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6. Discussions

6.6 Summary of source and maturity of the samples

Para se estabelecer contato direto e prático com esta forma de vivenciar o mundo, o outro e a própria pessoa, deve-se trabalhar, com os indivíduos, formas diferenciadas de percepção da realidade da qual faz parte. Para isso a criatividade deve ser trabalhada para que as pessoas possam estabelecer contatos produtivos com todo o sistema no qual está intrinsecamente envolvida.

Segundo Torre & Moraes (2008), a criatividade é um conceito emocional e vivencial. Estamos num momento de mudança social profunda, na passagem da sociedade industrial à sociedade de informação. O papel da criatividade nesse momento é de nos ajudar a ver como seguimos avançando sem perder em valores e em felicidade. A criatividade nem sempre leva à felicidade, ou à construção de valores bons, pois para a guerra a criatividade também está a serviço por meio daqueles que dirigem seu potencial criativo para tal finalidade, porém trata-se de ver no novo que surge algo que seja bom para todos os demais. Não podemos martirizar o ser humano apenas para saber algo que signifique avanço tecnológico. Quando pensamos assim vemos que a criatividade agrega valor ético à sociedade atual. Quanto ao futuro, temos que ter clareza que a questão da criatividade não pertence apenas a um campo do saber, dependendo do enfoque ela é interdisciplinar e transdisciplinar e está presente em todas as áreas, como na arte, na publicidade, na ciência, na educação, na vida cotidiana e nas empresas.

Atualmente, entendo que a criatividade implica vontade, emoção e decisão. A questão da decisão é fundamental, porque uma pessoa pode decidir ser criativa. Quando pensamos do ponto de vista coletivo isso se amplia, porque nas relações o espaço de criação é ainda maior. Um excelente exemplo é a educação, como espaço comunicativo de transformação e que poderia ser, cada vez mais, eminentemente, criativa.

Segundo Torre & Moraes (2004), para caracterizar uma pessoa criativa faz-se necessário pensar em quatro eixos e um coração. 1. Ser – é o mundo emocional e interior a ser projetado. Entusiasmo (na história não existiram criadores relevantes que não foram entusiasmados!). Esse entusiasmo se caracteriza com a entrega. Alguém que esteja vivendo um processo criativo esquece-se do tempo fixo e marcado e se entrega de corpo e alma ao que está fazendo. Muitos já associaram o entusiasmo ao fogo que faz possível com que elementos diferentes se ajuntem e formem um terceiro. 2. Saber – trata-se do conhecimento, sobretudo no campo técnico. Quem pode criar sem conhecer os códigos específicos do campo no qual está criando? 3. Fazer – aqui falamos de aplicabilidade do conhecimento. É quando fazemos algo concreto, onde utilizamos da criatividade para saber jogar com as informações, combinando-as, conectando-as de formas diferentes e ao mesmo tempo numa forma só. 4. Querer – aqui falamos de algo importantíssimo, porque a primeira ideia é muito importante, mas é preciso esforço, disciplina para transformar essa primeira ideia em algo realmente criativo. E nesse sentido, esse querer significa não apenas um desejo, mas a vontade, o esforço, a auto-organização.

E o coração? O “coração da pessoa criativa”, para Torre & Moraes (2004), é o conceito de complexidade. Para esses autores, as pessoas criativas são pessoas que desconsertam aos outros, transbordam o espaço e desafiam a capacidade de encaixá-las em algum lugar. Nunca se sabe bem como etiquetá-las. São pessoas capazes, ao mesmo tempo, de extroversão e introversão, de timidez e abertura. A pessoa criativa, na variação para cada tipo de indivíduo, possui características únicas e uma tendência a manifestar-se de forma diferente dos outros, adaptando-se à inúmeras situações diferentes.

