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Service Reception: Acceptance of Digital Services in Emerging Economies

5. DATA FINDINGS AND ANALYSIS

5.5. Digital Transformation and Service Orientation

5.5.5. Service Reception: Acceptance of Digital Services in Emerging Economies

O cafeeiro é originário das florestas da Etiópia, portanto está adaptado à sombra, porém, necessita de luz para sua floração e frutificação. Ao sol a maturação processa-se em ritmo mais rápido que à sombra e encontra elevada potencialidade de produção sob condições de temperaturas e luminosidades altas, demandando maiores quantidades de nutrientes do solo. Na sombra, a planta diminui o estimulo para uma alta produção, moderando os desequilíbrios e danos por seca de ponteiros, principalmente em cafezais com adubações inadequadas (MATIELLO; ABREU; ANDRADE, 1979).

A seca de ponteiros não deve ser relacionada a uma simples causa, mas como resultado de um complexo de tensões da própria planta e do ambiente. A maioria das evidências é para o esgotamento de carboidratos nas plantas, em decorrência da superprodução. Contudo, há alguns fatores do ambiente, como tensões hídricas prolongadas, deficiências severas de certos minerais, alta luminosidade e temperaturas elevadas que podem agravar esse distúrbio (RENA; MAESTRI,1986).

Conforme pesquisas realizadas no IAC e Consorcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, num experimento sobre o sombreamento na fisiologia do cafeeiro, o cultivo do cafeeiro a pleno sol freqüentemente conduz à alta produção que, usualmente, causa o rápido

esgotamento da planta. Esse problema tem sido parcialmente contornado com o aumento da densidade de plantio, principalmente na disposição em renque, e adequando a nutrição mineral e tratamentos fitossanitário (CARELLI; FAHL, 2001).

A arborização tem a função climática de moderar os extremos de temperaturas diurnas e noturnas, diminuindo os riscos de escaldaduras nos horários mais quentes e das friagens em períodos muitos frios, bem como reduz os danos provocados pelos ventos (MATIELLO; ABREU; ANDRADE, 1979).

A intensidade do sombreamento é conseguida pelo espaçamento mais ou menos adensado da lavoura ou pela utilização de árvores em espaçamentos que permitam uma porcentagem de sombra ao redor de 30 a 40% (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).

A escolha do espaçamento a ser utilizado nos cafezais é um dos fatores mais importantes na implantação da lavoura, assim como a disposição das plantas no terreno, visando a obtenção de um índice de área foliar (IAF) ótimo, que represente um máximo de área fotossintética para permitir uma boa produtividade (MIGUEL; MATIELLO; ALMEIDA, 1986).

Além da produtividade, outros fatores devem ser considerados para a escolha do espaçamento a ser adotado, como a questão da mecanização, escolha da cultivar a ser plantada, alternativas do sistema de produção, manejo da cobertura vegetal, disponibilidade da mão de obra entre outros (MIGUEL; MATIELLO; ALMEIDA, 1986).

Estudos mais recentes mostram que cafezais mais adensados são favorecidos pela melhoria da capacidade produtiva do solo, entretanto, o adensamento estimula a monocultura, prática condenada pela agroecologia, pela potencialização de fitoparasitas e pela inviabilização da utilização de adubos verdes, sendo ainda necessárias pesquisas para definir espaçamentos e densidades mais adequados para esse sistema (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).

Em regiões quentes e com menor altitude a arborização é recomendada com base na fisiologia das plantas, para reduzir os picos de

temperaturas durante o dia e elevar as mínimas, favorecendo condições de conservação da umidade do solo e do ar, redução da evapotranspiração e a ação dos ventos, principal causa de ressecamentos (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).

O estresse ocasionado em regimes de alta temperatura e irradiação, condições que ocorrem em regiões de baixa e média altitude, pode inviabilizar a cultura do cafeeiro. Portanto, um dos principais obstáculos para a expansão do cultivo de Coffea arabica no Brasil parece ser a estreita faixa de temperatura favorável ao desempenho de suas atividades vegetativas e reprodutivas (CARELLI; FAHL, 2001).

A arborização destaca-se ainda pela cobertura do solo, proporcionando a adição de matéria orgânica, protege do impacto das chuvas, favorece a estrutura física e biológica, aumentando assim a sustentabilidade da cultura, além de trazer para o produtor um maior retorno econômico, principalmente nas pequenas propriedades e em períodos de baixos preços do produto (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).

A prática da arborização pode ser útil para regiões mais quentes e com utilização de variedades de café robusta, que respondem bem ao sombreamento, ou para regiões muito frias, reduzindo as geadas de radiação (MATIELLO,1991).

Entretanto, há evidências de que alguns cultivares recentemente obtidos no Instituto Agronômico apresentam melhor adaptação a temperaturas e irradiâncias mais elevadas, uma vez que a seleção genética foi efetuada a pleno sol em diferentes regiões de cultivo. Com a intensificação do sistema de cultivo adensado e a retomada da possibilidade de sombreamento do café no Brasil, tornou-se imprescindível conhecer o comportamento dos diversos materiais genéticos, em resposta às variadas condições edafo-climáticas, na fisiologia e na produtividade do cafeeiro, visando adequar o manejo e melhorar a produtividade nesses novos modelos tecnológicos (IAC,2007).

Foram estudados os efeitos de diversos níveis de luz e disponibilidade de água no solo na fisiologia, crescimento e produtividade em

mostraram que nessa cultivar as trocas gasosas fotossintéticas, determinadas nas folhas externas da copa da planta, apresentaram resposta diferente aos níveis de crescimento de luz, em relação aos demais cultivares anteriormente estudados. A fotossíntese líquida, a condutância estomática e a transpiração decresceram com o aumento do nível de luz. Deve ser considerado que a pleno sol apenas as folhas externas do dossel da planta estão expostas à radiação total e elevadas temperaturas, enquanto que a maior parte das folhas na parte interna da copa está sombreada (CARELLI; FAHL, 2001).

O sombreamento moderado, ao redor de 70% da luz solar, obtido pela consorciação com outras espécies arbóreas, favorece os processos fisiológicos, atenua o depauperamento das plantas e não decresce significativamente a produção. Além disso, esse sistema de cultivo pode proporcionar incrementos na renda do produtor, pela exploração das espécies de sombra e redução nos custos da recuperação das lavouras depauperadas, além de proporcionar melhorias na qualidade da bebida e nas condições edafo- climáticas do meio ambiente (CARELLI e FAHL, 2001).