2. Theory
2.1. Aspect
2.1.3. Short historical background of the English progressive
Conforme apresentado na Figura 11 anteriormente, a etapa de revisão da literatura deste trabalho foi subdividida em cinco passos. Todos eles estão detalhados abaixo.
3.4.1. Passo: Revisão da Literatura Referente a Sucesso e Fracasso em Projetos de Software
O início do trabalho de pesquisa teve o enfoque de avaliar a situação atual do mercado no que tange os projetos de desenvolvimento de software. Com esse foco foi feito um estudo bibliográfico a respeito de definições de projeto e a importância de gerenciar seus riscos. A definição de projeto adotado por esta pesquisa é derivada do PMI (2004), no qual projeto é definido como “um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo.”
Também foram pesquisadas bibliografias que definem o conceito de sucesso e optou-se por adotar o conceito apresentado pelo PMBOK (PMI, 2004), onde projetos são considerados bem sucedidos quando são finalizados dentro do prazo, custos, qualidade e escopo previstos.
Posteriormente foi feito um diagnóstico do nível de sucesso em projetos de TI em âmbito mundial. Para isso foi utilizado como base o Relatório do Chaos do Standish Group (2007). Nesse estudo, que tem abrangência e reconhecimento mundial, os dados mostram que os índices de insucesso e dificuldades enfrentados em projetos de software são altíssimos, demonstrando que 66% dos projetos fracassam ou não atingem os seus objetivos por completo.
Nesse mesmo estudo foram mapeadas as dez principais causas de fracasso em projetos de
software, estando as três primeiras diretamente relacionadas à gestão de requisitos, quais sejam:
falta de envolvimento dos usuários, requisitos incompletos e constante alteração nos requisitos. Baseando-se no princípio 80:20 de Pareto, que afirma que para muitos fenômenos, 80% das consequências advém de 20% das causas e sabendo que a gerência de requisitos se posiciona como um dos pilares para o sucesso de projetos de desenvolvimento de software, este estudo selecionou a mesma como foco de aprimoramento, visando possibilitar meios para aprimorar a gestão dos requisitos e consequentemente aumentar as chances de sucesso dos projetos.
A partir da literatura pesquisada a respeito de problemas relacionados a projetos de TI, foi feito um estudo bibliográfico sobre a qualidade de software com o enfoque em gerência de requisitos. Nele foram analisados os principais problemas vinculados à baixa qualidade de
software no mercado atual.
3.4.2. Passo: Estudo da Teoria de Base sobre Gestão de Requisitos
Com o enfoque dado na gestão de requisitos, foi feito uma análise da literatura buscando melhor entender as atividades e problemas envolvidos na gestão de requisitos. Foi feito um estudo de conceitos relacionados à engenharia de requisitos, assim como um mapeamento das principais atividades envolvidas.
Segundo conceito apresentado por Pressman (2004), gerenciamento de requisitos é o conjunto de atividades que auxiliam o time de projeto na identificação, controle e acompanhamento dos requisitos e suas mudanças durante toda a duração do projeto. A importância da gerência de requisitos fica clara quando analisados o CMMI (2001) e MPS.BR (SOFTEX, 2007), no qual ela é um processo chave (KPA) em ambos e aparece nos níveis mais fundamentais. No CMMI (2001) encontra-se no nível 2 de maturidade e no MPS.BR (SOFTEX, 2007) no nível G.
Para cada um desses processos foram mapeadas as atividades relacionadas à gerência de requisitos. Após o levantamento das atividades envolvidas na gerência de requisitos, foi feito um estudo para identificar os principais problemas e riscos relacionados à gestão de requisitos. O intuito foi identificar os principais problemas para que a geração de indicadores tivesse um melhor direcionamento e foco.
3.4.3. Passo: Estudo da Teoria de Base sobre Medição em Projetos de Software
Tendo em vista que organizações estão cada vez mais preocupadas em aprimorar seus controles e melhor aferir os resultados de seus projetos de desenvolvimento de software, a utilização de dados quantitativos vem sendo cada vez mais adotada. Neste passo da pesquisa foram analisados trabalhos de conceituação de medição. A utilização de dados objetivos para apoiar as decisões em todos os níveis visa apoiar o gerenciamento e o processo de tomada de decisão através de indicadores, que tem como propósito ser uma ferramenta de controle e monitoramento.