Imagina-se que escolas criativas sejam formadas por pessoas inquietas, com criatividade pessoal desenvolvida, capazes de buscar religar saberes e reconstruir realidades, capaz de serem amorosas e éticas com aqueles com quem convivem. A escola criativa leva em consideração a individualidade de cada personagem, respeitando-os, pois entende que cada um tem sua maneira de entender e construir a sua própria realidade a partir do que é exposto, lido, sentido e elaborado por cada indivíduo. No ambiente de convivência das pessoas existem regras e normas de

conduta que organizam e estruturam o grupo e parte de seus comportamentos, no que tange à ética das relações sem perder de vista que as particularidades das pessoas, seu pensamento, suas ações, seu modo de se expressar e de se fazer ser conhecido e conhecedor do ambiente onde se encontra, além de mostrar a sua subjetividade em relação a si mesmo, ao outro e ao ambiente.

A criatividade, em um ambiente que propicia uma atmosfera de liberdade, que aceita a diversidade, a autonomia e a discrepância crítica, é fecunda. Neste ambiente, a rotina não se estabelece como prática diária e a cada dia um novo desafio acontece, movimentando o cenário escolar em todos os seus personagens, alunos, professores, coordenação, direção e funcionários. O planejamento acontece constante e incessantemente, aproveitando o que surge das emergências diárias para o presente e para o futuro.

No ambiente de liberdade e de aceitação à expressão criativa do outro, o futuro é planejado de forma prospectiva baseado na realidade vivida da atualidade. Melhorias são desejadas mesmo que no presente os acontecimentos tenham sido positivos, provocando em todos os sentimentos de crescimento, de inovação e de favorecimento do desenvolvimento da criatividade. As pessoas que participam desse ambiente possuem extrema tolerância com seus erros no sentido de encará-los e realizar uma busca de sua própria ampliação da capacidade de relacionar, reflexionar, interagir e realizar.

Segundo Alencar & Fleith (2003, p.98) “a criatividade não ocorre por acaso,

senão profundamente influenciada por fatores ambientais, considerando os momentos de criação como resultados de complexas circunstâncias sociais”. Daí considerarmos importante que ao planejar o ensino, se planeje também o clima do ambiente de aprendizagem. Não se pode esperar que uma pessoa seja criativa do mesmo modo como se respondesse a uma exigência ou demanda, extraindo pensamentos originais ou inovadores de um lugar não cultivado para que possa atender a tal solicitação. Em um ambiente planejado, a facilitação pertinente, controlada e humilde por parte do professor promove uma sensação de pertenência

que, segundo Pichón-Rivière (1988), é a medida em relação à atuação e o sentimento de pertencimento, às suas participações e intervenções.

Desse ponto de vista, significa a autoria em todos os alunos, facilitando a busca de outros níveis de pensamento, preservando, cada um, a sua subjetividade e, consequentemente, a sua integridade. Entendemos por facilitação pertinente aquela em que a figura do professor, por meio, de árduo trabalho mental, organiza todas as participações dos alunos, cada um a seu tempo e lugar, e devolve com seus comentários e enriquecimentos teóricos essa fala para a turma. Quando se fala em ambiente de aprendizagem, deve-se extrapolar o ambiente fechado da sala de aula, entre quatro paredes, rumo a um ambiente subjetivo de aprendizagem, povoado pela afetividade, introspecção, relacionamentos interpessoais, interesses pessoais, necessidades de aceitabilidade e reconhecimento. É nesse ambiente que ocorrem as mediações do professor e a aprendizagem do aluno. Pode-se organizar um ambiente físico de tal modo se torne agradável aos olhos de quem ali se encontre, mas é o ambiente da subjetividade que influencia substancialmente o processo de aprendizagem do aluno; e, nesse ambiente, as relações estabelecidas entre o professor e o aluno se fazem prioritárias.

