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Registreringssystemer for arter og natur

3. Teoretisk innføring

3.3 Registreringssystemer for arter og natur

Francisco.

Amostras analisadas (118D e 118) correspondem a quartzitos micáceos com conteúdos variáveis de minerais acessórios A amostra 118D é composta por quartzo (76%), mica branca (16%), opacos (4%), plagioclásio (2%), clinozoisita (1%) e clorita (1%), e a 118 é constituída por quartzo (63%), mica branca (25%), clorita (5%), glaucofânio (3%), clinozoisita (2%), zoisita (~0,6%), estilpnomelano (~0,5%), granada (~0,5%) e minerais opacos (~0,4%).

Na lâmina 118D o tamanho dos grãos de quartzo varia entre 0,025 e 0,750 mm e usualmente tendem a ser equigranulares. Os cristais são xenoblásticos com contatos suturados (Foto 6.33) ou interlobados e sempre apresentam extinção ondulante e alongamento paralelo à foliação milonítica. Leitos de grã mais fina ou mais grossa são separados por leitos de mica e minerais opacos. As zonas de granulação fina associam-se aos planos de cisalhamento mais intenso, onde a recristalização dos grãos foi mais forte, resultando em texturas interlobadas e de migração de limites de grãos mais evidentes.

A mica branca, possívelmente muscovita e/ou fengita, apresenta-se como cristais subidioblásticos que variam de 0,10 a 0,85 mm, que tendem a conferir à rocha uma textura lepidoblástica local (Foto 6.33). Nas porções mais quartzosas a mica apresenta textura decussada e em algumas áreas de maior concentração notam-se ainda relíquias da foliação Sn dobrada.

Os minerais opacos constituem pequenos grãos que acompanham a foliação nas partes onde é maior a concentração de mica e também se associam ao plagioclásio, concentrando-se nas suas bordas ou no interior dos grãos (Foto 6.33).

O plagioclásio apresenta-se como porfiroblastos xenoblásticos fortemente deformados (Foto 6.33) e estirados, paralelizados à foliação Sn, juntamente com a mica. Apresenta grande

quantidade de inclusões de minerais, principalmente de opacos, que estão orientadas segundo a foliação milonítica. Em menor volume ocorrem inclusões de mica, quartzo e clinozoisita.

A clinozoisita constitui grãos subidioblásticos de no máximo 0,1 mm de comprimento, distribuídos nas porções onde se concentra a mica, ou ocorre como inclusões no plagioclásio e nos contatos entre os grãos de quartzo.

A clorita distribui-se de modo análogo ao verificado com a mica branca, com a qual se associa.

Texturalmente a rocha é granoblástica, com porções lepidoblásticas e lepido- granoblásticas, e foi afetada por intenso cisalhamento. Localmente a foliação está dobrada, definindo uma Sn+1.

Na lâmina 118 os grãos de quartzo variam de 0,1 a 1,0 mm, sendo a maioria deles xenoblásticos e com uma marcada extinção ondulante. Definem a foliação da rocha quando estirados, mas também se arranjam em texturas granoblásticas. Apresentam-se também como inclusão em glaucofânio e granada.

arranjos que definem uma textura lepidoblástica, ou lepido-granoblástica quando em porções mais quartzosas. Em algumas partes da rocha, os cristais de mica estão dobrados, indicando a existência de uma foliação metamórfica prévia ao desenvolvimento da foliação milonítica. Também ocorre em uma crenulação Sn+1 associada à cristalização do estilpnomelano (Foto 6.34).

Em algumas partes, a foliação principal esta defletida por cristais de glaucofânio e em algumas ocasiões por cristais de granada, indicando que a foliação milonítica é tardia em relação ao desenvolvimento do metamorfismo da fácies xisto azul.

A clorita encontra-se no interstício entre outros minerais e parece ser produto da substituição de outro mineral. Também substitui glaucofânio nas bordas e nos planos de clivagem dos cristais.

A clinozoisita apresenta-se em grãos xenoblásticos de no máximo 0,3 mm de comprimento e, por vezes, são subidioblásticos. Alguns dos grãos apresentam-se com formas arredondadas e nas porções mais micáceas acompanham a foliação, em agregados ou disseminados. Em alguns grãos de glaucofânio, a clorita o substitui parcialmente nas bordas e eventualmente a substituição e completa, restando somente pseudomorfos de clorita.

O glaucofânio apresenta fórmula pleocróica com X = incolor, Y = lilás e Z = azul-claro. O tamanho dos grãos varia de 0,01 a 2,4 mm no corte basal e de 1,0 a 1,4 mm no corte longitudinal e alguns grãos possuem inclusões de quartzo e minerais opacos. Os cristais são na sua maioria xenoblásticos, mas alguns dos cristais são subidioblásticos em cortes basais. A principal diferença do glaucofânio desta rocha com o dos xistos azuis é que nesta rocha ele não apresenta um claro zonamento. Nas bordas, fraturas e planos de clivagem observar-se substituição por clorita e anfibólio fibroso com pleocroismo verde-claro a incolor (Foto 6.35), possivelmente uma tremolita– actinolita, cuja identificação segura é muito difícil pela sua granulação muito fina. Os cristais menores podem apresentar substituição completa por clorita.

O estilpnomelano ocorre sob a forma de pequenos cristais dobrados, sempre associados com as maiores concentrações de mica (Foto 6.34).

