Kapittel 3: Forsking om metaforar om kommunikasjon
3.4 Taylor – kommunikasjon som instruksjon og konstruksjon i lesing
As informações a seguir foram obtidas a partir das entrevistas, sendo aquelas constantes na FNTb checadas com os dados disponíveis na ficha de cada paciente, e complementadas ou corrigidas, considerando-se mais fidedignos os dados obtidos nos depoimentos.
A média de tempo entre o início do tratamento e a data da entrevista foi de 76,3 dias, respeitando-se o critério de não entrevistar o paciente antes dos 30 dias, de forma que ele pudesse ter experimentado o tratamento, bem como efeitos das medicações e atendimento na Unidade de Saúde.
As UBS de tratamento representam todos os 04 DA da região, apesar de não haver pacientes residentes no DA Vila Matilde. Os entrevistados pertenciam à 07 das 21 UBS da região da STS-Pe, sendo que, destas, a UBS Vila Esperança, a UBS Engenheiro Trindade e a UBS Emilio Santiago, pertencem ao DA Penha, com 59,1% dos entrevistados. Já a UBS José Pires e a UBS Cangaíba pertencem ao DA Cangaíba, com 31,9% dos entrevistados. A UBS Vila Matilde pertence ao DA Vila Matilde e a UBS A.P.F. Villalobos ao DA Artur Alvim, com 4,5% dos entrevistados para cada uma delas. Salienta-se que 06 UBS são unidades tradicionais, e somente uma, a UBS A.P.F. Villalobos, é unidade mista que, ou seja, além do modelo tradicional, tem implantada a Estratégia Saúde da Família (ESF).
Dos entrevistados, 16 (72,7%) residiam a mais de um kilômetro (km) do serviço de saúde onde realizavam o tratamento, sendo a distância média de 1,8 km.
Tabela 13 - Distribuição dos entrevistados quanto ao tempo de tratamento até a data da entrevista e DA de residência, Unidade de Atendimento e distância em relação à residência. STS-Pe, São Paulo, 2014.
(1) Utilizou-se o programa Google Maps (https://www.google.com.br/maps) para medir a distância da
residência à UBS de Atendimento, , utilizando-se a opção “a pé”, rota mais curta.
O sexo masculino foi prevalente (59,1%) entre os entrevistados, mas não é desprezível a porcentagem de mulheres (Tabela 14). A faixa etária predominante foi de 20 a 39 anos (91,0%), que corresponde à parcela da população economicamente ativa .
O Departamento de origem dos entrevistados foi predominantemente o de La Paz. Não foi possível identificar a média de anos que estes imigrantes estão no Brasil, pois os entrevistados não tinham informação precisa sobre o dia da chegada. Entre os entrevistados, 04 (18,2%) encontram-se no Brasil há 7 ou mais anos, sendo que alguns desses retornaram à Bolívia, e reentraram no Brasil, sendo computado o período total de permanência neste País.
Características n=22 %
Tempo de tratamento até entrevista (em dias)
30 a 59 11 50,0
60 a 89 2 9,1
90 a 119 6 27,3
120 a 149 3 13,6
Distrito Administrativo de Residência
Artur Alvim 2 9,1
Cangaíba 8 36,4
Penha 12 54,5
Vila Matilde - -
Unidade de Tratamento
UBS Vila Esperança 8 36,5
UBS José Pires 5 22,7
UBS Engenheiro Trindade 4 18,2
UBS Cangaíba 2 9,1
UBS A.P.F. Villalobos 1 4,5
UBS Emilio Santiago 1 4,5
UBS Vila Matilde 4,5
Distância casa à UBS (em km)(1)
0 a 0,9 6 27,3
1,0 a 1,9 6 27,3
2,0 a 2,9 9 40,9
Em relação à escolaridade, 20 (90,9) declararam escolaridade igual ou superior a 8 anos de estudo, sendo destes um com formação ensino superior em arquitetura (4,5%). Destaca-se que não havia escolaridade inferior a 04 anos de estudo. Apesar de muitos entrevistados não saberem precisar a escolaridade materna, para os entrevistados que souberam informar (15: 68,2%) a quase totalidade referiu que a mãe não estudou ou o fez somente até 4 anos de estudo.