Para que o nosso aluno seja criativo em sua vida pessoal, em suas ações, dentro e fora do ambiente escolar, hoje e no futuro, há todo um trabalho na escola. Espera-se que o aluno possa utilizar-se dos conteúdos aprendidos para auxiliar a solução de situações conflituosas que surgem no seu caminho. Para isso, o professor deve ajudá-lo a estabelecer relações pessoais com o meio que o cerca, incluindo aí as pessoas, os instrumentos e o mais importante de tudo, as pessoas. Algumas perguntas iniciais são necessárias e devem ser feitas pelo professor, logo na apresentação da sua disciplina: O que se pretende com essa disciplina? Por que está aqui? O que procura? Qual a sua intenção? Tais perguntas ajudam o professor a construir uma proposta de conteúdos para sua disciplina. Obviamente, o conteúdo já estará planejado pelo professor, mas, dessa forma, poderá direcionar para uma postura ética e uma aproximação cada vez maior da intenção do aluno, já que todo sujeito tem seus interesses e objetivos próprios em cada ação que efetua. Discutir o planejamento e acomodá-lo às aspirações de cada aluno dá a eles o sentimento de

serem respeitados, levando-se em consideração a construção do processo que se acercará de todos e, desde então, se sente coautor do processo.

Desse ponto de vista, é imprescindível que o professor tenha conhecimento claro do conteúdo que está trabalhando e possa fazê-lo circular em todo ambiente, subjetivo, de forma que não se disperse em assuntos outros que sempre aparecem no decorrer de uma aula. A participação do professor reside, também, no fato de procurar uma ligação entre o comentário feito por um ou mais alunos, em relação ao conteúdo que está sendo trabalhado; sempre que possível, é importante estabelecer relação do assunto com o ambiente em que ocorre a aprendizagem. Isto faz com que o aluno se sinta como um contribuidor do processo de reflexão constituído em sala de aula, além de perceber que está sendo dada a devida importância ao seu pensamento, sua lógica de relações mentais e ao seu interesse de participação na aula.

Ter em mãos essa habilidade de manter na pauta o assunto da aula demonstra amabilidade e cuidado com o outro, no caso aluno, o que se pode denominar de controle. É claro que em um ambiente organizado para o processo de aprendizagem deve haver disciplina, monitoração do barulho e de assuntos outros que possam aparecer, porém a forma como isto é feito deve demonstrar respeito às pessoas, sem imposições que possam colocar o alunado em posição de desconforto emocional ou intelectual. O semblante dos alunos deve demonstrar a harmonia construída por todos e sentida por cada um. Desta forma, a vontade de participação na aula acontece naturalmente e a vontade de ser mais compreensivo, estudioso e conhecedor do que é apresentado dar-se-á com maior consciência. A vontade de crescer surge da necessidade de evoluir, sentida por cada um, vivida, repartida, compartilhada, dialogada, reconstruída, introjetada e transformadora de si mesmo.

Esse espaço criado para a participação, com liberdade e pertenência, dá aos alunos segurança suficiente para arriscarem um comentário, uma resposta, uma tentativa de análise; então, eles atuam sem se preocuparem com o que o professor ou os colegas irão dizer a respeito, a não ser com admiração ao perceberem o pensamento dessa pessoa funcionando no sentido de buscar outros níveis de

realidade, de percepção ou de análise. O aluno, dessa forma, sente-se autor e contribuidor do próprio processo de aprendizagem e também do outro, pois cada participação demonstra, de uma forma ou de outra, um pouco da dúvida que o colega possa ter. Um cuidado fundamental do professor é o respeito ao ritmo do aluno na busca e construção do seu processo de aprendizagem. Cada um deve passar pelo seu processo de construção, desconstrução e reconstrução da sua aprendizagem, já que na ampliação dos conteúdos aprendidos haverá sempre esse movimento capaz de desconstruir, desorganizar o que está pronto, a fim de reorganizar de maneira diferente, mais ampla, acoplando outros conhecimentos, outros conteúdos, em nível superior de conhecimento e, consequentemente, de aprendizagem.

Assim, o aluno, do seu jeito, com seus pensamentos e subsidiado pelas leituras e discussões que acontecem no contexto, aliado ao conteúdo ministrado em aula, transforma-se e transforma o ambiente em que se encontra; seja esse o ambiente de aprendizagem, o familiar, o profissional ou outro qualquer do qual o aluno faça parte, em um caminho sem volta, já que é uma experiência vivida, uma experiência introjetada naquele que a viveu. A preocupação com a ecologia da ação, nesse momento, é imprescindível e faz parte de um espaço transdisciplinar de aprendizagem.

