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5. Results

5.4 Chromatograms from GC-FID and GC-MS analysis

Yin (2001), pesquisador que trabalha com a metodologia do Estudo de Caso desde o final dos anos 70, salienta que esta é uma estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “por que”, quando o pesquisador tem algum ou quase nenhum controle sobre os acontecimentos e a atenção se encontra em fenômenos contemporâneos pertencentes a algum contexto da vida real. Ainda nos informa sobre a necessidade do pesquisador compreender os fenômenos sociais complexos. Esta estratégia investigativa possibilita uma forma de investigação onde as características globais, parciais e individuais significativas dos eventos pesquisados, são preservadas em seu contexto de vida real.

Esta investigação que, ora se apresenta, segue a metodologia do estudo de caso por destacar o não controle sobre os eventos, apenas sua observação a fim de perceber se esses se enquadram ou não nos critérios estabelecidos para uma escola criativa, segundo a RIEC. Tais parâmetros, descritos pelo prof. Dr. Saturnino de la Torre, leva em consideração a vida que acontece no momento na investigação, os fatos contemporâneos, atuais que, desde há anos, vem sendo descritos pelas pessoas que convivem ou conviveram no ambiente escolar do Colégio Logosófico de Goiânia.

Torre & Violant (2006a) também evidencia que cada estratégia de pesquisa escolhida, representa uma maneira de coletar e analisar as provas empíricas,

seguindo uma lógica própria de cada estratégia, observando vantagens e desvantagens de cada uma. Essas estratégias podem ser utilizadas, todas elas, para três propósitos: o exploratório, o explanatório e o descritivo. Embora distintas e com limites bem claros e delimitados, essas estratégias não implicam que não possam haver sobreposições entre eles.

O enfrentamento da escolha de uma estratégia de pesquisa deve ser de maneira consciente, percebendo que juntamente com esta, seja qual estratégia for, terá suas vantagens e desvantagens. Esse reconhecimento consciente abre a possibilidade de reconhecimento e participação do terceiro elemento que, anteriormente excluído como possibilidade de existência e participação na discussão e reflexão de um fato, agora é incluído e levado em consideração, ampliando possibilidades de entendimento e compreensão do mundo que está sendo conhecido.

A estratégia do experimento não pode caracterizar esta pesquisa justamente porque esta leva em consideração o não controle dos comportamentos e seus eventos, pois tem como forma de questão da pesquisa o “como” e o “por que”, sendo que a primeira exige controle sobre os eventos comportamentais e a segunda não focaliza acontecimentos contemporâneos.

A estratégia de levantamento de dados possui como forma de questão de pesquisa o “quem”, o “o quê”, o “onde”, o “quantos” e o “quanto”, não exigindo controle sobre os eventos comportamentais, mas focalizando acontecimentos contemporâneos. Esta estratégia se assemelha à análise de arquivos, pois possui as mesmas formas de questão de pesquisa, focaliza também acontecimentos contemporâneos, e se diferencia pelo fato dos arquivos a serem investigados não se restringirem somente a esse tipo de acontecimentos, ampliando sua investigação a momentos outros ocorridos em tempos mais remotos. Ao mesmo tempo em que a estratégia da análise de arquivos se assemelha com a do levantamento por um lado, e por outro também se assemelha à pesquisa histórica.

O que foi levado em consideração para se optar pela estratégia do estudo de caso foi a identificação nesta pesquisa do tipo de questão que está sendo

apresentado. Para Schramm (1971), a definição de uma estratégia de pesquisa é a tentativa de esclarecimento de uma ou mais decisões, os motivos pelos quais foram tomadas algumas decisões relativas à implementação e suas relações com os resultados encontrados.

Um problema fundamental da estratégia do estudo de caso é a definição do que é um caso relevante para se ter em estudo. Este pode ser desde um indivíduo, um evento ou uma entidade qualquer. As unidades de análise (quem, o quê) do que se pretende investigar está diretamente relacionado com as questões iniciais da pesquisa (o “como” e o “por que”) que foram definidas. Cabe ao pesquisador especificar corretamente as questões primárias da pesquisa a que se propõe a fazer, para trazer como consequência a seleção da unidade apropriada de análise e as questões devem dar preferência a uma unidade em relação a outra.

