3. Teoretisk innføring
4.2 Avvik fra skogsertifikatene
Este litotipo ocorre principalmente na Estrada Barragán–Cumbarco. Além das rochas da fácies anfibolito, diversos autores (e.g. McCourt & Feininger, 1984; González, 1997) têm sugerido a presença de rochas da fácies eclogito na região de Barragán, mas no presente trabalho foram encontrados poucos afloramentos de rochas que respaldem essas citações.
Os anfibolitos são compostos por anfibólio (42–65%), granada (8–20%), plagioclásio (7– 11%), zoisita (10–14%), epidoto e/ou clinozoisita (5–12%), titanita (3–10%), quartzo (1–6%), rutilo (1–2%), clorita (~1%), mica (~1%) e escapolita (3%), esse somente em veios na amostra 188. Apatita foi identificada em quantidades muito reduzidas na lâmina 187B. Rochas que apresentam zoisita não possuem epidoto e/ou clinozoisita e vice-versa.
O anfibólio apresenta uma fórmula pleocróica segundo X = amarelo-esverdeado, Y = verde e Z = verde-azulado e um ângulo C^Z = 24º, correspondendo petrograficamente a uma hornblenda. O tamanho dos grãos varia entre 0,1 e 2,5 mm e são subidioblásticos, muito embora não faltem cristais xenoblásticos. Às vezes observam-se zonamentos dados por núcleos menos intensamente pleocróicos que as bordas (Foto 8.19) e, geralmente, esse mineral arranja-se numa textura nematoblástica que define a foliação Sn, que é dominante nessas rochas. Na lâmina 187
foi observada localmente substituição da hornblenda (Foto 8.20) por, possivelmente, actinolita, de difícil caracterização óptica, em função das dimensões reduzidas dos cristais. Na lâmina 188 ocorre localmente anfibólio fibroso, que pode concentrar-se na borda de cristais de granada, formando uma textura simplectítica (Foto 8.21), possivelmente indicando que se trata de um retro- eclogito, mas esta feição não e comum no conjunto de rochas desta unidade. Nessa lâmina os anfibólios podem apresentar núcleos mais azulados no anfibólio (Foto 8.22), indicando composições mais sódicas, sugerindo uma possível passagem da fácies xisto azul de alta temperatura, para a fácies anfibolito e com tendência final à fácies epidoto anfibolito.
A granada forma porfiroblastos subidioblásticos e xenoblásticos com diâmetros variando entre 0,3 e 1,9 mm, com inclusões de epidoto e/ou clinozoisita e quartzo. Os porfiroblastos às vezes exibem com sombras de pressão simétricas e assimétricas, nas quais cristalizou-se quartzo, plagioclásio, clorita e anfibólio, indicando que, pelo menos em parte, são anteriores à foliação Sn. Bordas geradas por cristalização acretiva são observadas em algumas das amostras,
possivelmente relacionável ao evento de desenvolvimento da Sn+1. Às vezes a granada apresenta
núcleo ricos em inclusões e bordas mais límpidas (Foto 8.23), zonamento esse que pode ser indicativo de um aumento da temperatura durante a cristalização do mineral. Comumente nota-se substituição das bordas da granada por plagioclásio, indicativo de um evento descompressivo, juntamente com epidoto e/ou clinozoisita e clorita. A clorita cristaliza-se também nas fraturas, indicando retrometamorfismo na fácies xisto verde. Na amostra 187B observam-se cristais esqueléticos de granada, bem como cristais deformados e fragmentados, sendo esta uma granada pré-Sn e na amostra 188 os cristais estão muito fraturados e mostram com uma corona
simplectito com anfibólio, epidoto, plagioclásio e quartzo, indicando que possivelmente algumas das amostras analisadas correspondam a retro-eclogitos.
O plagioclásio (An12-22) apresenta-se como grãos xenoblásticos com entre 0,5 a 2,8 mm
de comprimento, comumente apresentam zonamento concêntrico normal e mais raramente apresentam geminação do tipo albita (Foto 8.24). Os grãos são geralmente poiquiloblásticos (Foto 8.25), com inclusões de anfibólio, granada, epidoto–clinozoisita, titanita, quartzo e clorita, sendo que o plagioclásio é tardio em relação à foliação, o que possivelmente sugere que este litotipo corresponda a retro-eclogitos. Os cristais orientam-se concordantemente à foliação Sn. Em
algumas amostras, associada com anfibólio, faz parte de coronas simplectíticas em granada, notadamente na lâmina 188.
A zoisita apresenta-se como cristais subidioblásticos ou idioblásticos variando entre 0,1 e 3,0 mm de comprimento, possuem inclusões de titanita e estão levemente fraturados (Foto 8.26). Ocorrem disseminados ou concentrados junto ao anfibólio, na textura nematoblástica.
