4. PRESENTASJON AV DATA OG METODE
4.4 O PERASJONALISERING AV DE AVHENGIGE VARIABLENE - KULTURELLE FORBRUKSMØNSTRE . 61
4.5.1 Stratifiseringsvariablene
Para verificar se há uma plataforma de inovação tecnológica no setor sucroenergético, a primeira questão a ser observada é que a formação de uma plataforma tecnológica passa pela exigência de políticas públicas para o setor. Na última década, foi construído um arcabouço de políticas públicas e marcos legais que auxiliaram na construção de uma plataforma tecnológica para o setor sucroenergético. E houve incentivos para a inovação na cadeia de produção do bioetanol. É exemplo disso, o plano nacional de agroenergia; a lei da
inovação; as várias linhas de financiamento para o setor sucroalcooleiro oferecidas por meio do BNDES; e os fundos setoriais para o desenvolvimento de pesquisas com recursos repassados pelo CNPq e pela Finep. Tudo isso favoreceu para a formação de uma cadeia produtiva completa, que inclui desde a matéria-prima cana-de-açúcar até os veículos movidos com a produção de etanol. E fez com que o Brasil fosse reconhecido hoje como o principal ator e exportador de tecnologia.
As condições oferecidas pelo poder público, principalmente governo federal, para o desenvolvimento de pesquisas básicas e aplicadas relacionadas à cadeia produtiva do bioetanol se constituem no principal elemento condicionante para a estruturação de redes de inovação tecnológica no setor sucroenergético. Pois as políticas e instituições públicas atuantes no setor oferecem base e incentivo para a atuação dos demais agentes privados.
Essa infraestrutura promove a plataforma, que dispõe de condições estruturais, com instituições que oferecem oportunidades para a inovação, base de ciência e engenharia: universidades e centros de pesquisa. E a plataforma é composta por agentes públicos e privados de pesquisa, governo e universidades; voltado para mudanças institucionais, oferecendo infraestrutura para o processo de inovação. Essa estrutura trás resultados como produtividades agrícolas mais elevadas, diminuição dos gases de efeito estufa em todo o setor e melhora dos balanços energéticos tem melhorado.
Considerando a teoria apresentada por Rocha Neto (2004), segundo o qual a plataforma é considerada como um sistema complexo aberto, adaptativo e auto-organizado que se produz por si mesmo; e considerando também os dados analisados em pesquisa; infere- se que o setor sucroenergético tem uma plataforma de inovação tecnológica formada. Pois há nele um dínamo da inovação; proporcionado pela existência de condições estruturais, fatores de transferência e base de ciência e engenharia. Conforme foi organizado na figura 7, que teve como embasamento para a sua estruturação a teoria apresentada por OCDE (1997), no capítulo três deste estudo:
Figura 7 – Estrutura de inovação Fonte: Elaboração própria
A consolidação do b é um dos elementos co sucroenergético. Apesar de bioetanol, a consolidação transferência tecnológica e Para isso, estão sendo feitas país está investindo no trab Embrapa.
“Commodity realmente só vai ex prima (o bioetanol), muito eficie produtores? [...] Você não pode grande produtor de etanol. E só triplicar, quintuplicar as exportaç teríamos competência, mas o mu (Entrevistado 4)
“Tem muita gente - africanos, enzimas, membrana, etc., de segu makers que querem vir conhecer. (Entrevistado 5)
Dentro do projeto também de tecnologia, exis
ão no setor sucroenergético baseado no modelo da OCD
o bioetanol e dos co-produtos no mercado inte condicionantes das redes de inovação t de se considerar que há uma plataforma tecnol o do produto no mercado internacional depen
e também do desenvolvimento de tecnologias itas muitas parcerias com forte participação de
rabalho de transferência tecnológica realizado
existir quando existir combustível de segunda geração, p iente na produção. Mas quantos países tem condições d de acreditar que um país africano com duas, três usina só o Brasil sozinho não faz diferença nesse mercado tações e não vai somar uma posição vital, provocar um s
undo não aceitaria ser tão dependente assim.”
s, indianos – vindo, querendo conhecer a tecnologia, egunda tecnologia, etc. querendo vender a sua tecnologi
er.”
