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Short lead-time simulation

5.2 Different initial times

5.2.2 Short lead-time simulation

5.1 Introdução

De acordo com os objetivos de monitoração da abordagem e com o conjunto de medidas definido, a forma ideal para sua validação seria a aplicação em todo o portfólio de sistemas de uma organização, desde o início da operação destes sistemas. Entretanto, o tempo necessário para este exercício extrapola a restrição de prazo deste estudo.

Assim, três sistemas, de uma grande organização nacional, em diferentes fases do seu ciclo de vida foram selecionados como forma de ilustrar a utilização da abordagem. Esta seleção dos sistemas levou em consideração tanto a diversidade das características técnicas existentes nos sistemas em operação da organização, quanto as diferentes fases de sua vida útil.

Esta organização não tem como atividade fim o desenvolvimento de sistemas, mas possui uma forte utilização destes na automação de seus processos de negócio. As atividades de desenvolvimento e manutenção de sistemas da organização são realizadas de acordo com metodologia própria e executadas, na sua quase totalidade, por empresas terceiras. Os pré-requisitos para a apuração das medidas, especificados no capítulo 4, são parcialmente atendidos pela organização, pois os dados resultantes da monitoração do ambiente produtivo não foram disponibilizados. Com isso, as análises das medidas M11 (Tempo de resposta) e M12 (Nível de utilização de hardware) não serão ilustradas.

Para todas as demais medidas, definiu-se o período histórico de coleta das informações de abril/2006 até março/2008. Com isso, para as medidas com periodicidade de apuração trimestral, serão disponibilizados os resultados de oito períodos. Para as medidas anuais, dois períodos foram considerados.

Nas seções seguintes deste capítulo, as aplicações práticas e os resultados observados são apresentados de acordo com os artefatos especificados na abordagem proposta.

5.2 Sistema S1

O sistema S1 é um dos principais sistemas integrantes da cadeia de valor da organização, possui aproximadamente 800 usuários e está em operação há 9 anos. Os processos de negócio automatizados por S1 sofrem constantes modificações, como reflexo direto do ambiente competitivo que a organização está inserida. Além das demandas de evolução decorrentes de uma maturação natural dos processos de negócio da organização, S1 está submetido às alterações advindas da implantação das estratégias definidas para a organização, como por exemplo, a evolução ou lançamento de novos produtos.

Seus processos são executados sob o regime de operação 24x7, ou seja, praticamente ininterruptos, com uma grande quantidade de informações sendo processadas através de serviços batch e com uma expressiva quantidade de integrações com os outros sistemas da organização.

Este sistema teve seus componentes desenvolvidos parte na linguagem de programação C e parte em COBOL. Seu modelo computacional possui tanto

características de aplicações cliente-servidor, com os componentes desenvolvidos em C, quanto mainframe, com seus componentes desenvolvidos em COBOL.

A seguir, os painéis consolidado e detalhado, especificados conforme a definição da abordagem proposta, são apresentados para o sistema S1.

5.2.1 Painel Consolidado

Como discutido no capítulo 4, o painel consolidado tem por objetivo apresentar, aos gestores de sistemas, o resultado apurado de todas as medidas da abordagem, agrupadas de acordo com as questões definidas com o auxílio do GQM. A Figura 11 apresenta os resultados obtidos para o sistema S1. O valor do trimestre corresponde ao 1º trimestre de 2008 (1T/2008), a média acumulada representa o período total definido (2T/2006 – 1T/2008) e a média móvel, os últimos quatro trimestres apurados, ou seja, 2T/2007 a 1T/2008.

Q1 -

A manutenibilidade do sistema está sendo

comprometida? Q2 - Os custos do sistema são elementos ofensores à continuidade de sua operação? Q3 - Qual o nível de satisfação dos usuários com relação

à utilização do sistema Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel

M7 - Custo Médio por Demanda 10322 10721 8638 Médio

VL 2007 VL 2006 Variação

M8 - Custo de Operação 1.782 1.530 16% Alto

M9 - Participação no Orçamento 0,68% 0,63% 8% Alto

Sinal Deterioração Sinal Deterioração Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel

