4.2 Analyse av bedriften mot de 12 prinsippene
4.2.2 Endring i prosess
No tocante às funções que o tutor exerce na tutoria do PTM23, há uma ênfase na função de apoio presencial que o tutor exerce junto do tutorando, visando a solução de problemas que possam ir surgindo no decorrer do processo, além do atendimento individual, há as sessões que são em grupo e os atendimento via e-mail. O tutor também é um mediador das sessões tutoriais que são ofertadas para os alunos, é sua função mediar o contato dos tutorandos com os professores e com os mentores.
As funções serão de apoio nessa fase de integração dos alunos maiores de 23 e, portanto, da minha parte há um apoio presencial, mas nomeadamente na tentativa de solução de problemas que eles tenham, por exemplo, encaminhá-los cá dentro
quando eles tenham dúvidas, agilizar processos cá dentro, às vezes eles estão à espera de uma informação da área acadêmica e eles não lhes dão essa informação e, se calhar se for eu a pedir é mais rápido, isso ajuda. As disponibilidades também de acesso a materiais, informações sobre os planos do curso, por exemplo, algumas regras de funcionamento, e depois fazer a ponte com a equipa dos professores que fazem as sessões tutoriais, já não sou eu que dinamizo essas sessões, mas funciono um pouco como mediador, vejo qual a necessidade que os alunos tenham depois contato com os professores para se organizar a dinamização dessas sessões (DSC106).
Era algo que este ano também gostaríamos de introduzir: o aconselhamento de carreira. Neste momento não dá porque eu não tenho disponibilidade para o fazer, mas talvez no início do próximo semestre volte a pensar nisso, porque uma das sessões temáticas que eu gostaria de desenvolver com eles era de facto o apoio à construção da carreira. Porque muitos deles disseram na entrevista que queriam vir para a psicologia, mas ainda não tinham a ideia muito clara do que é que gostariam de fazer com isto. E o objectivo também não é eles decidirem agora a especialização que vão fazer, mas em todo caso é importante irem conhecendo as áreas de aplicação da psicologia que são muito diversas (DSC107).
Uma necessidade emergente que o tutor percebeu a partir dessa turma, foi a necessidade de lhes ofertar uma sessão sobre a construção da carreira, e também orientá-los individualmente caso precisem. Pudemos presenciar uma das sessões individuais em que uma tutoranda procurou informações sobre como organizar o seu currículo de modo a direcionar para a formação que ela queria se especializar.
II. Sub-eixo: Ação tutorial na prática cotidiana
Neste eixo, os discursos dos atores destacam questões da estrutura e do funcionamento do Programa cuja ação tutorial que ocorre sempre no início do semestre (A110) porque é o período em que os alunos estarão mais livres das outras atividades do curso.
A tutoria é exercida sempre no primeiro semestre. Eu penso que não foi sempre assim. Mas eu sei que no ano passado tentamos colocar todos os workshops no início do ano lectivo, logo em outubro e novembro, exactamente porque depois eles tendem a não comparecer, vai se dissipando. [...]como o foco desse projeto é a integração no início do ano lectivo, por isso o apoio é mais concentrado. [...] só faz sentido no primeiro ano, chega no final do primeiro ano já não faz mais sentido porque os alunos já não conseguem, começam os exames, eles começam a ficar muito estressados com a época dos exames e não vale a pena (DSC110).
O apoio aos alunos envolve uma sessão de acolhimento em que estão presentes todas as pessoas responsáveis pelo PTM23, e representantes da Faculdade de Psicologia, como professores e diretor(a), da biblioteca, dos Serviços Acadêmicos, o(a) tutor(a) e a o(a) coordenadora dos Maiores de 23 e o(a) coordenador(a) do GAPE e alguns mentores (A109).
