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Sporbarhetssertifikatene

3. Teoretisk innføring

4.1 Implementering av sertifikatene

4.1.1 Sporbarhetssertifikatene

Estes tipos de rochas são encontrados nos Córregos Calambaz e Muñoz, no Resguardo de Jambaló, e no Córrego San Diego ou El Barrial e na área de La Calera, no Resguardo de Tacueyó.

Muito embora não tenham sido encontradas rochas na fácies xisto azul em outros córregos da área, a associação litotípica permite inferir que os xistos azuis podem ter estado presentes em outros locais sob a forma de lentes preservadas pelo retrometamorfismo na fácies xisto verde, e sua ocorrência principalmente como blocos rolados deve-se à erosão dessas rochas.

Os principais componentes destas rochas são glaucofânio (30−50%), mica branca (10−36%), quartzo (5−12%), epidoto e/ou clinozoisita (acessório a 30%), clorita (acessório a 12%) e carbonato (acessório a 5%). O glaucofânio e a mica apresentam-se em quantidades variáveis, nas quais em algumas amostras há predomínio de glaucofânio sobre a mica e em outras ocorre o inverso. Somente na amostra 123A, o epidoto e/ou clinozoisita predomina sobre a mica, mas não sobre o glaucofânio. Como minerais acessórios (até 5%) ocorrem plagioclásio, opacos (possivelmente pirita e ilmenita), titanita, zircão, granada e, eventualmente, rutilo, apatita e estilpnomelano.

Embora o glaucofânio na sua forma pura não apresente pleocroismo, nas descrições que se seguem é utilizado esse nome para facilitar a leitura. Assim, pleocroismo descritos nos anfibólios sódicos, que é devido ao conteúdo de Fe, indicam que o anfibólio pertence à serie glaucofânio–riebeckita.

O glaucofânio apresenta fórmula pleocróica com X = incolor, Y = lilás e Z = azul-claro e os cristais têm tamanho variando entre 0,25 e 6,6 mm. A maioria dos cristais mais finos são subidioblásticos e os mais grossos tendem a ser xenoblásticos. Em algumas amostras que apresentam cristais prismáticos radiados, observam-se subidioblásticos e, eventualmente, idioblásticos. Há um claro zonamento óptico no anfibólio de quase todas as amostras, com núcleos mais intensamente pleocróicos que as bordas (Foto 6.1). Os núcleos mais pleocróicos contêm maior quantidade de inclusões de quartzo, opacos e, eventualmente, titanita e mica branca (Foto 6.1). Na amostra 129A, o zonamento do anfibólio é o inverso do anteriormente descrito, sendo os núcleos menos pleocróicos que as bordas (Foto 6.2). Nesse caso os núcleos

também possuem uma maior quantidade de inclusões orientadas de quartzo e opacos, as quais definem uma foliação anterior. As bordas são quase que totalmente límpidas, sugerindo uma maior temperatura de cristalização, e em quase todos os cristais as bordas estão parcialmente substituídas por anfibólio verde-azulado (Foto 6.3). Esse anfibólio tem fórmula pleocróica X = verde-oliva, Y = amarelo-claro e Z = verde-oliva claro, o que sugere ser actinolita. Em alguns casos observa-se substituição do anfibólio por clorita nos planos de clivagem, em fraturas e nas bordas (Foto 6.4). Os cristais apresentam inclusões de epidoto e/ou clinozoisita, opaco, zircão e, raras vezes, rutilo. A orientação do glaucofânio define uma foliação bem marcada e penetrativa que corresponde à foliação milonítica (Sn+1 = Sm) e, localmente, pode-se ainda observar relíquias

da foliação Sn. Arranjos radiados de agregados podem ser observados a escala macroscópica

(Foto 6.5) e microscópica (Foto 6.6). Em alguns cristais ocorrem sombras de pressão simétricas e assimétricas, causadas pelo cisalhamento, ou os cristais mostram-se dobrados, definindo arcos poligonais.

A mica branca forma cristais variando de 0,05 a 0,30 mm de comprimento, geralmente subidioblásticos e orientados na foliação Sn+1, que tem formas anastomosadas (Foto 6.7). Muitos

leitos quartzosos são enriquecidos em mica e nas amostras com matriz rica em epidoto e/ou clinozoisita, os cristais de mica estão isolados. A associação da mica com o quartzo pode representar, em alguns casos, vênulas deformadas. Eventualmente ocorrem também em sombras de pressão de cristais de glaucofânio, juntamente com quartzo mais grosso, e em alguns grãos estão presentes inclusões de glaucofânio. Ópticamente esta mica parece ser representada por fengita e/ou muscovita.

O quartzo apresenta-se como cristais com granulação variando de 0,05 a 0,65 mm, geralmente disseminados na lâmina e, em algumas porções, formando delgadas lâminas. Também ocorre incluso em carbonato, clorita e mica branca, ou em glaucofânio em sombras de pressão, como na lâmina 129A. Geralmente constitui cristais xenoblásticos com extinção ondulante, mas em algumas porções nota-se desenvolvimento de textura poligonal e, às vezes, contatos tríplices a 120º (Foto 6.8).