M1 - Volume de Falhas 1210 984 1135 Alto

M2 - Tamanho de Backlog 158 108 150 Alto

M3 - Tamanho de Esforço por Demanda 236 225 193 Alto

M4 – Produtividade Invertida 102% 149% 139% Nenhum

M5 - Novas demandas 133 97 123

M6 - Eficiência do Ciclo de Correções 224 244 271 Baixo

Sinal Deterioração Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel

M1 - Volume de Falhas 1210 984 1135 Alto

M2 - Tamanho de Backlog 158 108 150 Alto

M4 – Produtividade Invertida 102% 149% 139% Nenhum

M10 - Tempo Médio entre Falhas

Invertido 0,56 0,45 0,52 Alto

M11 - Tempo de Resposta M12 - Nível Utilização Hardware

Não apurado Não apurado

Sinal Deterioração

Figura 11 – Painel Consolidado de medidas - sistema S1

De acordo com a Figura 11, praticamente todas as medidas apuradas no 1T/2008 apresentam algum sinal de deterioração, de acordo com os critérios de decisão definidos no capítulo 4. Das medidas que visam responder à questão Q1, M1 indica que a quantidade total de falhas apuradas no trimestre foi 1.210. Este número é maior que a média acumulada de todos os períodos (984) e também superior quando comparada à média móvel dos últimos 4 trimestres (1.135). Desta forma, considerando os critérios de decisão definidos, M1 apresenta um alto sinal de deterioração no trimestre apurado.

O tamanho do backlog (M2) no 1T/2008 é de 158 demandas. Isso significa que, ao final do trimestre, 158 demandas por manutenção evolutiva foram solicitadas e ainda não concluídas. Este número é maior que a média acumulada de todos os períodos (108) e também superior quando comparada à média móvel dos últimos 4 trimestres (150). Assim como M1, M2 também apresenta um alto sinal de deterioração. Entretanto, o tamanho do backlog é impactado diretamente pelo número de novas demandas (M5), que também apresenta um crescimento da carga de trabalho submetida ao sistema S1. No 1T/2008, foram 133 novas demandas, número superior às médias histórica acumulada (97) e recente (103).

M3 representa o tamanho do esforço médio para as demandas, ou seja, a quantidade de horas necessárias para a implementação dos novos requisitos solicitados, que no 1T/2008 foi de 236 horas. Este número é maior que a média acumulada de todos os períodos (225h) e também superior quando comparada à média móvel dos últimos 4 trimestres (193h). M3 também apresenta um alto sinal de deterioração no 1T/2008.

M4 indica a produtividade invertida, que é relação entre a quantidade de demandas criadas e entregues, e que no 1T/2008 foi de 102%, ou seja, o número de demandas criadas foi 2% superior ao número de demandas entregues. Este número é menor que a média acumulada de todos os períodos (149%) e também inferior quando analisada frente à média móvel dos últimos quatro trimestres (139%). Desta forma, M4 não indica nenhum sinal de deterioração no 1T/2008.

O desempenho de M4 é ainda mais significativo quando analisada em conjunto com o volume de Novas Demandas (M5). Ou seja, mesmo com o aumento ocorrido no número de demandas criadas, a produtividade no trimestre não

apresentou sinal de deterioração. Entretanto, valores acima de 100% indicam que mais demandas são criadas do que entregues no período.

Finalmente, M6 representa a quantidade média de horas necessárias para corrigir as falhas ocorridas no sistema durante a sua operação, que no 1T/2008 foi de 224h. Este número é menor que a média acumulada de todos os períodos (244h) e também inferior quando comparada à média móvel dos últimos quatro trimestres (271). Desta forma, M6 apresenta um baixo sinal de deterioração, pois, mesmo com os valores apurados no trimestre apresentando reduções, a média recente dos últimos quatro trimestres é superior à média histórica acumulada.

Em síntese, a respeito das medidas relacionadas com a Q1, S1 apresenta, no 1T/2008, um volume crescente de falhas, entretanto, o tempo necessário para a correção destas falhas apresentou resultados melhores que os dados históricos. O aumento no número de novas demandas (M5) pode estar afetando negativamente desempenho da medida M2, tamanho do backlog, que apresentou crescimento. Mesmo apresentando valores de produtividade melhores que os dados históricos, no 1T/2008, um número maior de demandas foi criado do que entregue fato que pode estar sendo influenciado pelo aumento na quantidade de horas necessárias para a implantação de novas demandas evolutivas.

