7.2 Nærings- og bygdeutvikling
7.2.9 Skogbruk
A identificação dos trabalhos disponibilizados no site da ANPED que focalizaram o tema da avaliação para as aprendizagens na Educação Infantil iniciaram-se de forma mais ampla. Parti dos estudos acerca da avaliação, para, em seguida, identificar aqueles que se dedicaram ao estudo da avaliação para as aprendizagens e, posteriormente, me concentrei nos artigos que tiveram como objeto de estudo a avaliação para as aprendizagens na Educação Infantil. A opção por esse movimento decorreu do propósito de dar visibilidade à produção acadêmica que trata deste tema nos diferentes níveis e modalidades educativas e compará-los com a produção acerca da avaliação na Educação Infantil que posteriormente seria pesquisada.
Desta forma, a pesquisa, nos sítios da ANPED, considerou inicialmente todas as produções, cujos títulos continham os descritores: avaliação e suas variantes – avaliando, avaliado, avaliador, assim como todos os termos que se referiam, ou remetiam, a este processo, seja no âmbito da avaliação para as aprendizagens, institucional ou em larga escala.
Durante o período de 2000 a 2013, com temas diversos, foram identificadas 5.869 produções, distribuídas nos 24 GT e Trabalhos Encomendados. Destes 24, 17 GT e o grupo de Trabalhos Encomendados disponibilizaram produções que tratavam da avaliação. Nos 17 GT e Trabalhos Encomendados foram localizados um total de 4.322 estudos, com temas diversos, dos quais 144 equivalendo a 3,33% trataram da avaliação para as aprendizagens, institucional e em larga escala.
No GT 07, que agrega os estudos acerca da educação de crianças de 0 a 6 anos de idade, foram encontrados cinco trabalhos que se dedicaram a esta temática: Eltink (2000) investigou a avaliação do processo de inserção de bebês em creches; Rocha e Strenzel (2002) os indicadores para a avaliação institucional em creches; Rampazzo (2008) a avaliação institucional na Educação Infantil; Neves (2012) tratou da utilização do Ages and Stages Questionnaires (ASQ-3)22 como instrumento de avaliação em larga escala na Educação
22Desenvolvido em 1997, nos Estados Unidos, o ASQ-3 é um instrumento de avaliação padronizado, que objetiva determinar os níveis de desenvolvimento de crianças com idades entre 1 mês e 5 anos. Este instrumento sofreu severas críticas por parte de diferentes segmentos da sociedade quando foi apresentado no Seminário Cidadão do Futuro: políticas para o desenvolvimento da primeira infância, promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República – SAE – ocorrido no segundo semestre de 2011 em Brasília.
Infantil e Souza e Mouro (2013), apresentaram o trabalho intitulado “Textos e Contextos de Avaliação em Educação Infantil: aportes da produção acadêmica brasileira e italiana.”23
A tímida produção sobre a avaliação encontrada no GT 07 e Trabalhos Encomendados para esse GT suscita questionamentos. O que pode estar contribuindo para que esta temática esteja escassa em um GT dedicado, exclusivamente, aos estudos acerca da Educação Infantil? A avaliação institucional e a avaliação para as aprendizagens nesta etapa da Educação Básica não são reconhecidas como importantes objetos de pesquisas? É possível que, se comparada às demais etapas educativas, a “recente” inserção da Educação Infantil na LDB 9.394/1996 pode estar contribuindo para que esta temática esteja sendo pouco privilegiada como objeto de estudo?
A este respeito, é importante relembrar que as LDB 4.024/61 no artigo 23 e a 5.692/71 no artigo 19, § 2º já previam este atendimento embora não o situassem em uma etapa específica, categorizassem as faixas etárias e orientassem as formas de avaliação.
Delimitando o campo de investigação nos sítios da ANPED, busquei a recorrência do tema avaliação das aprendizagens. Assim, foi possível constatar que, das 144 produções sobre a avaliação, 54 se dedicaram ao estudo desta categoria no âmbito das aprendizagens, distribuídos no Ensino Fundamental, Ensino Médio, EJA, EAD e Ensino Superior e apenas uma produção se dedicou a este tema na Educação Infantil, situada no GT 15 voltado para o Ensino Especial (BRUNO, 2007).
Em seu artigo, resultante de pesquisa (BRUNO, 2007), propõe a adequação e a adaptação de instrumentos para o estudo das funções visuais, das necessidades educativas especiais e suas inter-relações com o processo de desenvolvimento das crianças com baixa visão e múltipla deficiência na Educação Infantil, bem como a elaboração de instrumento de avaliação pedagógica que dê visibilidade às habilidades, às competências e às necessidades educacionais das crianças. A autora conclui que houve melhora significativa no desempenho geral das crianças que participaram da pesquisa e destaca que a organização do ambiente e a adaptação dos recursos materiais foram decisivos para os resultados positivos apresentados.
Encerrando o levantamento de produções acerca da avaliação para as aprendizagens e desse processo na Educação Infantil realizado no sitio da ANPED, observei que os resultados
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corroboraram a abrangência da avaliação, uma vez que este tema foi recorrente em 70,8% dos GT e Trabalhos Encomendados. Ele também focalizou a preocupação dos estudiosos com a avaliação para as aprendizagens nos diferentes níveis, etapas e modalidades educativas haja vista que esta compreendeu 37,5% dos estudos de avaliação apresentados.
Por meio dele foi possível, também, perceber a dimensão da necessidade de pesquisas sobre a avaliação para as aprendizagens na Educação Infantil. Isto porque apenas 3,4% dos trabalhos identificados nesta entidade signatária, no período de 14 anos, se dedicaram ao estudo da avaliação na primeira etapa da Educação Básica e, destes, somente, um24 o equivalente a 1,88% do total de produções que versaram sobre a avaliação para as aprendizagens se interessou por estudar essa temática na Educação Infantil, com ênfase no Ensino Especial.
3.2 A avaliação para as aprendizagens na Educação Infantil: a produção acadêmica