4. Presentasjon og analyse av datamateriale
4.5 Systemer for ledelse og læring
(a) Palestra“É Hora de Plantar”
Conforme já citado, a FUNDAÇÃO-MT, além da pesquisa e desenvolvimento, compar- tilha conhecimento e tecnologias voltadas aos principais cultivos do Estado, o que permite aos produtores acessar os resultados da P&D e ainda participar de discussões sobre temas diversos. Um desses momentos são as palestras que coincidem com o ciclo da soja: plantio, tratos cultu- rais e colheita da soja, sendo o primeiro denominado “É Hora de Plantar”, o qual acontece no momento que antecede o plantio da soja.
Nesse sentido, o evento “É Hora de Plantar” contemplou assuntos como aumento de produtividade, previsões climáticas e controle de pragas e doenças. Oportunidades de compar- tilhamento de conhecimento como essa possibilitam que os sojicultores conheçam novas tec- nologias, resultados sobre o desempenho de produtos, produtividade, adubação, além de infor- mações sobre o clima. Tudo isso é relevante para a sua atividade.
O evento “É Hora de Plantar” foi conduzido por dois pesquisadores da FUNDAÇÃO- MT e por um meteorologista da Somar Meteorologia. Um dos pesquisadores da FUNDAÇÃO- MT tratou da temática de forma provocativa: “É possível produzir 25 sacas/ha de soja a mais com a mesma adubação?”. Os dados apresentados permitiram que os produtores refletissem diante de uma realidade que apresenta estagnação na produção de soja, uma vez que a média está há 15 safras entre 50 e 53 sc/ha no Mato Grosso. A modificação desse cenário requer mudanças nas práticas de cultivo e manejo do solo, pois a forma monocultura, além de afetar a produtividade, eleva os custos em função dos problemas com pragas e doenças.
Na apresentação do tema “Manejo e controle de doenças: como ter melhor eficiência?”, abordado por outro pesquisador FUNDAÇÃO-MT, os produtores conheceram dados de testes com diferentes tipos de produtos em diversas variedades de soja para o controle de doenças. Assim, tomaram conhecimento de quais produtos tiveram melhores resultados, principalmente no caso da ferrugem, que ataca a lavoura de soja, bem como das fases mais críticas em que os defensivos devem ser usados.
O terceiro tema, “Previsões Climáticas: Impactos do El Niño para a safra 2015/16”, foi apresentado pelo meteorologista da Somar Meteorologia. Os produtores foram informados so- bre o comportamento desse fenômeno, a série histórica de chuva na região e a previsão para os meses seguintes. Esse tipo de conhecimento permite que escolham de forma mais assertiva as variedades de soja a serem plantadas, se de ciclo mais curto ou não, o que permite fazer uma segunda safra em função do período e quantidade de chuvas previstas para a região.
Ainda, ao final das apresentações, os produtores tiveram um momento em que puderam interagir com os pesquisadores da FUNDAÇÃO-MT e com o meteorologista, fazendo indaga- ções sobre adubação, doenças da soja e previsões meteorológicas.
(b) Palestra “É Hora de Cuidar”
Outro evento, denominado “’É Hora de Cuidar”, acontece no pós-plantio da soja, em um espaço de tempo que vai da planta em crescimento até a fase que antecede a colheita. Nesse encontro, os produtores tiveram acesso a conhecimentos voltados aos tratos culturais da soja. O evento teve como tema central “Entendendo o manejo e controle na lavoura” com palestras e debates conduzidos pelos pesquisadores da FUNDAÇÃO-MT e por um pesquisador da Uni- versidade Estadual Paulista (UNESP) de Botucatu, SP.
Nessa palestra, os produtores tomaram ciência sobre as pesquisas realizadas a respeito do manejo de pragas, formulações de caldas para aplicações de defensivos e controle da ferru- gem asiática, além de informações climáticas.
Com base na palestra da pesquisadora da FUNDAÇÃO-MT quanto ao “Manejo de Pra- gas”, considerando as principais, lagartas da soja, percevejos e mosca branca, os produtores foram informados sobre o desempenho dos produtos, alguns ainda não disponíveis à venda, testados em fazendas no Estado. Além dos resultados quanto à eficácia dos defensivos, foram orientados a acompanhar continuamente nas lavouras de soja a população de pragas, o que evita aplicação desnecessária de produtos em períodos nos quais já houve danos, por exemplo.