A estratégia do estudo de caso, segundo Yin (2001), traz uma abordagem promissora para este tipo de estudo que é a ideia de que várias partes da mesma informação, no mesmo caso, podem ser relacionadas à mesma proposição teórica. Aqui, não há uma maneira específica, precisa e uniforme de se estabelecer os critérios para a interpretação do que foi levantado na investigação realizada. Aguarda-se que os padrões estejam contrastando de forma clara e suficiente, e que as descobertas podem ser interpretadas em termos de comparação de, pelo menos, duas proposições.

Para Gil (1999), as bases metodológicas da investigação são proporcionadas pelos métodos dedutivo, indutivo, hipotético-dedutivo, dialético e fenomenológico, vinculados, cada um deles, a uma corrente filosófica que propõe como se processa a construção do conhecimento. Segundo este autor, o método dedutivo vincula-se ao racionalismo, o indutivo ao empirismo, o hipotético-dedutivo ao neopositivismo, o dialético ao materialismo dialético e o fenomenológico, naturalmente, à fenomenologia.

Este autor ainda pontua a existência de métodos específicos que indicam os meios da investigação com precisão e objetividade no estudo dos fatos sociais, sendo os mais adotados o experimental, o observacional, o comparativo, o

estatístico, o clínico e o monográfico. Neste sentido, pode-se perceber o grupo focal como um processo de interação qualitativo, complexo, capaz de produzir uma sinergia grupal onde se estabelecem relações em uma realidade comunicacional, específica e contextual.

Em sua aplicação, o grupo focal gera dados, informações, percepções, reações, opiniões, sentimentos, atitudes e ideias sobre uma determinada realidade ou temática, com riqueza de detalhes, com aprofundamento e diversificação. Permite, ainda, identificar, compreender, interpretar, analisar, produzir relações e tomar consciência de determinada realidade investigada e, construir, coletivamente, sugestões de agregar novos caminhos e possibilidades a essa realidade.

Abramovay e Rua (2002) definem o grupo focal como um método oral e grupal, onde não há a intenção de consenso, mas da emergência de todas as opiniões possíveis, trazendo uma resposta aos ‘porquês’ e aos ‘comos’ dos comportamentos sociais. Para elas, a proposta desta estratégia metodológica é entender os processos de construção da realidade de um determinado grupo social, além de conhecer opiniões, percepções, sentimentos e inquietudes dos entrevistados tendo como base o discurso construído no processo de sinergia grupal. Desta forma, a palavra de cada participante se torna um expert da sua própria realidade.

Segundo Johnson (1994), a energia gerada pelo grupo cria uma maior diversidade em profundeza nas respostas produzidas por esse grupo, e com muito mais detalhes do que as respostas individuais. Dias (2009) complementa reforçando que a sinergia produzida pelos elementos do grupo leva a resultados que ultrapassam a soma das partes individuais, o que, segundo a complexidade (MORIN, 2008b), pode ser mais do que a soma das partes e, simultaneamente, menos que a soma das partes, dependendo das relações sinérgicas estabelecidas pelas pessoas que integram um grupo qualquer.

Pode-se perceber então, segundo os autores apresentados, que a estratégia metodológica do grupo focal é um processo de interação que possui, como pressuposto, uma realidade concebida como uma construção social e procura

compreender o que acontece no processo de interação, as inter-relações, significados e opiniões do contexto histórico social. Assim, o grupo focal possibilita a interpretação da realidade social, tendo como base as perspectivas dos atores sociais no contexto em que se encontram inseridos.

Outra coisa que é fundamental no grupo focal são as relações que vão se estabelecendo no decorrer das discussões e se sustentam na concepção sobre os sujeitos que integram os grupos focais como seres atuantes, ativos, participativos, capazes de produzir uma percepção da própria realidade, no sentido de conquistar uma compreensão e uma tomada de consciência para promoção de políticas, ações e aperfeiçoamento dessa realidade, além de uma concepção de sociedade e de formas de geração do conhecimento que não são neutras, nem simples. O sujeito, enquanto ser sócio-histórico e cultural, tem a palavra que possibilita que transpareça e se construa na percepção coletiva da própria realidade.

