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3. The corpus investigation

3.2. The English-Norwegian investigation

3.2.2. Different types of progressive markers in Norwegian

3.2.1.3. Extra non-temporal adverbial

O processo de co-criação envolvendo fornecedores, consumidores e colaboradores para a inovação de produtos e serviços é de fundamental importância para os crescentes esforços de adição de valor na capacidade de inovação de uma organização

.



Uma das condições básicas para o desempenho efetivo desse processo é o emprego disseminado da Gestão do Conhecimento, GC, e como ela se manifesta.

A GC é um elemento crítico para o sucesso de uma organização, e por isso tem sido intensamente estudada em administração (VERKASALO; LAPPALAINEN, 1998). De acordo com Liebowitz (1999), a GC possui domínio multidisciplinar, e na administração apresenta forte ligação com mudanças, melhores práticas, reengenharia de processos de negócios e benchmarking. Com tais características, pode-se dizer que a GC não apresenta apenas só uma perspectiva ou

46 escola de pensamento focalizando sua estruturação. Verkasalo e Lappalainen (1998) agruparam as várias abordagens ou perspectivas de GC em três escolas, conforme o princípio teórico predominante. Apesar de estarem inter-relacionadas, podemos observar características bem particulares nas três abordagens.

1) a escola da criação do conhecimento (knowledge creation), tendo em Nonaka e Takeuchi (1997) seus principais expoentes e focalizando mais intensamente os mecanismos de criação de novos conhecimentos;

2) a escola das competências essenciais (core competence), com a contribuição de Leonard (1995), tendo um foco mais voltado em desenvolver os recursos e o aprendizado coletivo que diferenciam a organização;

3) a escola das bases de conhecimentos (knowledge base), com inúmeros autores envolvidos, relacionada ao emprego de tecnologias como a inteligência artificial e sistemas especialistas em bases de conhecimentos.

Dentre as três abordagens apresentadas, o que mais se aproxima ou se adéqua a necessidade de se entender a GC no desenvolvimento de produto ou serviços, é a conciliação da teoria de duas escolas. A teoria apresentada na escola da criação do conhecimento (knowledge creation) de Nonaka e Takeuchi (1997) e a escola das competências essenciais (core competence) defendida por Leonard (1995).

Em termos conceituais, o desenvolvimento de serviços é um processo essencialmente criador e disseminador de novos conhecimentos, o que é o foco principal da escola da criação do conhecimento, e em termos empíricos, porque Nonaka e Takeuchi (1997) construíram e testaram sua teoria tendo como base inovações (novos produtos) executadas em casos de desenvolvimento de produtos considerados exemplares e bem-sucedidos.

No entanto, para a escola das competências essenciais de Leonard (1995), a GC se manifesta de várias maneiras, como, por exemplo, na capacidade de aprendizado e criatividade das pessoas envolvidas, na preocupação com a busca de conhecimento e aprendizados externos a empresa, no armazenamento e disseminação dos conhecimento adquiridos, dentre outras.

47 inovação em serviços. A conciliação destas abordagens demonstram alinhamento com os preceitos da inovação aberta de Chesbrough (2007) discutida nas seções 2.1 e 2.2 deste capítulo, e fornecem os pilares teóricos para a construção da metodologia de pesquisa.

2.4.1 Gestão do conhecimento do consumidor

Para Adén e Barray (2008), a capacidade de inovar aumenta através do crescimento do ambiente de aprendizagem provocado pelo networking que se estende além das fronteiras da empresa. Para tal, muitas empresas utilizam a abordagem da inovação aberta.

Paquette (2006), concorda com a idéia de gestão do conhecimento do consumidor, que compreende o processo de identificação, aquisição e utilização do conhecimento além das fronteiras da empresa com o objetivo de criar valor para a empresa.

Para Rowley (2002), a gestão do conhecimento do consumidor diz respeito a gestão e exploração do conhecimento do consumidor. Já para Paquette (2006), o processo que a empresa utiliza para gerenciar a identificação, aquisição e utilização interna do conhecimento do consumidor são referidas coletivamente a Gestão do Conhecimento do Consumidor. Neste processo a empresa e o consumidor colabora coletivamente para combinar os conhecimentos existentes e assim criar novos conhecimentos.