A ecologia da ação, um dos princípios organizadores do pensamento complexo, segundo Morin (2007a), traduz a preocupação que devemos ter ao empreender uma ação qualquer, pois esta, assim que deflagrada, começa a escapar das nossas primeiras intenções. Tal ação perde sua conotação inicial e pode ser repercutida em outrem de uma outra maneira, pode ser por ele apossada com um sentido completamente diferente daquele inicial. Isso nos obriga a cuidar das palavras proferidas e ações cometidas, até mesmo buscando zelar para que todos possam entender o que foi intencionado de maneira correta e, nem assim, teremos o controle da compreensão correta por parte de outra pessoa. Uma ação sempre estará sujeitada a resultados e transformações imprevistos, uma vez que não podemos prever resultados de comportamentos de pessoas, seja na ação realizada

ou na ação da tentativa de compreensão da mesma. O que se planeja, pode bifurcar.

Aceitar e trabalhar com a incerteza é algo que precisamos aprender. Admitir que o inesperado aconteça e que faz parte de todo planejamento, nos remete a projetar ações outras e nos ajuda a encontrar mais flexibilidade para nosso entendimento do cotidiano pessoal, profissional, social e global.

O potencial dos alunos pertence a cada um deles e a preocupação do professor é perceber e ajudá-los a se convencerem de que podem construir algo maior se reconhecidos em suas potencialidades e valorizados pelo professor e por seus pares. Ser valorizado pelos seus colegas subentende-se a participação constante do professor no reconhecimento correto do que cada um tem de valor, atendendo a uma necessidade pessoal que todos têm de serem bons em alguma coisa e ser reconhecido por isso. Ajudar a construção de um clima apropriado para a aprendizagem é um dos fatores que influenciam significativamente para que o todo construído pelos integrantes de um ambiente seja maior que a soma das partes que o compõem.

Quando falamos na construção de um clima propício à aprendizagem, revelador de um todo maior que a soma das partes, entendemos o que representa a construção de um ambiente facilitador na sala de aula para que os alunos possam atingir o que Ausubel (1982) chama de a aprendizagem significativa. Por aprendizagem significativa deduzimos ser aquela que acontece com sentido para aquele que dela se apropria e a torna sua, transforma-a e a revela com significado. Por significativa, compreendemos que, além de dar e encontrar sentido e significado, é preciso autonomia para transformar o que é de outrem em seu e, daí, comunicar- se, relacionar-se, estar, conviver e ensinar.

A construção do clima propício é um exercício constante de todos que participam dos processos de ensino e de aprendizagem, seja na escola ou em qualquer outro ambiente, já que aprendizagens acontecem o tempo todo, em todo lugar. No caso da sala de aula, ela se torna o lugar onde os relacionamentos acontecem mais próximos uns dos outros, mais rápidos, não em envolvimento, mas

na frequência com que se dão; os espaços de escape de algum atrito de fazem restritos e limitados, as desavenças acontecem e, nesse mesmo espaço, devem ser resolvidas para que a convivência seja adequada e, sempre que possível, com a presença do professor, dada a necessidade de um direcionamento sistematizado, organizado e planejado. A direção dada pelo professor deve ser sempre o roteiro ético a ser seguido por todos nesse espaço. Por isso, o contrato realizado logo no início das interações de aula deve ser de comum acordo entre as partes que compõem a estética ambiental. As regras precisam estar claras, em relação às ações presentes e futuras, no que diz respeito à disciplina, devem ser conhecidas, negociadas e acordadas. A negociação deixa transparecer o interesse na elaboração coletiva do que vai ser trabalhado. Vale ressaltar a importância de o aluno se fazer presente no planejamento das ações que acontecerão no período em que ocorrer o trabalho na disciplina em curso.

As ações planejadas pelo professor, com o intento de mediar adequadamente as relações do aluno com o conhecimento e, assim, facilitar suas aprendizagens, estão o tempo todo sendo requisitadas, inclusive os elementos integrantes e inseparáveis do sujeito que é e que se apresentam como constituintes desse professor, ser humano no qual se transformou ao longo do seu processo de construção do conhecimento. Todo indivíduo se apresenta na relação com o outro, com tudo o que possui, com tudo o que é seu, significativamente, e de si mesmo, não se distancia.