o de o país se tornar exportador não somen xistem parcerias de usinas e de instituições bra
DE.
terno e externo também tecnológica do setor ológica na produção do pende da capacidade de ias de segunda geração. e capital estrangeiro e o do, principalmente, pela
, porque é uma boa matéria- de serem realmente grandes nas vai exportar, vai ser um do. O Brasil pode duplicar, super choque. Não que não
a, a gente tem empresas de gia. E tem também os policy
ente de bioetanol, mas rasileiras com países da
África, para fazer zoneamento agroecológico, construir usinas, levar equipamentos, treinar e produzir o etanol lá; para que esses países também possam exportar o etanol. Esse processo de transferência tecnológica ocorre de diversas formas:
“São diversos tipos de contratos (de transferência tecnológica). No caso do etanol, são feitos contratos de fornecimento e contratos de licenciamento. Em outros produtos, tem contratos, mas que não visam um retorno econômico. São contratos humanitários, como contratos de alimentos como feijão, mandioca, o Brasil repassa isso mais na área de segurança alimentar.”
(Entrevistado 8)
A consolidação do bioetanol no mercado externo também depende do desenvolvimento de tecnologias que possibilitem produtividade e sustentabilidade econômica, ambiental e social. A plataforma tecnológica existente na cadeia produtiva de etanol deverá desenvolver processos fortes de transferência internacional de tecnologia com o intuito de tornar o bioetanol um produto também passível de ser produzido com sucesso em diversos outros países. No entanto, em determinadas áreas somente a tecnologia de segunda geração é viável.
Parte das tecnologias utilizadas não é desenvolvida especificamente para a cadeia produtiva do setor sucroenergético, há situações em que existem adaptações tecnológicas. Como no caso da mecanização, onde o maquinário costuma ser adaptado da agricultura de grãos. Mas, a maior parte da tecnologia é criada pelos atores e redes do setor, e essa é uma grande diferença dos mercados que tem uma base agrícola. Porque eles precisam de condições locais, pois é muito difícil fazer transferência de um material genético, de uma cana-de-açúcar ou de um feijão, por exemplo; e transferir simplesmente e passar a utilizar. Normalmente tem que fazer pesquisa local e algum tipo de adaptação para regiões diferentes. O papel das redes de inovação é fundamental, tanto no processo de criação quanto no de adaptação de inovações tecnológicas.
Assim, o setor sucroenergético não só cria, mas fornece tecnologia. E, para isso, ele tem uma multiplicidade de atores que desenvolvem também diversificadas tecnologias que contribuem para tornar o país competitivo em cana-de-açúcar e etanol, e sustentável economicamente sem ser subsidiado. A plataforma de inovação no setor sucroenergético, está consolidada no desenvolvimento de variedade, plantio e cultivo da cana-de-açúcar e produção do bioetanol de primeira geração. O Brasil tem liderança na produção de cana-de-açúcar e de etanol, e no momento atual detém tecnologia para isso. Ele está bem à frente de outros países em questões como o desenvolvimento de novas variedades, a mecanização, a vinhaça, as práticas agrícolas e a construção do solo. E, neste campo, o país está em condições de oferecer transferência tecnológica para países que se interessam pela aquisição do modelo
sucroalcooleiro brasileiro no cultivo da cana e na produção de açúcar e etanol de primeira geração.
Mas para manter posição no mercado e expandir, é preciso investir em pesquisa e desenvolvimento tecnológico em outras áreas da cadeia de produção. O ponto-chave para a consolidação do bioetanol no mercado é o aporte em desenvolvimento tecnológico em áreas onde as necessidades do setor sucroenergético ainda não foram completamente atendidas, como nas pesquisas de segunda geração e de uso do bioetanol em áreas como a indústria química. Neste campo as instituições brasileiras do setor sucroenergético estão precisando fazer associações com empresas e com instituições de fora do país para realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico, e também com as e universidades e centros de pesquisa como o CTBE. Isso tem sido o elemento condicionante principal das redes de inovação tecnológica atuais no setor sucroenergético.
5.4. A relação entre a gestão ambiental e a gestão tecnológica na cadeia produtiva do