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bem avaliadas pelos professores, eles gostariam de ter mais encontros aqui na Diretoria, é isso? [Professora responde afirmativamente com a cabeça] . E como a senhora vê a recepção dos professores desses cursos em geral, como o Teia do Saber, o Letra e Vida,...Esse da Estação da Luz a senhora já disse que foi bem recebido.

ATP 2: De um modo geral, eu não sei se a gente tem alguma influência, se é porque eu gosto, ou eu ajudo, ou eu mostro a qualidade, não sei dizer se é pessoal, acho que é meio complicado isso. Esses projetos aqui Hora da Leitura, coordenado pela Marisa Lajolo, não vou dizer que ela seja a papa do assunto, mas realmente ela tem consistência. A Ana Luiza, professora que ficou, que era contadora de história e que desenvolveu o trabalho, teve um dia que você ficava até emocionada de ver. Em todo o estado de São Paulo, através de uma videoconferência, ela dando para o professor uma orientação de como empostar a voz, para você não cansar a voz, as cordas vocais. E ela mandou todo mundo ficar em pé, fazendo exercício respiratório e dando dicas para você contar, ler com uma voz clara, legível e outros detalhes...E foi fazendo paralelos, vendo a intertextualidade, comparando texto, vendo gênero, trabalhando, e como é

uma contadora de história, ela tem toda uma colocação...Então não teve um professor que chegou e disse Olha, não valeu...Eles queriam toda semana ter uma aula dessa. Até eu queria, você percebe? Porque é sempre bom, por mais que você saiba, tem uma colocação e aquilo ali é muito gostoso...E tem um rapaz, que até apareceu poucas vezes, ela e o rapaz são lobatianos, sempre o espírito do Lobato está atrás lá. Interessante porque logo no começo de março foram feitas algumas colocações e aí eu pensei Ah, preciso ler o Lobato inteirinho. Como eu tenho lá uma coleção do Lobato, eu comecei desde o Urupês e já estou no oitavo livro, mas lendo página por página, não quero perder uma linha, porque eu estou me divertindo com ele. E foi a partir daí que eu comecei a reler o Lobato. [...] . Eu vejo lá ele fazendo uma crítica aos professores, em 1930, e penso Gente, isso é tão atual! [...] . E no curso agora você as vê lendo...Aí voltando...O outro projeto, o Tecendo Leituras, é quando começamos falando aqui de biblioteca, espaço de leitura, as escolas têm esse espaço. Ele não é um espaço utilizado da forma como deveria por n motivos. Se você for levantar os motivos, alguns são fáceis da gente entender, outros são absurdos. Absurdo mesmo, por tudo que você possa imaginar. Têm escolas que possuem um espaço belíssimo, mas a diretora não dá a chave na mão de ninguém: mas não dá mesmo, porque não tem ninguém, não tem professor readaptado...Outras têm professor readaptado e às vezes eles são tão rigorosos que você não tem nem vontade de entrar naquela sala. Então tem tudo o que você possa imaginar, a gente já fez até um levantamento. Então o que o Tecendo Leituras faz? Toda vez que chega esses acervos PNLD15 faz com que o professor conheça o acervo. Eu acho isso fantástico. Então isso é novo. Começou...teve um em setembro, mas ninguém entendeu e eu não participei dele, eu só vi pela fita…Quando teve em dezembro [de 2004] eu participei, então para mim era novo e pensei “Nossa que legal. Até que enfim que alguém vai lembrar que a escola recebeu um acervo e que aquele acervo é para o professor na sala de aula, não é para ficar bonitinho na estante”. É isso que ele faz [o projeto] . Então o professor, a cada mês, tem um livro para ler. Ele já vem com o livro lido [para a capacitação] . Ou é uma seleção de textos, ou é um livro especifico e é feito todo um trabalho de estudo desse texto. Então o professor já vem para a videoconferência [e eles são alunos fantásticos] , eles lêem, têm alguns que ficam mesmo entusiasmados, trazem ate outras edições para fazer um paralelo e trabalharam com esses livros...Eles trabalharam assim...A gente tem até um trabalho desses que foi selecionado e apresentado na CENP. Até essa professora está fazendo doutorado na USP, ela é muito boa...Mas não é porque ela está fazendo o doutorado, não, é porque o trabalho, todo mundo

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fez...Ela chegou na frente, então ele foi escolhido, né...E até na apresentação, engraçado, ela é muito tímida...O trabalho é muito mais do que ela apresenta. Eu fui junto e talvez nem soubesse apresentar, mas ela não vendeu bem o peixe na hora de apresentar. É a mesma coisa na hora de apresentar uma dissertação de mestrado...Se eu não vender bem o peixe, o que está no papel é complicado, né...E foi isso. Porque o Tecendo Leituras trabalha com o acervo e trabalhou. Então o trabalho começou com ...com... Você tem dois tipos de módulo: um para 5ª e 6ª séries e outro para 7ª e 8ª séries, que são os clássicos. Então trabalha com fábula, trabalha com conto, com Machado de Assis, com Lobato, com vários autores interessantes, com vários textos interessantes. Trabalhou também com tradução, com teatro. E, cada vez que você trabalha com um gênero, vem um especialista diferente. Então quando foi teatro, veio o ... ele é escritor e ator de teatro, diretor...não me lembro o nome...Mas ele é um espetáculo. Trabalhou com textos informativos, com gêneros bem variados. Então esse trabalho todo professor gosta e quer continuidade. Se não continuar, eles vão ficar super frustrados. Mas pelo que eu entendo, vai continuar porque o acervo não foi esgotado e é um trabalho da Secretaria que quem apresenta é a Maria José Nóbrega, que trabalha junto com a CENP e eu acho que vai continuar...