A análise das evidências baseou-se em proposições teóricas da teoria do Pensamento Complexo e da Transdisciplinaridade, assim como as categorias para reconhecimento de uma escola como uma instituição criativa, as quais refletem o conjunto de questões desta pesquisa. Estas proposições perpassam todo plano de investigação. O procedimento principal de análise é a construção da explanação, sendo um tipo especial de adequação padrão, com o objetivo de analisar os dados do estudo de caso construindo uma explanação sobre o caso (YIN, 1982).

Além das possibilidades de investigação que o estudo de caso proporciona, com aproximações da realidade que somente esta estratégia pode fazer, levando em conta a realidade em toda a sua complexidade, alguns pontos de crítica também são pertinentes de serem expostos. Uma crítica que sempre é realizada a este tipo de estratégia metodológica é a não definição de procedimentos metodológicos rígidos, dizendo que esta é a razão que pode comprometer a qualidade dos resultados encontrados.

Os vieses que são encontrados não só no estudo de caso, mas também em outros tipos de estratégias metodológicas de investigação e por outras que levam em consideração a lupa e o olhar contribuidor das teorias da complexidade e da

transdisciplinaridade, não tem aqui algo que angustia no sentido de que pode atrapalhar o processo investigativo, mas ao contrário, interfere de forma a ampliar o olhar e a percepção da realidade investigada, oportunizando que os outros níveis de realidade possam ser percebidos e/ou construídos, mediante a inclusão de outras possibilidades de variáveis que, outros tipos de investigação não permitem.

O cuidado no planejamento da investigação, no levantamento de dados e na análise dos mesmos não é uma prerrogativa de qualquer outro tipo de investigação. Qualquer que seja a pesquisa a ser realizada, planejada e executada necessita de olhares atentos a todos os momentos em que se realiza, e não é diferente da estratégia adotada nesta pesquisa que tem o estudo de caso como norteador dos passos a serem seguidos.

Outra crítica que incide sobre esta estratégia de pesquisa é a dificuldade de generalização dos resultados, visto que cada investigação o faz de um fato, fenômeno ou pessoa(s) que se caracterizam por razões e motivos diferentes que desencadeiam interesses particulares de pesquisa sobre elas. Isso em nada se distancia da lupa que se tem para esta investigação que ora se apresenta, o olhar da complexidade e da transdisciplinaridade, por entender que a generalização despersonaliza a individualidade que cada pessoa carrega em si, descontextualiza o fato ou fenômeno e os identifica com tal.

Não é intenção da estratégia do estudo de caso fazer generalizações, mas, sim, caracterizar a investigação de forma que atenda a casos específicos, com nuances particulares que acometem a sociedade e que necessitam ser investigadas, sabendo que cada caso é um caso que guarda sua singularidade por haver em si, características próprias, inerentes a e em seu conjunto, unicamente a este ou aquele fato ou acontecimento. A necessidade de proporcionar conhecimento preciso sobre o que acontece no mundo, a partir de dados estatísticos que se apresentam como garantia de ser ou não pertinentes para este ou aquele fato, para esta ou aquela época ou evento, parte da incompreensão de que cada caso é único e que, mesmo fazendo parte do múltiplo, guarda sua identidade e unicidade. Segundo Punch (1998), em um estudo de caso, a generalização não faz sentido porque o estudo já

está justificado, seja a partir da sua unicidade, pela sua característica extrema ou pelo fato de este caso não ser passível de repetição, o que acontece quando se trata, segundo Stake (1998b), de estudos de casos intrínsecos.

Em uma pesquisa que leva como metodologia o estudo de caso, não se pode falar de generalização de maneira semelhante ao conceito clássico da metodologia quantitativa, que visa nesse momento, a validade externa. Firestone (1993) cita três tipos de generalização, sendo o primeiro a generalização da amostra para a população, o segundo a generalização analítica, relacionada à teoria que se baseia a investigação e o terceiro, a transferência caso a caso. Neste estudo, assim como em outros estudos de caso, a generalização acontece dentro do segundo tipo, se contrapondo à realizada com base na cientificidade da investigação experimental clássica.