Ao entender que cada pessoa, em um ambiente de aprendizagem, contribui de maneira significativa para o bom desempenho de formação de um clima propício à aquisição do conhecimento, a preocupação com as próprias ações se faz presente de maneira significativa. O professor, aglutinador de todas essas ações e demandas dos alunos em suas necessidades, faz com eles se sintam participantes e percebidos como pessoas. O gerenciamento que o professor faz das participações de todos, a preocupação em compreender adequadamente o que foi dito pelos alunos, a maleabilidade em organizar o espaço e as solicitações de participações por parte dos estudantes, encontram eco nas propostas desse professor que se inicia no entendimento da participação na construção do clima revelado em uma sala

de aula. O ambiente dá a impressão de que não há limites que contenham tanta elaboração e construção de novos conhecimentos; desta forma, perde-se a visão concreta das paredes e parte-se para um espaço virtual-abstrato imensurável onde ocorrem as aprendizagens, o espaço do eu compartilhado com o novo conhecimento e com o outro que compartilha consigo esse momento de aprendizagem. As pessoas transcendem, os pensamentos se extrapolam e se encontram na socialização do conhecimento. São todos juntos e misturados, preservando as subjetividades que se constroem a partir dessas relações.

O professor deve se fazer presente nos processos de ensino e de aprendizagem, bem como elaborar diferentes estratégias de acordo com os temas a serem trabalhados. Deve valorizar a autonomia do aluno, sua capacidade de elaboração, de fala, de apresentação de ideias e textos, buscando a construção harmoniosa, a individual como também a coletiva. A maneira de apresentação do que é o trabalho em conjunto leva aos integrantes à assunção de uma responsabilidade para com o grupo e para consigo mesmo. Agindo assim, procura ajudar seu aluno a crer que possui condições pessoais de ajudar o grupo a crescer; cada um ao seu jeito, à sua maneira, com o que lhe foi possível contribuir, buscando a todo o momento se fazer presente e auto-fazer-se enquando sujeito. Para que o grupo possa construir algo maior que a soma das contribuições individuais, na construção de algo que realmente importe e faça a diferença, terá que fazer a sua parte. Sentir-se-á, então, um contribuidor e, ao mesmo tempo, intelectualmente realizado com o resultado alcançado pelo grupo. Todos crescem juntos e se identificam com o resultado, ainda mais quando compartilhado com o ambiente em que convivem e recebem o feedback de colegas e professores, sobre o resultado de seu trabalho. Assim, a abertura para contribuições também acontece, pois seu grupo de trabalho amplia e atinge a sala de aula, do qual todos fazem parte, sentindo-se integrados nesse ambiente, nesse clima construído e mantido por todos que desejam também contribuir para que o trabalho de cada um possa ser melhorado cada vez mais. Amplia-se a responsabilidade com o trabalho de cada um, a partir da colaboração, troca e transformação constante entre os envolvidos.

Aprender é uma capacidade inata ao ser humano e, segundo Moraes (2008), na relação estabelecida pelo indivíduo que aprende com a sua realidade, ele se envolve por dadas emoções, intuições, afetos e desejos que são congruentes com sua história de vida. Em seus processos de aprendizagem, o mental, o físico, a razão, a intuição e a emoção já não mais se separam, bem como o passado do presente e do futuro. Assim, o Pensamento Ecossistêmico, discutido por Moraes (2004), e o Pensamento Complexo, apresentado por Morin (2007b) resgatam os processos subjetivos, transcendentes ao ser humano que se encontram nos processos de ensino e de aprendizagem.

Contribuir para o desenvolvimento da criatividade dos alunos vai, então, muito além de se solicitar que sejam criativos por esforço pessoal ou herança biológica. Desta forma, com a participação do professor, o desenvolvimento da criatividade se dá naturalmente nos processos de ensino e de aprendizagem, dos quais todos, na situação da sala de aula, fazem parte e constitutiva no viver de cada um. Os