Na Figura 11, a segunda tabela de medidas diz respeito à questão Q2, que está relacionada com os custos de evoluir e manter o sistema em operação. No 1T/2008, as medidas selecionadas para responder a esta questão apresentaram resultados maiores que os dados históricos. O custo médio por demanda, M7, apresentou uma discreta redução quando comparada com sua média acumulada,

entretanto, o desempenho quando comparado com a média móvel é significativamente pior. Desta forma, apresenta um médio sinal de deterioração.

O custo de manutenção (M8) em 2007 foi de R$ 1,7milhões, frente a R$ 1,5 milhões de 2006. Os dados históricos demonstram um crescimento destes custos, fato que é ratificado pelo aumento na participação do custo de manutenção de S1, medida M9, no orçamento da organização de TI. Esta participação aumentou de 0,63% em 2006 para 0,68% em 2007. Ambas as medidas apresentam um alto sinal de deterioração.

De forma geral, no trimestre apurado, a análise da questão Q2 para o sistema S1 apresenta um aumento nos custos de evolução do sistema, nos custos de operação e uma participação maior no orçamento da organização de TI.

O nível de satisfação dos usuários, representada pela Q3, reúne as medidas M1, M2, M4, M10, M11 e M12. Como visto anteriormente, M1 e M2 apresentaram alto sinal de deterioração no 1T/2008. Nenhum sinal foi identificado em M4, entretanto valores superiores que 100% indicam que mais demandas são criadas do que entregues no período. M10 indica que considerando o tempo total de operação e a quantidade de falhas ocorridas no 1T/2008, na média, ocorrem 0,56 falhas a cada hora de operação do sistema. Este número é maior que a média acumulada de todos os períodos (0,45) e também superior quando comparada à média móvel dos últimos quatro trimestres (0,52). De acordo com os critérios de decisão definidos, M10 apresenta alto sinal de deterioração no trimestre apurado. Como informado na seção de Introdução deste capítulo, as medidas M11 e M12 não foram disponibilizadas pela organização.

Em resumo, de acordo com as medidas definidas para a questão Q3 e apuradas no 1T/2008, na visão dos usuários, mais falhas ocorreram no trimestre, o tamanho do backlog de demandas por evolução do sistema está aumentando e mais falhas ocorrem por hora de operação do sistema.

Visando uma maior fundamentação da análise dos sinais de deterioração ilustrados na Figura 11, para o sistema S1, os três painéis de controle detalhado são discutidos a seguir, com as informações históricas da cada uma das questões propostas na abordagem.

5.2.2 Painel Detalhado

O segundo painel de controle elaborado para cada questão da abordagem apresenta uma visão mais detalhada dos valores apurados para as medidas, acrescentando os seus dados históricos.

Este painel tem por objetivo apresentar aos gestores a consolidação das visões do trimestre apurado e do histórico do desempenho para cada uma das medidas, auxiliando os gestores na tomada de decisão a respeito da deterioração dos sistemas. A Figura 12 ilustra os resultados obtidos para o sistema S1, sobre a questão Q1.

35 57 83 86 150 137 155 158 - 50 100 150 200 2T/06 3T/06 4T/06 1T/07 2T/07 3T/07 4T/07 1T/08 M. A cumulada Trimestre M. Móvel

92 189 453 227 236 156 154 293 - 100 200 300 400 500 2T/06 3T/06 4T/06 1T/07 2T/07 3T/07 4T/07 1T/08 M. Acumulada Trimestre M. Móvel

57 133 119 107 82 90 51 134 - 50 100 150 2T/06 3T/06 4T/06 1T/07 2T/07 3T/07 4T/07 1T/08 M. Acumulada Trimestre M. Móvel

2 07 18 1 3 15 247 242 309 25 8 224 - 50 100 150 200 250 300 2T/06 3T/06 4T/06 1T/07 2 T/0 7 3T/07 4T/07 1T/08 M. A c u mulad a Trime s tr e M. Móv el 248% 249% 102% 116% 90% 146% 132% 106% 0% 50% 100% 150% 200% 250% 300% 2T/06 3T/06 4T/06 1T/07 2T/07 3T/07 4T/07 1T/08 M. Acumulada Trimestre M. Móvel

