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2.3 Karakteristikk av tett koblede nettverk

2.3.4 Svitsjing

C.A: Eu acho que deveria ser. Se você pega e coloca o SARESP como o objetivo, a partir daí a Diretoria deveria poder elaborar o seu plano de ação em cima das suas dificuldades. E aí descentralizar. Ter alguns projetos pela rede e se houvesse necessidade a gente escolheria de acordo com as propostas e algumas coisas que a gente pudesse fazer...

AB: Só confirmando professora. Pelo que entendi, não é que vocês não possam, mas é que a Diretoria tem tanta coisa que a equipe acaba se concentrando nos projetos da rede. É isso?

C.A: É, mas você não tem mais aquela verba para contratar assessoria.

AB: E sem verba pouca coisa dá para fazer...A senhora citou alguns projetos que vocês ainda fazem, pouca coisa, mas que é da Diretoria...Poderia me dar um exemplo?

C.A: Olha, temos um projeto de EJA e, específico, deixa ver...Ah, xadrez...Começou agora acho que está até pela Secretaria, mas foi um moço daqui que começou.

AB: É um projeto para ensino de xadrez?

C.A: Não, é de Matemática. Eles fizeram uma olimpíada de matemática interna. AB: Mas de formação...

C.A: É muito projeto, né?

AB: Eu queria saber sua opinião pessoal. Para a senhora, para que servem os resultados do SARESP? E para que eles deveriam servir?

C.A: Como um diagnóstico para a escola estabelecer seus objetivos e suas metas. AB: E para a Diretoria?

C.A: Também. Eu vejo que deveria servir como um planejamento geral. Na Diretoria estabelecer suas metas, verificar as escolas que estão com problemas para poder centrar suas ações nesses problemas.

C.A: Eu acho que não por excesso de coisas que acumulam e você acaba não dando conta. Quando a gente começa a pensar, já tem outra coisa, e outra coisa... Não dá.

AB: A Secretaria capacita o pessoal da Diretoria para trabalhar com os dados? É porque o SARESP utiliza uma metodologia complexa, a TRI, essa linguagem das competências...

C.A: Não, a gente tem reunião, mas é para tratar de questões de logística. Teve videoconferência de Português...Só. A gente não sabe, não existe nada específico para os dados.

AB: Tanto na Diretoria, quanto pela Secretaria, o que vem sendo desenvolvido para melhorar efetivamente a qualidade de formação do professor? Esse Letra e Vida parece que é bastante...

C.A: A Secretaria de Educação oferece para a escola muita coisa, como conversamos. A Diretoria acaba não tendo como fazer isso. A Secretaria está pensando, agora, em cursos para a diretoria. Parece que agora os diretores e supervisores vão ter alguma coisa. Mas sempre estamos esquecidos. O supervisor é o último, quando a gente vai para capacitação, é sempre assim: a gente faz a capacitação que é destinada para o diretor, não para gente. Capacitação para supervisores, com foco na supervisão, não tem.

AB: E para o ATP?

C.A: Eles têm... É o supervisor que fica meio de fora. Eles vão destruindo a Supervisão. Era para ser pedagógica, mas eles mandam um monte de coisas burocráticas que não dá para se desvencilhar e o supervisor tem que se dividir entre uma coisa e outra. É muito complicado. Nosso trabalho seria o de dar apoio pedagógico. Mas a verdade é que não tem definido, ainda, bem, o que é o supervisor. Tem uma parte que é de função fiscal e de função pedagógica. Na verdade, ao meu ver, deveriam ser duas funções distintas: o supervisor ligado à parte pedagógica e o supervisor fiscal mesmo, pois é necessário fiscalizar.

AB: Na verdade antigamente tinha...

C.A: O inspetor. Acontece que eles tiraram o inspetor. Só que se você pegar nosso trabalho você tem muita coisa que é de inspetor. E um lado que, se rolar, você não é muito bem capacitado, para você fazer na parte pedagógica.

AB: E o ATP tem possibilidade de ir à escola? Eles vão? C.A: Tem.

AB: Mas eles vão, efetivamente? Por que com esse tanto de trabalho... C.A: Aqui eles vão.

