6 Dynamic analyses of three-terminal HVDC grid connected offshore wind farm
6.4 Fault-ride-through capability during collection grid faults
Para essa primeira sessão vieram o Pai, a Mãe, a Filha mais velha, a outra mais nova e o Filho caçula.
13:40 h - O terapeuta (T) encontra-se em reunião no ambulatório da instituição acertando os detalhes desse atendimento. Nesse ínterim, a família chega ao prédio do Instituto onde serão as consultas. Não entra no prédio e fica sentada no chão do corredor externo do prédio.
13:55 h - O terapeuta chega e apresenta-se. – Boa tarde, eu sou o terapeuta que vocês estão esperando. O senhor deve ser o Sr. Madeira, pai das moças que me foram encaminhadas?
- É, nós não sabíamos se podíamos entrar.
- Como não, vamos entrar agora. (Todos adentram ao prédio ).
Na recepção, o terapeuta cumprimenta a mãe. – A Srª. é a mãe das moças, a Dona Léa?
A mãe sorri e estende a mão para o cumprimento. E o senhor é o terapeuta de famílias? Nós estamos aqui.
T - Que bom vamos poder nos conhecer. Você é a filha mais velha? (retribui o cumprimento com um sorriso rápido). E você a do meio. (estende a mão e ela bruscamente retribui o cumprimento e fala: É, a do meio?). Bem você é o caçula. (o garoto estende a mão e cumprimenta um pouco desconcertado).
(T) – Ali é a cozinha onde há água, um café; ali os banheiros, um consultório, lá outro consultório; aqui um outro e por aqui, o consultório onde vamos trabalhar.
Já na sala de atendimento, Madeira senta-se no canto esquerdo do sofá, o Filho mais novo ao centro e Léa do lado direito. No outro sofá, a Filha mais velha e a Filha do meio na outra ponta. O terapeuta sentado em uma
A família nuclear.
O contato inicial com a família, embora o caso já havia sido relatado pelos médicos.
Busca de
estabelecimento de vínculo.
O clima dos cumprimentos é embaraçoso para todos. Têm dificuldades em estender as mãos e responder de modo ágil e espontâneo.
A distribuição da família deve indicar a forma como se comunicam.
cadeira giratória individual, fica em uma das extremidades dos sofás, que estão dispostos um de frente para o outro na sala de atendimento.
T – Aqui nós temos um consultório diferente daqueles que vocês estão acostumados, porque trabalhamos, na maioria das vezes, com casais e famílias. Há necessidade de espaço para todos. Esse Quadro grande na parede é para escrever aquilo que nós acreditarmos ser importante e necessário ficar registrado. Ali tem um cesto com lápis, canetas, cola e alguns brinquedos que usamos com crianças. Sob aquele armário bastante papel para alguém escrever, desenhar ou outros trabalhos.
A mãe comenta que achou grande o espaço da instituição e que achava muito bom a família estar com um profissional.
T para a Filha mais Velha – Qual o seu nome e há Quanto tempo você está em tratamento no ambulatório?
Pérola - Meu nome é Pérola e faço tratamento desde que eu tive uma crise.
Léa – Ela teve uma crise há três anos e desde aquele tempo não paramos com o tratamento. No início, era muito pior que agora. A gente tinha que quase trazer carregando, ela não ajudava. Sofria com tudo, né. (com expressão de comiseração). Ela tomava muitos remédios e ficava sedada, Ainda está, o senhor pode ver, mas era muito mais.
Os outros membros ficam sem falar olhando para ela. Pérola, fica contraindo os dedos com os punhos cerrados. Sua feição facial é contraída, as pernas bem juntas e encurvada olha para baixo.
T – Você parece que tem todos os detalhes bem guardados.
Léa – Ah sim, não foi fácil, ela era uma meLéa
As moças formam um subsistema, inclusive no espaço físico. Explicações sobre o processo de TF. Contextualização do lugar e do trabalho psicoterápico. T procura envolver todos na conversação. M faz o papel de porta–voz da família, relatando a situação no lugar da moça. A conversa focada em Pérola, identifica-a como paciente identificada. Pérola é apontada como paciente
esperta e de repente fica assim (aponta para Pérola), não dá para não guardar cada detalhe. É como se você passasse a morar com outra pessoa, sabendo que é a mesma.
Léa – Você era normal, não era filha?
Pérola – É, é. (Mantém a cabeça baixa, expressão contraída. Agora com a boca cerrada e rugas na testa. Os dedos batem contra a perna direita que está sob a esquerda).
Léa (antes que Pérola termine de falar) - ela está impregnada. Fica difícil para não agitar-se. (As pernas de Pérola que estavam cruzadas, balançam com movimentos contínuos e a cabeça).
