3.3 Klassefiler
3.3.2 Endenodene
Anexo 3-E.1: Diretoria Ômicrom
Entrevista: Entrevista com Dirigente Regional Enviada por e-mail em setembro de 2006
1. Idade: 49 anos
2. Tempo de magistério: 30 anos
3. Tempo na função atual: 03 anos
4. Formação: Superior Completo ( Artes e Pedagogia)
5. No âmbito da SEE, das ações que têm sido desenvolvidas, desde 1996, visando a melhorai da qualidade da formação dos professores, quais a senhora acha que merecem destaque, que têm sido efetivas? Por quê?
Capacitações e cursos, visando a melhoria da qualidade da formação dos professores, como por exemplo: Circuito Gestão, Progestão, Ensino Médio em Rede, etc.
6. A SEE divulga em que dados do SARESP se baseia para estabelecer as prioridades para o trabalho de formação do professor? Como fica, para os profissionais da diretoria, o entendimento dessa relação entre avaliação e formação?
Há uma ligação entre os resultados obtidos nas avaliações externas e a formação em serviço oferecida aos professores da Diretoria de Ensino Leste 5. É a partir desses indicadores que são montadas as Orientações Técnicas, aquisição de cursos junto às Universidades.
7. Como a senhora avalia a chegada dos resultados do SARESP à diretoria? As informações divulgadas são suficientes para apoiar o trabalho junto às escolas e a questão da formação docente? Como a senhora avalia o trabalho de sua equipe da diretoria sobre os dados quantitativos que são divulgados?
Os indicadores do SARESP são um dos dados observados para nortear o trabalho junto às escolas e aos docentes. As informações divulgadas permitem que a Oficina Pedagógica e a
Supervisão de Ensino atuem, apoiando a escola na busca de sanar suas dificuldades. A equipe da Diretoria de Ensino faz um bom trabalho de divulgação, conscientização e análise dos resultados, condensando-os em gráficos que permitem uma visualização imediata, além de planejar ações no âmbito da Diretoria de Ensino para buscar uma superação do rendimento insatisfatório.
8. O que é feito, nesta diretoria, a partir dos resultados (relatório/ cdrom de dados) do SARESP, divulgados pela FDE?
Fizemos Orientações Técnicas, visitas e aquisição de cursos universitários, visando, principalmente, a Matemática, que demonstrou ser a dificuldade mais efetiva do alunado.
9. Para a senhora, qual é o papel da Oficina? E em relação ao SARESP?
Capacitar os docentes para uma prática pedagógica mais eficiente, visando bons resultados na aprendizagem e permanência do aluo na escola.
10. Para a senhora, qual é o papel do supervisor? E em relação ao SARESP
Assessorar os gestores na parte administrativa, financeira, de recursos humanos, e pedagógica, como a Oficina Pedagógica, buscando a superação de resultados do SARESP através de orientações na área da metodologia e práticas de ensino.
11. Na sua opinião, para que servem os resultados da avaliação de sistema? Para avaliar o sistema e não o aluno, oferecer “pistas” para mudanças necessárias.
12. Como a Sra. vê a possibilidade de relacionar os resultados do SARESP à elaboração de políticas de formação docente?
O SARESP deve nortear, também, as políticas educacionais. A partir dos indicadores, a Secretaria de Estado da Educação passa a conhecer os pontos de estrangulamento no processo ensino aprendizagem e pode propor medidas (políticas de governo) para corrigir os rumos.
Anexo 3-E.2: D.E. Ômicrom
Entrevistado: ATP LP/Coordenador da Oficina Pedagógica Data: Outubro/ 05
Essa entrevista ocorreu em um momento de atribuição de classes na Diretoria. Apesar da entrevistada ter sido sempre muito atenciosa, levando-nos para uma sala mais reservada, a fim de que a conversa não fosse prejudicada pelo burburinho comum à Oficina Pedagógica, tivemos que dividir o espaço com outros supervisores, quando iniciou o horário destinado à atribuição, fato que prejudicou a gravação da entrevista. Assim, optamos por escrever os dados obtidos, em forma de diário.