AB: Desses projetos da SEE, a senhora acha que eles estão pensados para melhorar a formação do professor ou para subsidiar o trabalho de sala de aula? Porque uma coisa é a formação pessoal, individual do professor...

C.A: Olha, eu acho que eles deveriam fazer os dois, mas a SEE não consegue. Talvez eles atentem para uma formação mais geral, mas subsidiar o trabalho de sala de aula é mais complicado. Eu acho que o professor não consegue fazer essa ligação, que aquela formação serve para subsidiar o trabalho. Acho que esse é o grande nó. Você faz encontros, você dá a formação, mas o professor não aplica na sala de aula.

AB: Por que será?

C.A: Não sei...Essa é a grande coisa. Uma vez eu ouvi o secretário da Educação falar isso. E é verdade o que ele falou: o professor fecha a porta da sala de aula e o professor faz o que quer. Você não tem um controle. É muito difícil fazer esse controle.

AB: Mas será que o professor está vendo no curso condiz com a realidade? Das propostas que a senhora conhece, o que acha?

C.A: Eu acho que tem uma série de entraves aí no meio, inclusive salariais. Você tem que correr muito, com mais de um emprego. Acaba não dando tempo da pessoa...Eu acho que você deveria ter um tempo maior para estudar, planejar, um controle melhor...

AB: A senhora citou o programa Letra e Vida como algo que é bem recebido e tem uma boa formatação em virtude dos resultados do SARESP. E os outros projetos?

C.A: Os outros projetos? Eu não vejo muito. Mas também não posso falar certo porque a gente ficou muito separado, a questão da oficina com a supervisão. Então não acompanhamos muito os projetos.

AB: E do que a senhora houve falar nas escolas? As escolas comentam? Chegam a fazer alguma avaliação? Há abertura para que a escola, enquanto público, faça essa avaliação, comente com a secretaria se a formação está ou não adequada à demanda?

C.A: Como eu já disse, às vezes é muita coisa, acaba cansando. Muitas vezes uma pessoa vai ao curso e não passa para o outro. A rede é muito grande, muito complexa. Eu ainda acho que deveria descentralizar, deixar mais para a escola. Tem muita interferência na escola, tem muita coisa junta. É como eu te falei: tem a Escola da Família, a coisa da Padaria que acaba interferindo na Escola da Família. Entra o marketing. Acho que se deixasse a escola trabalhar, com mais tranqüilidade, seria bem melhor.

AB: Mas pelo que entendi, a senhora acha que os resultados do SARESP ajudam. Agora fiquei na dúvida: para a formação de professores, esses resultados dão algum indício? C.A: Eu acho.

AB: E, finalizando, o que seria uma formação de professores de qualidade? No que o SARESP ajudaria nessa formação?

C.A: Primeiro o professor tem que ter conhecimento das teorias de aprendizagem. Teria que ter uma parte teórica sólida, que muitas vezes não vem da faculdade...Primeiro, na verdade, nossos professores deveriam saber ler e escrever bem, ter um entendimento. Eu acho que a partir de uma formação sólida, é possível o professor mudar sua prática. E teria que ter um trabalho de equipe na escola, onde junta com o conhecimento que tem da comunidade, e a partir do conhecimento teórico do professor, se aplicariam mudanças. Agora tem que ter uma formação cultural também muito sólida. Isso é o que falta. Para isso, o professor precisa ir, ler, ir ao teatro, ao cinema. Não é só a teoria de aprendizagem, mas o professor tem que ter conhecimento do mundo, tem que ler um jornal...Isso não dá tempo e também falta a questão do dinheiro.

AB: A senhora acha que a diretoria deveria intervir nessa formação, se tivesse verba, se houvessem outras condições?

C.A: Acho que poderia... Por exemplo, esse ano teve peças de teatro, que o governo deu. Esse governo está caminhando. Mas eu acho que não é dar para alguns. O certo é você dar salário, condições de se trabalhar, de ter escolas com materiais e verba, porque não adianta ter a tecnologia e não ter como sustentar a tecnologia, ou com a tecnologia defasada.

Anexo 3-C.3: DE Delta

Entrevistado: ATP’s de Língua Portuguesa Data: Fevereiro/ 2006

A.B.: Um dos objetivos colocados no documento de implantação era que o SARESP,