Existem momentos só com os alunos. Temos a sessão de acolhimento, depois temos de modalidades diversas, aquilo que chamamos de sessões temáticas, essas sessões temáticas podem existir, podem não existir, depende do grupo. Porque há anos que elas existem, há anos que elas existem todas, outros que só existem uma ou outra, depende da visão, da necessidade desse público, que é quem decide o que é que e necessário para si. As sessões de acolhimento inicialmente nós combinamos tudo com as pessoas, normalmente nós tentamos que o diretor da Faculdade venha, depois vêm algumas pessoas da secretaria, da biblioteca, a coordenadora do GAPE (Gabinete de Apoio Pedagógico), um professor só para dar uma palavrinha, a coordenadora dos Maiores de 23 e eu, para os alunos novos conhecerem o funcionamento do curso e conhecerem também a estrutura da faculdade e o gabinete. [...]fiz um pequeno documento no power point para explicar como funciona o projeto de tutoria. [...] eu apresento o projeto e explico que é voluntário e só participa quem quer, quais os nossos objetivos se não eles não entendem para que aquilo serve, [...] explico também a estrutura em que são realizadas as sessões temáticas, os momentos de discussão, também que pode haver um momento de atendimento mais individual, mas isso é combinado individualmente com cada um quando eles precisam [...] (DSC109).
Além da primeira sessão, há as sessões temáticas, atendimentos online e atendimentos individuais (A109) que visam tirar dúvidas de questões práticas dos alunos (A108).
Os alunos têm muitas dúvidas relativamente à divisão académica, em que se podem inscrever, às questões relacionadas com o Estatuto do Trabalhador Estudante, questões sobre bolsas de estudo, são coisas muito práticas, chegam a dizer que têm dificuldade, por exemplo, de estudar para uma disciplina ou em fazer um trabalho de grupo, que era aquilo que nós, se calhar, anteciparíamos numa tutoria mais pedagógica, mas eles vêm com questões muito práticas (DSC108).
No tocante às sessões temáticas, elas são organizadas de acordo com as necessidades dos alunos da turma e também levando-se em consideração as especificidades dos professores que irão ministrar. É feito um contato antecipado das disponibilidades dos professores do curso e em que podem ajudar no Programa.
As sessões mais específicas estão orientadas de acordo com a própria especialização dos professores, por exemplo, Z é da área da educação e ela trabalha muito os métodos de estudo, portanto, geralmente era ela que dava esta sessão. A professora Y, portanto, ligada à psicologia mais cognitiva e experimental, é que está mais relacionada com a leitura dos artigos científicos porque as próprias disciplinas dela estão mais relacionadas com este tipo de metodologia de trabalho, portanto, tentamos utilizar o potencial e as áreas de especialização dos professores em favor dos alunos. Foi realizada uma sessão sobre estatística, muitos alunos não se sentem a vontade com estatística, [...] (DSC111).
Ainda sobre as sessões temáticas, há uma limitação em relação à adesão às atividades propostas pelo programa de tutoria, isto ocorre devido à maioria dos alunos serem alunos trabalhadores e terem suas famílias, ou seja, eles têm de encontrar uma forma de
conciliar a vida, com o profissional e o acadêmico, encontrar um modo de gerir o seu tempo, aprenderem autorregular a sua aprendizagem, dentre outras competências que precisa adquirir, além de dar conta dos conteúdos do curso.
Assim, quanto à sessão de acolhimento, de fato, foi a que teve maior adesão. [...] Na sessão de acolhimento explicamos o funcionamento do curso, a estrutura e o funcionamento do Programa de Tutoria, os nossos objetivos senão eles não entendiam para que aquilo servia, pensariam que era uma perda de tempo e eles já são muito atrapalhados com essa coisa de tempo. Também explicamos que o Programa é voluntário, só participa quem quer. Depois começaram as atividades propriamente ditas, as sessões temáticas, as ações mais de tutoria, mais de discussão. Este ano só ocorreu uma sessão sobre à biblioteca, à qual foram quatro alunos, e apesar de inicialmente eles têm demonstrado interessados em frequentar, depois quando elas são marcadas, elas acabam por não acontecer. Essa é a tal questão, a adesão não tem sido muita, chegou a uma fase que já não valia a pena mais fazer nada, porque as dúvidas que eles tinham tiravam por e-mail e estavam demasiados ocupados a estudar e fazer trabalho de grupo que não estavam a vontade para dispensar mais tempo para fazer as reuniões, sentiam que isso ia prejudicar mais do que ajudar, mas também já estavam totalmente adaptados. Começa sempre muito bem, eles começam sempre por comparecer nas primeiras sessões e depois vai se diluindo (DSC112).
O planejamento das atividades é sempre realizado com base na avaliação do ano anterior e considerando o que os alunos dizem. As dificuldades de métodos de estudo são temáticas sempre mencionadas, inclusive são discutidas nas sessões temáticas da tutoria e do mentorado e que eles demonstram interesse inicial em participar, mas depois com o tempo eles não procuram mais, muito embora, essas temáticas tenham sido planejadas de forma que os alunos pudessem opinar sobre os seus interesses e necessidades, pois assim, eles também assumiam para si a responsabilidade pela escolha e pela participação.