865 758 7121.1221.001 1.315 1.013 1.210 - 500 1.000 1.500 2T/06 4T/06 2T/07 4T/07 M. Acumulada M. Móvel Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M1 - Volume de Falhas 1210 984 1135 Alto

Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M2 - Tamanho de Backlog 158 108 150 Alto

Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M3 - Tamanho de Esforço por Demanda 236 232 193 Alto

Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M4 – Produtividade Invertida 102% 149% 139% Nenhum

Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração M5 - Novas demandas 133 96,6 123,3 Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M6 - Eficiência do Ciclo de Correções 224 271 244 Nenhum

Figura 12 - Q1 - Painel detalhado de medidas para o sistema S1

A Figura 12 visa oferecer informações adicionais aos gestores para apoio à identificação da deterioração da manutenibilidade dos sistemas. Os valores apurados para o 1T/2008, e discutidos na seção anterior, estão representados por uma tabela resumo e por um gráfico de controle que reflete o sinal de deterioração e os critérios de decisão definidos no capítulo 4.

Os dados históricos visam complementar as análises realizadas para as medidas referentes ao 1T/2008. Para M1, volume de falhas, a análise histórica ratifica o sinal de deterioração já identificado. Nos últimos cinco trimestres, o volume de falhas do sistema apresentou considerável crescimento. Estes sinais são

ilustrados através do gráfico de barra x linha x coluna e do esquema de cores definido na seção 4.4.

Comportamento semelhante ocorre com o tamanho do backlog (M2), que apresenta uma evolução histórica com um alto sinal de deterioração desde o período inicial da monitoração, como pode ser observado no gráfico de barra x área x linha. O tamanho do esforço por demanda, M3, também apresenta um histórico de alto sinal de deterioração, com exceções registradas no 2T/2007 e 3T/2007. Entretanto, fazendo uma relação dos valores históricos apresentadas por estas duas medidas, M2 e M3, percebe-se que o resultado positivo apresentado por M3 no 2T/2007 reflete que somente as demandas de menor tamanho conseguiram ser entregues, ocasionando o aumento do backlog neste período.

Esta relação é confirmada com o valor apurado para M4, produtividade invertida. No 2T/2007, ocorreu um aumento significativo da relação entre o número de demandas criadas e entregues, ocasionando em um alto sinal de deterioração da medida naquele trimestre. O valor apurado de novas demandas (M5) neste mesmo trimestre ratifica o aumento ocorrido em M4.

A análise histórica da eficiência do ciclo de correções, M6, demonstra uma recuperação pelo terceiro trimestre seguido, confirmando o ausência de sinais de deterioração apontados pelo resultado no 1T/2008.

De forma geral, a análise do painel detalhado da questão Q1 para o sistema S1, Figura 12, permitiu ratificar ou identificar os sinais de deterioração apresentados no painel consolidado, Figura 11. Adicionalmente, aderente ao objetivo geral da abordagem de monitoração contínua do sistema, a análise histórica das medidas permitiu ilustrar os sinais de deterioração ocorridos em períodos anteriores, neste

caso o 2T/2007, possibilitando aos gestores a identificação precoce destes sinais de deterioração em S1 com relação à manutenibilidade.

A Figura 13 apresenta o painel detalhado da questão Q2, relacionada com os custos do sistema S1. 4.472 9.462 23.461 6.959 7.108 10.164 10.322 13.818 - 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 2006/2 2006/3 2006/4 2007/1 2007/2 2007/3 2007/4 2008/1 M. Acumulada Trimestre M. Móvel

Medida VL 2007 VL 2006 Variação Sinal Deterioração

M8 - Custo de Operação 1.782 1.530 16% Alto

1.400 1.500 1.600 1.700 1.800 1.900 2006 2007 Ano Medida VL 2007 VL 2006 Variação Sinal Deterioração

M9 - Participação no Orçamento 0,68% 0,63% 8% Alto

0,60% 0,62% 0,64% 0,66% 0,68% 2006 2007 Ano Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M7 - Custo Médio por Demanda 10.322 10.721 8.638 Médio

Figura 13 - Q2 - Painel detalhado de medidas para o sistema S1

A análise histórica do custo médio por demanda, M7, permite identificar uma melhora recente do desempenho da medida, entretanto pelo segundo trimestre seguido, o valor apurado é pior quando comparado com a média móvel, representando um médio sinal de deterioração.