Tabela 14 - Distribuição dos pacientes entrevistados segundo
características sociodemográficas. STS-Pe, São Paulo, 2014.
Características n= 22 %
Sexo
Masculino 13 59,1
Feminino 9 40,9
Faixa Etária (em anos)
até 19 1 4,5 20 a 29 17 77,3 30 a 39 3 13,7 40 a 49 1 4,5 Departamento de Origem La Paz 16 72,8 Cochabamba 5 22,7
Santa Cruz de La Sierra 1 4,5
Tempo no Brasil (anos)
< 1 2 9,1 1 a 2 9 40,9 3 a 4 2 9,1 5 a 6 5 22,7 7 a 8 2 9,1 9 e mais 2 9,1
Escolaridade (em anos)
4 a 7 2 9,1 8 a 11 6 27,3 12 a 14 13 59,1 15 e + 1 4,5 Escolaridade da mãe Não estudou 6 27,3 Básica (1 a 4 anos) 8 36,4 Intermediária (5 a 8 anos) 1 4,5 Não sabe 7 31,8
No que diz respeito à ocupação, somente 03 (14, 4%) referiram profissão diferente de costureiro, no entanto, as ocupações de cozinheiro e vendedor estavam associadas ao setor da costura, pois o cozinheiro prestava serviços para uma oficina de costura, e o vendedor, único que tinha vínculo trabalhista legalizado pela CLT, trabalhava em empresa de confecção.
Observa-se carga horária de trabalho alta, sendo que 15 (71,4%) referiram jornada de mais de 50 horas de trabalho/semana, que inclui trabalho de segunda à sexta-feira, e meio período aos sábados, sendo o descanso semanal aos domingos, o que, no entanto, foi referido que pode ser estendido em períodos de maior demanda por encomendas de costura.
Em relação ao local de residência e trabalho, coincidia para 18 (85,7%) entrevistados, que relataram que o dormitório situava-se em área física separada da oficina de costura, mas nas dependências do domicílio. No que se refere à opinião sobre ventilação no local de trabalho, 17 (81,0%) referiram que era adequada.
Onze (11: 50,0%) informaram que viviam com cônjuge e filhos, 6 (27,3%) com tios e primos e 5 (22,7%) não tinham parentes no Brasil.
Tabela 15 - Distribuição dos pacientes entrevistados segundo características de trabalho(1). STS-Pe, São Paulo,
2014. Características n = 21(1) % Ocupação Costureiro 18 85,6 Cozinheiro 1 4,8 Vendedor 1 4,8 Jardineiro 1 4,8
Carga horária de trabalho (h/semanais)
Não trabalhava no momento 1 4,8
30 a 39 2 9,5
40 a 49 3 14,3
50 a 59 3 14,3
60 a 69 7 33,3
70 e mais 5 22,8
Trabalho e residência no mesmo local
Sim 18 85,7
Não 3 14,3
Local de trabalho considerado ventilado/arejado
Sim 17 81,0
Não 4 19,0
(1) Um dos sujeitos não se encontrava trabalhando no momento da entrevista.
No que se refere ao local onde ocorreu o diagnóstico da tuberculose, a quase totalidade dos entrevistados referiu descoberta em unidades de urgência/pronto-atendimento ou em internação hospitalar (18: 81,8%) (Tabela 16).
Em relação ao adoecimento, 04 (18,2%) já tinham histórico anterior da doença, recidiva ou abandono. Destaca-se que a forma extrapulmonar, exclusiva ou associada à pulmonar, representou 13,6% (03) entre os entrevistados.
A baciloscopia foi realizada para todos os pacientes e foi negativa para 05 (22,7%), dentre estes, 03 foram classificados como tuberculose pulmonar, por outros exames.
A cultura foi realizada somente para 09 (40,9%) pacientes, tendo sido realizada para todos os casos de tuberculose extrapulmonar, conforme orienta o PCT. Dos 05 casos que tiveram
resultado de cultura positiva, 01 teve identificada monorresistência à Isoniazida.
