3. Teoretisk innføring
4.4 Skogsertifisering sett fra miljøsiden
As características químicas dos minerais das rochas desta fácies são apresentadas a seguir:
9.2.1 Anfibólio
Na amostra 107 as análises de anfibólios concentram-se principalmente no campo do sódico–cálcicos (Figura 9.17) com alguns dos pontos com composições de anfibólios cálcicos (Figura 9.17), segundo a divisão proposta por Leake et al. (1997). A composição é de barroisita com gradação para winchita e, internamente, observam-se composições de winchita mais pobre em Si (Figura 9.17). Algumas análises de anfibólios cálcicos têm composição de actinolita e uma análise é de magnésio-hornblenda. Estas transições entre os diferentes grupos de anfibólios sugerem zonamentos composicional e substituições do anfibólio e podem indicar que a rocha sofreu metamorfismo em pressões mais elevadas, cristalizando anfibólios mais ricos em Na, evoluindo até formar anfibólios mais cálcicos com a queda na pressão.
Figura 9.17. Diagramas de classificação dos anfibólios da amostra 107 nos quatro grupos principais (esquerda), dos anfibólios cálcicos (centro) e dos anfibólios sódico–cálcicos (direita). Todos os diagramas segundo Leake et al. (1997). No diagrama da esquerda nota-se que as algumas das análises plotam na borda porque o sítio A está totalmente preenchido.
Nas análises de anfibólio da amostra 107 os conteúdos de Ca nas bordas variam entre 1,10 e 1,58 a.p.f.u. e de Na entre 0,51 e 0,91 a.p.f.u. Para os pontos obtidos nas porções
intermediárias o Ca varia entre 1,09 e 1,63 a.p.f.u. e o Na entre 0,32 e 1,19 a.p.f.u. Nas análises feitas nas bordas, os conteúdos de Ca variam entre 1,16 e 1,53 a.p.f.u. e do Na entre 0,53 e 0,88 a.p.f.u. Essas variações do Na em intervalos relativamente amplos de variação são também indicativos do zonamento nos diagramas de classificação apresentados na Figura 9.17.
Na amostra 125A os anfibólios são todos cálcicos, têm composição de actinolita (Figura 9.18) e mostram uma tendência de enriquecimento em sílica nos núcleos relativamente às bordas. Os conteúdos de Ca nas análises de borda variam entre 1,64 e 1,81 a.p.f.u. e de Na entre 0,15 e 0,47 a.p.f.u. As partes intermediárias têm Ca no intervalo entre 1,64 e 1,91 a.p.f.u. e o Na entre 0,04 e 0,32 a.p.f.u. Os núcleos apresentam conteúdos de Ca entre 1,65 e 1,76 a.p.f.u. e Na entre 0,24 e 0,49 a.p.f.u.
Figura 9.18. Diagramas de classificação dos anfibólios da amostra 125A nos quatro grupos principais (esquerda) e dos anfibólios cálcicos (direita). Os dois diagramas segundo Leake et al. (1997).
Em todas as amostras da fácies xisto verde da região de Jambaló pode-se avaliar a existência de substituição tschermakítica (Figura 9.19 A) predominante nos anfibólios, com alguma contribuição da substituição edenítica (Figura 9.19 B).
Figura 9.19. Diagramas representativos das substituições tschermakítica (A) e edenítica dos anfibólios analisados nas rochas da fácies xisto verde da região de Jambaló.
Figura 9.19 (continuação). Diagramas representativos das substituições ferro-pargasítica (C) e magnésio- pargasítica (D) dos anfibólios analisados nas rochas da fácies xisto verde da região de Jambaló.
As variações composicionais dos anfibólios também sugerem substituição magnésio- pargasítica (Figura 9.19 D) e, menos intensamente, ferro-pargasítica (Figura 9.19 C).
9.2.2. Granada
A granada foi analisada unicamente numa amostra desta fácies, pois esse mineral apresenta-se fortemente substituído, não permitindo a obtenção de perfis composicionais. Na amostra 113F os perfis de zonamento são bem definidos, mesmo que as variações nos valores mínimos e máximos dos conteúdos de Fe2+, Mg, Ca e Mn não sejam muito fortes. Na Figura 9.20
nota-se que os conteúdos de Fe2+ e Ca aumentam do núcleo para borda e o conteúdo de Mn
diminui do núcleo para borda. O conteúdo de Mg apresenta um comportamento relativamente homogêneo nos perfis, mas notam-se pequenas diminuições nas bordas quando comparadas com os núcleos.
Figura 9.20. Padrão de zonamento dos principais cátions dos grãos de granada da amostra 113F. Os diagramas representam os pontos obtidos em perfis borda–núcleo–borda.
Embora os conteúdos dos principais componentes da granada apresentem-se semelhantes, o conteúdo de Fe2+ é muito maior que o dos cristais de granada das amostras da
fácies xisto azul. Isso pode ser interpretado como devido ao aumento da temperatura sofrido pelas rochas na transição da fácies xisto azul para xisto verde.
A variação dos principais componentes da granada dessa amostra pode ser expressa em termos de almandina (Alm) + grossularia (Grs) + piropo (Pyp) + espessartita (Sps) da seguinte forma: Alm50,94–58,53Grs21,14–30,65Pyp1,75–5,24Sps10,93–23,82.
