Inflation in five years
4. A new core model for Norges Bank – finding a better NEMO
4.5. Survey expectations of inflation
1-Eulina- meu personagem é uma árvore. E ela é uma árvore bem frondosa daquelas que tem as raízes longas, profundas, o tronco muito grosso, forte e galhos espalhados e muitas folhas.... [...]. Essa semente [de onde ela veio] está entranhada nela com todas as hereditariedades [...]. Da raiz ao caule às folhas, ela tem todas as características da semente que um dia a gerou. Ela trouxe a herança. [...] Mas ela veio pra fazer o papel dela: crescer, dar sombra, purificar o ar e tem todo esse jogo de fortaleza e sobrevivência, de fraqueza e de dependência que o homem a deixe viver.
2- Edineuda- [...] Esse personagem, ele é um ser hermafrodita, e eu dei um nome pra ela, o nome dele é Eliel.
3- Imeuda- [...] aí eu pensei no canguru. Por que eu pensei no canguru? Porque eu acho assim um animal tão interessante. Ele guarda o (...), aquela proteção, aquela coisa. 4- Josenir- [...] o personagem é o meu eu.
Cruzamentos da subcategoria Meu/esse personagem e como ele/ela é
1, 2, 3 e 4 divergem pelo fato de todos terem criado personagens e características diferentes para eles. Em 1, o personagem é uma árvore frondosa, com raízes longas e profundas, seu tronco é grosso e forte e seus galhos são espalhados e possui folhas. Ela traz a herança, pois da raiz ao caule, apresenta todas as características da semente que um dia a gerou. Ela veio para fazer o seu papel, que é crescer, dar sombra e purificar o ar. Ela também apresenta todo um jogo de fortaleza e sobrevivência, fraqueza e dependência, pois necessita que o homem a deixe viver. Em 2, o personagem é Eliel, um ser hermafrodita. Em 3, o personagem é um canguru, um animal considerado interessante pelo fato de guardar o filhote com aquela proteção. Finalmente, em 4, o personagem é o meu eu.
De onde o personagem/ela/eu venho e como é esse lugar
1-Eulina- De onde ela [árvore] veio? Ela veio de uma semente e do solo...
2-Imeuda- De onde eu [o canguru] venho? Eu coloquei da caatinga porque a caatinga, ela é uma série de árvores e ela é baixa, não é nada frondoso, mas ela é difícil de você (...) de um lado pro outro, porque você fixa o seu pensamento querendo seguir em vários caminhos e você fica indeciso.
3-Edineuda- Interessante que o personagem [Eliel hermafrodita], ele tava esquecido há muito tempo, lá nos porões (risos do grupo) [...] ele vem duma planície. Pra mim, a planície simboliza a tranqüilidade, seja aquela pasmaceira, nada acontece [...]
4- Josenir- De onde vem [o personagem meu eu]: das entranhas da terra, assim do útero mesmo quando eu me reportei pra pessoa. [...] Mas era algo assim de raiz, de vindo de algo como se fosse inexplorável, coisa assim como se saísse de dentro da terra [...]. Cruzamentos da subcategoria de onde o personagem/ela/eu venho e como é esse lugar
1 diverge de 2 e 3, pois 1 diz que seu personagem veio de uma semente e do solo, semente esta que se encontra entranhada na árvore com todas as suas hereditariedades. 2 fala que seu personagem, o canguru, vem da caatinga, lugar que é composto por uma série de árvores baixas, nada frondosas e difíceis de passar de um lado para outro, uma vez que quando você quer seguir, fica indeciso. Já 3 trata de um personagem que estava esquecido nos porões. Ele vem de uma planície que simboliza a tranqüilidade, ou seja, aquela pasmaceira, porque nada acontece.
1 converge com 4 no que se refere ao lugar que o personagem veio. Para 1, ele veio do solo, já para 4, das entranhas da terra, do útero, da raiz, como se fosse algo inexplorável e como uma coisa que saísse do centro da terra.
