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5 Modelling using low salinity effects

5.3 Effect of brine composition on model behaviour

5.3.1 Simulation results

)elra Alves de Abreu

Desde o inicio da década de 90 uma afirmação está presente no discurso de multos cientistas sodais

c

de alguns poliUcos: ·0 Brasil vive o final da Era Vargas'. ou "assiste-se ao final de um ciclo. está esgotado o modelo politlco-lnstltuclonal e o modelo econômico que foi estabelecido no periodo Vargas' (amoUnl:T. ]992:401. Essas análises Ou previsOCs estão relacionadas. em grande pate. ao modelo eco­ nômIco e político historicamente conhecido como "naclonal­ desenvolvlmentlsmo", no segundo governo Vargas {I951·1954)

comltuido como opção polillca para a superação do subdesenvolvi­ mento brasileiro.

Este texto procura analisar as bases de sustentação e a estruturação desse modelo. que delta suas raizCI aInda no Estado Novo, Apoiado na Industrlalbação subsutuHva de Importações com forte participaç.o do Estado. prolongou-sc ao longo de mais de 50

anos. tcndo servido aO regime democriUco de 1945 o 1964 e aO rcgime

autori1o de 1964 a 1985. possibilltando a cxlsttncla de altas taxas de crescimento econômico. ao lado de um rápido processo de urbanl- 7ação e da implantação e consolldação de um parque Industrial sig­ nlflcaUvo.

Para entendemlos as bases desse modelo. que surgiu sob a liderança de Getúlio vargas e sobreviveu . sua morte. é predso esta­ belecer a relação entre o contexto histórico e a produção de conheci­ mento sobre a realidade brasileira na década de 50, Ao mesmo tempo. é preciso IdenUlcar s agentes envolvidos na fonnulação s Idéias e

10 AS ITCOES 0 EA VAAS

asplraçll e Interll. !\o 00 reIpon!.vels pela nsfonnaçAo s Idélal em prAtlcal 80elall. Para alcançarmos um minlmo de Intellglbllldade desse processo de construçao e aplicação de Idéias. torna-se necessárlo voltar à !J Gucrr . Mundial. quando apa::e com mlls nitidez a discussão sobre a forma de Inserção do pais na polillea Intenacional e o modelo :conômlco a ser adotado Intena e extena­ mente.

s vitórias obtldal pelos nazi·fascistas e pelos bolchevistas durante a guerra foram percebidas Internamente como resultado da centaçoo do poder e do planejamento da economia. vistos por sua vez como meios de alcançar o desenvolvimento tndustrlal râpldo c a soluçdo dos problemas 8OClals. Tambtm as vltól1as dos Estados Unidos e dos paises aliados fO'Im percebidas como ligadas ã organl7açlo da produção dentro de um prOGrama de guerra. ou seja. à planificação econômica. Dessa fonna. ainda durante o Estado Novo. penudo dlla­ torlal de Vargas

(l9�7-1 94i).

alguns lideres empresariais. têcnlcos da admlnistraçâo govenamental. intelectuais e politlcos

smm

a de­ fender uma poliUea de desenvolvimento Industrial e de planlflcaçlo da economia. Essas lideranças entendiam que. sem o apolo govenamen­ tal. seria Inviável Q concrcU�açio de tol pollllcn. devido à fraquerA do

empresariado nacional. que não dispunha de capitaIs nem de tecnologia pnra levar i efeito o empreendimento. Sçrlam us Ild"nUl'u, "In!,''­

sariais que. através de suas entidades representativas. Iriam tomar a Intclatlva de formular propostas tendentes ao fortale:lmento da enlprua privada nacional com forte apolo governamental.

A guera funcionou como poderoso c!limul0 à Industrlallmçào. na medida em que. diante da impossibilidade de se Importarem 01 produtos manufuturudos que normalmente vinham do exterior. as Indústrias já Instaladas no pais foram obrigadas a um esforço suple­ mentar. a im de abastecer o mercado Interno. Algumas. como u t:xUI. alcançaram mesmo um enorme desenvolvimento. nlo ó porque u­ nham o m:ado nadonal paro abastecer. como porque sam a abastcer outros mercados. cxportmdo pan palscs da mêrlca aina e a África do Sul IBaer.

196:70}.

TambCm as Indüstrtas metalurglcal. IlIccln\ca. e de etmento tiveram grande estimulO durante es: periodo. Por oulro lado. houve um aumento substanclal das exportaçOes bfa­ sllelrns, fundamentalmente de matêrias-prlmal necessãr1as à Indús­ tria de guerra. Jà ao término do conflito mundial. ssSlU-R a uma rande pressão no scntldo da liberação das Importaçes. tanto de bens de osumo como de equipamento Industrial. que não pudera ser IubsUtuido em funçno da guerra.

M transronnações que se produziam na estrutura econOmlca Unham repercussões na estrutura do emprego no Brasil. resultando em aumento. maior diversificação e maior especialização da popu­ lação produtiva. O emprego no setor sccundârlO apresentou um CrClClmcnto. de 71%. enlre 1940 e 1950. enquanto no mesmo periodo houve um aumenlO de 7% da mão·de·obra empregada no setor primário. tendo o setor terciário registrado um crescimento da ordem de 34% (Borges. 1957:37). Nesses dez anos. o crescimento total da população fOI de

2,4%,

e o da população urOOna. de 5.4% IMlnls· tmo do Planejamento. junho de 1968). A economia brasileira cresceu . taxa anual de 7.6% ao ano no penodo de 1945 a 1954. sendo de 6.2% ao ano a laxa verlneada entre 1950 e 1954 (Abreu. 1994: 130).

