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5. DATA FINDINGS AND ANALYSIS

5.5. Digital Transformation and Service Orientation

5.5.1. An Omniscient view of Digital Transformation

A constituição física deve ser o requisito principal na escolha do solo para a cultura, pois não é possível alterá-la depois. Deve ser observados a constituição física externa, o relevo e presença de pedras na superfície, e a interna, como a textura, estrutura, profundidade e porosidade. Outro fator que influencia o cultivo de café é a presença de pedras e cascalhos no solo, quando em excesso, além de limitar o uso de máquinas, também reduz o volume de solo e o armazenamento de água (MATIELLO, 1991).

Solos com declividade até dois e meio por cento, descritos como classe A, representados por tabuleiros, podem apresentar-se como mal drenados, pesados e com acúmulo de ar frio, sendo contra-indicados para a cafeicultura. Solos com declividade entre dois e meio a doze por cento, são classificados como da classe B e aptos, pois não apresentam problemas de drenagem ou de acumulo de ar frio. Em relevo fortemente ondulado, com declividade entre doze e cinqüenta por cento, classe C, fica limitado à mecanização até a declividade de vinte por cento e, entre esse valor até trinta por cento é possível o cultivo com tração animal e acima de trinta por cento, só

se aplicam os tratos manuais e, em relevo montanhoso, acima de cinqüenta por cento de declividade, dificulta muito o controle da erosão e a execução de todos os tratos culturais, sendo contra indicados (MATIELLO 1991).

O zoneamento agrícola de risco climático para o Estado de São Paulo contempla como aptos ao cultivo de café arábica, os solos Tipos 2 e 3, especificados na Instrução Normativa nº. 10, de 14 de junho de 2005, publicada no DOU, de 16 de junho de 2005, Seção 1, página 12, alterada para Instrução Normativa nº. 12, através de retificação publicada no DOU, de 17 de junho de 2005, Seção 1, página 6, que apresentam as seguintes características:

Tipo 2: solos com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia, com profundidade igual ou superior a 50 cm; e

Tipo 3: a) solos com teor de argila maior que 35%, com profundidade igual ou superior a 50 cm; e b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa), com profundidade igual ou superior a 50 cm.

A textura de um solo é determinada pela quantidade e pelo tamanho das partículas, não podendo ser alterada pelo homem. Quanto maior o numero de partículas finas, maior será a capacidade do solo de retenção de nutrientes e água e quanto maior o teor de partículas maiores, terá menor capacidade de armazenamento, não sendo, portanto, indicados para o cafeeiro os solos com menos do que 15 a 20% de argila e solos com mais de 15% da fração grosseira e, aqueles com mais de 50% de argila (RENA et al, 1986; MATIELLO, 1991).

Na determinação da quantidade de argila e de areia existentes nos solos, visando o seu enquadramento nos diferentes tipos previstos no zoneamento de risco climático para as culturas, recomenda-se que:

- a amostragem de solos seja feita na camada de 0 a 50 cm de profundidade; - as amostras sejam devidamente identificadas e encaminhadas a um laboratório de solos que garanta um padrão de qualidade nas análises realizadas;

- nos casos de solos com grandes diferenças de textura (por exemplo, arenoso/argiloso, argiloso/muito argiloso), dentro da camada de 0 a 50 cm, esta seja subdividida em tantas camadas quantas forem necessárias para determinar a quantidade de areia e argila em cada uma delas;

- o enquadramento de solos com diferenças grandes de textura na camada de 0 a 50 cm, leve em conta a quantidade de argila e de areia existentes na subcamada de maior espessura (BRASIL, 2007).

O plantio de café também requer características físicas internas do solo, que são a profundidade, que deve dar condições de plantio em aproximadamente 1,20 metro, a textura, que pode ser arenosa, argilosa ou barrenta, e a estrutura, responsável pela absorção de água e de nutrientes pelo solo (RENA et al, 1986; MATIELLO, 1991).

Um solo ideal para a cultura do café deveria ter, em volume, ao redor de 50% de porosidade, 45% de substancias minerais e 5% de matéria orgânica, sendo o espaço poroso composto de 1/3 do espaço em forma de macro e 2/3 com microporos. Solos compactados possuem menos de 35% do espaço poroso total e quase todo ele composto de microporos (RENA et al, 1986).

A estrutura do solo mais favorável ao bom desenvolvimento do sistema radicular é a granular ou em grumos, de tamanho médio e moderadamente desenvolvido. Como a maior parte do sistema radicular ativo do cafeeiro está nos primeiros 30 centímetros, é nesta camada que deve ser mantida a estrutura mais favorável. A médio e longo prazo é relativamente fácil interferir na camada superficial do solo e praticamente impossível alterar as condições de estrutura em maior profundidade (MATIELLO; ABREU; ANDRADE, 1979).

As áreas/solos não indicados para o plantio são as áreas de preservação obrigatória, de acordo com o Código Florestal (Lei 4.771/65); solos que apresentem teor de argila inferior a 10% nos primeiros 50 cm da camada de solo; solos que apresentem profundidade inferior a 50 cm; solos que se encontra em áreas com declividade superior a 45%; e solos muito pedregosos,

isto é, solos nos quais calhaus e matacões (diâmetro superior a 2mm) ocupam mais de 15% da massa e/ou da superfície do terreno (BRASIL, 2007).

Um solo é estruturado quando as partículas de areia, silte e argila se ligam formando blocos maiores, os grumos ou agregados. Estes deixam entre si espaços maiores, os macroporos, que são de imensa importância para a circulação do ar e da água (PRIMAVESI, 1981).

A utilização de aparelhos como o penetrômetro ou penetrógrafo para a determinação da compactação dos solos não permite a rigor o estabelecimento de padrões de resistência do solo à penetração, devido à variação no teor de umidade e textura. Por outro lado, a associação desse método com teores de umidade do solo tem sido problemática e eliminam vantagens, como a simplicidade e a rapidez. Porém, o penetrômetro pode ser utilizado como um parâmetro auxiliar na definição do manejo do solo e a evolução da resistência à penetração ao longo do tempo (STOLF; FAGANELLO, 1983).

O princípio do penetrômetro é baseado na resistência do solo à penetração de uma haste, após recebimento de um impacto provocado pelo deslocamento vertical de um bloco de ferro colocado na parte superior da haste, por uma distância conhecida, normalmente 40 centímetros. Quando o aparelho atinge zonas compactadas, maior é o número de impactos para que a haste desça um determinado comprimento. Isto acontece em resposta imediata à maior resistência do solo à penetração (STOLF, 1987).

Para desenvolver ou manter uma porosidade adequada no solo, é necessário utilizar práticas que evitem o excesso de calor, a secagem exagerada, excesso de trabalho no solo e procurar incorporar a matéria orgânica produzida através de praticas vegetativas ou esterco de animais (RICCI; FERNANDES; CASTRO, 2002).