SJØS, 1974, MED ENDRINGER, OG DEL A AV DETTE REGELVERKET
8. SKIPETS SIKRINGSVURDERING
Com base nos resultados obtidos nas seções anteriores por intermédio dos questionários de análise de necessidades descritos no Capítulo de Metodologia, e nos fatores que influenciam um desenho de curso baseado na Abordagem Instrumental, segundo Hutchinson e Waters (1987), descritos no Capítulo Teórico deste trabalho, apresento um delineamento de um possível syllabus para a disciplina Língua Inglesa do curso de Letras pesquisado.
Em primeiro lugar, tomando-se como base a proposta de ensino de língua inglesa em um contínuo, com uma gradação que parte do mais amplo para o mais específico, de acordo com Dudley-Evans e St. John (1998), acredito que a disciplina Língua Inglesa em estudo pode ser classificada entre as posições 3 e 4 do contínuo, por possuir, segundo os autores, objetivos de aprendizagem que envolvem linguagem e habilidades gerais não relacionadas a disciplinas ou profissões específicas e acadêmicas, mas também por privilegiar as necessidades profissionais da situação-alvo, com foco nas quatro habilidades comunicativas e relacionando-as a atividades específicas.
Na perspectiva de desenhos de curso baseados na Abordagem Instrumental de acordo com Hutchinson e Waters (1987), este trabalho segue a visão de linguagem
funcional, baseando-se nas propostas de análise de gênero de Swales (1990) e de Bhatia (1993) cuja preocupação maior reside na análise do sistema lingüístico para os propósitos de aprendizagem.
Levando-se em conta os fatores que influenciam um desenho de curso na Abordagem Instrumental, segundo Hutchinson e Waters (1987), a análise de necessidades realizada neste trabalho possibilitou o delineamento de um syllabus para a disciplina Língua Inglesa com base nas necessidades dos alunos em relação à situação-alvo e à situação de aprendizagem.
Outro ponto considerado refere-se ao tipo de syllabus que está sendo proposto. Neste caso, aquele que corrobora este trabalho é um syllabus baseado em gênero e tarefas, conforme a proposta de Ramos (2004).
Quanto às teorias de aprendizagem, a disciplina em questão está embasada na visão sociointeracionista de aprendizagem de segunda língua, de acordo com Vygotski (1930/1998), pelo fato de que, nessa visão, o aluno é considerado um ser histórico e social, inserido na realidade que o envolve, a linguagem em uso é considerada com ênfase e a interação em sala de aula é vista como um fator essencial para a construção do conhecimento.
Os subsídios levantados como resultado do trabalho levaram-me a fazer uma proposta com dois objetivos fundamentais: um voltado para as necessidades acadêmicas da situação atual de aprendizagem dos alunos, ou seja, a própria disciplina Língua Inglesa do curso de Letras; e o outro, voltado para as necessidades da situação-alvo dos alunos, (as necessidades do mercado de trabalho).
Partindo dos resultados relacionados à situação atual de aprendizagem (de acordo com os alunos e os dois professores da disciplina Língua Inglesa), considero os seguintes aspectos pertinentes para a disciplina Língua Inglesa em estudo: o perfil dos alunos, sua experiência prévia de aprendizagem, suas lacunas, seus interesses em relação à língua inglesa, suas preferências de habilidades para aprender inglês e expectativas dos alunos ao término do curso.
Quanto ao perfil, os alunos são adultos, principalmente do sexo feminino, e possuem predominantemente entre 20 e 24 anos. Pertencem a uma faixa de renda socioeconômica baixa, trabalham de 6 a 8 horas por dia, custeiam seus estudos e não possuem muito tempo para estudar fora da sala de aula.
Em relação à experiência prévia de aprendizagem, possuem pouco conhecimento lingüístico prévio no início do curso, apesar de já terem estudado língua inglesa no Ensino Fundamental e Médio e alguns em institutos de idiomas.
No que diz respeito às lacunas, esses alunos têm problemas com produção e compreensão orais. Essas, por sua vez, correspondem às habilidades que os alunos consideram mais importantes.
No que tange a interesses dos alunos em relação à língua inglesa, estes, em sala de aula, consideram as quatro habilidades importantes de serem estudadas. Fora da sala de aula, os alunos se interessam por músicas, filmes, Internet, TV a cabo.
As preferências, em relação às habilidades recaem sobre a produção oral, seguida da compreensão oral tanto para aprender vocabulário como para as funções comunicativas. Quanto ao estudo da gramática, os alunos parecem confundir produção escrita com gramática. Nesse sentido, considero importante esclarecer aos alunos essas diferenças.
Ao término do curso, as expectativas dos alunos em relação ao conhecimento de língua inglesa, são chegar ao nível intermediário ao término do curso. Em termos profissionais, os alunos esperam dar aulas em escolas públicas e particulares do Ensino Fundamental e Médio.
Aqui vale salientar que o syllabus deveria equilibrar o foco das habilidades, para motivar os alunos a aprender as quatro, além de funções, gramática e vocabulário por meio de atividades e gênero, de forma dinâmica, contextualizada, a fim de que possam atuar eficientemente no mercado de trabalho ao término do curso.
A disciplina Língua Inglesa deverá contemplar, também, as fontes extra-classe de contato dos alunos com a língua inglesa, dando ênfase a músicas, filmes, Internet e TV, uma vez que é no cotidiano, no mundo real que reside o maior interesse dos alunos em aprender a língua inglesa.
Assim, respaldada por esses subsídios e pela análise de necessidades, identifiquei os elementos constituintes para o delineamento de um novo syllabus para a disciplina Língua Inglesa do curso de Letras em estudo, o qual é representado pela Figura 3.1, a seguir:
Figura 3.1: Delineamento de um syllabus, baseado em gênero e articulado por intermédio de tarefa
De maneira geral, a Figura 3.1 mostra que o delineamento de um possível
syllabus para a disciplina Língua Inglesa em questão, é centrado no aluno de acordo
com a visão da Abordagem Instrumental (Hutchinson e Waters, 1987, Strevens, 1988, Dudley-Evans e St. John,1998, Robinson, 1991). É baseado em gênero, segundo Swales (1990) e Bhatia (1993), e em tarefa, de acordo com Ellis (2003). Os resultados deste trabalho possibilitaram a identificação de um syllabus dividido em unidades didáticas que contém vários elementos: vocabulário, habilidades, gramática e funções. Minha proposta é interligá-los e articulá-los pedagogicamente por intermédio de gênero e tarefas, em textos orais e/ou escritos, de acordo com a proposta de Ramos (2004). Nessa dimensão, gênero e tarefas compõem o syllabus como um todo.
Minha proposta está voltada tanto para a situação atual de aprendizagem como da situação-alvo. Para ilustrar uma proposta voltada para a situação atual, tomemos como exemplo a função “apresentar pessoas”, presente nos questionários complementares (Anexos 5 e 6). Normalmente, essa função faz parte dos livros didáticos utilizados em sala de aula em diferentes contextos. Minha proposta é trabalhá- la na forma de gênero, articulando-a pedagogicamente por intermédio de gênero e