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5 Modelling using low salinity effects

5.1 The model

5.1.2 Changing wettability conditions

eSCr1ta ã mão por ele. cuJo tom

a

parecido. Nesta arta. mal! simples

e diea.

Vargas alnnava:

"Deixo ã

l

nha ds meu! Inimigos o legado da minha morie.

Levo o

r

de não haver podido fa7er. por este bom e generoso povo

brasileiro. e pinctpnlmente

pelos mal! n

ss

ltodos. Iodo o bem que

pretendlo.

1 ...

1

Qucrcm destmlr·me a quolquer preço. Tornel·me pe.

" A Inta da ·". on o da

que

� ,a rm

tud

••

NOS II.ÇOS 0 OO I UI

riso aos pdersos do dia e s s privllegfadas. Velho e ado. preferi Ir prstar ontas ao Senhor. n.o dOl crimes que não comeU. mas de podes Interesles que contrariei. ora porque se opunham aos próprios Interesses nacionais. ora porque exploravam. hnpledosamente. aos pobres e aos humildes. Só Deus sabe s minhas amarguras e sofrinlentos. Que o sangue dum Inocente sIrva para apla· car a Ira dos farlseus."

Por que Vargas teria deixado duas cartas·testento? A expll· cação mais wavel � que premeditou a morte e pou com ante· ed:nda um dcumento que pudse Justlflcã·lo para a posteridade. Sabe·se tamm que esse documento fOI entregue a um amigo de confiança. José S..Ires MUdei FUho. que o reescreveu. dando-lhe a versão divulgada por ocaSHlo da morte. I [oJe. podcríumos dl�er que o sulcidlo foi uma morte anundada. A morte fOI. allàs. uma obsessõo na vida de Vargas. e esta nao seria a primeira x que

tJ

possibilidade era por ele aventada. Em outros momentos. ..Iv1a revelado l InlnaçOO. Pensamelllos dsse tlr aem em seu dh\rlo Jâ m 1930. o resposta a um possivel fracasso do ento revolucionáriO que lide­ rava." Em ]932. quando ec]odlu a guerra dvll liderada pelo Estado de .\0 Paulo. preparou uma carta-testamento 1 scr divulgada em caso dc dcrrota. Mals tarde. em outuhro de 1945. qu;mdo fOI deposto. aponta novUlllcnte

a

sa poIslblHdade.

O manifesto que lançou em 1945. após 15 anos de poder. mais parecia. em seu Inicio. um relato Jornalsllco da movlmcntaçao de tropas. para apresentar depois um pOnlO de vista pessoal. bem ao eslllo dos seus testamentos: "lúcido e :onsclente estou disposto a esse sacrlficlo ( ... ) Se Iucumblr. vitima de uma agressão. deIxarei aos seus autores morais

e

materiais a Infâmia c Ignominla do aten­ tado que contra mim praticaram ( ... ) Deixo o goveno para que. por mlnhn causa. não se derrame sangue bralilelro." E. ao fim: "E]e (o povo] me fará justiça."

O No dla l de OULubro de L93O. quando ", II1ldou ° movtmemo revoludon'no

que ° levana .o pc<'r. V.r" cre em "" DI'no: ·Aproxlm.· .. a hora. Examl· "o·me e aluto·me com o uplnLo LrRnqano de quem a um la"ce dedslvl porque

nAo enconLrou ouLa .. Ida dlg'l. para e" ulado. A minha Orle nAo me lute"" ... e .Im • rUpOnsabilkhule de um Hl0 I"" decide do de.llno da coletidade. Mu eSI. querl • • luta. eto ,nol no • ,UI elemenlos mal. &adlol. vlgoro_ e all"'l. NAo

terd depOll grande �"'? Como , lona ll"donrlo "" govcnO cuja

run<Ao . ,.nln" a ordem? E , I'n? Eu .. t depoLI .ponta .. como o m·

pni'I. pOr dHpdlo. pOr amblç'o. quem .. ? Slmo que 0 o I1ldo da _

111 AS INSÇ$ " iA VAAS

Em todos os momentos em que menciona a possibilidade da morte observamos duas caracteísticas principais. : um lado. loma o povo como seu aliado e protegido. De oulro. denunCia traição e Incompreensão por parte doa 'poderosos' em relação aos seus esforços pilTa govemar o puis. Em todos os momentos. contudo. observa-se que a morte

é

tratada como uma maneira de responder ao fracasso. Como se o tnsucesso poliUco só pudesse ser pago com a vida.

Chega-se ao fim do segundo govemo e da trajetória políllca de Getulo Vargas. homem que refletiu. em grande parte. os Ideais de seu tempo e que se 1l161rou atenlO o que ocorria no mundo. sobretudo. na Amêrlea atina. !'ara seus oposilores. o efeito não-antecipado da morte fOI a popular que o ex-ditador recebia. O anUgelultsmo da UDN era lAo grande que. quando vargal se suicidou. o que deveria ser uma vitória transfOnllOU-IC em dCIasl: poliUco: o partido palsou a ser ainda mais Identificado como uma agremlução contrária aos Interesses populares

e.

mais do que Isso. morto o presidente. perdia seu uivo predileto e maior fator de cocdo Intena. Ao lm. o que ia ser um movimento pa expurgar o paiS do getulismo. acnbou redun­ dando na IdolaU1a ao velho caudilho. Em 1945. Vargas foi deposto pelas Forças Armadas. e o mesmo se repeliu em 1954. Os resultados dessas Intervençócs fonm dIferentes. porem. em ambos os easos. o prestigio de Vargas foi rellmenslonado.