9.2.3 Clorita
A clorita foi analisada nas amostras 107C, 108, 113F e 125A e, geralmente, não puderam ser feitos perfis composicionais. Essas amostras apresentam uma heterogeneidade composicional semelhante ao observado nas amostras da fácies xisto azul, mas há uma maior concentração nos campos composicionais da brunsvigita e da picnoclorita (Figura 9.21A, B, C e D), como poucos dados do campo da picnoclorita e da ripidolita.
Na amostra 113F os conteúdos de Fe2+ variam entre 5,50 e 5,71 a.p.f.u. e o Mg entre 3,31
e 3,64 a.p.f.u. Para a amostra 107C os valores de Fe2+ variam entre 4,73 e 5,07 a.p.f.u. e o Mg
entre 3,96 e 4,68 a.p.f.u. Já na amostra 108 os valores de Fe2+ estão no intervalo entre 4,00 e
4,63 a.p.f.u. e o Mg entre 4,80 e 5,44 a.p.f.u. Na amostra 125A a variação do Fe2+ está entre 3,98
e 4,17 a.p.f.u. e o Mg entre 4,73 e 5,11 a.p.f.u.
Figura 9.21. Diagramas de classificação da clorita segundo Hey (1954). Nas figuras observa-se que os pontos estão concentrados no campo da brunsvigita nas amostras 113F (A) e 107C (B) e no campo da picnoclorita nas amostras 108 (C) e 125A (D).
9.2.4 Mica branca
A mica branca foi analisada nas amostras 107, 107C e 113F. Em nenhum dos casos foram obtidos perfis composicionais.
Na amostra 107 as análises correspondem a fengita (Figura 9.22), segundo a classificação de Tischendorf (1997). A fengita da amostra 107 apresenta conteúdos de Si no intervalo entre 3,20 e 3,25 a.p.f.u., de K entre 0,77 e 0,90 a.p.f.u. e de Na entre 0,03 e 0,07 a.p.f.u.
Figura 9.22. Diagrama [(Fet + Mn +Ti) – AlVI] vs (Mg – Li) de classificação das micas segundo Tischendorf
(1997), no qual se apresenta a composição dos grãos de mica branca da amostra 107, que têm composição predominantemente fengítica.
As análises obtidas da amostra 107C correspondem à fengita (Figura 9.23) segundo o esquema de classificação proposto por Tischendorf (1997). Os teores de Si obtidos variam entre 3,22 e 3,30 a.p.f.u., de K entre 0,58 e 0,85 a.p.f.u. e de Na entre 0,01 e 0,06 a.p.f.u.
Figura 9.23. Diagrama [(Fet + Mn +Ti) – AlVI] vs (Mg – Li) de classificação das micas segundo Tischendorf
(1997) no qual se apresenta a composição dos grãos de mica branca analisados na amostra 107C, que têm composição predominantemente fengítica.
Para amostra 113F a mica branca foi igualmente classificada como fengita (Figura 9.24) de acordo com o esquema de Tischendorf (1997). Os teores de Si variam entre 3,18 e 3,28 a.p.f.u., os de K entre 0,84 e 0,89 a.p.f.u. e os de Na entre 0,01 e 0,08 a.p.f.u.
Figura 9.24. Diagrama [(Fet + Mn +Ti) – AlVI] vs (Mg – Li) de classificação das micas segundo Tischendorf
(1997), no qual se apresenta a composição dos grãos de mica branca da amostra 113F, que mostram a composição predominantemente fengítica.
9.2.5 Plagioclásio
O plagioclásio foi analisado somente na amostra 113F. A composição é de albita essencialmente pura (Figura 9.25), com conteúdos de anortita que variam entre An0,1–1,3.
Figura 9.25. Diagrama de classificação do plagioclásio da amostra 113F no qual se observam todas as análises concentradas no campo da albita. Or = ortoclásio, Ab = albita e An = anortita.
9.2.6 Rutilo e titanita
O rutilo é um mineral comumente encontrado nas amostras, tanto da fácies xisto azul como da fácies xisto verde. Às vezes apresenta-se uma relação de reação de ilmenita–rutilo–titanita, na
qual o rutilo constitui um anel intermediário ao redor da ilmenita que, por sua vez, é envolvido pela titanita. Mesmo assim, pelo reduzido tamanho dos cristais, foi possível obter dados analíticos de apenas uma amostra da fácies xisto verde (113F). Nas análises observa-se que corresponde a uma fase pura. A titanita foi unicamente analisada na amostra 107C e igualmente corresponde a um mineral em essência puro.
9.2.7 Epidoto
Foi obtido um perfil de epidoto na amostra 113F o qual apresenta conteúdos de Fe3+ nas
bordas que variam entre 0,61 e 0,63 a.p.f.u. e Mn3+ sem variação (0,01 a.p.f.u.). Nos pontos
intermediários o Fe3+ varia entre 0,60 e 0,61 e o Mn3+ varia entre 0 e 0,01 a.p.f.u. Para os núcleos
o conteúdo de Fe3+ varia entre 0,65 e 0,68 e o Mn3+ sem variação (0,02 a.p.f.u.). Estes sugerem
um leve zonamento com empobrecimento dos conteúdos de Fe3+ do núcleo para a borda.
Na amostra 125A os dados obtidos não correspondem a perfil composicional. Neste caso o Fe3+ varia entre 0,39 e 042 a.p.f.u. e o Mn3+ entre 0,01 e 0,02 a.p.f.u.
9.2.8 Estilpnomelano
As composições dos grãos analisados da amostra 107 apresentam-se relativamente homogêneas, pois os conteúdos de Fe2+ variam entre 3,46 e 3,66 a.p.f.u. o Mg entre 1,89 e 2,02