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F ORELØPELIGE BETRAKTNINGER RUNDT ANALYSERESULTATENE

6. HVEM BEFINNER SEG I DE LATENTE KLASSENE?

6.7 F ORELØPELIGE BETRAKTNINGER RUNDT ANALYSERESULTATENE

Além dos métodos automáticos, Dias (2003) realizou um apanhado geral sobre avaliações de usabilidade e considera que existem três grandes grupos de métodos para este

tipo de avaliação na literatura, que seriam os métodos de inspeção, os métodos de teste com usuários e os métodos baseados em modelos.

Os métodos de inspeção, onde não há a participação de usuários, compreendem a inspeção de usabilidade formal, a inspeção ou percurso pluralístico, inspeção de componentes, a inspeção ou percurso cognitivo, a inspeção baseada em padrões, a inspeção baseada em guias de recomendações e guias de estilos, e por fim, as avaliações heurísticas desenvolvidas por Nielsen (1994), conhecidas como as 10 Heurísticas de Nielsen.

Os métodos de teste com usuários, por sua vez, são compreendidos segundo Dias (2003) por entrevistas e questionários, grupos focais, questionários específicos para medir a satisfação dos usuários, testes empíricos de usabilidade, verbalização ou protocolo verbal conhecido por think-aloud protocol onde o usuário “pensa em voz alta”, a co-descoberta onde dois usuários juntos realizam as tarefas e ainda métodos de medida de desempenho.

Os métodos de avaliação baseados em modelos são exemplificados pela Família GOMS, que é “composta de uma variedade de técnicas diferentes” (DIAS, 2003), sendo que para avaliações de portais web não são recomendadas por não se mostrarem tão eficientes como para outras interfaces.

Melo e Baranauskas (2005, p. 40) apresentam procedimentos adaptados do W3C para uma avaliação preliminar de acessibilidade:

• Selecionar páginas representativas do sítio com diferentes características, incluindo as páginas mais visitadas. No caso de páginas geradas dinamicamente, a partir de consultas a banco de dados, gerar exemplos representativos, salvá-los e testá-los; • Avaliar com navegador gráfico;

• Avaliar com navegador textual ou em voz;

• Usar duas ferramentas semi-automáticas de verificação de acessibilidade;

• Registrar os resultados, resumindo os tipos de problemas encontrados e as melhores práticas que devem ter continuidade, indicando de que forma os problemas foram encontrados e recomendando passos a serem seguidos.

O próprio W3C14 também recomenda o uso de diferentes técnicas para avaliação de acessibilidade, dentre elas:

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• Revisão Preliminar: Abordagem para identificar rapidamente problemas potenciais de acessibilidade de sítios web;

• Avaliação de Conformidade: Abordagem para determinar se um sítio web atende aos padrões de acessibilidade, como o WCAG;

• Abordagens de Avaliação para Contextos Específicos: Descreve a avaliação durante o processo de desenvolvimento, a monitorização contínua, a avaliação de sítios legados e avaliação de páginas da web geradas dinamicamente;

• Utilização de Ferramentas de Avaliação de Acessibilidade: Fornece orientação na escolha de que ferramentas de avaliação de acessibilidade web usar para ajudar a avaliar a acessibilidade;

• Utilização de Especialistas para Avaliar a Acessibilidade Web: Descreve a composição, o treinamento, e a operação de equipes de revisores que avaliam a acessibilidade de sítios web;

• Utilização de Usuários em Avaliação de Acessibilidade: Orientações para incluir pessoas com inabilidades, os usuários, em avaliações de acessibilidade durante o desenvolvimento do sítio.

Dentre os trabalhos analisados, verificou-se grande quantidade de métodos específicos para avaliação de acessibilidade, com o uso ou não de medidas, utilizadas para avaliação de sítios na web, onde se destacam os seguintes, além de questionários, entrevistas e checklists:

UWEM (Unified Web Evaluation Methodology) é o resultado de um trabalho conjunto de várias instituições européias15 e tem por objetivo definir um método unificado para avaliação de acessibilidade, buscando realizar agregação entre resultados de testes. É, em sua versão atual (1.2), uma metodologia para avaliar a conformidade de sítios web ao Guia de Acessibilidade de Conteúdo da Web 1.0, ou WCAG 1.0 (2000). O método recomenda que testes de acessibilidade sejam realizados de forma automática, com especialistas e usuários, sendo que apenas os dois primeiros estão cobertos pelo método, ou seja, se recomenda a realização de testes com usuários, mas não os utiliza em sua abordagem. Dentre outros autores, foi citado por Buhler et al (2006) e Freire (2008);

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• A3, desenvolvida por Buhler et al (2006), é uma proposta de melhoria da métrica para agregação de resultados de testes da versão 0.5 do UWEM, que considera a proporção de barreiras potenciais e reais ao acessar sítios web, ao verificar a proporção de fracassos total em relação ao número de fracassos para determinado tipo de barreira; • Sullivan & Matson (2000) definiram a métrica de problemas potenciais, onde levam

em consideração o tamanho do sítio a ser avaliado, sendo citada nos trabalhos de Arrue et al (2006) e Freire (2008);

