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Svakheter

In document Beyond budgeting i HS News (sider 34-37)

3.3 Kritikk av metode

4.1.2 Svakheter

No Sub-eixo I nós temos as seguintes seis ancoragens. Em relação ao discurso gerado pela A80 percebemos um aspecto mais voltado para o acompanhamento das atividades pelos tutores, cujo papel também é de quem corrige, critica quando necessário, mas também sabe elogiar no momento certo, também saber falar e saber ouvir, conforme nos diz Freire “somente quem escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele” (FREIRE, 1996, p.43).

Esses ensinamentos são destacados como algo que servirá pra a vida inteira e que também refletirá em todo o curso, não somente no PET.

Nosso trabalho com o(a) tutor(a) sempre foi muito bom, ele(a) cumpre muito bem o papel, essa questão da orientação, porque ele(a) sempre acompanhou. É aquele(a) professor(a) que critica quando tem que criticar, elogia quando tem que elogiar, pega no seu pé quando tem que pegar e também dá a oportunidade quando tem que dar. Então saber dar a liberdade para o grupo decidir e também eu acho importante para o tutor saber falar na hora certa. O(a) tutor(a) escuta muito, mas também na hora de dar carão, dá carão também , aí você reflete não só sobre o PET mas sobre sua vida inteira. Se a gente está realizando alguma atividade, em tudo que a gente tá fazendo a gente planeja ele(a) está lá e diz “ a gente precisa planejar” e aí a gente vai lá e planeja. Vamos fazer “a, b, c e d”, aí ele diz “esse ‘b’ vocês não podem fazer por isso, isso e isso, ‘d’ vocês tem que tomar essas precauções” e aí a gente, com essas informações que ele(a) passa, que ele(a) acompanha, ele(a) consegue ter uma visão maior e aí vai orientando quando vê que é necessário. [...] Eu acho que tudo é válido no que ele(a) faz e isso reflete tanto aqui quanto pro curso em geral, então a gente trabalha com ele(a) aqui e o que ele(a) nos ensina aqui a gente pode repassar pro curso como um todo que isso é muito importante porque grande parte do nosso objetivo do PET é para os alunos do curso, então ele(a) ajuda muito essa parte e isso é muito importante. DSC80

Outro aspecto central nesse discurso refere-se ao direcionamento que é dado às atividades do PET, visando a melhoria do curso ao qual o grupo está vinculado. Assim, podemos afirmar que

a interação entre os petianos e alunos da graduação é uma das metas permanentes das ações desenvolvidas. Trata-se do mecanismo por meio do qual o PET pode cumprir o papel primordial para o qual foi criado [...] o de substanciar a melhoria no ensino da graduação em que está inserido (JÚNIOR; GARCIA, 2007, p. 32).

O DSC81 nos mostra um papel voltado para o incentivo à aprendizagem do tutorando, mas que esse aprendizado vai além do acadêmico, expandindo-se para a vida profissional futura.

Eu vejo muito além só do acadêmico, essa questão de incentivar mesmo, de querer que o aluno aprenda. Você sente muito no(a) tutor(a) que ele(a) quer realmente que a gente aprenda, que a gente saia daqui um ótimo profissional, sabendo escrever,

sabendo falar, fazer as coisas conforme uma excelente qualidade. O(a) tutor(a) quer o máximo de cada um (DSC81).

Os discursos apresentados focam em características mais psicológicas. Nesta mesma perspectiva, temos a ancoragem A83 em que o(a) tutor(a) é visto como aquela pessoa com quem eles podem contar, destacando essa relação de confiança entre ambas as partes.

Na perspectiva mais coletiva, a A85 se refere à autonomia que os tutorandos têm dentro do PET para realizar as atividades, entretanto, ser autônomo não significa que o tutor vá manter-se distante ou se ausentar dos trabalhos, pelo contrário, ele sempre está ali pronto para quando perceber que o grupo não está se encaminhando bem, tomar uma decisão juntamente com os tutorandos.