Epidoto e/ou clinozoisita são observados na maioria das amostras analisadas, nunca coexistindo com zoisita. Forma cristais subidioblásticos e xenoblásticos com 0,1 a 0,7 mm de comprimento e alguns grãos parece indicar zonamento composicional, dado pela variação da birrefringência no núcleo e na borda. Geralmente esses se encontram disseminados ou concentrados nas sombras de pressão da granada. O epidoto e a clinozoisita apresentam contatos retos com a granada e com o anfibólio, mas foram também observados alguns casos nos quais os contatos são serrilhados. Pelas relações texturais observadas, os minerais do grupo do epidoto parecem estar indicando terem sido cristalizados tardiamente.
A titanita apresenta-se com um pleocroismo leve que varia em tons de café claro e escuro, em tamanhos que variam entre 0,05 e 0,55 mm sendo esta xenoblástica, subidioblástica e idioblástica (Foto 8.27). Este mineral encontra-se também como finos cristais inclusos em anfibólio e plagioclásio ou é produto da substituição do rutilo (Foto 8.28). Embora a titanita ocorra disseminada nas lâminas, esta sempre está orientada segundo a foliação Sn.
O quartzo encontra-se como grãos xenoblásticos com dimensões que variam entre 0,15 e 0,6 mm, usualmente com extinção ondulante e, mais raramente, reta. Apresenta-se disseminado ou como finos cristais inclusos na granada, plagioclásio e, eventualmente, nas coronas simplectíticas da granada.
A escapolita está presente unicamente na amostra 188, onde forma veios que cortam a foliação principal Sn (Fotos 8.29 e 8.30), constituídos por grãos xenoblásticos e subidioblásticos
que variam entre 0,05 e 0,8 mm. A escapolita foi classificada, em função da sua birrefringência, como possuindo um conteúdo de marialita ao redor 30%.
O rutilo é representado por pequenos grãos xenoblásticos e subidioblásticos que variam entre 0,03 e 0,25 mm de comprimento. Encontra-se disseminado e, eventualmente, com os grãos orientados segundo a foliação Sn e são comuns pequenos cristais com borda de titanita (Foto
8.28).
A clorita apresenta um leve pleocroismo que varia em tons de verde-claro e amarelo, constitui cristais geralmente xenoblásticos e, menos freqüentemente subidioblásticos, com tamanhos variando entre 0,1 e 0,6 mm. Encontra-se geralmente disseminada, mas também ocorre associada nas coronas simplectíticas da granada, sendo que esta clorita faz parte do evento retrometamórfico que afetou as rochas.
A mica apresenta-se como pequenos grãos que variam entre 0,1 e 0,3 mm, sempre xenoblásticos. Encontra-se disseminada e também inclusa em plagioclásio e anfibólio (Foto 8.31).
Texturalmente estes litotipos apresentam textura nematoblástica definida pela orientação do anfibólio e, eventualmente, acompanhada por minerais do grupo do epidoto. Também é comum observar-se textura porfiroblástica definida pela granada e, às vezes, encontra-se plagioclásio poiquiloblástico. A textura nematoblástica define uma Sn e uma segunda foliação, definida também
pelo anfibólio, marca a Sn+1. Durante o desenvolvimento dessa foliação também ocorreu
cristalização acretiva na borda de alguns grãos de granada.
As rochas deste grupo podem ser classificadas como epidoto-oligoclásio-granada- hornblenda xistos ou oligoclásio-epidoto-granada-anfibólio xistos, dependendo das concentrações de oligoclásio, epidoto, clinozoisita e zoisita. Muiro embora os minerais do grupo de epidoto estejam presentes em todas as amostras, a associação hornblenda + oligoclásio é típica da fácies anfibolito.
8.3 Serpentinitos
Estas rochas ocorrem principalmente na estrada Barragán–Tuluá e são compostas por serpentina (94–99%) e minerais opacos (1–6%). Carbonato (~5%) foi encontrado apenas nas amostras 184C e 184D e ortopiroxênio (~5%) unicamente na lâmina 184.
A serpentina apresenta um tamanho de grão que varia de 0,4 a 1,0 mm e os cristais são subidioblásticos e placóides (Foto 8.32), indicando serem possivelmente antigorita. Eventualmente, definem textura lepidoblástica orientada na foliação Sn mas também podem
formar agregados com arranjos radiados e, localmente observar-se textura mesh preservada (Foto 8.32).
Os minerais opacos apresentam-se em grãos menores de 2,0 mm, geralmente xenoblásticos e arredondados, os quais estão disseminados na lâmina (Foto 8.33).
O ortopiroxênio apresenta-se em grãos de no máximo 1,2 mm, são xenoblásticos e possuem grande quantidade de inclusões de minerais opacos. Em geral estão disseminados na lâmina e podem estar completamente substituídos por serpentina, restando apenas pseudomorfos, às vezes com pequenos restos do mineral nos núcleos, onde observa-se somente a sua clivagem.
A calcita constitui agregados, juntamente com a serpentina, e geralmente encontra-se disseminada na lâmina toda (Foto 8.34). Eventualmente apresenta lamelas de deformação.
Especialmente na lâmina 184A observa-se textura lepidoblástica bem definida, dada pela orientação da serpentina. A presença de piroxênio numa das amostras sugere que os protólitos destes serpentinitos correspondam a peridotitos ou harzburgitos.