2.3 Karakteristikk av tett koblede nettverk
2.3.2 Ruting
que se refere à formação? Eu sei que vocês trabalham nos cursos da Secretaria, mas queria saber se há espaço para desenvolver outros...
D.R. Bem, desenvolvemos muitos cursos. Mas teremos que conversar mais em outro momento, pois minha secretária acaba de avisar que o pessoal da Coordenadoria chegou. 8
Anexo 3 – C.2: D.R DELTA
Entrevistado: Coordenador de Avaliação Data: Outubro/ 2005
Essa entrevista ocorreu na segunda ida da pesquisadora à Diretoria Delta, quando se deu a aprovação do dirigente regional ao pedido de realização da pesquisa na instituição. Tendo em vista a dificuldade em conseguir agendar horários com os profissionais da Diretoria, a pesquisadora se propôs a aguardar um espaço livre na rotina diária do supervisor, em que pudesse ser atendida. Chegamos à D.E por volta das 9horas da manhã, mas só pudemos concretizar a entrevista às 13h30. Enquanto aguardávamos pela supervisora, pudemos perceber que a Diretoria estava em um dia agitado. O Dirigente Regional havia convocado seus supervisores para reuniões gerais sobre avaliação, já que estavam às voltas com o ANRESC (muitas dúvidas sobre sua logística eram comentadas) e com o SARESP. Foi no intervalo entre essa reunião e outra, que trataria dos preparativos para o SARESP, que a Coordenadora de Avaliação concedeu-nos a entrevista. Iniciamos a entrevista comentando sobre como os resultados do SARESP chegam às escolas, já que ela havia começado a conversa explicando que trabalhariam sobre os dados do ano anterior na reunião da tarde e que, portanto, não teria muito tempo para conversar.
AB: Então os relatórios chegam no começo do ano, para as Diretorias saberem dos dados...
C.A: Atualmente, sabemos através das escolas, não recebemos os dados na Diretoria. AB: E são dados numéricos, ou há alguma análise?
C.A: Não, são dados numéricos, mas dá para fazer [a análise] porque já sai assim: quantos, naquela tal habilidade (porque eles fazem a avaliação pelas habilidades) e aí sai a porcentagem...Já sai por aluno. Vem assim...Eles [CENP/ FDE], um relatório deles, não [recebemos]. Mas a questão numérica sim...Então, o que a gente faz? Esses dados, a Oficina
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De fato, o professor estava esperando uma outra reunião. Marcamos para o dia 27 de dezembro a finalização da entrevista, mas ela não pode ser concretizada, pois sempre houve algum empecilho no atendimento ao pesquisador para a finalização da entrevista.
[depois se você quiser conversar com as meninas da Oficina, será interessante], a P. faz um trabalho...Ela chama as escolas e já começa a trabalhar [a partir dos dados], inclusive, desde o planejamento, para já utilizar os dados do SARESP para fazer o planejamento da escola para o próximo ano. Para as escolas se basearam naquelas habilidades onde tem o problema para verificar e fazer seu planejamento. E depois, durante o ano, elas vão fazendo capacitações nas quais vão dando idéias, e depois cobrando [sua realização], gerindo...Aí é melhor você conversar com elas porque elas sabem te explicar direitinho. E para nós eles chegam no primeiro semestre ou no início do segundo semestre.
AB: E quando os resultados chegam há um relatório próprio para a Supervisão ou só os dados numéricos?
C.A: Não...Esse ano...Eu fui à reunião e parece que vai mudar...Porque era assim: quando a gente tinha um resumo da escola (saía inclusive taxa de aprovação, retenção) era complexo. Agora a Supervisão não tem muito acesso, porque tem que entrar para ver por escola, não saiu mais por Diretoria. Parece, pelo que vi na reunião, que o próximo vai voltar a ser, porque aí vai ser melhor, para termos informação, para saber até, em termos de Diretoria...
AB: Agora eu estou pensando... Eu não sou da rede, mas não é o supervisor que visita a escola, que acompanha o trabalho, que faz essa ponte?
C.A: É...Esse ano ficou meio desassociado... AB: E como era antes?
C.A: Antes vinha por escola e por diretoria...Vinha um resuminho final...Então nesta diretoria, vinha tanto de aprovação, tanto de reprovação, tantos atingiram a média, tantos não atingiram...E, depois, tinha por escolas...