Em investigações qualitativas, como no estudo de caso, expressões como transferibilidade (GUBA & LINCOLN, 1994; MERTENS, 1998) ou generalização naturalística (STAKE, 1988) são preferíveis para identificar uma posição que dê identidade à esta metodologia e, ao mesmo tempo, fazer uma contraposição ao conceito de generalização, ou validade externa, dos estudos quantitativos.

Uma terceira e última crítica que se faz ao estudo de caso é que o tempo destinado à pesquisa demanda um grande espaço de tempo e, devido à falta de generalizações, os dados levantados e analisados tendem a ser pouco consistentes. Tais comentários se fiam nas primeiras experiências de investigação sob esta ótica que assim o fizeram, mas se esquecem, ou não querem se fazer lembrar, de que a evolução das técnicas e procedimentos das pesquisas também evoluem como todas as coisas que pertencem ao mundo acadêmico e fora dele.

A fiabilidade de uma pesquisa, segundo Schofield (1993), Yin (2001) e Mertens (1998), com estudo de caso, está na possibilidade de que outros pesquisadores possam, levando em conta os mesmos instrumentos utilizados em uma pesquisa, usar em outra e chegar a resultados semelhantes sobre o mesmo fenômeno. A estabilidade dos dados recolhidos deve ser estável no tempo e com consistência interna, se forem oriundos de fontes múltiplas (triangulação), e outros

dados, de outras fontes com outros instrumentos para seu levantamento, podem ser utilizados para melhor leitura da realidade pesquisada. É importante ressaltar que, segundo Yin (1982), em um estudo de caso com situação distinta, pode ser que não seja possível a replicabilidade ou sua reconstrução, estando na figura do pesquisador o único instrumento do estudo realizado que, nesta situação, em busca da fiabilidade do estudo realizado, deve-se ater na realização de uma descrição pormenorizada, tanto quanto possível, segundo Yin (1994, p. 37), “de todos os passos operacionais do estudo, e a conduzir a investigação como se alguém estivesse sempre a espreitar por cima do seu ombro.” Isto possibilita a replicabilidade em contextos semelhantes e atesta a fiabilidade do estudo realizado.

Atualmente torna-se viável a pesquisa por estudo de caso em pouco tempo, em curtos períodos, fiáveis por comprovações em outros estudos. Isso não minimiza o trabalho a ser realizado, pois, para tanto, imiscui-se em processos de levantamentos de dados, análise e discussão dos mesmos, que envolvem interpretações constantes, olhar atento e um senso crítico muito apurado a fim de perceber, nos dados levantados, as relevâncias pertinentes aos indicadores prescritos no início da investigação.

Uma questão que todas as investigações deveriam chegar é que os seus resultados, mesmo os mais consistentes, são provisórios, pois atendem a um período de tempo um pouco mais curto ou longo de acordo com a validade do mesmo, do grupo ao qual pertence, à teoria que os corresponde e os validam. Esta provisoriedade deve-se, justamente, ao fato de que o mundo e seus eventos estão sempre em processo, em movimento constante, com constantes mudanças e transformações. O estudo de caso vem nessa direção, atendendo às provisoriedades do mundo, no sentido de que não se esgotam as possibilidades de investigação em cada pesquisa e o olhar do investigador determina o rumo, os sentidos, os sentimentos, os objetivos e os instrumentos que serão percebidos, determinados e elaborados.