• Observação Participativa, citada por Melo et al (2004), por Melo e Baranauskas (2005), Tangarife (2006) e Lima (2007), consiste em observar estratégias de interação construídas pelos diferentes usuários na realização de tarefas típicas, em contextos diversificados identificando as dificuldades enfrentadas;

BW (Barriers Walkthrough Method) é o método travessia de barreiras, definido por Brajnik (2006), no qual um número de cenários diferentes deve ser identificado em sua aplicação. Neste método, o cenário é definido por características de usuários, configurações e objetivos, e geralmente tarefas dos usuários também são consideradas como parte dos cenários;

GQM (Goal Question Metric) definido por Basili et al (1994) foi utilizado em Lima (2007) e Lima et al (2007) em conjunto com outros métodos para avaliar acessibilidade de sítios web. A abordagem proposta nestes trabalhos adota o GQM como instrumento para a definição do objetivo da avaliação e das questões e métricas de software relacionadas à acessibilidade web. Depois de definidos os objetivos da avaliação, as questões relacionadas a estes objetivos, e as métricas, a avaliação é realizada para responder as questões e para coleta dos valores das métricas que irão mensurar o cumprimento do objetivo da avaliação;

WAB (Web Accessibility Barrier) foi definida por Zeng (2004) para medir o grau de acessibilidade de um sítio web levando em consideração o número de violações potenciais de pontos de verificação da acessibilidade na web e o total de páginas web de um sítio. Esta técnica foi citada em Lima (2007), Arrue et al (2006), Buhler et al (2006) e Freire (2008);

WAQM (Web Accessibility Quality Metric) de Vigo et al (2007) também é citada por Lima (2007) e Freire (2008) em suas respectivas dissertações de mestrado. Esta métrica considera, além dos erros, os avisos encontrados em avaliações automáticas de

acessibilidade realizadas em uma ferramenta específica.

Os resultados da pesquisa bibliográfica realizada demonstram, portanto, que existem vários trabalhos que tratam de medidas de acessibilidade na web, mas poucos deles focam na avaliação de sítios com a participação dos usuários finais. Dentre eles destacam-se:

• A avaliação remota, efetuada a distância por 09 usuários deficientes visuais experientes no uso da web, descrita no trabalho de Mankoff et al (2005);

• Trewin et al (2006) desenvolveram a técnica de Cliques Constantes, que é um método de ajuda de cursor para pessoas com prejuízos motores, e realizaram estudo empírico com idosos, pessoas com Parkinson e outras dificuldades motoras, totalizando 11 pessoas;

• Buhler et al (2006) realizaram avaliações de sítios com 15 usuários e compararam os resultados com a técnica de Sullivan & Matson, com o UWEM 0.5 e com o A3, citados anteriormente;

• No trabalho de Theofanos e Redish (2003) é realizada avaliação empírica com 16 usuários para tentar diminuir a distância entre acessibilidade e usabilidade ao definir um guia para o desenho de sítios web;

• Melo et al (2004), que utilizaram a técnica da Observação Participativa, no qual contaram com a participação de uma única usuária deficiente visual na avaliação empírica;

• Lima (2007) e Lima et al (2007) utilizaram-se do método acima em avaliação com 10 usuários também deficientes visuais relatado em seus trabalhos;

Kurniawan et al (2006) utilizaram a prática do Think-Aloud, onde o usuário “pensa em voz alta” ao realizar uma tarefa, na avaliação de oito sítios web por 16 idosos; • Jaeger (2006) utilizou uma abordagem multi-métodos com análise de políticas, teste

com peritos, teste com usuário, teste automático e questionários com o webmaster para realizar avaliações em dez sítios web do governo norte-americano. Os usuários que participaram dos testes possuíam deficiências visuais e motoras. Para o teste com usuários foi utilizado um conjunto estabelecido de perguntas e tarefas que o participante executou em ordem específica, além de narrativa pessoal (think-aloud) dita pelo participante ao interagir com o sítio.

Henry (2007) é citada no W3C através de link para seu livro “Just Ask” que está

online na página do W3C16 no item sobre informações adicionais. Esta autora também faz referência aos métodos abaixo de avaliação de sítios web:

• Revisão de Padrões com o uso de ferramentas de avaliação de acessibilidade; • Avaliação Heurística;

• Desenho de Travessia; • Técnicas de Screening;

• Testes de Usabilidade com Usuários.

Especificamente neste último método, a autora descreve como deveriam ser: o planejamento, preparação, condução, relato, lista de conferência e recrutamento para testes de usabilidade. Este trabalho foi o único encontrado que possui descrição de um roteiro para avaliação com usuários que possuem inabilidades, concentrando-se na usabilidade de um produto sem focar em um tipo de deficiência.

Como apresentado, existe uma quantidade considerável de formas de se avaliar a acessibilidade de sítios web, e o desafio é buscar a melhor maneira de avaliar utilizando a melhor combinação de métodos.