assessment of current and future macroeconomic conditions
2.2. Assessment of nowcasting and forecasting performance
Esta técnica foi inspirada numa tese de doutorado26 coletiva, onde os autores do referido trabalho usaram o labirinto como metáfora de construção do conhecimento. No decorrer do curso, eles montaram três instalações labirínticas, onde os participantes eram instigados a interagirem com diversos objetos de conhecimento. Em minha pesquisa, construí um dispositivo mais modesto que os do referido grupo, pois não tinha os mesmos propósitos deles. Além disso, acreditei ser possível recriar o que fizeram, adaptando aos meus interesses. Construí um mini-labirinto no local da pesquisa, onde levei objetos para aguçar os cincos sentidos dos co-pesquisadores. Antes disso, eles entraram de olhos vendados no labirinto para experimentarem a ausência da visão. Depois usaram a visão para interagir com os objetos que compunham a instalação. Pedi então, para cada um relatar as sensações e os sentimentos que tiveram ao participar dessa vivência. Solicitei também que escolheram dois objetos do labirinto para associarem à EJA.
Descrição dos procedimentos da técnica Labirinto da EJA
Antes de proporcionar o contato dos co-pesquisadores com o labirinto, listarei o material que usei. Reconheço que necessitei de vários objetos. Adianto que não foram de difícil acesso. Só alguns, precisei comprar. A maioria trouxe de minha casa. Outros, tomei de empréstimo a amigos. A lista continha: caleidoscópio, mandala, linha e agulha de crochê, instrumentos musicais artesanais fabricados por indígenas paraenses, pau de chuva, folhas secas, frutas, fotos de outra pesquisa que realizei, imagens de pessoas sacrificadas como peças de carne (anexo 5), imagem de um homem cabeça de cabeça de boi matando um boi com cabeça de gente (anexo 6), figura de uma vaquinha comprando pedaços de gente no supermercado(anexo 7), uma cópia de uma pintura do holandês Escher (anexo 8 ), uma cópia de fotos de sapos do livro de MATURANA e VARELA(1995) (anexo 9), livros de mitos africanos, de obra de arte e acadêmicos, espelho, caixa de presentes decorada, diário com chaves, jogo da memória, dominó,
26A referida tese foi intitulada: “Labirinto me encontro nas coisas perdidas do mundo”. Trata-se de um
texto coletivo tecido a seis mãos cujos autores são Eduardo Loureiro, Andréa Havt e Fabiano dos Santos. Este trabalho foi defendido na Faculdade de Educação, em 2004, e tinha por objetivo problematizar a construção do conhecimento, enfocando três sub-temas e suas relações com a educação: diálogo, não- linearidade e experiência.
dama, papéis em branco e canetinhas coloridas, máscaras, berimbau, pedra pomes, lixa, pincel de rolo, colcha de retalhos com pinturas desenhadas à mão, aparelho de som e cd, corda para pular, bambolê, curry (tempero), um pote com folhas de chá de jasmim, um pedaço de mármore, uma marionete e vendas.
Esses objetos foram espalhados nos dois espaços onde aconteceram as oficinas. Usei a colcha de retalhos para decorar os ambientes. A linha foi entrelaçada por todo o percurso da instalação, criando um emaranhado que dificultava o trânsito. Deixei o restante do novelo exposto com uma agulha de crochê. As imagens foram afixadas à parede em lugares mais visíveis. As frutas foram colocadas em baixo de uma mesa. A música instrumental tocava a trilha sonora do filme O fabuloso destino de Amélie Poulan27. Dentro da caixa de presentes decorada, coloquei um espelho, pois considero imprescindível a presença deste objeto num labirinto. Os outros objetos foram dispostos no restante dos dois ambientes onde a pesquisa foi realizada.
Iniciei essa técnica com uma vivência. Mas antes disso, distribui uma fichinha(vide anexo) que solicitava aos (as) co-pesquisadores (as) criarem um personagem para si. Nela, era pedido para cada dizer de onde vinha e para onde ia, bem como listar dois poderes e duas fraquezas que atribuíam aos (às) seus personagens. Depois, os (as) co-pesquisadores (as) foram vendados. Só depois de “perderem” o sentido da visão, eles (as) puderam adentrar o espaço onde estava instalado o labirinto para experimentá-lo. Após andarem aleatoriamente por algum tempo, solicitei que todos sentassem em círculo. Comecei a passar os seguintes objetos: para cheirar: usei chá de jasmim e curry (tempero); para tocar seus corpos: pedra pomes, mármore e lixa; para massagear seus corpos: pincel de rolo. Foram também repassados os instrumentos musicais artesanais que havia levado.
Após essa vivência, retirei as vendas dos grupos para que estes pudessem experimentar o labirinto de olhos abertos. Concluída essa etapa, convidei os co- pesquisadores para socializarem as sensações e sentimentos de terem experimentado o labirinto das duas formas: olhos vendados e abertos. Pedi também aos co-pesquisadores para fazerem a relação dessa experiência com a Educação de Jovens e Adultos. Desafiei-os com a seguinte indagação: o que essa experiência tem a ver com a educação de jovens e adultos?
Depois dessa discussão, solicitei para que cada um escolhesse dois objetos da instalação que consideravam ter alguma relação com a EJA. Após interagirem com os objetos escolhidos, cada co-pesquisador falou da relação que estabeleceu com o tema da pesquisa.
Solicitei para que eles tomassem em suas mãos a fichinha (anexo 10) que havia lhes dado no começo da oficina. Ela pedia para que criassem um (uma) personagem para si. Depois, eles apresentaram seus personagens uns para os outros. Para finalizar, lancei o seguinte desafio: cada personagem fazia uma pergunta para o outro sobre ele (a) na Educação de Jovens e adultos. O detalhe dessa vivência é que este cada um teve de responder com uma mentira.
Essa vivência teve como propósito conduzir os grupos-pesquisadores a entrarem em contato com diversos objetos que propiciavam ativar os cinco sentidos do corpo, os levando a produzir conceito sobre EJA a partir disso.
Fotos do processo da técnica labirinto do grupo-pesquisador-CEJA-manhã
Análise classificatória da técnica Labirinto da EJA do grupo-pesquisador CEJA- manhã
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