AB: Então o supervisor que acompanhava uma determinada escola...
C.A: Olhava e sabia os resultados dela. O que deveria ter, e acho que vai voltar, é ter esse material de agora, que fui muito bom, para cada escola, que é um material fantástico que permite a escola fazer um trabalho interessante. Esse ano veio um relatório muito bom, para trabalhar. Veio por aluno e as habilidades, se eles atingiram ou não atingiram. Mas para a supervisão ficou meio difícil, porque, primeiro, se você quer entrar no banco de dados, separado, você tem que pedir a senha da escola. Eu, como coordenadora, recebi a senha de todas as escolas, mas evidentemente passei para as escolas, porque não ficou comigo e porque eu não vou entrar em uma coisa que não cabe, né? Fica chato, você acaba invadindo um espaço, não é? Então para o supervisor é interessante vir um relatório geral, onde você olha, já vê, e aí dá para trabalhar. Por exemplo, no ano passado (resultados de 2003), veio esse relatório geral e ficou disponível no site. Eu tirei cópia, montei por escola e já fui
identificando qual a escola da diretoria com o maior problema, qual a melhor, para a gente já ter uma visão geral.
AB: E aí quando a senhora consegue fazer essa identificação, a partir dos dados, como funciona? A senhora consegue propor algum trabalho...?
C.A: Sim, aí a gente passa para a Oficina Pedagógica, e a Oficina faz parceria. Por que essa parte pedagógica quem desenvolve é a escola, né? Em termos de supervisor, a gente também desenvolve assim: verificando em cada classe, por exemplo, uma 4ª. Série está com dificuldade...O supervisor percebe e pode propor um projeto de reforço, focado para tal problema. A Oficina fez um projeto, mas a supervisão ficou um pouco afastada...
AB: Mas então nessa última aferição, os dados que chegaram à Oficina também foram através das escolas?
C.A: Sim...
AB: Se a escola estava sentindo alguma dificuldade, ou se percebeu algum problema quando viu seus dados, ela que procura a Oficina?
C.A: Sim...Inclusive a gente percebeu que teve escola que não abriu o banco de dados, depois de um certo tempo...
AB: Mas e se a escola não mexe nos dados?
C.A: Não, mas ai abriu, porque o Dirigente conversou, tal...E a Oficina realiza um trabalho para utilizar os dados do SARESP. Mesmo sem ter esse acesso aos dados, a Oficina prepara um material para ensinar o professor a saber [interpretar os dados], como ele tem que interpretar as habilidades...Mesmo sem saber os resultados, ela desenvolve um trabalho de maneira geral.
AB: Mas isso é feito por iniciativa dos profissionais da Oficina ou tem uma diretriz da Secretaria propondo esse trabalho?
C.A: Não...A gente sempre tem, para a Secretaria, [o SARESP] é um dos diagnósticos que temos que usar.
AB: Para o estabelecimento desta parceria entre a supervisão e a Oficina, vem algum esquema de trabalho pronto da Secretaria?
C.A: Não. Cada diretoria que desenvolve.
AB: Esses resultados, no ano passado, chegaram no meio do ano... C.A: Para a Diretoria...Para as escolas eles chegam em fevereiro.
AB: Antes chegava mais cedo? Por que o SARESP tem mudado, não é? Teve uma época que a prova era no começo do ano...
C.A: Na verdade é engraçado que apesar de ter mudado a época da prova, o resultado sempre chegava um pouco defasado. Eu acho que a prova deveria ser um pouco antes, em setembro, para os resultados chegarem em dezembro. Por que aí dá para você ter um tempo hábil para trabalhar. Porque é o seguinte: a escola, em dezembro, já se reúne para fazer a avaliação dela. Então eu acho que deveria ser neste meio...Acho que em novembro fica muito tarde [a realização da prova]. A gente tenta trabalhar através da HTPC, mas eu acho que ainda falta alguma coisa para amarrar melhor, não sei, precisava discutir.
AB: Por que é muita coisa, né?
C.A: É muita coisa e você não sabe o que acontece (abaixando o tom de voz). É um trabalho braçal. Você não imagina o que é o SARESP. O desgaste que você tem. Olha só: esse ano a diretoria recebeu 1075 caixas. Você tem que separar essas caixas, colocar tudo com nomes. O diretor da escola tem que vir pegar essas caixas, levar para as escolas, aplicar a prova, trazer de volta para você conferir todos os pacotinhos e daí eles [SEE/ SP] virem pegar. Quer dizer, precisava ter uma maneira...Eu acho essencial, eu acho importantíssimo o SARESP, mas teria que ter uma maneira de racionalizar um pouco mais essa logística.