O custo de manutenção (M8) e a participação do custo de manutenção de S1 no orçamento da organização de TI, M9, estão apresentando valores anuais superiores aos dados históricos, representando um alto sinal de deterioração.

De forma geral, o painel detalhado para a Q2 de S1, Figura 13, ratifica os sinais de deterioração dos custos do sistema, com o aumento nos custos de evolução, nos custos de operação e uma participação maior no orçamento da organização de TI.

A Figura 14 apresenta o painel detalhado da questão Q3, relacionada com a satisfação dos usuários do sistema S1.

35 57 83 86 150 137 155 158 - 50 100 150 200 2T/06 3T/06 4T/06 1T/07 2T/07 3T/07 4T/07 1T/08 M. A cumulada Trimestre M. Móvel

248% 249% 102% 116% 90% 146% 132% 106% 0% 50% 100% 150% 200% 250% 300% 2T/06 3T/06 4T/06 1T/07 2T/07 3T/07 4T/07 1T/08 M. Acumulada Trimestre M. Móvel

865 758 712 1.001 1.315 1.013 1.210 1.122 - 500 1.000 1.500 2T/06 4T/06 2T/07 4T/07 M. Acumulada M. Móvel 0,40 0,35 0,33 0,56 0,60 0,46 0,46 0,53 - 0,2 0,4 0,6 0,8 2T/06 3T/06 4T/06 1T/07 2T/07 3T/07 4T/07 1T/08 M. Móvel Trimestre M. A cumulada

Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M1 - Volume de Falhas 1210 984 1135 Alto

Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M2 - Tamanho de Backlog 158 108 150 Alto

Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M4 – Produtividade Invertida 102% 149% 139% Nenhum

Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel Sinal Deterioração

M10 - Tempo Médio entre Falhas

Invertido 0,56 0,45 0,52 Alto Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média

Móvel DeterioraçãoSinal

M11- Tempo de Resposta Não Apurado

Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel DeterioraçãoSinal

M12 - Nível Utilização Hardware Não Apurado

Figura 14 - Q3 - Painel detalhado de medidas para o sistema S1

Como já discutido, os dados históricos de M1 e M2 ratificam o sinal de deterioração identificado no 1T/2008. M4 apresenta uma situação mais confortável, entretanto, os valores acima de 100% indicam que mais demandas são criadas do que entregues no trimestre.

O gráfico de barra x área x linha para a medida M10, Tempo Médio entre Falhas, confirma o sinal de deterioração identificado no 1T/2008, com o aumento sucessivo de falhas por hora de operação do sistema ocorrido nos últimos trimestres.

As medidas M11 e M12 complementam o conjunto de medidas da Figura 14, entretanto seus valores não foram disponibilizados pela organização.

Assim, a análise da abordagem apresentada permitiu diagnosticar que os usuários do sistema S1 estão enfrentando um aumento sucessivo no volume de falhas isoladamente, e também quando comparadas com o período de operação do sistema, e na quantidade de demandas solicitadas e não entregues.

A análise dos dados apurados de S1 no 1T/2008, complementados pelos valores históricos das medidas, mostrou que a monitoração contínua destas informações é uma ferramenta de apoio à decisão dos gestores na identificação precoce dos sinais de deterioração de um sistema.

No caso do sistema S1, como ilustrado pelos painéis consolidado (Figura 11) e detalhado (Figura 12, Figura 13 e Figura 14), foi possível identificar que os sinais percebidos de deterioração no 1T/2008 já haviam se manifestado em períodos anteriores. O aumento do volume de falhas e do tempo necessário para sua correção, por exemplo, apresentaram altos sinais de deterioração desde o 1T/2007, sendo confirmados a partir do 2T/2007. Neste mesmo trimestre, com o aumento no número de novas demandas, houve um comprometimento do backlog e da produtividade do sistema.