Pra onde ele vai/quer ir
1-Imeuda- Para onde quer ir [o canguru]? Ah, gente, eu sonho na selva (...) gostoso (...), tá entendendo? Aquelas (...). Então sair do friozinho, sair do calor lá na caatinga, que é muito quente.
2-Eulina- E para onde ela [a árvore] vai? Toda árvore, ela quer o quê? Crescer. Ela quer crescer, se expandir. Aí ela dá sombra. E ela me deu a idéia de respirar. Ah, respirar! Tanto a gente respira como ela também, oh! Lá em cima. Quer dizer, aquela vontade de ta lá no alto como as folhas dela, respirando, recebendo tudo.
3- Edineuda- [...] e ele [o personagem Eliel] não se sente satisfeito com aquilo [com a pasmaceira da planície] e ele quer ir pras montanhas.
4- Josenir- Pra onde vai: [meu eu] para uma dimensão que não consigo sequer imaginar, mas sei que é um lugar onde respiraremos ar puro, onde a gente vai viver sem mentiras, sem falsidade, sem violência, sem dor e sem dinheiro porque, principalmente esse sem dinheiro, assim de repente, e aqui não pensei direito porque, mas depois cheguei a conclusão de que é uma faca de dois gumes bem grandes, que se briga, se mata, se faz horrores em nome do poder, em nome do dinheiro e num é legal. Eu sei que esse lugar pra onde quero ir é bem tranqüilo. É um lugar em que vai se respirar a paz acima de qualquer coisa.
Cruzamentos da subcategoria para onde ele vai/quer ir
1, 2 e 3 divergem pelo fato de seus personagens desejarem ir para lugares diferenciados. Em 1, o canguru sonha em ir para a relva e sair do calor da caatinga; em 2, a árvore quer crescer, se expandir e respirar, em 3, Eliel não se sente satisfeito com a pasmaceira da planície, por isso quer ir para as montanhas.
3 se opõe a 4 devido 3 querer sair do lugar tranqüilo e 4 desejar ir para lá. Em 3, se diz que o personagem Eliel não se sente satisfeito com a tranqüilidade da planície, por isso vai para as montanhas. Em 4, o personagem “meu eu” vai para um lugar onde se respire ar puro, onde se viverá sem mentiras, falsidade, violência e dinheiro, já que se mata e se faz horrores por causa do dinheiro. Enfim, é um lugar muito tranqüilo.
Fraquezas dela/desse personagem
1- Eulina- E as fraquezas dela [personagem árvore]: ao mesmo tempo, ela é forte, mas ela também é frágil e também indefesa. Uma das fraquezas dela é de às vezes, ela não poder se defender dos homens, tá! Ela é um ser indefeso e frágil porque [...] e tá lá, de repente, o homem pode vim com um machado, com uma máquina e destruí-la e cortá-la. 2- Edineuda- E as fraquezas desse personagem são: a ansiedade, porque ele quer chegar logo, e às vezes ele se mete numas enrascadas porque ele se apressa, porque quer chegar logo e não cria as alternativas mais adequadas. E a outra fraqueza dele é a insegurança também. Ele fica sempre duvidando se é melhor por aqui ou por ali.3- Josenir- Duas fraquezas: a insegurança. Eu acho que quando eu falei dessa palavra insegurança é conseqüência da minha própria vida. [...] A primeira fraqueza é a insegurança e a minha segunda fraqueza é o falar de demais. O falar de mais, eu creio que isso é uma coisa que eu tenho que ser muito trabalhada, e de repente [...]. Talvez eu precise de alguém que
precise me ouvir, eu dar o que acho que tenho de bom, pode ser isso.[...] Quando eu digo falar demais, eu não consigo conter, muitas vezes, seja de alegria, seja de tristeza. Então de alegria, eu exulto, muitas vezes assim não tenho segredo, sabe? E isso, às vezes, eu acho que é bobeira, é ingenuidade [...]. E isso gera muitos mal entendidos muitas vezes. Eu tendo vivido isso. E acho que eu não consigo realmente me conter. Na alegria, eu falo tudo assim das emoções.