AB: E a prova, aqui para a clientela dessa diretoria? Ela está tranqüila? Por que essa logística da prova é um pouco complicada, não?
C.A. Olha, eu acompanho o SARESP desde o começo. Até que está melhorando. Porque primeiro era uma mão de obra para você estabelecer a amostra, porque não eram todos os alunos que faziam...Alguns faziam de Português, outros Matemáticos, você tinha que dividir... Era uma logística bem mais complicada. Agora está simplificando, mas...Por que é assim_ no começo tinha as propostas da SEE, que eram sugeridas, não eram obrigatórios para o professor, mas as provas vinham em cima dessas propostas. Então criava aquele tumulto. Depois se tentou que os professores mesmo tinham um pré-teste das questões. Agora não, parece que acertou o currículo. Neste ano, o que os professores ficaram bravos é que a prova de primeira série foi praticamente igual à prova da segunda série. Então foi uma prova muito difícil. Hoje de manhã estávamos até tentando entender isso...Por que eles falaram que algumas questões seriam difíceis, mas o que a gente percebeu é que o pessoal das escolas achou toda a prova difícil. E o ano passado foi muito fácil e esse ano foi muito difícil a prova.
(Neste momento a entrevista desvia-se para comentários acerca das instituições que elaboram a avaliação. Tais dados, apesar de apresentarem a preocupação do supervisor pela dimensão técnica da avaliação, expondo os problemas a ela relacionados, serão omitidos devido ao fato de ultrapassarem os limites deste trabalho)
C.A: A gente não tem tido muitos problemas assim, com aplicação, esse ano não teve grandes coisas, só uma troca das folhas óticas dentro do envelope: estava escrito o nome de uma escola, mas as folhas óticas eram de outras...Aí, até trocar...Foi complicado...Mas foi só isso... AB: É que já é um dia um pouco atípico, nas escolas, não?
C.A: É um dia um pouco atípico, mas os alunos já estão acostumados. Já vem com essa prova há muito tempo. Eu acho que precisava era acertar algumas coisas...Assim...Não sei...Talvez verificar se há necessidade de todos os alunos fazerem, ou se trabalhar com uma amostragem. AB: O SAEB, por exemplo, não era censitário...
C.A: Aqui em São Paulo ele ainda é amostral. Mas veja você: eles deveriam unificar, né? Porque nossos alunos fizeram uma prova na semana passada e, esta semana, terão que fazer outra. Não todo mundo, mas tem classe que vai fazer duas vezes...E tem classe que vai fazer prova três vezes porque teve a ANEB...Acho muita avaliação, né? Eu acho importante, acho que talvez pudesse ser trabalhado até mais, pela SEE/ SP [referindo-se à prova e aos resultados], ou seja, da mais ênfase ao SARESP porque eu o acho um diagnóstico importante. Perde-se para uma série de projetos que não tem. Por exemplo, no mesmo dia que eu dei a reunião aqui, do SARESP, a Padaria (um projeto que as escolas têm de Padaria) chamou e obrigou o diretor a ir à reunião. Eu ainda falei para o diretor “Você escolhe qual você acha que tem mais importância...”. E eles foram à reunião do Projeto de Padaria...Você percebeu? É um dado importante, um diagnóstico excelente (e a escola tem poucos diagnósticos), é interessante porque é externo, acho interessante que assim seja...Inclusive eu acho que devia ser totalmente externo, com a redação sendo corrigida por gente de fora e até a aplicação poderia ser por pessoas de fora. Acho que deveria ser totalmente externa mesmo. Porque a redação o professor tem que usar um método, tem que dar aula e o diretor acaba colocando o eventual, para que o professor possa corrigir a redação. Eu não acho certo. Você veja: quem vai trabalhar no ANRESC... É tudo pago. Quem vai aplicar recebe, recebe sua locomoção, tudo pago. E o SARESP nada! Primeiro se pagava: pagava o professor para corrigir a prova, fora do horário, em outro período, para a coisa ser separado. Quando foi a UNESP, ela pagou para que os papéis fossem levados para lá e ela pagou o aplicador. A CESGRANRIO não paga nada.
