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Dropsondes from March 17

4.3 Mature stage

4.3.1 Dropsondes from March 17

Como apresentado na seção anterior, o papel das medidas nos métodos de apoio à decisão sobre a modernização de sistemas é o de auxiliar no entendimento da situação atual dos sistemas e na identificação da melhor alternativa para a sua modernização.

Alguns autores não foram específicos sobre a forma de cálculo ou a definição do processo de medição destas medidas, como De Lucia, Fasolino e Pompella (2001) e Aversano et al (2004). Estes autores deixam a critério dos tomadores de decisão a forma de atribuir os valores às medidas avaliadas. Suas publicações centram na definição do processo proposto através do método e na discussão sobre quais as alternativas de modernização são mais aderentes aos resultados apurados para o conjunto de métricas sugerido.

A avaliação subjetiva é a alternativa defendida por Sneed (1995), Ransom, Sommerville e Warren (1998) e Harris, Mcroy (2007). Para Ransom, Sommerville e Warren (1998), a avaliação utilizando especialistas é uma técnica que pode ser utilizada para diferentes níveis de detalhe, desde avaliações de mais alto nível,

quanto análises mais detalhadas dos sistemas e seus componentes. De forma geral, a apuração das medidas é realizada por especialistas de diversas áreas envolvendo analistas de negócio e responsáveis técnicos, e a atribuição de valores é realizada através de notas, como intervalos entre 1 - 5, ou conceitos, variando entre “bom”, “ruim” ou “satisfatório”.

Dentre estas publicações, Harris e Mcroy (2007) foram os únicos autores a apresentar um instrumento auxiliar na apuração dos valores das medidas, em uma tentativa de normatizar a avaliação dos especialistas. O quadro abaixo apresenta um exemplo do instrumento utilizado para avaliar a complexidade de um sistema, uma das medidas propostas por estes autores.

Neste quadro, estão ilustrados os conceitos que devem ser considerados pelos especialistas quando da avaliação da complexidade de um sistema, assim como, o que de forma geral, significa cada valor a ser atribuído a esta medida.

Por outro lado, Visaggio (2000) propõe além dos processos de decisão para as alternativas de modernização de sistemas, um método de decomposição dos sistemas e suas respectivas funcionalidades em componentes como forma de avaliar as medidas estabelecidas no modelo. De acordo com este autor, “a definição de cada componente deve ficar a critério do engenheiro do sistema e representa a unidade elementar básica para a avaliação da qualidade do sistema e para as decisões sobre as estratégias de modernização”. Entretanto, dependendo da granularidade dos componentes definidos para o sistema a ser avaliado, a execução deste método pode se tornar uma iniciativa muito onerosa para a organização.

Quadro 15 - Instrumento para avaliação da Complexidade de sistemas (HARRIS e MCROY, 2007)

Métrica Descrição Valor

Complexidade Complexidade avalia a dificuldade em

gerenciar e suportar a aplicação.

Aplicações complexas limitam a habilidade dos usuários em explorar as

funcionalidades, alterar ou melhorar a aplicação ou diagnosticar e resolver problemas. Pode ser mensurada de várias maneiras.

• 3 (Bom) –

complexidade é muito baixa ou bem gerenciável.

• Avaliações diretas incluem o número de

funcionalidades sem uso ou

descontinuadas, o número máximo de caminhos necessários para diagnosticar um problema e o número máximo de

transferências de responsabilidade entre diferentes pessoas para a resolução destes problemas.

• Para avaliar a complexidade, utilize linhas

de base de processos, fluxos operacionais e de suporte para resolução de problemas. Complexidade pode ser determinada através de discussões e feedbacks de grupos de testadores, analistas de negócio e relatórios de problemas.

• Altos valores de complexidade podem ser

sintomas de processos fragmentados, evoluções constantes, altos requisitos de integração ou problemas na arquitetura da solução. • 2 (Satisfatória) – complexidade é gerenciável, entretanto, maior do que o desejável. • 1 (Ruim) – de forma geral, aplicação é complexa.

3.6 Considerações finais do capítulo

Com o objetivo de contextualizar a necessidade de modernização dos sistemas, em operação, submetidos às sucessivas alterações ao longo dos anos, neste capítulo foram apresentados os conceitos relacionados com a deterioração de sistemas e as definições de sistemas legados.

Em seguida, foram discutidos alguns métodos propostos na literatura que tem por objetivo apoiar a decisão sobre a melhor alternativa de modernização de sistema. Avaliando os métodos apresentados, pode-se notar que quase a sua totalidade foca em apoiar a decisão sobre qual a melhor estratégia de evolução para

os sistemas legados das organizações de forma re-ativa, ou seja, os métodos trabalham com a premissa de que alguma ação já deve ser considerada para os sistemas, pois os mesmos já possuem as características de sistemas legados, descritas na seção 3.3.

Acrescenta-se a este ponto, a pouca preocupação destes modelos em discutir como as medidas utilizadas para a decisão podem ser mensuradas, exceção feita a Sneed (1995) e Visaggio (2000).

O método proposto em Harris e McRoy (2006) foi o único que teve por objetivo estabelecer diretrizes para identificar a degradação do desempenho de sistemas, sob os aspectos de valor de negócio, operacional e técnico. Entretanto, este trabalho propõe uma avaliação subjetiva das medidas propostas.

Neste sentido, no próximo capítulo será apresentada abordagem proposta neste estudo, com base nos objetivos de monitoração descritos no capítulo 1.

4 ABORDAGEM

PROPOSTA

PARA

MONITORAÇÃO

DA

DETERIORAÇÃO DE SISTEMAS

4.1 Introdução

O objetivo geral deste estudo, como apresentado na seção 1.2, é desenvolver uma abordagem para a monitoração contínua, com medidas de gestão úteis à identificação precoce da deterioração de sistemas de informação, de forma a permitir que gestores realizem ações preventivas antes da adoção das estratégias de modernização propostas nos métodos tradicionais.

No capítulo anterior foram apresentadas algumas visões sobre as características gerais da deterioração de sistemas, que se materializam no declínio da capacidade em manter e evoluir um sistema, ao longo do seu ciclo de vida, no conseqüente aumento dos custos de sua operação e na dificuldade em satisfazer de maneira consistente às expectativas e novos requisitos das áreas usuárias.

A proposta deste estudo visa atender à monitoração destas características, utilizando como ponto inicial de investigação, medidas de avaliação de sistemas definidas nos métodos existentes de apoio à decisão sobre a modernização de sistemas, apresentados no capítulo anterior, as publicações específicas sobre deterioração de sistemas e as medidas de manutenibilidade defendidas pela ISO/IEC 9126-2 (2002), apresentadas no capítulo 2.

Nas seções seguintes deste capítulo, serão apresentados o processo de seleção das medidas que compõem a abordagem, suas respectivas definições e formas de apresentação destas medidas aos gestores de sistemas. No capítulo 5,

serão descritas algumas aplicações práticas desta abordagem em sistemas de informação reais como forma de verificar a sua aplicabilidade.