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Kapittel 2: Teoretiske tilnærminger til betalingsproblemer

2.3 Strukturelle forklaringer

Este estudo pretendeu verificar o clima motivacional dos alunos nas aulas das PEEs. A questão norteadora que conduziu este estudo foi: “Qual o clima motivacional percebido pelos alunos das PEEs?”

5.1.1 Caracterização da amostra

A amostra foi selecionada intencionalmente e constituída pelas crianças e jovens do Centro Municipal de Educação Avançada – CEMEA Boa Vista da cidade de Uberaba – MG, que participam de ao menos uma modalidade esportiva do Programa de Tempo Integral - PROETI.

As modalidades investigadas foram: natação, ginástica artística, vôlei e futsal. O critério de seleção dessas modalidades se justifica por serem as mais solicitadas e, assim, as que possuem o maior número de praticantes. Além disso, por se tratar de duas modalidades individuais e duas coletivas, poderemos ter dados mais amplos para discussão dos resultados.

Uma turma de cada modalidade foi convidada para participar do estudo, contendo em média, 30 alunos, de ambos os sexos e com idades entre 10 e 14 anos.

5.1.2 Instrumento

Visando identificar o clima motivacional em jovens de um programa de PEEs, este estudo utilizou para a coleta de dados o instrumento TEOSQ (TASK AND EGO

85 ORIENTATION IN SPORT QUESTIONAIRE), Questionário do Esporte de orientação para Tarefa ou Ego, desenvolvido por Duda e Nicholls (1992) e, posteriormente, traduzido, adaptado e validado por Hirota e De Marco (2006) da língua inglesa para a língua portuguesa, utilizando atletas do futebol. O instrumento tem por objetivo avaliar as diferenças individuais na perspectiva do esporte, identificando o clima motivacional e verificando se a orientação do indivíduo está dirigida para a meta “Tarefa” ou para a meta “Ego”.

O questionário TEOSQ foi desenvolvido através de estudos conduzidos em sala de aula, contendo quatro áreas diferentes: as orientações do objetivo, as causas do sucesso, a satisfação intrínseca e a habilidade. Foi analisado, pela escala de fator por Duda e Nicholls (1992), num total de 207 estudantes universitários e suas afinidades em relação ao esporte, pedindo para que respondessem quando se sentiam mais bem-sucedidos no esporte em que jogavam com mais frequência. Extraiu-se um Alfa, então, de 0.89, considerando o teste fidedigno.

Na tradução e validação desse questionário Hirota (2006) aponta que foram considerados os seguintes itens:

• Limitou-se aos aspectos da motivação, orientação para tarefa ou ego; • Apresentou alta consistência interna;

• Mostrou estabilidade no coeficiente de confiabilidade; • Demonstrou validade de construto e de conteúdo;

• Apresentou um número adequado de questões que somado às do questionário de identificação não produziram fadiga no sujeito;

• Revelou-se adequado a sujeitos de várias idades.

Para a tradução e a validação do instrumento para crianças e jovens brasileiros, foram realizados quatro passos (HIROTA, 2006): 1) a escala foi traduzida e apreciada por 10 sujeitos nas duas versões, inglês e português; 2) foi realizado um estudo piloto com 170 jogadores de futebol com idades entre 10 e 17 anos para verificar a compreensão e o grau de dificuldade frente ao vocabulário e às proposições apresentadas; 3) Durante o piloto, foi aplicado um questionário socioeconômico, com a finalidade de identificar e informar em quais níveis sociais os participantes da pesquisa estavam inseridos; 4) O formato final o TEOSQ foi avaliado por 20 alunos de graduação em Educação Física e em Psicologia e, após as devidas correções, a revisão final foi avaliada por 05 Doutores nas áreas de Educação Física, Estatística, Psicologia Esportiva, e Psicologia Social Cognitiva.

