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3   NÅR MÅ POLITIET OPPLYSE OM TAUSHETSRETTEN?

3.4   Unntak fra informasjonsplikten?

3.4.4   Oppsummering

Foram solicitados às professoras exemplos de atividades vivenciadas nesses cursos e que foram realizadas por elas na prática de sala de aula, apresentando resultados significativos. Muitos exemplos foram citados, como é possível observar abaixo.

O PROFA foi um curso bastante citado com suas práticas alfabetizadoras, assim como a presença de jogos de alfabetização e jogos linguísticos, que proporcionaram muita diferença na prática de algumas professoras. A leitura de imagens e a utilização de recursos lúdicos, como os jogos, foram os mais citados; além disso, foram citados, também, mostra cultural e trabalho com projetos. Podem-se perceber essas mudanças, a seguir:

[...] mais uma vez eu cito a questão do curso de formação de alfabetização, PROFA, é [...] a gente hoje, trabalha com uma outra linha em termo de leitura e escrita com os alunos, em que você consegue diagnosticar a evolução da criança em um processo que quase ninguém consegue. É incrível, e, assim, eu não consigo trabalhar de outra forma mais, como antigamente, só trabalhar a questão da cartilha. (Professora G. S.).

Eu não sei qual foi o ano que eu terminei o PROFA, mas durante todos esses anos que eu terminei, eu já ensinei o primeiro ano, que realmente é a área que a gente trabalha como professor alfabetizador, né? E o interessante é que eu ensinei o primeiro ano nessa turma e eu ensinei o terceiro ano e os meus alunos [...] eu posso dizer sem medo de errar, que não me deram trabalho nenhum, os trabalhos que eu tive foram outros. Alunos que vieram de outras redes, de outras escolas e que não passaram pela prática que eu tive com eles. Então, a gente sabe o quanto valeu pra eles. A diferença do trabalho que realmente funciona, funciona quando você sabe usar. (Professora L. M.).

Como é possível observar, a professora, aqui, chama a atenção para a capacidade que o professor tem em utilizar de maneira efetiva aquilo que é aprendido nos cursos, ou seja, a

capacidade de mobilizar esses saberes na resolução de problemas do seu cotidiano, o que nos remete ao conceito de competência de Perrenoud (2000), no que tange à mobilização de saberes na resolução de problemas. A partir de tal prerrogativa, pode-se constatar que os cursos de formação não ensinam o indivíduo a ser competente, mas o instrumentalizam para tal, além de apresentarem situações-problema para o exercício de habilidades necessárias ao desempenho profissional, ou apenas disponibilizarem esses saberes para que eles sejam mobilizados pelos professores.

Daí a importância de apresentar o relato de uma professora que se refere à capacidade que os cursos têm de deixar algumas atividades propostas em aberto, para que o professor as utilize em sua sala de aula, disponibilizando meios eficazes para o aprendizado dessas práticas no cotidiano desses cursos.

Uma das possibilidades apresentadas aos professores foi o desenvolvimento de projetos com os alunos. No relato apresentado abaixo, podemos perceber o quanto essas práticas são significativas.

Na amostra cultural eles passam três meses trabalhando, né? Passando os conteúdos, fazendo com que os alunos aprendam, aprendam mesmo. A gente leva pra fazer passeio, conhecer tudo aquilo e, no dia, a gente até diz assim: - Será que eles vão apresentar alguma coisa bacana, será que eles conseguiram captar? E eles vão além das nossas expectativas. Chega lá, eles estão com aquele [...] um breve resumo, um breve resumo pra falar, mas eles estendem muito, mais do que isso. (Professora M. F.).

A professora L. M. citou a leitura de imagens como muito eficiente nos processos de alfabetização, como pode ser observado a seguir:

Eu uso muito com a turma... é a leitura de imagem. A leitura de imagem, ela trabalha a leitura em si, [...]. Ele tem que ser lido. [...] o desenho, a expressão do rosto, onde está, como está, cor, movimento. Tudo! Depois que ele já tem uma idéia do todo do desenho aí ele vai tentar colocar no papel aquela estória. Então, a leitura tem que ser colocada bonitinha, organizadinha, ai ele usa pontuação. Ele usa o todo. Essa foi uma das coisas que eu uso demais na minha turma e que a gente observa as mudanças [...]. A mudança é gritante de quando você começa até o último dia.

Os agrupamentos produtivos, também sugeridos por Emília Ferreiro, como práticas alfabetizadoras, são baseados em sua teoria sobre a psicogênese da escrita.

Os agrupamentos produtivos, aquele aluno que não sabe com aquele que sabe. Eu acho que essa metodologia, esse método é excelente. A gente já fez muito aqui na sala e a gente vê o resultado. [...] ele (o aluno) se sente assim, a autoestima dele. Se sente valorizado, ele se sente melhor. Saber que ele já aprendeu aquilo e que esta ensinando outro. (Professora M. F.).

A professora T. C. relata a questão da alfabetização por meio de textos e jogos. “Isso é uma prática que eu sempre tô fazendo e eu vejo resultado ali, acabou [...] é a curto prazo, vamos dizer assim”.

Esses relatos apresentam claramente o quanto esses cursos fizeram diferença na prática de alguns professores, não somente pelo exemplo, mas, principalmente, pelo entusiasmo demonstrado durante o relato de suas experiências; as expressões em seus olhares revelavam claramente: “[...] eu fiz a diferença”.

Também foi evidenciado o caráter socializador dos jogos trabalhados nos cursos e seus benefícios, a possibilidade de trabalho individual que eles favoreciam e os inúmeros benefícios que essas aprendizagens proporcionaram. O fato de uma professora, por meio desses jogos, possibilitar a alfabetização de um aluno já desacreditado por todos, inclusive por sua família, foi muito importante para ela.

Os trabalhos com cantigas de roda, com o dominó da alfabetização e da multiplicação, apresentados e que deram suporte às professoras em momentos onde foram detectadas dificuldade na aprendizagem, além dos avanços apresentados pelos alunos, percebidos semestral ou anualmente, levaram-nas à sensação da capacidade de poder modificar realidades difíceis, vivenciadas por elas, transformando a sala de aula em ambientes acolhedores. Estes foram pontos marcantes nesses depoimentos e deixou claro para este estudo o quanto esses cursos têm contribuído significativamente para a ressignificação dessas matrizes.

As dificuldades relatadas sobre a aquisição de recursos materiais em suas aulas foram supridas diante da vontade apresentada por elas em modificar a realidade. As professoras afirmam que recursos financeiros para compra de materiais utilizados em sala de aula, na maioria das vezes, saem de seus próprios bolsos.