4- Imeuda- Agora fraquezas desse personagem. Tudo que eu vou, eu planejo, eu planejo, eu planejo, eu começo e (...). E isso faz assim, você ser insegura, eu traço aquilo na minha mente, mas a execução é que é...Eu creio que todas as pessoas são assim, mas as pessoas são mais fáceis de (...). Então, eu preciso trabalhar essa questão de ser mais perseverante naquilo que eu quero, está entendendo? (...).
Cruzamentos da subcategoria fraquezas dela/desse personagem
1 é ambíguo porque diz que a árvore é forte, mas é frágil e indefesa. Uma de suas fraquezas é porque não pode se defender dos homens. É indefesa porque está lá no alto e de repente o homem pode vir com um machado ou outra máquina para cortá-la e destruí-la.
2 diverge de 3 no que concerne a uma das duas fraquezas do personagem. 2 diz que uma das fraquezas de Eliel é porque ele quer chegar logo e, às vezes, se mete numas enrascadas, ou seja, se apressa e não cria as alternativas mais adequadas; 3 diz que a sua segunda fraqueza é o falar demais, pois não consegue se conter seja na alegria, seja na tristeza. Muitas vezes, não tem segredo. Não consegue se conter porque estando alegre, fala tudo das emoções.
2, 3 e 4 convergem no que diz respeito a uma das fraquezas de seus personagens. Em 2, Eliel tem insegurança, uma vez que fica sempre duvidando se é melhor ir por aqui ou por ali. Em 3, se diz que a primeira fraqueza de seu personagem é a insegurança, a qual se acredita ser conseqüência de sua própria vida. Já 4, fala de um personagem que planeja, mas não executa. Isso o torna inseguro. Daí porque, precise trabalhar mais a perseverança.
Poderes dessa/dela/dele personagem
1-Eulina- E os poderes que eu acho que ela tem são de crescer e de ter força, que eu acho que ela é forte. [...] é forte e tem o poder de crescer como todo ser vivo.
2-Edineuda- E pra ir pras montanhas, ele [Eliel] tem como poderes a sensibilidade de traçar o caminho, o caminho até chegar às montanhas e também a coragem de enfrentar os desafios que ele sabe que vão surgir.
3-Imeuda- E os dois poderes dessa personagem [...]: ser resiliente. Essa questão, às vezes, eu me deparo com um problema, problema besta, eu sou assim meio espantada, problema sério: eu (...) converso muito, tenho calma, está entendendo? E procuro trabalhar de uma maneira mais tranqüila, você está entendendo? (...) não me desesperar. Eu tenho essa força de ressurgir, de ter força tanto pra mim quanto para os outros (...) e conseguir viver bem, está entendendo? [...] não me absorver tanto e ficar bem com os outros, ficar bem comigo mesma, pelo menos aparentemente.
4-Josenir- Os dois poderes da personagem [meu eu] é alegria, ela contagia, ela tem o poder ou é só meu querer, de contagiar as pessoas com alegria, passar algo de bom. [...] e depois eu falo da vitalidade, de passar uma energia boa de viver.
Cruzamentos da subcategoria poderes dessa/dela/dele personagem
1e 3 convergem porque ambos dizem que seus personagens têm a força como um dos poderes. 1 diz que um dos poderes que a árvore possui é a força. Já 3, fala que um dos seus poderes é ser resiliente, ou seja, tem a força de ressurgir tanto para ela quanto para os outros.
1 e 4 divergem entre si quanto aos poderes que apresentam. 1 diz que a árvore tem como poderes crescer da mesma como todo ser vivo. Já 4, diz que um de seus poderes é contagiar as pessoas com alegria, passando algo de bom. Além disso, possui uma vitalidade, ou seja, a capacidade de passar uma energia boa de viver.