A pesquisa qualitativa, modalidade que se utiliza neste projeto, segundo Denzin & Lincoln (2006, p. 15), “nasceu de uma preocupação em atender o ‘outro’ ”

e é uma atividade situada que localiza o observador no mundo, consistindo em um conjunto de prática e, dentre elas a interpretação, que dão visibilidade a este mundo. Tais práticas têm a possibilidade de transformação deste em representações como as entrevistas, notas de campo, gravações e outros, envolvendo uma abordagem naturalista e interpretativa, pois as pessoas que se utilizam desta modalidade de pesquisa estudam seus objetos de investigação em seus cenários naturais, buscando a compreensão, ou a interpretação, dos significados que os participantes da pesquisa a eles conferem. O olhar do investigador se volta a momentos e significados rotineiros e problemáticos da vida, com uma ampla variedade de práticas interpretativas, buscando compreender melhor o mundo que está ao seu alcance, conferindo a cada pesquisa uma observação distinta do mundo investigado. A prática da pesquisa usando a metodologia do estudo de caso e com a abordagem qualitativa, é um campo interdisciplinar, com características trandisciplinares e complexas. O caráter complexo e transdisciplinar surgem quando atravessam as humanidades e as ciências, observando o mundo fora do padrão organizativo predominante e entendendo que a desordem como percurso a ser percorrido, constantemente e incessantemente, pelas pessoas estando elas sozinhas, acompanhadas ou distribuídas nas organizações sociais. Surge também no fato de existir uma tentativa de compreender cada ambiente com suas características próprias, podendo comparar com outros, mas sem nunca se esquecer da individualidade de cada sistema, a partir da unicidade que ele possui, bem como a importância do mesmo no contexto e entorno em que está inserido. Comparar alguém com outro ou com um objeto, seria destituir o primeiro de sua história, a qual foi construída no percurso de sua vida, resultado de suas interações que foram interpretadas e introjetadas como parte da sua subjetividade.

Entre outros aspectos, não significa pensar o método na perspectiva de estratégias, não apenas por se compreender o caminho a ser percorrido, mas também de ação. Estratégias, como caminho, atende ao inesperado, às emergências, à criatividade e à incerteza inerente à ação empreendida.

Ao se planejar uma investigação sob a estratégia do estudo de caso deve-se fazer uma distinção básica entre projetos de caso único ou de casos múltiplos. Disto dependerá a elaboração dos instrumentos de levantamento de dados e, antes mesmo, das perguntas que serão elaboradas para esse levantamento. Muitas condições justificam o estudo de caso único, podendo ser um caso raro ou extremo, ou mesmo um caso revelador, quando um determinado fato foi, até então, inacessível à investigação científica, ou ainda ter evidências de que determinado caso, fato ou evento se enquadra em certas categorias e concepções que dantes não o haviam sido realizadas as correlações entre estas. Este último é onde se enquadra os objetivos desta pesquisa que ora se apresenta.

Para tal, foi pesquisada a direção da escola, assim como as coordenações, alunos e pais como fontes de dados sobre a efetividade do desenvolvimento da criatividade nos alunos, ou não. Ainda foram entrevistadas personalidades do mundo científico internacional que investigam a criatividade acerca do papel da escola no século XXI, a relação da criatividade com a educação e a projeção do desenvolvimento do potencial criativo para os próximos 20 anos. Sua importância está em procurar perceber que as organizações escolares precisam elaborar um projeto inovador, facilitador de mudanças estruturais, pedagógicas e pessoais, que estimule o desenvolvimento da criatividade e que promova transformações no sentido da melhoria do ser humano e da sociedade.

Em uma pesquisa de estudo de caso, as evidências podem vir de seis fontes diferentes, como a) registros em arquivos, b) entrevistas, c) documentos, d) artefatos físicos, e) observação direta ou f) observação participante. Para esta investigação, as fontes dos dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas à direção (apêndice 1) e aos alunos, sendo esses com a utilização da técnica do grupo focal (apêndice 2), a análise documental (anexos 03 e 04), a observação direta (apêndice 3) e os questionários quali-quantitativos aplicados aos pais de alunos (apêndice 4) e às gestoras e docentes (apêndice 5).

As entrevistas aconteceram de forma espontânea, com indagações a respondentes-chave sobre fatos, com emissão de opiniões e interpretações e a

entrevista focal, com uma sequência de perguntas previamente elaboradas que atendem aos objetivos propostos. A técnica da entrevista semiestruturada visa obter do entrevistado suas considerações em relação aos aspectos mais relevantes de determinado problema. Ela permite estabelecer temas condutores que exploram a vivência do entrevistado por meio de perguntas que surgem. Para tanto, a