Eu acho que o papel do(a) tutor(a) é dar muita autonomia de trabalho, nós trabalhamos de forma autônoma no PET e como trabalhamos dessa forma, às vezes sentimos falta da presença do(a) tutor(a) aqui em certos momentos em que a experiência dele(a) pode dar um norte, que às vezes nos perdemos com as discussões e quando ele(a) está aqui é muito mais produtivo as reuniões do programa, as coisas melhoram, até a própria dinâmica mesmo muda, porque passamos a ser guiados. O fato de pensarmos soluções pra um problema está nos fazendo amadurecer cada vez mais e eu acho isso muito importante, o(a) tutor(a) faz isso de uma forma muito interessante, mesmo ela não estando aqui sempre, faz com que nos questionemos sobre determinados problemas e faz com que busquemos a solução entre nós mesmos, em algum momento chegamos numa barreira que vai precisar dele(a), aí sim ele(a) se faz presente pra prosseguirmos mas, esse movimento da busca pela solução desse problema seja teórica seja prática nos engrandece bastante porque não é dizer pra onde eu devo ir, é ensinar as pessoas a buscarem, porque aí aprendemos a andar com as nossas próprias pernas (DSC85).

Esse modo de trabalhar chega a ser mencionado no discurso como uma forma interessante, pois desenvolve nos petianos a capacidade de tomar decisões, de resolver problemas reflete na gestão do tempo, na autorregulação da sua própria aprendizagem dentre outras competências que o tutorando vai adquirindo. Esta autonomia é fruto também de um trabalho de parceria que o tutor desenvolve com os tutorandos (A82) e ao papel de mediador que o tutor exerce (A84)

Eu sempre vejo o(a) tutor(a) como alguém que trabalha em parceria com os "tutorandos", aqui eu consegui tirar aquela ideia de que o professor é um lugar que ninguém pode tocar, ninguém pode contradizer, ninguém pode contrapor, eu acho que a gente perdeu muito isso aqui. Na verdade, quando eu não via o que era o programa, eu sempre tive a visão de que o(a) tutor(a) era o professor que estava à frente, mas era aquele que pegava na sua mão. O que entendi é que ele(a) é alguém meio que parceiro, porque o grupo PET é bastante autônomo. Então, o acompanhamento é muito importante, mas sem limitar a gente no sentido de fazer isso e isso. O que o(a) nosso(a) tutor(a) geralmente faz, é dizer até onde a gente consegue ir ou dizer "não, isso aqui dá certo, isso aqui não dá, vamos fazer assim", mas ele(a) não nos restringe. Na verdade a gente dá o caminho e o(a) tutor(a)

molda as coisas, ele(a) não dita o que a gente tem que fazer, é tipo uma construção que a gente constrói junto (DSC84).

O papel do(a) tutor(a)é mediar, ele(a) tem o papel de facilitador(a) porque a gente tem muita liberdade e fazer tudo que a gente quer, escolher os temas que a gente quer, só que o(a) tutor(a) ensinou para a gente os caminhos para facilitar qual o caminho certo, a maneira certa de fazer, a maneira ética de fazer, todas essas coisas, o papel de facilitador é essencial. E como aqui também nós somos doze, como qualquer outro grupo que se reúne, tem as divergências, diferentes opiniões e o(a) tutor(a) consegue juntar e às vezes até exclui uma mas falando da maneira correta, não de maneira grossa mas falando “olha, a sua opinião a maneira que você está expondo não pode ser colocado agora, por causa disso, disso e disso, a conduta que a gente tem que analisar é essa e não essa”, então ele(a) faz todo o processo de convencimento, e leva a gente da maneira correta até nós alcançarmos nossos objetivos (DSC84).

O fato de o grupo ser constituído por 12 membros e da quantidade de horas que eles ficam juntos desenvolvendo as atividades faz com que eles se conheçam melhor, por outro lado, também gera muitos conflitos, que o tutor tem que ter muita sabedoria para geri- los, pois cada um tem a sua individualidade, suas demandas, sua forma de pensar, suas crenças, enfim, isso gera divergências que enriquecem o grupo, mas também se torna difícil de ser trabalhado. Podemos conceber o grupo como um “organismo vivo, em que todos os componentes precisam conviver de forma harmoniosa para que o organismo funcione corretamente, entendendo que essa harmonia não significa ausência de conflitos” (SPINELLI et al., 2007, p. 78).

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