A radiografia de tórax não foi realizada por 07 pacientes, sendo destes 06 diagnosticados com tuberculose pulmonar. O exame histopatológico foi realizado para 02 pacientes, 01 destes com tuberculose extrapulmonar e outro com tuberculose pulmonar e extrapulmonar.
A testagem para o HIV não foi feita por um dos pacientes, e somente um referiu diabetes como comorbidade.
Tabela 16 - Distribuição dos pacientes entrevistados segundo características do diagnóstico da Tuberculose. STS- Pe, São Paulo, 2014.
Características n =22 %
Tipo de Descoberta
Unidade de urgência hospitalar 7 31,9
Internação em hospital 6 27,3
Pronto Atendimento 5 22,7
Demanda Ambulatorial 3 13,6
Continuidade tratamento iniciado na Bolívia 1 4,5
Tipo Caso Novo 18 81,8 Recidiva 2 9,1 Retratamento-abandono 2 9,1 Forma clínica Pulmonar 19 86,4 Extrapulmonar 2 9,1 Pulmonar + Extrapulmonar 1 4,5
Exame diagnóstico realizado Baciloscopia
Positiva 17 77,3
Negativa 5 22,7
Cultura de Escarro diagnóstica
Positiva TS Sensível 3 13,6 TS Resistente 1 4,5 TS não realizado 1 4,5 Negativa 4 18,2 Não realizado 13 59,1 Raio X Normal 1 4,5 Suspeita de Tuberculose 13 59,1 Outra Patologia 1 4,5 Não realizado 7 31,9 Histopatológico Sugestivo de tuberculose 2 9,0 Não realizado 20 91,0 Teste HIV Negativo 21 95,5 Positivo - - Não realizado 1 4,5 Comorbidades Sim 1 4,5 Não 21 95,5
Em relação aos contatos de 73,7% (14) dos entrevistados, informaram exame para menos de 80,0% dos contatos. Salienta-se,
portanto, o elevado percentual de entrevistados que não tiveram os contatos examinados.
Tabela 17 - Distribuição dos pacientes entrevistados segundo percentual dos contatos examinados. STS-Pe, São Paulo, 2014.
% dos contatos examinados n=19(1) %
0 7 36,9 01 a 20 2 10,5 21 a 40 3 15,8 41 a 60 2 10,5 61 a 80 - - 81 a 100 5 26,3
(1) 03 casos não informaram
Observou-se discrepância em relação às informações sobre o TDO, entre as contidas na FNTb e as coletadas no momento da entrevista. Considerou-se que o paciente fazia o TDO quando informava realizar a ingestão dos medicamentos na fase intensiva e na fase de manutenção, no mínimo três vezes por semana, conforme critérios estabelecidos pelo MS. Os dados da Tabela 18 revelam tal disparidade.
Tabela 18 - Distribuição dos pacientes entrevistados segundo
Tratamento Diretamente Observado (TDO)
informado na FNTb e no momento da entrevista. STS-Pe, São Paulo, 2014.
TDO Informado
FNTb Informado Entrevista
N=22 % N=22 %
Sim(1) 16 72,7 6 27,3
Não 6 27,3 16 72,7
(1) Considerou TDO quando o paciente ingeria a medicação de forma supervisionada por um
No Município de São Paulo, a tomada da medicação de forma supervisionada concede ao paciente, como incentivo, o direito ao recebimento gratuito de uma Cesta Básica mensal, durante todo o tratamento, enquanto o mesmo realizar este tipo de tratamento. Sendo assim, comparou-se a informação sobre o tipo de tratamento, coletada no momento da entrevista, e o número de Cestas Básicas fornecidas pelo PCT do Município.
A Figura 9 aponta que, embora alguns entrevistados não tenham realizado TDO, da forma recomendada pelo MS e, portanto, deveriam ser considerados como pacientes em tratamento autoadministrado, 7 receberam Cesta Básica, variando o número de cestas recebidas entre 4 a 8 para cada paciente, durante todo o tratamento. Entretanto, um (1) dos pacientes identificado como em TDO durante a entrevista não recebeu nenhuma Cesta Básica.
Figura 9 - Distribuição dos entrevistados, segundo tipo de
tratamento realizado, identificado nas entrevistas e