A granada esta presente esporadicamente, sendo observados apenas alguns grãos de granulação variando de 0,2 a 1,4 mm, geralmente subidioblásticos e com inclusões de quartzo orientadas, que conservam a foliação Sn-1 pretérita da rocha (Foto 6.36). Apresentam também

inclusões de epidoto e/ou clinozoisita e alguns dos porfiroblastos têm associadas sombras de pressão assimétricas e mostram-se rotacionadas, indicando que sua cristalização deu-se no evento cinemático prévio ao que gerou o glaucofânio.

A zoisita apresenta-se como cristais idioblásticos disseminados pela rocha, de no máximo 0,3 mm de comprimento.

Os minerais opacos são subidioblásticos, finos e estão disseminados.

Texturalmente esta amostra é granoblástica, com porções lepidoblásticas e lepido- granoblásticas. Estruturalmente pode ser identificada uma foliação mais evidente e intensa (Sn+1)

definida pela orientação do quartzo e das micas, e uma crenulação (Sn+2), definida principalmente

pela orientação dos cristais de mica branca. A Sn foi identificada apenas na granada, onde

apresenta um padrão de inclusões com orientação diferente ao observado na Sn+1 e Sn+2.

Observam-se também bordas de reação que formaram clorita e anfibólio verde-claro em glaucofânio, pseudomorfos de clorita derivados do glaucofânio, quartzo com extinção ondulante e micas dobradas ou em textura decussada. Todos esses padrões são indicadores do intenso processo de cisalhamento que, possivelmente, tem relação com a colocação destas rochas em zonas de cavalgamento.

6.5 Epidositos

Este litotipo foi encontrado no Córrego San Diego ou El Barrial, no Resguardo de Tacueyó, e no Córrego Río Chiquito, no Resguardo de San Francisco.

Originalmente o termo epidosito foi aplicado para rochas caracterizadas por substituições metassomáticas dos minerais ígneos primários por associações granoblásticas (Banerjee et al., 2000). Os dados geológicos de campo e petrográficos sugerem que essas rochas são geradas na base de sistemas hidrotermais e se associam a corpos minérios de sulfetos (Richardson et al., 1987; Schiffman et al., 1987; Bettison-Varga et al., 1992; Nehlig et al., 1994).

Nesse trabalho foi utilizado o nome epidosito para as rochas com conteúdos superiores a 50% de epidoto e/ou clinozoisita, mas é importante ressaltar que as amostras não apresentam texturas blastofíticas ou blastosubofíticas, típicas dos epidositos originados por metassomatismo em fundo oceânico e zonas de black smokers.

As amostras analisadas são compostas por epidoto e/ou clinozoisita (50−63%), carbonato (acessório a 11%), minerais opacos (acessório a 20%), anfibólio (acessório a 10%), plagioclásio (10%), clorita (7%), quartzo (3%), pumpellyita (~1−5%), mica (2%) e zircão (acessório).

Epidoto e/ou clinozosita constituem agregados de cristais subidioblásticos e xenoblásticos, definindo uma textura glomeroblástica (Foto 6.37). Os cristais variam entre 0,05 e 0,20 mm, mas podem ser observados cristais de até 0,75 mm, como na lâmina 109A. Algumas porções encontram-se como agregados radiados e, especialmente na lâmina 121C, é possível observar-se que os glomeroblastos estão estirados e definem uma leve foliação (Foto 6.38).

Carbonato foi identificado apenas na lâmina 109A, onde forma massas irregulares preenchendo cavidades ou constitui, localmente, cristais subidioblásticos inclusos em epidoto e/ou clinozoisita. Algumas porções deste mineral podem apresentar lamelas de deformação (Foto 6.39).

Os minerais opacos ora definem a foliação, ora constituem grãos xenoblásticos disseminados na amostra, ora se concentram nas bordas de alguns dos glomeroblastos de epidoto e/ou clinozoisita. Observa-se ainda substituição por mineral de cor vermelha intensa nas

O anfibólio apresenta variações na fórmula pleocróica, sendo X = incolor a amarelo-claro, Y = Z = verde muito claro a azulado e ângulo C^Z de 17 a 25º, indicando trata-se, possivelmente, de hornblenda sódica. Os grãos são xenoblásticos ou subidioblásticos e, eventualmente exibem um leve zonamento, com os núcleos mais intensamente pleocróicos que as bordas. Muitos dos grãos apresentam bordas de reação, com cristalização de clorita. Os cristais estão na maioria disseminados, mas podem definir uma fraca foliação (Foto 6.40).

O plagioclásio tem conteúdo máximo de anortita de 5%, os grãos, a maioria xenoblásticos, variam de 0,2 a 0,4 mm e raramente apresentam geminação polissintética (Foto 6.41) e, eventualmente, albita–carlsbad.

A clorita ocorre como mineral intersticial ou substituindo outros minerais, usualmente formando cristais xenoblásticos. Pode também formar algumas acumulações e alguns cristais estão dobrados segundo a fraca foliação Sn, textura essa observada principalmente na amostra

109A.

A pumpellyita apresenta-se disseminada e forma cristais idioblásticos aciculares de no máximo 0,15 mm de comprimento e, em algumas porções da lâmina, constituem agregados radiados (Foto 6.42), indicando cristalização sob regime estático.

A mica branca constitui grãos que, em geral, variam de 0,15 a 0,35 mm, mas também ocorrem alguns com até 1,5 mm, subidioblásticos e, eventualmente, xenoblásticos. Distribui-se disseminadamente pela rocha e, às vezes, define textura decussada, quando em acumulações granoblásticas de quartzo e plagioclásio. Localmente a mica pode estar dobrada, indicando ter sido também gerada durante o desenvolvimento da foliação Sn.

O zircão ocorre como mineral acessório e forma cristais idioblásticos e subidioblásticos disseminados.