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4. Results

4.1 Descriptive analysis of the variables

O segundo item de pauta abordado são as dimensões da sinergia organizacional, partindo das ferramentas selecionadas como base para o desenvolvimento do instrumento de medição, sendo que Bortolaso (2009) contribuiu com a dimensão de Gestão e Bititci et al. (2007) com a dimensão Estratégica, Operacional, Cultural e Comercial. Considerando o compartilhamento de serviços e recursos como uma forma de obter sinergia organizacional melhorando a eficiência operacional e por não ter sido abordado pelos instrumentos selecionados, este item foi acrescentado como um dos requisitos da dimensão Operacional.

Para a validação das dimensões da sinergia, os especialistas foram estimulados a responder sobre a contribuição das dimensões para a obtenção da sinergia, sobre a definição das dimensões e sobre os requisitos necessários para caracterizar cada uma das dimensões. Como apoio ao estímulo do debate para validação foi utilizado os seguintes questionamentos:

a) As dimensões abordadas contribuem para a obtenção de sinergias através da via da integração e colaboração entre Unidades de Negócio?

b) Considerando o que foi apresentado, o agrupamento e segregação das dimensões estão coerentes e consistentes contribuindo para identificar o grau de sinergia de cada uma das dimensões?

c) Os requisitos que compreendem cada uma das dimensões estão claros e contribuem na caracterização de cada uma das dimensões?

d) Outras considerações.

Com relação ao acréscimo do compartilhamento de serviços e recursos na dimensão Operacional, foi reforçado pelo Especialista E3 afirmando que “[...] o compartilhamento de serviços influencia no resultado da gestão, sendo que, quanto maior for o compartilhamento, maior é o ganho de gestão da rede”. O Especialista E2 também concordou, já que destacou a importância de citar a cadeia de Valor de Porter4, referenciando no trabalho que cada Unidade

de Negócio tem uma cadeia de valor e que uma parte da cadeia é comum a todas as unidades. O compartilhamento de serviços de parte da cadeia de valor, que é comum a todos, remete à busca de eficiência operacional.

4 Cadeia de Valor: são as atividades desempenhadas pela empresa para executar o seu negócio. Estas atividades

são divididas em dois tipos, sendo: i) atividades primárias que estão diretamente ligadas à elaboração de produtos e serviços; ii) atividades secundárias ou de apoio, que se caracterizam por serem necessárias à produção de bens e serviços, mas que não estão relacionadas ao negócio da organização (PORTER, 1999).

Com relação à contribuição das dimensões para a obtenção de sinergia através da via da colaboração e integração, o debate centrou-se nos seguintes aspectos:

Intensidade da via na obtenção de sinergias organizacionais: o debate inicia-se com o questionamento do Especialista E2 sobre qual a contribuição das vias para definição das dimensões, uma vez que todas as vias apresentadas remetem as mesmas dimensões. Complementa ainda com um segundo questionamento referente à necessidade da definição das vias para a presente pesquisa. Como resposta a estes questionamentos complementares, concluiu-se que todas as vias apresentadas levam a uma melhor sinergia organizacional, mas que não é objeto desta pesquisa identificar qual a intensidade da contribuição de cada uma das vias para a obtenção de sinergias. Quanto à segunda questão, o debate confirmou a necessidade da definição das vias para delimitar o escopo da pesquisa, a exemplo, não abordando aspectos relacionados a processos de fusões e aquisições de empresas, mas sim com aspectos relacionados à colaboração entre Unidades de Negócio de uma mesma Organização. O Especialista E1 contribui afirmando que a “[...] a pesquisa parte da situação atual para medir o grau de sinergia”.