O palestrante e pesquisador da UNESP Botucatu-SP, discutiu a temática “Adjuvantes e formulações: entendendo o papel da calda (produto diluído para ser aplicado) na tecnologia de aplicação”, a qual permitiu que os produtores conhecessem aspectos relativos à aplicação de defensivos no controle de pragas e doenças da soja. Já a última palestra abordou os “Cuidados e perspectivas sobre ferrugem asiática. Chegou a hora de decidir: nossa inimiga ou sócia?” e foi conduzida por um pesquisador da FUNDAÇÃO-MT. Os sojicultores tiveram entendimento sobre os experimentos que adotaram diferentes manejos da ferrugem da soja. Foi destacado,
dentre outros problemas, que a ferrugem da soja varia a cada ano, tornando complexo seu con- trole, o que requer acompanhamento constante para evitar que apareça na lavoura de soja, pois uma vez instalada, os prejuízos são irreversíveis.
Ao término do evento, como habitual, houve espaço para os produtores interagirem com os pesquisadores, assim aproveitaram para expor suas preocupações sobre o clima. Esse mo- mento foi importante, pois, naquela época, a falta de chuva, o alto custo de produção e pragas e doenças − sendo a mosca branca e a ferrugem as mais evidenciadas − comprometiam o pla- nejamento da safra 2015/2016.
(c) Dia de Campo da FUNDAÇÃO-MT
Sob a denominação de “FUNDAÇÃO-MT em Campo 2016”, tendo como tema central “Produtividade e Rentabilidade”, direcionadas ao cultivo da soja, aconteceu o terceiro evento para difusão de tecnologia. Para fim de observação, o Dia de Campo acompanhado foi o CAD no município de Nova Mutum-MT. Nas estações montadas em meio as lavouras experimentais, os produtores tinham ao seu dispor, além da presenca dos pesquisadores, painéis com dados dos testes realizados no cultivo da soja que detalhavam o tipo, como foi feito e os resultados dos experimentos. Após essa exposição, os produtores podiam observar in loco as áreas onde foram desenvolvidos os testes e fazer indagações de interesse.
Foram observadas três estações de experimentos, nas quais os produtores puderam aces- sar conhecimentos sobre os resultados produtivos de novas variedades de soja, plantas para cobertura e efeitos da iluminação solar na produtividade. Esses eventos oportunizam a interação entre pesquisadores e produtores no compartilhamento de conhecimentos sobre o cultivo da soja, uma vez que os produtores relatam também suas experiências em suas propriedades.
Em uma estacão experimental denominada “Vitrine das cultivares de soja (convencio- nal, RR e Intacta) e algodão para safrinha”, os produtores observaram detalhes sobre as carac- terísticas agronômicas e potencial produtivo de sete cultivares de soja. As variedades de soja, alguns lançamentos e com diferentes ciclos de cultivo (precoce, médio e longo) apresentaram diferentes volumes de produção, que podiam atingir de 75 a 82 scs/ha.
Na segunda estação, o tema discutido foi “Avaliação do efeito da quantidade e qualidade de palha para a semeadura de soja com diferentes combinações de velocidades de deslocamento e mecanismos sulcadores” (espécie de arados). Nesse local, os sojicultores examinaram áreas de soja plantada sobre quatro tipos de cobertura vegetal (braquiária, milheto, crotalária e milho), puderam visualizar as diferenças de acordo com o tipo de cobertura do solo. Além disso, inte- ragir com o pesquisador que conduziu o experimento e aprender sobre a importância do manejo
correto do solo, pois a diferença nos experimentos não se deu por aspectos mecânicos (tipo de sulcadores e velocidade), mas sim pelo que foi cultivado em períodos anteriores, o que interfe- riu no resultado atual. Esse tipo de conhecimento é necessário diante de um contexto que exige mudancas nas práticas de manejo do solo, sendo essa a provocação por parte do pesquisador aos produtores.
A terceira estação de pesquisa visitada tratou do tema “Efeito do sombreamento na cul- tura da soja sob diferentes arranjos espaciais” e possibilitou ao público ter acesso a dados ex- perimentais sobre a influência da luminosidade na produtividade em cultivares de soja, consi- derando diferentes espaçamentos versus população de plantas (plantas por metro). Esse ensaio inicial tem o objetivo de desenvolver uma nova variedade de soja, capaz de absorver melhor a iluminação solar.