Foi constado que um dos aspectos importantes sobre medições e indicadores é que eles trazem um senso comum para um determinado assunto. A utilização de medições faz com que seja possível avaliar o processo de desenvolvimento de software, possibilitando identificar aspectos que estão fora dos resultados esperados, proporcionando a possibilidade de ajustes.
Dentro do contexto de medição é encontrado o conceito de indicador. Existem algumas definições para indicadores em ISO/IEC (2002, p. 22), Mcgarry (2002), SEI (2004, p. 1) e GQM (Basili, Caldiera e Rombach, 2002). Para este trabalho foi adotado o conceito de indicador como sendo uma medida ou uma combinação de medidas, normalmente apresentado na forma gráfica, que provê entendimento a respeito de uma questão ou conceito de software. Os indicadores são a base para a análise e tomada de decisão, portanto são eles que devem ser apresentados aos tomadores de decisão.
Uma vez analisados e contextualizados os conceitos de medição e indicador que irão ser utilizados neste trabalho, foram feitos estudos a respeito dos objetivos em se utilizar medições em projetos de desenvolvimento de software. Nesta etapa foram pesquisados diferentes autores (GOODMAN, 1993; COSTELLO e LIU, 1995; HAZAN, 1999; FENTON, PFLEEGER, 1998; EVERALD, 1998; MECGARRY, 2001; LOCONSOLE, 2002; 2003; 2004; 2007) que apresentam várias razões e motivos para se medir o processo de desenvolvimento de software.
Pode-se resumir que medições em projetos de desenvolvimento de software permitem um melhor entendimento do ambiente de desenvolvimento e promovem informações detalhadas sobre o projeto. Métricas são utilizadas no intuito de melhor prever, gerenciar e controlar projetos de desenvolvimento de software.
3.4.4. Passo: Estudo da Teoria de Base sobre Métodos para Definição de Indicadores
Uma vez contextualizada a necessidade e importância da utilização de métricas e indicadores em projetos de desenvolvimento de software, este passo da pesquisa encarregou-se de analisar os principais modelos de geração de métricas e indicadores existentes na literatura.
Nele foram identificados e detalhados os três principais modelos existentes atualmente na literatura: GQM, GQ(i)M e PSM. Como no PGIGR foram utilizados (mesclados) conceitos dos três métodos, todos os três métodos foram detalhados no referencial teórico deste trabalho, visando apresentar suas características.
3.4.5. Passo: Estudo da Teoria de Base sobre Métricas e Indicadores Existentes para a
Gerência de Requisitos
Neste passo da pesquisa foram analisados trabalhos acadêmicos que abordam aspectos relacionados à geração de medições e indicadores especificamente para a gerência de requisitos. Duas autoras abordam o assunto com maior veemência e foco: Hazan e Loconsole.
Hazan (2002, 2003) propõe a criação de indicadores para a gerência de requisitos utilizando os métodos GQM e PSM. A autora apresenta indicadores relacionados à estabilidade e rastreabilidade dos requisitos, baseando-se em rastreabilidade entre os requisitos e a aplicação de métrica de tamanho de software – pontos de função.
Loconsole (2002, 2003, 2004, 2007) foca seus trabalhos no aprimoramento do controle da volatilidade dos requisitos. A autora se baseia na premissa de que os requisitos mudam durante todo o processo de desenvolvimento do software, sendo importante controlar e identificar tendências de mudanças em requisitos, permitindo assim uma maior previsibilidade de mudanças nos projetos.
As duas autoras citadas, apesar de terem explorado aspectos relacionados à geração de métricas e indicadores para a gerência de requisitos utilizando os métodos GQM (BASILI, CALDIERA e ROMBACH, 2002) e PSM (2008), não entram em detalhes a respeito de como chegaram aos indicadores gerados, tendo como foco principal em seus trabalhos a validação e aplicabilidade dos indicadores propostos. Também nota-se certa carência nos trabalhos no que tange a descrição do contexto organizacional em que as métricas e os indicadores foram criados e aplicados. Isso acaba tornando difícil replicar os indicadores propostos dentro de outro contexto organizacional, pois organizações distintas apresentam diferentes realidades e necessidades.