86 Esse instrumento foi escolhido para a presente pesquisa em função dos objetivos do estudo e pelo fato de já ter sido amplamente utilizado em diversas pesquisas conduzidas no cenário internacional (DUDA, 1992; DUDA; WHITE, 1992; GOUDAS; BIDDLE; FOX, 1994; CHI; DUDA, 1995; WALLING; DUDA, 1995; CHI, 1997; KIM; SEONG, 1997; ZAHARIADIS; BIDDLE, 2000; LOURENÇO, 2004; CRUZ, 2005; MARQUES, 2005; BORREGO; SILVA; 2012) e também no Brasil. (GUZZO; WINTERSTEIN, 2000; REZENDE; WINTERSTEIN, 2000; HIROTA; DE MARCO, 2006; HIROTA; SCHINDLER; VILLAR, 2006; HIROTA; TRAGUETA, 2007; CAMARGO; HIROTA; VERARDI, 2008; GONÇALVES et al, 2010; HIROTA; VERARDI; DE MARCO, 2012; HIROTA et al, 2013). Todavia, utilizou-se a versão validada para o Brasil.

O instrumento é composto por 13 afirmativas em relação a “Eu me sinto o mais bem-sucedido no esporte quando...”, sendo sete afirmativas (2, 5, 7, 8, 10, 12 e 13) de orientação para a Tarefa e seis (1, 3, 4, 6, 9 e 11) de orientação para o Ego.

As respostas são indicadas em um tipo de escala Likert de 5 (cinco) pontos em que 1 = discordo muito, 2 = discordo, 3 = neutro, 4 = concordo e 5 = concordo muito. A contagem média da escala para a orientação do ego é = (E1 + E2 + E3 + E4 + E5 + E6)/6. Contagem média da escala para a orientação da tarefa é = (T1 + T2 + T3 + T4 + T5 + T6 + T7)/7. O valor mínimo a ser obtido em cada orientação é de 1 e o máximo é de 5 pontos. Neste estudo, para evitar a dificuldade de compreensão de algum termo, devido à especificidade de cada modalidade investigada, adequamos a linguagem para a modalidade nas afirmativas do instrumento.

5.1.3 Procedimentos de coleta e de análise dos dados

Primeiramente, os alunos foram, no momento de uma das aulas, convidados a participarem do estudo a partir de uma explicação detalhada sobre ele. Todos receberam o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE (ANEXO A), que foi levado para os responsáveis e trazido, na aula seguinte, assinado para autorizá-los a participarem da pesquisa.

Em seguida, cada aluno participante do estudo recebeu um questionário - TEOSQ (ANEXOS B, C, D e E) e, após as orientações sobre seu preenchimento, fizeram-no individualmente para que não houvesse interferência nos resultados.

87 Após o recolhimento dos questionários, os dados foram tabulados e tratados, utilizando o software estatístico SPSS versão 20.0 (IBM Corp., Armonk, NY), sendo adotado nível de significância de 5% (p ≤ 0,05).

Para testar a interação entre o sexo (masculino e feminino) e a modalidade esportiva (Natação, GA, Futsal e Voleibol) sobre o perfil motivacional Tarefa-Ego, utilizou-se a ANOVA Fatorial 2 x 4. Quando a ANOVA detectou diferenças significativas, foram utilizadas comparações múltiplas com correção de Bonferroni. Para testar possíveis diferenças no perfil motivacional em função do tempo de experiência dos atletas, utilizou-se a ANOVA simples. Os pressupostos paramétricos de normalidade e de igualdade de variância foram avaliados e validados pelo teste Kolmogorov-Smirnov e pelo teste de Levene, respectivamente. Correlações entre variáveis quantitativas foram feitas através do teste de correlação de Pearson. A consistência interna do questionário foi avaliada pelo Alfa de Cronbach, apresentando índices adequados (Tarefa = 0,69; Ego = 0,81; Tarefa-Ego = 0,76). O tamanho do efeito foi avaliado pelo d de Cohen, e a análise descritiva apresenta-se como média ± desvio-padrão.

5.2 ESTUDO 2: COMO OS PROFESSORES DAS PEEs VEEM SEU PAPEL