Essas transfomlçócs produziram correntes diferenciados de pensamento quanto

a

orlentaçlo a ser dada ao desenvolVimento bra· sllelro. corrntes estas que

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s dlrerents ne� em

o.

U. Neollberal. e .esenvolvmentbt ..

Ainda na d�ada de 40. aparecem claramente duas poslçoes que. postertormente. nos anos 60. seriam Identtneadas eom os rótulO! de neoUberal e desenvolvlmentlsta. A primelrl era llderada pelo enge· nhelro/economlsta Eug:nlo Cudln. um dos representantes brasileiros na Confer:nda de Brelton Ws (1944). profcs)r de Finanças da Faculdade de CI:ndas Econômicas do Rio de Janeiro. membro da ComlS"ao de Planejamento Econômico. criada em setembro de 1944 peJo presidente Getúlio Vargas. e executivo de empresas estrangel' ras concessionárias de serviços públicos. A segunda posição era capitaneada pelo Industrial Roberto Slmonsen. então presidente da redemçlo das Indústrias do Estado de slo Paulo (Ficsp) e membro do Conselho Nacional de Politlca Industrial e Comercial.

Os neollberals aflnnavam que o mecanismo de preços a o

prtlldpal fator a ser conSiderado na ecomia. Os orçamentos iam

ser equLllbrados. e as emissões de moeda. controladas. Defendiam. para o Brasil. um desenvolvimento baseado em maior tm:ntlvo s atividades agrlcolas, no aumento e na diversiicação da produção. o que perml' tlla o crcsclmcnto do volume das exportações. Nessa primeira fase, mostravam·se contnlrlos

à

Industrlaltzação do pais, conslderando·a

InV! sem a proleção do Estado. Para Gudln. Incentivar uma Indús· trla que produia produtos cs. quando o pais podia comprar 11

mess produts por menor preço no exterior. sinificava Incentivar

IZZ AS NSTVÇES .. CA VAAS

Irlalização. a seu ver, era a produtividade, isto �, a produção ao menor custo possivel em termos de trabalho humano. de matérias-primas e de enerla mecânica. Se a nossa Indústria alcançasse uma produtivi­ dade capaz de competir no mercado Intenacional. enlão ela deveia ser estimulada: caso contrário. ao estimulá-Ia. se estaia favorecendo uma indústria não-eompetltlva. que Iria produzir mal e caro s custas do consumidor. Ainda para o grupo liderado por Gudin. Integrado por muitos exportadores. o capital estrangeiro era Indispensâvcl ao desen­ volvimento. pois em um pais subdesenvolVido. como o Brasil. no qual os niveis de consumo eram baixos. não havia possibilidade de capita- 1i.ação Intena. Para alcançar o desenvolvimento. o goveno deveia criar condições favoráveis ao Ingresso de capitais e de tecnologia es­ trangeiros (Gudin.1945).

Por outro lado. o planejamcnto econômico recebia multas crí­ ticas de Gudln. que o Identlflcava com a xperiência fracassada de regimes ditatoriais de esquerda e de dIreita. com as ditaduras italiana e alemã e com os planos qulnquenals da antiga União Sovletlea. Criticava também o New al americano. Do seu ponto de vista. .. .

planos econômicos podiam ser. a1êm disso, um Instrumento de elimi­ nação da llberdade de concorrênCia. uma técnica socIaizante. Suas crillcas se voltam contra os teôricos da planiicação. entre os quais cita explicitamente o SOCiólogo l Mannheim. além de atacar os 'socla­ listas-comunistas. partidários da supressão da propriedade privada dos meios de produção. que vêem no planejamento, formulado e dirigido pelo ESlado. um exclente inSl"umcnto. que de fato ê. para a Invasâo pelo Estado. do campo econômico e da Inlclatlva privada e portanto para o caminho da sociaIl7.ação· (Gudln. 1945:51l.

Os nCQ1iberais eram favorâveis a um conjunto de medidas que. a rigor. rcsullrlam em um plano. mas desde que se entendesse por plano "a velha função do Estado de fomentar a expansão econômica do pais. sem a invasão do campo de atividades que nas democracias competem ã Iniciativa privada" (Gudin. 1945:61).

Em oposIção s ncoHbuals e colocavam s dcscnvolvlmentistas.

que. num primeiro momento. preconizavam. para o Brasil. uma poli­ Uca de desenvolvimento voltada para o aumento da produção de bens de consumo. o alargamento do meTcado Intemo e o aumento da renda nacional, e baseada na maior Intervenção do Estado na economia. como melo de garantir a expansão Industrial. Defendiam a planifi­ cação da economia. a elaboração de planos qüinqüenais. objetivando a Intensiicação da Industrialização. o aperfeiçoamento dos meios de transporte e a criação de uma modena agricultura. Eram favoráveis.

ainda.

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de Indústrias-chaves. como a metal (lrgtca e a