Gibbert, Leibold e Probst (2002), afirmam que a Gestão do Conhecimento do Consumidor é um processo estratégico em que as empresas emancipam seus consumidores de uma posição passiva de receptores de produtos e serviços para parceiros ativos de conhecimento.

Muitos estudos tem utilizado conhecimento do consumidor e informação do consumidor como sinônimos, causando confusão entre os termos. Para Roy e Stavropoulos (2007), informação do consumidor é adquirida sem a interação ou parceria do consumidor como informações de banco de dados. Já a Gestão do Conhecimento do Consumidor para Paquette (2006), enfatiza o consumidor como parceiro no processo de criação do conhecimento, co-criando valor para ambas as partes pelo compartilhamento de conhecimento.

48 Figura - 6 Fluxo de conhecimento do consumidor (Paquette, 2006)

A Figura 6 demonstra um fluxo duplo de conhecimento com os atores do ambiente externo. Neste modelo o conhecimento proveniente do ambiente externo pode vir de consumidores, fornecedores, parceiros estratégicos, join ventures e competidores. Resultando no suporte para inovação pela aquisição de novas competências alavancadas pelas habilidades dos parceiros envolvidos. Para tal, o conhecimento externo, deve superar as barreiras organizacionais para encontrar com o conhecimento interno da empresa, resultado de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços, produzindo a inovação a partir da convergência das contribuições dos envolvidos.

Segundo Drucker (1993), o valor é criado pela produtividade e pela capacidade de inovar, aplicando o conhecimento ao trabalho, criando os ‘trabalhadores do conhecimento’, fazendo com que novos desafios se façam presentes: a produtividade do trabalho com o conhecimento e a formação deste novo trabalhador.

Silva (2002) apresenta em seu estudo o grau e o tipo de envolvimento do cliente durante o projeto. Este grau varia desde um modo de nenhum envolvimento (delivery mode), um modo

49 de consultas periódicas ao cliente (consultancy mode), um modo em que os clientes são parte integrante do time de desenvolvimento e influenciam fortemente o projeto (codevelopment), até um modo em que os clientes assumem todas as responsabilidades, ficando os projetistas apenas como tutores (apprenticeship mode). Segundo o autor as alternativas apresentadas são mais ou menos viáveis conforme o tipo de projeto em desenvolvimento. Representam possibilidades diferentes de intercâmbio de conhecimentos, talvez sendo o codevelopment a alternativa mais interessante de forma geral, por ser uma solução intermediária entre consultancy mode e

apprenticeship mode.

Para contribuir com a gestão do conhecimento as organizações lançam mão do uso de ferramentas para a GC. Ruggles (1997), as define como ferramentas que suportam a perfomance de aplicações, atividades, ou ações de geração de conhecimento, codificação de conhecimento ou transferência de conhecimento. Tyndale (2002) contribui ao pontuar que o objetivo das ferramentas de GC não é realizar a GC, mas facilitar a implementação do processo de conhecimento nas fases de geração, estruturação e compartilhamento do conhecimento através do uso da tecnologia da informação.

Tyndale (2002) categoriza as principais ferramentas utilizadas para a GC:

Intranet: sistema de distribuição de informações amplas da organização, como acesso a documentos, agendas de grupos de projetos, procedimentos, newsletter e banco de dados dentre outros, além de permitir a publicação individual e de departamentos de informações organizacionais.

Portais: um web site, geralmente com pouco conteúdo, que provê links para muitos outros sites.

Gestão de conteúdo: geralmente inclui não só as páginas web internas e externas mas também banco de dados, servidor de arquivos e sistemas de gestão de documentos. Basicamente é um conjunto de categorias de informação em que o usuário pode acessar facilmente.

Sistema de gestão de documentos: sistema que guarda os arquivos em uma biblioteca central, controla o acesso e necessidades de colaboração, mantém um exame de atividades e gestão de alteração dos documentos e busca os documentos por indexadores.

50 aplicações de suporte a decisão.

Groupware: tecnologia desenhada para facilitar o trabalho de grupos. Esta tecnologia pode ser utilizada para comunicar, cooperar, coordenar, resolver problemas, competir ou negociar. Esta categoria inclui e-mail’s, vídeo fone e chat, dentre outros.

Workflow: tecnologia que permite a organização automatizar o processo do negócio para melhor gerenciar todo o processo, e portanto gerenciar melhor seus resultados.