Como hennça de um longo periodo no goveno. flcou o presti­ gio alcançado pela polftlca trabalhista de vargas e os merlto, atrl. buidos ao seu modelo económico. Falemos primeiro sobre o Icgado da política trabalhista. Sempre anunciadas como obra da genluUdade de vargas. as políticas sociais votadns para proteger o trabalhador foram alcançadas. como se sabe. em dlfcn:nlcs países. nessa mesma ocasllo. Nesse ponto. Vargas. mais uma vez. acompanhou o sinal dos tcmpos. Contaram a seu favor a persistência e a eficácia com que acaoou Impondo esses direitos aos empresrtos. que relutavam em cumpri-los. Pa fazer Isso. uSOu dos Instumentos que Unha como chefe de Estado. Instumentos ss que não enm pouos. Catamen­

te. fao surgir. a seu modo. uma nova tndlçlo de respeito mínimo aos direitos dos tmbalhadores. criando Inclusive.

n

lanlO. uma Justiça especial. Foi responsãvel tambêm pela formação de uma nova elite sindical. grandc ..rte dela acomodnda c palaciana.

O lado perverO dcsse modelo foi quc cle criou várias categorias de ddndãos. estabeleceu privilegias e excluSOcs. e deixou Intocada a questão da terra e dos dke\ts rurais. Dcixou tambm uma ampla

dc

buâlica para gerenciar os diretlOl nbalhlltas. e que acabou CQn-

NOS BRAÇOS O OO I 17

sumindo rande parte dos reursos que deveriam chegar s

mãs

ds trabalhadores.

Não se pode

ngar.

comudo. que

o modelo orporativista de Intnção ds trabalhad. no sistema poliUco acabou Cndo ab· sorvido e defendido pels próprios sindicatos. Fol sse modelo que deu ao trnbalhndor brasileiro a pcrs�Uva de valorização

e

de crença nos direitos socin

l

s. NIo por

a

eo a Justiça do

rabalho

foi. desde empre. aquela em que o trabalhador mais confiou, a que julga mais Justa. rApida e eficiente.

Não por acaso. lam�m. a legislação

so

c

lal da Em

Vlrgnl foi. entre

toda a

l

e

gislação brAsileira.

a

que mais resistlu n

mudanças e. por iso mesmo. foi

m

antldn

praUcam!nte

intacta peJa Constltuição de 1988. Esta

durabllidade não

deixa de ser surpreen· dente em um pais como o Bll. qut tcrn vocaç.o para experimentar novidades legais e Institucionais.

Finalmente. nunca

t

de

m

ais lembrr que as democracias só

eistem como tal apcnas quando reconhecem que os trabalhadores

organizados são agentes poIiticos. legíti

m

os e i

m

preindiveis. E

que

essa organiação vai além do sindicato e SC

cslc

nd

e

pel

o

s partidos e pela representação no Congresso. mediante eleições lires. Vargas re­ conheceu os trabalhadores atravl-s dos sindicatos cororativ

o

s.

mas

n1o foi

um

defensor das liberdades polillcas. E.

sem

li

:

rd

a

dc politiea. os direilos trabalhistas - bem como qualquer direito -

Jamais

estar1o

co

mp

letos.

No plano

a

(Jnomia. .. . ssad� algumas dadas. pode

m

os Indagar tambêm quis

os efeitos

do intevendonismo. mra regtstrada do modelo vargu

l

sta de desenvolvimento. Po

r

for

ç

a

desse

modelo. o Estado braslleiro continuou expandindo suas funçcs e

sua ãea

de compct'n:ta. Tomou-se grande demais em algums esfes e perdeu capacidade de

comando em OUlras essendals. como a

ed

u

ca

ç

ão. i

lude e

i segurança. Agigantado. flcoll impedido de dar conta de gerir as funçõcs econômicas e soclals que lhe foram atribuldas. Mals do que isso. as vlrias InslilulçOes cconóndcas criadas na Era VTgas

acabaram

sendo

apropriadas

por

imeresses pivados. originando-se

dai

uma rede pcrversa de comportamento

económko

em que cada seto

r

. cada cate­ goria. procura apenas extrair o

mAlmo

de proveito para si - o que

conflgurarta uma

situação que

0livar Lumounler menciona em seu artigo neste livro. recorendo ao conceito

de

rem elg sIy.

Outro to importante

é que csle modelo.

por T t1o buo­ cratizado e centralizado.

e

por ter sido capturado pelos Interesses privados. tomou-se

uma

fonte Inesgotâvcl para praticas de coupçAo - como

se

a .ãqulna emperada J pude: ser movida ã medida que fosse 7.dtada pelo subono. Ou scJa. o modelo

económico foi compa-

118 AS Ç�S A éA R..S

tivel com altas taxas de desenvolvimento. mas

sob

ele

o

Brasil oonso·