T – Penso que deveríamos conhecer um pouco mais de todos e não ficarmos somente falando da Pérola. O que pensa disso? (dirigindo-se a Pérola). Ela balança os ombros. - Madeira, como são seus filhos?
Madeira – Da Pérola a mãe falou, mas é uma boa garota. A Mara tá assim mudinha, não é papagaia? Mas também é boa garota. O menino, o Neto, é mais brigüento, mas se dá bem com todos.
T para Neto – Como estou percebendo você é uma pessoa muito importante nessa família. (menino sorri desconcertado).
T para Mara - E você, qual é seu lugar na família? Mara para T – Eu sou filha. (fala com extrema dificuldade de pronunciar as palavras com clareza. Tendo a língua como que presa, tornando a voz um tanto quanto pastosa. Acompanha a frase com as mãos, as pernas e a cabeça agitando-se num movimento no mesmo sentido).
Léa – Ela está com dificuldades para falar porque está usando muito remédio. Também está com impregnação.
Madeira – É uma tocadora de bateria, não é filha?
identificada.
Expressa no corpo a dificuldade do momento em que é apontada como P.I.
O Pai se insere na conversação.
O terapeuta busca enfatizar o papel da Mara, como aquela que não só faz a intermediação, mas também cataliza as atenções. Apontada como 2ª paciente identificada. A resposta revela que há uma repercussão contrária à
Mara – Que tocadora de bateria o que?.
T – Parece-me que todos aqui têm uma dificuldade. A mãe agora está com muita dificuldade de aceitar e lidar com as duas filhas. Não sabe muito bem o que fazer. A Pérola, tem esses movimentos repetitivos toda hora que fala alguma coisa e fica mais retraída e mal humorada, porque não consegue se livrar deles. A Mara não consegue falar o que quer com facilidade e também sofre com os movimentos. O Madeira parece que quando fala alguma coisa não é bem aceito ou entendido. O Neto tem alguma dificuldade?
Léa – Não. Ele está bem. Só está brigando muito na escola e em casa é desobediente. Eu é que estou com medo de que também aconteça com ele o mesmo das meLéas.
T – Então o problema do menino é ser desobediente e correr o risco de sofrer o mesmo surto que tiveram as meLéas.
T para Léa – O que leva a pensar que ele será o próximo?
Léa – É um pressentimento. Sei lá. É como se passasse de um para o outro.
Madeira – Tem mais gente na família com isso. T – Eu entendo. É uma coisa de família. Talvez por isso devamos entender que todos têm dificuldades, alguns com mais outros com menos. Ao que parece há um jeito de ser na família que ressalta a doença. O que pensa disso Léa?
Léa – Também concordo que todos nós temos problemas, mas são de diferentes ordens. Elas estão doentes. O menino ainda não.
T – Buscando preservar o Neto de uma possível crise, vou propor ao Pai que faça dois passeios com ele até o dia em que voltarmos a nos ver. De preferência um
esperada pelo pai. O Terapeuta busca distribuir a doença como algo entre os ali presentes.
Aponta a queixa principal que ocasionou a indicação médica – o medo de que repita-se em outro membro da família. Crença que sustenta a relação do sistema . O Terapeuta busca novamente distribuir entre os familiares a noção da doença. T apóia a crença familiar de que o Neto corre risco e propõe uma tarefa que
em cada semana. E que seja a um lugar onde possam conversar um com o outro. Isso é possível Pai? Dessa forma o Neto estará sempre bem acompanhado e qualquer dificuldade será assistido pelo pai. Pai, você aceita fazer isso?
Madeira – Creio que sim, mas ele nunca quer sair. Léa – Lógico você não convida. Ou vamos à Igreja ou ao clube, nada mais. As meLéas nem pensar.
T para Léa – Vamos verificar dessa vez. É possível que eles consigam. O Pai faz o convite e programa o horário e dia e você, Neto, diz o lugar a que irão.
Ambos concordam .
T – Estrutura outros detalhes da tarefa e comenta: Eu quero propor que os nossos encontros possam discutir essas dificuldades de cada um. – O terapeuta inicia os comentários sobre o Contrato Terapêutico, também explicando que as sessões serão quinzenais, o enfoque será familiar, e também em relação às implicações com o trabalho dos médicos e do caráter de coleta de dados para uma pesquisa com o devido consentimento familiar. Fica combinado o próximo encontro para quinze dias depois.
aparentemente irá salvar o menino da situação. Mas que busca distanciar o pai das filhas, levando-as a enxergar alguma liberdade pessoal.