5. DATA FINDINGS AND ANALYSIS
5.5. Digital Transformation and Service Orientation
5.5.4. Subscription Business Model and Revenue Generation
Os indicadores de desenvolvimento da cultura referem-se à aparência das plantas, além de outros de fácil observação como a tolerância ao
stress hídrico, sintomas de ataque de pragas e doenças, sintomas de deficiências nutricionais e desenvolvimento das raízes (ALTIERI, 2002).
Deve-se buscar o equilíbrio do ambiente pela preservação e recuperação de áreas de proteção ambiental e das reservas naturais. Uma vez preservada a natureza, a diversidade biológica é potencializada e, desta forma, fortalecemos a ação dos inimigos naturais das pragas e doenças. Associada a um correto manejo da fertilidade do solo e, conseqüentemente da nutrição das plantas, essas práticas permitem que ocorra um equilíbrio nutricional e favoreça a defesa sanitária natural dos vegetais (RICCI; NEVES, 2006).
Quando essas medidas não são suficientes ou são mal utilizadas, não impedem a ocorrência de problemas fitossanitários, principalmente em função dos desequilíbrios ecológicos e nutricionais, estresses hídricos ou térmicos e utilização de cultivares suscetíveis, determinam o aparecimento de agentes fitopatogênicos. Nesses casos é necessária a utilização de defensivos alternativos, a partir de substancias não prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente e, eficientes no combate de pragas e doenças. Estão incluídos nessa categoria, as caldas naturais, biofertilizantes líquidos, extratos de plantas e os agentes de biocontrole (PENTEADO, 1999).
Algumas doenças e pragas da cultura merecem muita atenção e cuidado por parte do produtor. Uma das principais doenças é a Ferrugem (Hemileia vastatrix), que ocorre principalmente nas lavouras implantadas sob condições de temperaturas relativamente elevadas (22 a 26ºC) e molhamento foliar contínuo superior a 12 horas. Com manchas amareladas na face superior das folhas, causa o desfolhamento mais ou menos intenso, dependendo das condições ambientais. O controle pode ser feito pelo plantio de cultivares resistentes e, preventivamente com o uso de biofertilizantes e calda viçosa, iniciado quando a incidência da ferrugem é de no máximo 5% de folhas com pústulas esporuladas, além de práticas culturais para melhorar o arejamento do cafezal também contribuem para manter o controle sobre a incidência da ferrugem (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).
Outra doença de importância é a Cercosporiose (Cercospora
de pombo, presente de forma endêmica em quase todas as regiões do país. As principais causas da incidência da enfermidade são: deficiência nutricional principalmente na formação de mudas em substratos pobres, excesso de insolação, queda de temperatura e estresse hídrico. Formam lesões pequenas e circulares, com 0,5 a 1,5 cm de diâmetro, de coloração pardo claro ou marrom escura, com centro branco-acinzentado, envolvidas por anel arroxeado ou amarelado, lembrando um olho (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).
As folhas atacadas caem rapidamente, ocorrendo desfolha e seca de ramos. Os frutos podem ser infestados, ocasionando depreciação da qualidade da bebida. O fungo pode ser eficientemente controlado em plantios sombreados e, também, utilizando-se caldas bordalesa ou de viçosa (1,0 a 1,5%) em pulverizações foliares a intervalos de 15 dias. Entre as práticas culturais recomendadas estão: o bom preparo do solo, que deve estar livre de compactação e adensamentos de modo a proporcionar um bom arejamento das raízes, adubações equilibradas, controle do sombreamento já que a incidência da doença aumenta com o plantio a pleno sol (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).
A Seca dos ramos e ponteiros (Phoma spp., Phomopsis sp.,
Colletotrichum spp.) é ocasionada por um complexo de fatores, destacando-se
principalmente as condições climáticas desfavoráveis e má nutrição das plantas. Ocorre em cafeeiros de qualquer idade e caracteriza-se pela desfolha e morte descendente dos ramos. O controle deve ser preventivo, através de pulverizações foliares quinzenais com as caldas bordalesa ou viçosa (1,0 a 1,5%) e adubação foliar com biofertilizantes tipo Supermagro ou Agrobio (4%). Quebra-ventos e adubações equilibradas são práticas que favorecem o controle da doença (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).
Dentre as pragas do cafeeiro o Bicho mineiro (Leucoptera
coffeella) é o que merece maiores cuidados. Na fase larval, a lagarta se
alimenta das folhas do cafeeiro, cavando galerias ou minas, onde se aloja e se desenvolve. O ataque da praga reduz a área foliar e, por vezes, provoca intenso desfolhamento. O controle é feito com pulverizações foliares com calda sulfocálcica (2,5%), nos períodos mais secos do ano, armadilhas com
feromônio e controle com extratos vegetais, principalmente o nim (solução aquosa a 20 a 40%). Como práticas culturais recomendadas estão a utilização de quebra-ventos e a arborização. As lagartas podem ser controladas por parasitóides (Colastes letifer, Mirax sp., Closterocerus coffeella, Horismenus sp.), que podem causar cerca de 18% de mortalidade das larvas do minador, e por predadores, principalmente as vespas, tais como Proctonectarina sylveirae,
Brachygastra lecheguana e Polybia scutellaris, que podem causar até 70% de
mortalidade do minador nas fases de ovo, larva e pupa. Para a manutenção de uma população de vespas adequada na lavoura de café, recomenda-se a preservação de matas remanescentes e/ou o plantio de áreas de refúgio (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).
Orienta-se o início do controle do bicho-mineiro, quando em amostragens de folhas realizadas quinzenalmente, for encontrado 30% ou mais de folhas minadas nos terços médio e superior. Em lavouras de até três anos de idade o controle químico, quando em sistema convencional de produção, deve ser realizado sem a necessidade de determinação da porcentagem de infestação, ou seja, assim que as primeiras minas ou lesões forem constatadas nos cafeeiros (NUNES et al, 2005).
Somente num agroecossistema mais complexo e diversificado poderá existir potencial para interações benéficas; essa diversificação conduz a modificações positivas nas condições abióticas e atrai populações de artrópodes benéficos, regulando assim, a população de pragas (GLIESSMAN, 2001). De todas as espécies de insetos, somente um por cento é qualificado como prejudiciais ao homem, em contraste muitos insetos são benéficos, já que eles atuam como inimigos naturais de espécies pragas e podem ser utilizados dentro de programas de controle biológico (PULZ et al, 2007).
Pouco estudo tem sido realizado a respeito dos efeitos da diversidade vegetal nas populações de insetos. Esse conceito está amplamente baseado em evidências de que esses sistemas mais complexos são mais sustentáveis, e com maior conservação de recursos naturais. Contudo, um aspecto na diversidade vegetal bem claro é que, a composição das espécies é mais importante que o número de espécies, porém o desafio é
identificar a correta composição que proporcionará, por meio dos sinergismos biológicos, os serviços ecológicos-chaves, tais como o controle biológico, ciclagem de nutrientes e a conservação do solo e água (MENESES; MENESES, 2005).
Portanto, se a simplificação dos cultivos é uma das causas do problema de pragas, pode-se deduzir que o equilíbrio natural de suas populações é restabelecido por meio da adição ou promoção da biodiversidade vegetal, desde que sejam desenvolvidos arranjos adequados, que assegurem a regulação natural das populações de insetos, tanto as pragas quanto os benéficos (MENESES; MENESES, 2005).