[...] No caso deste ano, tentamos que isto tudo fosse feito de forma co-construída com os próprios alunos M23; tentamos que fossem eles a definir o quê que era importante, dentro de algumas opções que já estavam definidas e deixamos que eles propusessem outras coisas, o que não aconteceu. porque o ano passado de facto havia um conjunto de ações de workshops, e depois os alunos não compareceram. [...]Isso é algo também a repensar. [...] Depois, tínhamos também planejado umas seções mais de partilha, eles falavam o que eles quisessem para vermos como é que estava andando o curso, mas não teve assim uma grande adesão. E então, tentamos pensar o que é que poderia ser específico mesmo dos M23, e oferecemos-lhes a possibilidade deles selecionarem quais é que eram as sessões em que eles gostariam de participar.[...] Portanto, tentamos que este ano isto fosse mais construído com eles para desenvolver mais no tipo de ações que eles necessitavam, no tipo de temas que precisavam de trabalhar, e de competências a desenvolver, e de responsabilizá- los também, porque se eles dizem à partida que estão interessados em frequentar, nós abrimos aquela vaga e esperamos que eles compareçam, quando não comparecem também ficam as responsabilidades e não acontece (DSC114).
O fato dos alunos não procurarem mais não é visto como algo negativo, conforme é evidenciado no DSC112, pois isso pode ser um sinal de que eles já estão conseguindo resolver os problemas, já estão mais autônomos, ou estão encontrando respostas de outra forma que não a tutoria.
Mas de alguma forma eu não vejo isso como algo negativo. Eles sabem que estamos aqui se for preciso o apoio que aqui o terão. Mas o nosso objectivo (e pra mim isto... eu acho que isto é muito importante) também é o de promover a auto- imunização deles, e portanto, se eles não sentem necessidade, estão a obter respostas de outra forma. O nosso objectivo é esse, eles não precisam comparecer nas sessões se conseguirem desenvolver essas ferramentas de outra forma. Mas de alguma vão encontrando apoios nos professores, nos mentores, nos colegas e deixam de precisar da tutoria e isso também não deve ser visto como negativo. Eles recorrem muito ao e-mail e isso eu ainda vou recebendo, nas sessões presenciais, já não (DSC112).
O trabalho de tutoria é desenvolvido em colaboração com o Gabinete de Apoio Psicopedagógico (GAPE), que foi criado para atendimento dos alunos da Faculdade de Psicologia e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Esse gabinete articula todo o programa de mentorado, desde a seleção, formação, e avaliação. Acompanha os mentores em sua ação. Assim, como os mentores têm uma proximidade com os alunos, sabem mais das suas necessidades, o que favorece ao(a) tutor(a) no exercício da ação tutorial.
Trabalhamos com a Coordenadora do GAPE porque ela tem acesso à informação sobre o projeto de mentorado, é ela que coordena, pensamos em conjunto com ela na perspectiva de não haver uma sobreposição. [...]também houve uma reunião com os alunos M23 do ano passado que eram mentores, e eu estive presente e aproveitei para lhes perguntar o que tinha corrido melhor e pior no ano passado, e fui recolhendo algum feedback da parte deles. E de fato eles deram algumas informações importantes, como a redundância. Nós tínhamos no Programa de Tutoria ações e workshops semelhantes às que eles tinham no mentorado, e portanto acharam que era redundante e estava por sobrepor. Depois também falaram de outras questões como o horário, as sessões eram de duas horas e eles acharam que era muito difícil para um trabalhador estudante estar a dispender de duas horas para estar nessa formação então este ano pensamos em sessões de uma hora e meia, por exemplo. Fomos recolhendo assim algum feedback dos alunos do ano passado (DSC113).
Percebemos pelo DSC113 que a ação tutorial desenvolvido pelo tutor por vezes entra em conflito com aquela que é desenvolvida pelos alunos mais experientes do mentorado. Nesse sentido é que se faz necessário que todos estejam a par das atividades planejadas por ambas as partes para que não haja sobreposição ou redundância, e para otimizar o tempo, já que estamos falando de alunos trabalhadores em sua maioria e que têm um tempo bem restrito para os estudos.