Assim, com uso desta ferramenta os gestores poderiam iniciar ações que reforçassem a qualidade das manutenções evolutivas realizadas visando combater o

crescente número de erros, realizar manutenções preventivas no seu código com o objetivo de melhorar a manutenibilidade do sistema e por em curso atividades visando a garantia da qualidade da documentação.

5.3 Sistema S2

O sistema S2 também compõe a lista de sistemas integrantes da cadeia de valor da organização, possui aproximadamente 150 usuários e está em operação há 13 anos. Como conseqüência de sua importância para a organização, S2 está submetido às alterações advindas tanto da maturação dos processos que automatiza, quanto da implantação das estratégias definidas para a organização, como por exemplo, a evolução ou lançamento de novos produtos.

Seus processos são executados sob o regime de operação 24x7, ou seja, praticamente ininterruptos, com uma grande quantidade de informações sendo processadas através de serviços batch e com uma expressiva quantidade de integrações com os outros sistemas da organização. Seus componentes foram desenvolvidos na linguagem de programação COBOL.

A seguir, os painéis consolidado e detalhado são apresentados para o sistema S2.

5.3.1 Painel Consolidado

O painel consolidado com o resultado apurado das medidas de S2 é apresentado na Figura 15.

Q1 -

A manutenibilidade do sistema está sendo

comprometida? Q2 - Os custos do sistema são elementos ofensores à continuidade de sua operação? Q3 - Qual o nível de satisfação dos usuários com relação

à utilização do sistema Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel

M1 - Volume de Falhas 380 411 538 Baixo

M2 - Tamanho de Backlog 152 87 113 Alto

M3 - Tamanho de Esforço por Demanda 96 106 114 Baixo

M4 – Produtividade Invertida 113% 138% 134% Nenhum

M5 - Novas demandas 111 111 123

M6 - Eficiência do Ciclo de Correções 179 148 164 Alto

Sinal Deterioração Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel

M7 - Custo Médio por Demanda 3.799 4.881 4.901 Baixo

VL 2007 VL 2006 Variação

M8 - Custo de Operação 867 1.620 -46% Nenhum

M9 - Participação no Orçamento 0,33% 0,67% -51% Nenhum

Sinal Deterioração Sinal Deterioração Medida Valor 1T/2008 Média Acumulada Média Móvel

M1 - Volume de Falhas 380 411 538 Baixo

M2 - Tamanho de Backlog 152 87 113 Alto

M4 – Produtividade Invertida 113% 138% 134% Nenhum

M10 - Tempo Médio entre Falhas

Invertido 0,18 0,19 0,25 Baixo

M11 - Tempo de Resposta M12 - Nível Utilização Hardware

Não apurado Não apurado

Sinal Deterioração

Figura 15 - Painel Consolidado de Medidas - sistema S2

Como ilustrado neste painel, de forma geral, as medidas apuradas no 1T/2008, para S2 não apresentam sinais críticos de deterioração, de acordo com os critérios de decisão definidos no capítulo 4.

Das medidas que visam responder à questão Q1, o valor apurado para M1 foi de 380 falhas no trimestre. Este número é menor que ambas as médias consideradas na abordagem, um ponto positivo, entretanto, a média móvel dos últimos quatro trimestres (538) é superior que a média acumulada de todos os períodos (411). Desta forma, considerando os critérios de decisão, M1 apresenta um baixo sinal de deterioração no trimestre apurado.

O tamanho do backlog (M2) no 1T/2008 é de 152 demandas. Este número é maior que a média acumulada de todos os períodos (87) e também superior quando comparada à média móvel dos últimos quatro trimestres (113). Esta configuração apresenta um crescimento recente do volume de demandas criadas e não entregues, configurando, assim um alto sinal de deterioração. Este crescimento está ocorrendo mesmo com a redução apurada para o número de novas demandas, M5.

A quantidade de horas necessárias para a implementação dos novos requisitos solicitados – M3, no 1T/2008 foi de 96 horas. Este número é menor que a média acumulada (106h) e também inferior quando comparada à média móvel dos últimos quatro trimestres (114h). Porém, assim como a M2, M3 também apresenta a média móvel recente maior que a média histórica, sendo considerado um baixo sinal de deterioração.

M4 indica a produtividade invertida, que é relação entre a quantidade de demandas criadas e entregues, que no 1T/2008 foi de 113%, ou seja, o número de