tipo Lorenz, podemos, após uma mudança de coordena- das se necessário, assumir que o sistema de coordenadas (x1, x2, . . . , xn) em M é tal que
x1 corresponde a Wu(σ), (x2, x3, . . . , xn−1) corresponde às coordenadas da folha singular
Wss(σ) e x
n corresponde a coordenada complementar de Wss(σ) tal que (x2, x3, . . . , xn) são
coordenadas de Ws(σ).
Sejam q′
i e q′j dois pontos em α ∩ L2 e N′ a curva ligando q′i e qj′ homotópica a N
5.2 PROVA DO TEOREMA B 51