O epidoto e/ou clinozoisita apresentam-se como cristais disseminados na rocha que variam de 0,05 a 0,20 mm de comprimento. São na sua maioria xenoblásticos, mas em algumas lâminas podem ocorrer como cristais subidioblásticos e, mais raramente, idoblásticos. Apresentam-se quase sempre orientados segundo a foliação Sn+1 ou compõem a matriz de

algumas rochas, possivelmente com forte hidrotermalismo (Foto 6.9).

A clorita constitui cristais disseminados na lâmina, geralmente xenoblásticos e subidioblásticos, ou são produto da substituição parcial ou total de outros minerais, notadamente do glaucofânio (Foto 6.10), onde se concentra nas bordas, planos de clivagem e fraturas. Quando forma pseudomorfos, os cristais variam de 0,1 a 0,9 mm e os grãos orientam-se preferencialmente na Sn+1, mas na lâmina 124J encontram-se rosetas deste mineral, indicando cristalização em

O carbonato se apresenta como cristais que variam entre 0,2 e 0,6 mm e suas formas xenoblásticas sugerem preenchimento de cavidades, mas, em alguns grãos de glaucofânio ocorrem como inclusões. Não raramente apresentam lamelas de deformação (Foto 6.11) e, em função de seu caráter uniaxial negativo, é possível que correspondam predominantemente à calcita, mas não se descarta a possibilidade da presença de aragonita, pois alguns grãos são biaxiais. Entretanto a granulação muito fina não permite a determinação de seu sinal óptico para uma identificação segura.

Os grãos de plagioclásio em geral não ultrapassam 0,3 mm de comprimento, são subidioblásticos e xenoblásticos, normalmente estão associados com quartzo e sempre acompanham a foliação milonítica. Observa-se geminação de tipo albita (Foto 6.12) e albita– carlsbad, sendo sua composição fundamentalmente albita (An2-5), muito embora alguns grãos

apresentem composição que alcança oligoclásio (An16).

Os minerais opacos estão disseminados por toda rocha, variando de 0,01 a 1,50 mm de diâmetro, mas podem formar, localmente, porfiroblastos. A maioria constitui cristais xenoblásticos e, subordinadamente, subidioblásticos e idioblásticos. Alguns cristais idioblásticos apresentam secções quadradas e losangulares, que sugere tratar-se de pirita e, possivelmente, magnetita (Foto 6.13). Também se encontram acumulações que formam delgadas faixas que acompanham a foliação Sn+1 e alguns grãos mais grossos apresentam sombras de pressão assimétricas, com

quartzo, calcita, clorita e mica. Na amostra 123A, podem apresentar substituição por rutilo nas bordas e este, possivelmente, por leucoxênio, razão pela qual é possível que parte dos opacos presentes na rocha sejam de ilmenita ou titano-magnetita.

A titanita apresenta-se como cristais subidioblásticos e, em menor proporção, idioblásticos, com dimensões variando de 0,025 a 0,075 mm. Constituem agregados ou “fitas” que seguem a foliação. Às vezes titanita ocorre inclusa no glaucofânio, se associando preferencialmente aos planos da clivagem.

O rutilo e o zircão ocorrem como pequenos cristais disseminados pela lâmina, de máximo 0,05 mm de comprimento. São na sua maioria prismas alongados idioblásticos e, por vezes, ocorrem inclusos em glaucofânio.

A granada ocorre apenas nas amostras 124J e 121B, nas quais a granulação varia, respectivamente, de 0,2 a 0,4 mm e de 1,6 a 2,6 mm. São cristais, na sua maioria, subidioblásticos, por vezes com bordas muito bem definidas (Foto 6.14), mas quando em contato com glaucofânio, apresentam uma pequena borda substituída por clorita.

A apatita foi encontrada apenas esporadicamente nas amostras 123A e 121B. Na amostra 123A os grãos têm 0,35 mm de comprimento e são xenoblásticos e na 121B são xenoblásticos e estão disseminados ou podem estar concentrados em porções enriquecidas em quartzo.

Em algumas amostras, como na 121B, ocorre estilpnomelano em conteúdo máximo de 3% em volume. Geralmente se apresenta como cristais parcialmente substituídos por clorita alongados na foliação Sn+1 (Foto 6.15). Em alguns dos casos foi observado também nas bordas de

cristais de glaucofânio.

Texturalmente as rochas apresentam-se lepido-nematoblásticas ou nemato- lepidoblásticas, dependendo da proporção de micas ou anfibólios. Textura porfiroblástica definida por anfibólios é comumente observada, sendo que alguns destes cristais são poiquiloblasticos, com inclusões de opacos, micas, carbonato, quartzo e, eventualmente, rutilo. Nas amostras com granada, o anfibólio apresenta corrosão com formas de golfo e, ocasionalmente, tem associadas sombras de pressão.

Estas rochas são classificadas como mica-glaucofânio xistos ou glaucofânio micaxistos, dependendo do predomínio de glaucofânio ou mica branca, muito embora, devido à intensa milonitização, todas poderiam ser classificadas como milonitos.