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6 Dynamic analyses of three-terminal HVDC grid connected offshore wind farm

6.5 Short-circuit protection in the wind farm collection grid

A família chega e espera na recepção por mais de quinze minutos. O Terapeuta tem um atendimento anterior e ao adentrar a sala de espera percebe os familiares conversando entre si e sorrindo pelo fato de a Mara já ter mastigado três balas e estar para retirar o papel de outra. Com a chegada do terapeuta, a mãe fala: Olha aí, o doutor vai reclamar, você esta acabando com todas as balas.

T – Vamos entrar ?

Na sala de atendimento cumprimenta a todos com um aperto de mão. Mara sorri com o gesto e brinca escondendo a mão por duas vezes. Todos riem. O pai senta-se no sofá de dois lugares com o garoto, a mãe no outro sofá junto a Pérola e Neto. O terapeuta em sua cadeira, ao lado dos sofás.

Vir à consulta está parecendo que uniu a família .

Há um ambiente mais descontraído. A filha mais velha sorri com a cena engraçada,

balançando o tronco várias vezes.

Distribuem-se nos assentos, por gênero.

T- Olhando para Pérola: Parece que hoje todos estão mais à vontade.

Pérola – É, estamos nos acostumando. O senhor já tem uma noção da situação. Já dá para dizer o que está acontecendo, qual seu diagnóstico?

T – Parece que você está esperando há muito tempo por esse diagnóstico. Ele é realmente importante?

Pérola – É lógico. Vou poder comparar o seu diagnóstico. Saber se o que acontece é uma coisa saudável, não tem nada de anormal nisso. Eu acredito que é muito pelo contrário, viver na ignorância é tolice e deixar os outros na ignorância pior ainda. (Fala com dificuldades que realçam os movimentos de sua boca. Intercala com fortes movimentos da testa contraindo-se e os dedos tamborilando nas pernas. Olha fixamente ao terapeuta.)

T – Eu também penso ser sábio conhecer a situação que estamos vivendo. Mas parece-me que você já recebeu um diagnóstico e portanto já sabe o que ocorre com você.

Pérola – Mas eu pensei que cada área tinha uma visão da situação, ou o senhor vai pelo diagnóstico deles? Eu pensava que a psicologia tinha um jeito de ver tudo o que acontece. (Permanece a contrição, inclusive com seu rosto e pescoço ficando mais vermelho levando-a coçar a pele).

T – Em geral tem. Aqui, particularmente, eu gostaria de convidar você e sua família a caminharmos juntos até entendermos o diagnóstico. É sinal de ignorância pegar algo só por estar pronto. Vamos juntos percebendo a situação. Você poderá ter o seu próprio diagnóstico. Você se vê capaz de caminhar nessa direção conosco?

Terapeuta busca uma aliança com a filha do meio. Busca confirmar o diagnóstico médico nosográfico que patenteia uma doença em alguém. Revela uma esperança de encontrar algo novo no tratamento.

Pérola – Sou. (sorri levemente ao responder) Mãe – Ela, essa semana veio a consulta com o médico dela e a dose do remédio foi aumentada, mas ela ficou muito ruim.

Pérola – Eu tive muita tontura e ânsia de vômito, o que já não sentia há muito tempo. (balançando o dedo indicador à frente do corpo em movimento repetitivo).

O filho mais novo começa a repetir o gesto sorrindo. Pérola reage com o rosto cerrado e balbucia algo por entre os dentes. O pai fala: – Pára com isso sabe que ela não gosta disso. Vai deixá-la irritada. Então olhando para Pérola, fala: É uma maestrina, não é filha?

Pérola – É, é sim.

Mãe – Eu não consigo entender, ela não está bem.

T para Mãe - Me parece que está difícil para todos. Pergunta se ela teria condições de elaborar uma lista de suas maiores dificuldades. Mas que sejam dificuldades pessoais dela. A mãe se prontifica (sorrindo com satisfação) perguntando se pode escrever. É respondido que sim.

