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5. Discussion

5.1 Study’s results

O debate com os especialistas, visando validar os critérios e os estágios da sinergia, foi estimulado, considerando os seguintes questionamentos:

a) Considerando a forma como foram realizados os desdobramentos dos itens de medição para os critérios de avaliação, pode-se afirmar que os critérios de avaliação contribuem para a medição do item?

b) Considerando a forma como foram realizados os desdobramentos dos itens de medição para os critérios de avaliação, pode-se afirmar que o agrupamento e a segregação dos critérios contribuem para a avaliação do seu respectivo item de medição?

c) Considerando a forma como foi realizada a definição da escala do instrumento de medição, pode-se afirmar que a escala irá contribuir na definição do estágio de sinergia organizacional?

d) Considerando a definição de cada um dos estágios de sinergia, os desafios apresentados apontam para a proposição de melhoria da sinergia organizacional? e) Outras considerações.

Com a validação dos critérios e estágios de sinergia, conclui-se a validação da concepção do instrumento restando apenas a validação do questionário. Este, por sua vez, será validado em um pré-teste na Organização, conforme descrito no método de trabalho desta pesquisa. Dessa forma, foram criadas algumas questões específicas para estimular o debate com os especialistas visando ao fechamento da concepção do instrumento de medição, para, na sequência, iniciar as validações da aplicação do instrumento. Portanto, para o fechamento da concepção, os questionamentos foram:

a) Considerando a forma como foi desenvolvido o instrumento de medição, pode-se afirmar que o mesmo irá contribuir com o objetivo da pesquisa (medir o grau de sinergia organizacional)?

b) Outras considerações.

Os debates acerca dos temas abordados nesta seção se concentraram nos seguintes aspectos:

Escala de medição (menor melhor ou menor pior?): O Especialista E5 abriu as discussões indagando porque a escala da sinergia estava sendo representada como sendo o melhor estágio igual a 0 (zero) e o pior estágio igual a 5 (cinco). Considerando que a definição da escala seguiu as definições utilizadas por Bortolaso (2009), o Especialista E3 relatou as dificuldades encontradas com sendo: i) na aplicação do instrumento para avaliação da gestão de redes de cooperação; ii) dificuldade de apresentação gráfica dos resultados, uma vez que é contra-intuitiva – “[...] a representação gráfica induzia a empresa à percepção de que a sua gestão estava ruim em função de estar próxima a zero”. O Especialista E1 sugere a inversão da escala visando facilitar a análise dos resultados, bem como a transposição da coleta para os estágios de sinergia – minimiza o risco de erros na transposição. Complementa, explicando que “[...] não há necessidade de mudar os estágios, apenas a escala de cada estágio”.

Escala de Sinergia: O Especialista E2 apresenta a dúvida se a escala é para medir a sinergia ou para medir os critérios de avaliação. O Especialista E1 contribui destacando que, pelo material enviado antecipadamente, a escala não está relacionada às questões, critérios e nem para aos itens de medição, mas sim para as dimensões da sinergia. Ainda, sob a perspectiva dos respondentes, a escala é irrelevante, uma vez que o respondente irá assinalar

para cada questão a intensidade representada por uma escala de cinco (alternativas) que vai de pouco/baixo para muito/alto.

Influência do conhecimento prévio da escala de sinergia ao responder do questionário: O Especialista E4 apresenta para o grupo a dúvida referente ao impacto no preenchimento das questões caso o respondente tenha conhecimento da escala dos estágios de sinergia. Conforme o Especialista E2, “[...] se o respondente tiver conhecimento da escala e dos estágios da sinergia, poderá influenciar a resposta”. Corrobora com essa afirmação o Especialista E1 ao manifestar a opinião de que o conhecimento dos conceitos expressos em cada um dos estágios da sinergia poderia afetar os resultados – influenciaria a opinião dos respondentes. Nesse sentido, os demais especialistas associaram-se à opinião de que bastaria o respondente ter o conhecimento da escala das questões sem ter o conhecimento da escala da sinergia ou dos conceitos dos estágios.

Passagem das respostas dos questionários para os estágios de sinergia: O Especialista E4 abre o debate sobre esse tópico questionando se é consistente fazer a passagem das respostas para os estágios de sinergia. Complementa questionando se o método é consistente e se ele vem sendo aplicado. Contribui o Especialista E2 afirmando: “[...] eu não vejo nenhum problema porque o pesquisador vem quebrando do nível maior para o menor - isso é validade de constructos, portanto a passagem é consistente”. Corrobora o Especialista E5 destacando que “[...] o objetivo é propor um instrumento e não validar o instrumento. Para validar o instrumento teria que aplicar em um grande conjunto de empresas e avaliar”. Complementa ainda afirmando que “[...] tem que deixar bem claro que é uma proposição de um instrumento de coleta”.

Influência dos resultados da avaliação da sinergia: O Especialista E4 apresenta para o grupo a dúvida referente à influência nos resultados da avaliação do grau de sinergia da Organização objeto de estudo de caso, uma vez que se utiliza de um instrumento proposto e não validado. O Especialista E1 contribui resgatando o objetivo do projeto de pesquisa que é fazer a medição da percepção da sinergia em uma Organização, e que não se propõe a construir uma ferramenta genérica. Complementa, sinalizando que, “[...] para poder medir a sinergia na Organização objeto de estudo, o pesquisador se propôs a construir um instrumento de medição, e este está contemplado nos objetivos específicos da pesquisa”. O Especialista E2 corroborou no debate afirmando que, no caso desta pesquisa, o instrumento atenderia, destacando: “[...] a questão é se este instrumento pode ser generalizado para outras empresas. Neste caso, necessitaria de uma validação do instrumento em outras redes de organizações”. Finaliza o debate desse item o Especialista E1 apresentando que o instrumento também pode

ser um mecanismo de aprendizagem para a Organização – “[...] só o fato da reflexão para responder estas questões e gerar um diagnóstico proporciona um aprendizado organizacional”.

Considerando as contribuições dos especialistas, certificam-se os critérios, estágios e escalas do instrumento de medição da sinergia organizacional para a Organização objeto de estudo de caso, considerando a seguinte ressalva:

• Escala da Sinergia: inverter a escala visando facilitar a análise dos resultados e mitigar o risco de transposição da coleta de dados (questionário) para os estágios de sinergia.

Concluindo-se a análise desse item, encerra-se a validação dos critérios de avaliação, estágios da sinergia e concepção do instrumento de medição pelos especialistas, habilitando a continuidade da validação tendo como tema os mecanismos de aplicação do instrumento de medição.