A professora iniciou que no início do SARESP, em 1996, começou-se a detectar que havia um problema, na rede, com os aspectos relacionados à leitura e à escrita, sendo que, a partir dos resultados obtidos, a Secretaria começou a propor ações e cursos que incidissem sobre o trabalho dos professores, possibilitando que trabalhassem de forma mais adequada as competências leitora e escritora dos alunos. Menciona, nesse sentido, os Programas Letra e Vida e o Teia do Saber.
Para a ATP, também foi a partir desses diagnósticos iniciais, que a Secretaria e a Diretoria propuseram um debate sobre o trabalho com os gêneros que, na escola, limitava-se aos tipos de texto.
Segundo ela, é importante esse tipo de ação (como diferenciar tipo de texto e gênero textual), pois os professores saem do ensino superior com deficiências na sua formação, já que, em suas palavras, a faculdade consegue apenas “dar uma pincelada” nos conteúdos.
Explica, ainda, que o trabalho de formação não se limita aos cursos de formação da Secretaria, sendo que a Diretoria promove suas próprias ações para a formação. Segundo ela, essas ações são de dois tipos: acompanhamento dos cursos da Secretaria e Orientações Técnicas para o trabalho docente, elaboradas pela Oficina para os professores das diversas áreas. Essas Orientações Técnicas, são propostas a partir das necessidades dos professores, mas também, segundo a entrevistada, sofrem influência das preferências do ATP, em cada área. Há, contudo, uma preocupação em relacionar tais ações àquelas que são elaboradas em nível central. Essa, no entanto, é uma das organizações possíveis, sendo que na DE Ômicrom foi combinado esse tipo de ação.
Para a definição dos temas da Orientação Técnica, a ATP explica que a cada reunião na Diretoria, são passados questionários para os professores, assim de fazer o levantamento de suas necessidades. Assim, ela exemplifica que a necessidade maior dos professores, atualmente, é com a Matemática.
Questionada sobre a relação existente entre os cursos do SARESP e as ações de formação de professores, a ATP informa que também são feitas avaliações, por escrito, ao final de alguns encontros.
Comentei com a professora que, em alguns programas, a justificativa para a proposição dos cursos são os resultados do SARESP. Voltando a explanar sobre o trabalho da Diretoria, a ATP explica que pedem que as escolas elaborem um gráfico com as maiores dificuldades que observaram no desempenho dos alunos. Tais gráficos são enviados à D.E, que os compila em um único material. A partir dessa análise, então, são definidas as necessidades de formação dos professores da região. Ela não explicitou, contudo, seu entendimento sobre a afirmação encontrada em algumas propostas de cursos da SEE que se justificam pelos resultados da avaliação de sistema. Fica a dúvida se, para subsidiar o trabalho da Diretoria, seria necessário realizar o SARESP, tendo em vista que as ações propostas na Ômicrom não levam em conta tais resultados.
Quando perguntei sobre sua opinião sobre para que serviriam, então, os resultados do SARESP, a ATP explicou que acha que a avaliação é um importante diagnóstico, que pode nortear tanto as questões da política educacional, quanto seu trabalho mais específico, na Oficina Pedagógica. Ela admite, contudo, que continuaria fazendo diagnósticos sobre as necessidades dos professores mesmo sem a prova.
Para ela, contudo, seria interessante, que a Secretaria já mandasse os dados analisados, fornecendo mais material de apoio, de suporte ao trabalho da ATP, pois há uma grande sobrecarga sobre o ATP. Se houvessem materiais e outros subsídios para o trabalho da Oficina, a professora acredita que o trabalho seria mais aprofundado. Além disso, explica que o módulo de ATP é insuficiente para que a equipe possa focar no atendimento das escolas.
Finalmente, sobre a relação entre o trabalho do supervisor e da Oficina Pedagógica, a professora limitou-se a explicar que, quando o supervisor detecta algum problema, na escola, mais relacionado ao pedagógico, ele leva a questão para a Oficina, para que seja trabalhada durante as Orientações Técnicas. Não parece, assim, haver um entrosamento maior entre as equipes da Supervisão e da Oficina, como declarado em algumas das diretorias visitadas.