Hierarquia de prioridades das dimensões (classificação das vias): o debate referente a este item foi estimulado pelo Especialista E5 ao questionar se as dimensões estão alinhadas entre si e se não existem dimensões prioritárias – “[...] ao observar a figura, tenho a impressão de que todas as dimensões estão no mesmo nível. A dimensão estratégica parece estar em um nível mais alto do que a dimensão operacional”. Complementa ainda exemplificando que, “[...] na sinergia comercial, poderão estar englobados aspectos da sinergia operacional”. Corrobora com os questionamentos o Especialista E1 afirmando “[...] que a dimensão estratégica destoa das demais, sendo que as demais podem ser vistas como dimensões táticas e operacionais”. Também concorda com os questionamentos o Especialista E4 destacando a preocupação de como será medida a sinergia estratégica dada à relevância e o impacto sobre as demais dimensões. Como resposta a estes questionamentos, concluiu-se que, mesmo havendo relacionamento entre as dimensões e algumas dimensões podendo exercer graus de influência diferentes (prioridades) sobre as demais dimensões, não é objeto desta pesquisa identificar os relacionamentos entre as dimensões e nem tão pouco medir a intensidade dos relacionamentos entre as dimensões. Finalizando o debate sobre este item, também foi questionada a forma de apresentação da figura que representa as dimensões, uma vez que ela induz a colocar todas as dimensões em um mesmo plano. O Especialista E1 contribui destacando que a representação gráfica limita a percepção cognitiva e de representação, pois são dimensões que atuam no plano paralelo.

Definição da Dimensão Comercial: o debate desta dimensão inicia-se com o questionamento do Especialista E3 referente à definição dessa dimensão, uma vez que, da forma como está definida tratar-se-ia de uma dimensão transacional (contratos), ao invés de uma relação de compra e venda direta – “[...] comercial remete à compra e venda direta e não somente a relação entre a Organização e o mercado”. Corroborou com este questionamento o Especialista E1 reforçando que, para manter a dimensão comercial, seria necessário ampliar a definição – “[...] a sinergia comercial está muito transacional e limita-se como sinergia. Ou mantém-se limitado apenas aos aspectos transacionais ou amplia-se para uma questão mais ampla do conceito, como a sinergia de Mercado (comercial, segmentos, ações conjuntas de atuação no mercado, etc)”. Da mesma forma, o Especialista E4 complementou, dizendo que, em “[...] função da característica da empresa, mantendo o comercial, será necessário fatiar o conceito resumindo-o a quase nada”. Dessa forma, foi recomendada pelo grupo de especialistas a supressão da dimensão comercial.

Inclusão de novas Dimensões: questionado pelo Especialista E6 se a pesquisa contemplava a sinergia Social e Ambiental. Em especial, a Organização, objeto do estudo de caso, tem como uma de suas atribuições atuar no segmento de ação social, o que torna ainda mais relevante abordar aspectos sociais e ambientais. O Especialista E1 complementou indicando a importância desses temas e citando exemplos de algumas ações que a Organização objeto de estudo de caso tem em andamento, bem como algumas experiências de outras organizações que estão buscando dar uma maior atenção a esses temas. Contribui também o Especialista E3, pois confirma que um dos instrumentos de medição selecionados (avaliação da gestão de redes de cooperação) não aborda aspectos sociais e ambientais. Dessa forma, foi recomendada pelo grupo de especialistas a inclusão da uma dimensão para contemplar os requisitos sociais e ambientais. Corrobora também para a inclusão dessa nova dimensão o fato dos outros instrumentos selecionados não contemplarem esse tema, o que permite com que esta pesquisa possa contribuir complementando com novos requisitos de medição da sinergia organizacional – requisitos sociais e ambientais.

Considerando as contribuições dos especialistas, certifica-se as dimensões, a fim de obter a avaliação da percepção da sinergia organizacional para a Organização objeto de estudo de caso, considerando as seguintes recomendações:

• Dimensão Comercial: limitar o escopo da pesquisa suprimindo a dimensão comercial.

• Dimensão Social e Ambiental: ampliar o escopo da pesquisa incluindo as dimensões para avaliação da percepção da sinergia organizacional contemplando a dimensão social e ambiental.

Com a análise desse item, conclui-se a avaliação das dimensões pelos especialistas, habilitando a continuidade da validação, já que tem, como próxima validação, os itens de medição das dimensões. Como resultado dessa etapa de validação, eis o escopo final de dimensões: i) Dimensão Estratégica; ii) Dimensão de Gestão; iii) Dimensão Operacional; iv) Dimensão Ambiental; e v) Dimensão Social.