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3. Teoretisk innføring

4.1 Implementering av sertifikatene

4.1.3 Skogsertifikatene

Esses litotipos ocorrem principalmente na estrada Barragán–Santa Lucia e são compostos por anfibólio (22–50%), clorita (15–31%), pumpellyita (14–35%), lawsonita (acessório–10%), epidoto e/ou clinozoisita (acessório–31%), titanita (5–10%), quartzo (1–4%), mica branca (1–3%), minerais opacos (2–4%), plagioclásio (1–4%) e calcita (~1%).

O anfibólio é representado exclusivamente pelo glaucofânio, que apresenta fórmula pleocróica segundo X = incolor, Y = Z = azul-claro e um ângulo C^Z = 11º. A sua granulação varia de 0,1 a 0,45 mm, os cristais são subidioblásticos, eventualmente xenoblásticos e comumente apresentam inclusões finas de titanita. Em algumas das amostras o glaucofânio apresenta-se zonado, com núcleo mais intensamente pleocróico que a borda (Foto 8.1). As bordas de alguns cristais apresentam-se substituídas por finos cristais de um mineral pleocróico esverdeado, possivelmente outro anfibólio, além de clorita.

Em termos gerais o anfibólio define a textura nematoblástica, sendo que a foliação melhor desenvolvida (Sn) eventualmente encontra-se dobrada (Foto 8.2). Na lâmina MC27 Alguns foram

observados arcos poligonais e uma crenulação (Sn+1) oblíqua pouco desenvolvida, com

glaucofânio associado (Foto 8.3), indicando que o início da exumação deu-se ainda na fácies xisto azul. Na amostra 197 o glaucofânio encontra-se somente nas porções de maior concentração de quartzo enquanto nas porções com menor quantidade de quartzo apresenta-se clorita e eventualmente lawsonita.

A clorita ocorre como pequenos cristais disseminado pela lâmina, de no máximo 0,2 mm de comprimento, com pleocroismo amarelo a verde e formas xenoblásticas, mais raramente subidioblásticas (Foto 8.4). Às vezes este mineral é observado nas bordas dos anfibólios e, comumente, apresenta inclusões de titanita. Junto ao glaucofânio arranjam-se em textura lepido- nematoblástica, muitas vezes encontrando-se dobrada. Em algumas amostras associa-se à lawsonita, definindo uma textura nemato-lepidoblástica, como na amostra 197A. Em outros casos encontra-se em desequilíbrio (Foto 8.5), ou em paragênese com a lawsonita (Foto 8.6).

A pumpellyita está presente apenas em algumas das amostras dos afloramentos 196 e 199. Os cristais variam de 0,1 a 0,4 mm e são, na maioria dos casos, subidioblásticos e, eventualmente, idioblásticos. Em quase todas as amostras o mineral encontra-se em arranjos orientados, definindo a textura nematoblástica (Foto 8.7), juntamente com o glaucofânio, mas na amostra MC27 distribui-se aleatoriamente em algumas porções. O pleocroismo varia de incolor a verde-pálido e, às vezes, o mineral apresenta inclusões de titanita.

Da mesma forma que a pumpellyita, a lawsonita de distribuição generalizada, ocorrendo principalmente nas amostras do afloramento 197. Os cristais têm dimensões variando entre 0,04 e 0,50 mm sendo mais comumente subidioblásticos e mais raramente, idioblásticos (Foto 8.8). Apresentam um leve pleocroismo em tons de azul muito claro e incolor. Normalmente a lawsonita está orientada e, juntamente com a clorita, definem uma textura nemato-lepidoblástica, localmente dobrada, ou encontram-se disseminados. Os cristais podem apresentar bordas de reação gerando clorita e em alguns dos cristais é clara a presença de uma foliação Si (Foto 8.9) dobrada e

paralela com a Se, indicando cristalização pós-cinemática. Geminação lamelar (Foto 8.10) é

observada em alguns cristais.

Epidoto e/ou clinozoisita estão presentes na maioria das amostras da fácies xisto azul e em algumas amostras apresentam um pleocroismo que varia de incolor a amarelo-claro ou zonamentos na cor e no pleocroismo, mais intenso nos núcleos que nas bordas (Fotos 8.11 e 8.12). Os grãos são xenoblásticos, às vezes subidioblástico e sua granulação varia de 0,05 e 0,20 mm. Inclusões de quartzo são comuns e, no geral, este mineral ocorre ora disseminado ora acompanhando a foliação Sn, definindo a textura nematoblástica, juntamente com glaucofânio

e/ou pumpellyita.

A titanita se apresenta em grãos que variam de 0,03 a 0,10 mm de comprimento, são subidioblásticos e, menos comumente xenoblásticos a idioblásticos. Geralmente distribuem-se disseminadamente e orientados na foliação (Foto 8.13), ou como inclusões, principalmente em lawsonita, clorita, glaucofânio e pumpellyita.

O quartzo é acessório, sendo que as maiores concentrações (~10%) são observadas nas amostras com lawsonita. Os grãos não ultrapassam 0,1 mm, são sempre xenoblásticos e exibem extinção ondulante ou, eventualmente, reta (Foto 8.14). Em algumas porções da lâmina constituem agregados com textura poligonal.

A mica branca não é comum nas rochas da fácies xisto azul, mas quando presente os grãos variam entre 0,05 e 0,120 mm, sendo xenoblásticos e subidioblásticos (Foto 8.15). Quase sempre se apresenta disseminado e somente em partes da lâmina MC27 acompanha a foliação e define uma fraca textura lepidoblástica.

Os minerais opacos ocorrem disseminados e são representados predominantemente pela ilmenita, magnetita e pirita (Foto 8.16), que formam cristais subidioblásticos e idioblásticos que alcançam até 0,5 mm. Freqüentemente a ilmenita foi parcialmente substituída por leucoxênio e, comumente, a magnetita e a pirita mostram-se intemperizados para hidróxidos de ferro.

O plagioclásio (~An10) se encontra unicamente nas amostras 196D, 196E e MC27. Os

grãos variam de 0,05 a 0,150 mm e são, na maioria dos casos, subidioblásticos ou xenoblásticos. Normalmente apresenta-se disseminados na rocha, mas na amostra MC27 observa-se num pequeno veio de plagioclásio, indicando a existência de metassomatismo sódico. Alguns dos grãos apresentam zonamento concêntrico, indicando variações na no teor de anortita, mas devido às suas formas e à ausência de geminação, não foi possível determinar-se se o zonamento é normal ou inverso. Eventualmente observam-se grãos com geminação polissintética (Foto 8.17) e são comuns pequenas inclusões globulares de quartzo.

Calcita foi observada unicamente na amostra 196A, formando pequenos cristais xenoblásticos disseminados ou intersticiais que não ultrapassam os 0,1 mm de comprimento (Foto 8.18). Apresenta, mais raramente, geminação lamelar.

Em termos gerais, estes litotipos apresentam textura nematoblástica definindo a foliação Sn, com eventuais variações a lepido-granoblástica, quando o glaucofânio e a pumpellyita

associam-se à clorita. A foliação Sn pode estar dobrada, raramente definindo uma foliação Sn+1.

Localmente observam-se alguns arcos poligonais em glaucofânio, indicando que as a temperatura manteve-se relativamente estável após a deformação. Estes arcos podem eventualmente representar pequenas dobras intrafoliais que definem uma Sn-1.

As rochas deste grupo são genericamente classificadas como pumpellyita-clorita-epidoto- glaucofânio xistos, glaucofânio-clorita-pumpellyita xistos e, mais raramente, como lawsonita-clorita xistos.