AB: E para o professor corrigir então ele tem que sair da sala...
C.A: A Secretaria deixa você colocar o eventual...Eu não acho certo. Acho que se é uma avaliação externa, ela deveria ser totalmente externa mesmo...As escolas também têm essa
avaliação. É costume, também, da escola, fazer o seu provão, sabe? A maioria das escolas está fazendo esse provão, para um diagnóstico delas mesmo, por bimestre...
AB: Mas elas já faziam antes do SARESP ou começaram a fazer recentemente? C.A: Eu acho que depois do SARESP foi mais. Isso começou a despertar.
AB: E qual a avaliação que a senhora faz disso?
C.A: Eu acho bom, porque a escola também já está dando importância para sua própria avaliação...E o aluno também vai...Tanto que nós tivemos uma freqüência muito boa de aluno no dia da prova. Vai aumentando essa freqüência.
AB: Nos outros anos a senhora acha que os alunos faltavam mais?
C.A: Nos primeiros sim. No início...Agora eles já foram incorporando essa cultura de avaliação. Eu acho interessante isso.
AB: Mas a escola tem como dar um retorno a esses alunos?
C.A: Ela tem que dar...Agora sai por nome de aluno [os resultados]. Porque o aluno, quando faz a prova, ele põe o número no triângulo. Não sai o nome, mas tem esse número. Então a escola sabe quem é...Ela tem condição de passar os resultados aos alunos, até para os pais, tudo. A orientação da Secretaria é passar para todo mundo. Claro que tem que dar essa devolutiva para o aluno e para o pai do aluno. E eles querem saber, viu? Tem vezes que não sai, ou sai alguma coisa falha, e eles [os pais] ligam, querem saber porque o resultado não saiu...Isso é importante.
AB: E como a senhora vê a escola trabalhando esses dados? Por que uma coisa é a Diretoria e a Oficina trabalharem, como a senhora explicou, outra coisa é a escola... C.A: Olha. Têm escolas que trabalham, que fazem até uma avaliação anual, com índices de aprovação, retenção, essas coisas...Tem escola que trabalha muito bem e tem escola que não trabalha.
AB: E aí essa Diretoria tem como apoiar essas escolas que não fazem nenhum trabalho mais direto? As escolas pedem apoio, as escolas não querem apoio, não quer trabalhar com os resultados...Como fica?
C.A: Tem escola que nem pede. Tem supervisor que acompanha e então vai verificando. A diretoria também está fazendo um trabalho de acompanhamento: passamos uma coisa e a escola tem que estar trazendo a devolutiva, justamente para controlar.
AB: Como assim? Não entendi muito bem...
C.A: A diretoria faz uma atividade, passa umas coisas para eles realizarem e, depois, têm que trazer uma devolutiva: se fizeram, se não fizeram, como foi...
C.A: Da Oficina...Lá elas te explicam melhor.
AB: Entendi...Se eu entendi bem, então para a supervisão, mesmo porque vocês não estão recebendo esses dados, a Secretaria não dá alguma diretriz para o trabalho? Algo do tipo “a partir do SARESP vocês deverão...?”.
C.A: Não... É uma ação pedagógica nossa. É uma ação supervisora: acompanhar o SARESP e acompanhar o trabalho pedagógico durante o ano. Isso a gente faz. Mas não tem uma coisa pré-determinada. Isso não.
AB: Eu pergunto, professora, porque teve uma época, acho que nas primeiras aferições, em que tinha um movimento da SEE pedir aos supervisores para fazerem um relatório, que ia para a Secretaria...
C.A: Não eram bem os supervisores...A gente tinha que fazer um relatório de análise. Junto com a Oficina. Isso a gente fez. Depois de 2001 não teve mais. A gente encaminha um relatório, atualmente, com sugestões, algumas coisas assim...Para a Comissão do SARESP. AB: Eu não sabia que tinha uma...
C.A: É, mas não é um relatório, assim...Sabe porque ficou difícil? Porque primeiro a Diretoria tinha tudo na mão: ela corrigia, muitas vezes, elaborava o próprio relatório. Agora não. Acho que é porque em um primeiro momento era só a prova que era feita. Agora não, é esse esquema de dar retorno, tal. Antes, a gente que fazia os gráficos, tudo.
AB: E no que se refere ao trabalho? Como a senhora avalia esse esquema de trabalho? Ou constituem dois períodos distintos?