T – Acrescenta que quer entender como ocorre na família, alguém ficar melhor em uma hora e pior em outra. Convida a todos para construírem um mapa organizando os fatos ocorridos e até para ter maiores informações sobre todos. Concluindo que assim todos irão entender melhor.

Todos sorriem levemente.

T – Como eu disse, nós vamos construir um mapa da família. Isso vai nos possibilitar ver onde algumas coisas estão sempre acontecendo. Eu vou escrever os nomes de vocês no mapa e alguns dados que vocês passarem sobre cada um e vamos

Terapeuta é aceita. A mãe reforça a mais velha no papel de P.I.. A família já envolveu-se no tema habitual, desistindo de conversar sobre novo diagnóstico. T procura dar sustentação à mãe para que se sinta amparada e não comece a boicotar o processo da família.

A família aceita demonstrando querer discutir o que está acontecendo.

(Porém, não mostrou que o assunto será suas relações ou o diagnóstico já recebido)

conversando na medida do possível. Mesmo porque, vocês já perceberam, eu tenho dificuldades de ficar anotando nessa folha de sulfite tudo o que conversamos. E vocês também não podem ler e comentar enquanto escrevo. No Quadro todos vamos poder ver e comentar. É importante que todos participem. Eu tenho aqui na mesa algumas folhas grandes e vou afixá-las aqui no mural.

T para Neto – Com quem você pensa que devemos começar?

Neto – (mexe-se no sofá – sorri) Não sei. (sorrindo)

Todos riem e pedem para ele falar. Neto – Sei lá, com meu pai.

T - Então será você pai. Escreve o nome do Pai em um retângulo na folha de papel colada no quadro. E pergunta quem deverá vir em seguida.

Pai – Fala que deve vir a mãe porque é a outra parte da família.

- T escreve o nome da mãe dentro de um círculo, na mesma linha de direção que o do pai.

T – Pergunta para a Mara de onde originaram os pais. Ela sorri sem responder. Pérola responde que dos avós.

T – Questiona quais avós devem ser registrados. Mara – Responde que o pai do Pai dele. T conversa se ele conheceu seus avôs e ele diz que somente o Pai do pai dele. É anotado na folha os retângulos e círculos dos avós paternos e maternos.

T – Pergunta se estavam vivos?

Léa – Responde que sua mãe estava viva e então o Terapeuta faz um sinal sobre os nomes dos outros avós explicando simbolizar que eles já haviam falecido. Procura inserir todos na conversação. Revela as dificuldades de comunicação e inserção social. T procura inseri-lo no contexto conversacional.

Faz a linha que indica o casamento de ambos. Continua em dificuldades de inserir-se na situação.

T explica que irá descer as linhas referentes aos filhos e pergunta quantos filhos o casal possuía.

- Léa sorrindo – diz que somente aqueles três que estavam ali.

- T diz que em muitas outras situações alguns dos filhos estavam viajando, já se casaram ou haviam morrido. Algumas vezes já nascem mortos.

Madeira enfatiza que não é o caso de sua família. T – Introduz a tarefa da sessão anterior e quer saber do andamento da tarefa. O Pai toma a frente e diz que, ao sair, compraram revista em uma das vezes e na outra foram até um parque.

T – Pede para a tarefa continuar por mais quinze dias e os motiva mostrando a importância do menino ser acompanhado de perto. Faz o fechamento da sessão combinando que outros detalhes seriam acrescidos ao mapa nos próximos encontros e reforça ser bom que todos participem dentro de suas condições.

Demonstra ser bastante receptivo e rápido no raciocínio. É brincalhão e atento ao processo. T usa a crença da família de que o menino poderá ser o próximo a ficar doente para estabelecer novos padrões de relacionamento entre eles.

GENOGRAMA FAMILIAR

MATERIAL ELABORADO NA 1a SESSÃO DO GENOGRAMA FAMILIAR

CONTEÚDO INICIAL FAMÍLIA NUCLEAR DIAGRAMA DO GENOGRAMA – 1 GEORGE BARBOSA - 2000 NETO MADEIRA LEA

AVÔ PATERNO AVÓ

PATERNA

AVÔ MATERNO AVÓ