C.A: De primeiro, para a Comissão do SARESP era sacrificante porque, quando começou, nós tínhamos um computador na Diretoria. A gente não sabia fazer as coisas, tinha que calcular tudo: cheguei a fazer gráfico em cartolina. Depois começou a vir a tecnologia e daí facilitava para gente, o gráfico já saía pronto. Agora, você já tem tudo pronto. Eu só acho que deveria ser um pouquinho antes, para os resultados saírem durante o ano.
AB: E aí a Diretoria se organizaria para trabalhar... Hoje em dia, parece que sai um relatório geral de resultados a cada dois anos...Esses relatórios costumam ser mais densos...Teve um relatório geral em 1997, um de perfil do professor e do diretor em 2000...Acho que saiu, em 2004, o relatório de 2002. A Diretoria faz algum trabalho com esses relatórios?
C.A: Não. Também são tão defasados. Você imagina que chegaram umas coisas para mim, do SARESP, de 2002...Então está tão defasado que já mudou tudo, né? A informação tinha que vir mais rápido!
AB: E a Secretaria, em nenhum momento desse histórico do SARESP, ela mandou um relatório específico para supervisores, assistentes técnico-pedagógicos?
C.A: Não, específicos para o supervisor, não. É sempre para a Escola.
AB: Mas como a senhora vê isso? Se tivesse algo específico ajudaria ou seria indiferente?
C.A: Ajudaria, porque o foco é diferente. A escola tem um olhar e a gente já vê um outro tipo de coisa. Eu acho que se tivesse algo mais específico, ajudaria. Mas não tem.
AB: E esse entendimento dessa linguagem das habilidades e competências, pela escola? Como está?
C.A: É difícil! Como eu te falei, a Oficina faz um trabalho para ensinar a ler o que é...E o professor não trabalha isso ainda. Não está incorporado no trabalho. Seria até mais fácil ele trabalhar por habilidades e competências, mas o professor ainda está muito enraizado, preso no conteúdo.
AB: E tem alguma ação, da Secretaria? Por que pelo que a senhora está me falando, a Oficina faz um trabalho intenso.
C.A: A Secretaria fez um trabalho que o pessoal gosta muito, pautado no SARESP, que é o Letra e Vida. Parece que ele já resultou em uma melhora nos resultados do SARESP...
AB: Letra e Vida é aquele projeto voltado para a formação dos professores alfabetizadores de fundamental 1?
C.A: É. Os professores gostaram E quando as escolas vinham na Diretoria, todos queriam participar. Agora não, mas no começo não eram todos que participavam desse projeto e a gente percebia a diferença entre as escolas que tinham e as que não tinham acesso ao Projeto. Teve escola que ficou muito bem nos resultados, por conta desse trabalho. Não sei agora, com essa prova, mas nos anos anteriores, houve uma melhora, graças ao Letra e Vida.
AB: E para o Ensino Médio e o Ensino Fundamental II? Existe algo equivalente? Por que tem o Teia...
C.A: Não. Tem bastante coisa acontecendo, o Teia, o Ensino Médio em Rede...Mas assim, que se destacasse igual ao Letra e Vida não tem.
(Nesse momento, outra supervisora, intervém, dizendo que no que se refere ao Ensino Médio em Rede, é necessário observar a aplicação dele na sala de aula, salientando que o projeto, em si, é excelente e que o grande problema é ter a cobrança, o acompanhamento a aplicação na escola).
C.A: Mas também a Secretaria tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Teria que focar em um projeto para você poder se dedicar a ele.
AB: A senhora está falando dos projetos da Secretaria? Parece que está em mais de cem... É isso mesmo? Eles são obrigatórios?
C.A: A Secretaria fala que não, mas alguns são...E tem muito projeto, dão perde. É tanta coisa que você acaba não acompanhado nada...Por que tem que acompanhar, mandar os professores para as reuniões...Deveria ser possível fazer uma opção de acordo com seu Plano, de acordo com seus diagnósticos, seria definida a necessidade de cada escola. Seu problema é a matemática? Então vá ao curso de matemática.
AB: Isso que a senhora está falando é interessante, mas a senhora acha que a escola consegue fazer essa ligação sozinha?
C.A: Acho que consegue. Se dermos um tempo para ela pensar, ela consegue. A escola sabe do que precisa. Mas muitas vezes ela não tem esse tempo para escolher. Veja agora: nós