3.1 Kunnskapsledelse som overordnet forskningstema
3.1.2 Samhandling og selvledelse
Originalmente, a Tereos é um grupo francês de cooperativas agroindustriais especializado no processamento primário de beterraba, cana e cereais. Graças a um compromisso entre 12.000 agricultores franceses que são seus sócios cooperados, o Grupo Tereos tem se expandido consideravelmente nos últimos vinte anos, aumentando em cerca de 50 vezes sua produção total de açúcar, amido e etanol (TEREOS, 2011).
Ao final de março de 2009, a Tereos anunciou que iria unir suas operações de açúcar e álcool no Brasil, de cereais na Europa e de cana na Ásia em uma nova empresa, cujo nome é Tereos Internacional, com sede no Brasil. A nova empresa teve uma receita líquida total de R$ 1,6 bilhão em 2011 (junho), com lucro líquido de R$ 63 milhões e possui 27 mil funcionários. No Brasil, em 2010 (março), a receita total ficou em torno de R$ 1,4 bilhão com 18,9 milhões de toneladas de cana produzidas em suas sete unidades industriais.
Atualmente, o maior negócio da Tereos no Brasil é sua elevada participação na Usina Guarani. A Guarani é uma das principais empresas brasileiras de açúcar e etanol. É considerada a terceira maior processadora individual de cana em nível mundial, considerando- se a capacidade total de processamento em 2011, de 24 milhões de toneladas de cana
Petrobras Biocombustível
Usina Manduí (Total Agronergia) 40%
Usina Boa Vista (Nova Fronteira) 49% Usina Guarani (Grupo Tereos) 31,4%-45,7% KL Energy, USA (Etanol Celulósico)
(GUARANI, 2011), atrás da LDC com cerca de 40 milhões e da Raízen, com aproximadamente 60 milhões. Na safra 2010/11, processou 19,7 milhões de toneladas de cana; 1,5 milhão de toneladas de açúcar, 692 000 m³ de etanol e comercializou 257 GWh de energia (ibid.)
A Guarani possui oito unidades industriais, sendo sete no Brasil: Cruz Alta, Severínia, São José, Andrade, Tanabi, Vertente (participação de 50%) e Mandu, no Brasil e a oitava unidade Sena, em Moçambique, na África.
Seu modelo de negócio é baseado na localização privilegiada de suas unidades industriais, o abastecimento de matérias-primas, principalmente de terceiros, o foco em produtos de alto valor agregado e a especialização de suas plantas para atender às demandas do mercado.
Havia uma expectativa de processamento de cana da Tereos Internacional em torno de 19 milhões de toneladas na safra 2010/11, um aumento aproximado de três milhões de toneladas em relação ao processado pela Guarani em 2009/10. Este crescimento refere-se a um aumento de produção da Guarani em 1,4 milhão de toneladas mais a adição de 1,6 milhão de toneladas da Usina Vertente, na qual a Guarani comprou uma fatia de 50%. O processamento de cana da Tereos Internacional fora do Brasil deve ficar em dois milhões de toneladas (ibid.).
Na Guarani, a Tereos tem 68,6% do controle acionário, sendo o restante da Petrobras Biocombustível. Em abril de 2010 a Tereos e a Petrobras assinaram um contrato de parceria estratégica, cujo objetivo era de acelerar seu crescimento na indústria brasileira de etanol, açúcar e bioenergia, com a ampliação de investimentos em tecnologia e programas de pesquisa e desenvolvimento de novas gerações de biocombustíveis.
Ao final dos investimentos previstos, em torno de R$ 1,6 bilhão, a Petrobras Biocombustível obterá participação societária de 45,7% na Guarani em um período máximo de cinco anos (2015), se tornando assim a quarta maior processadora de cana do Brasil. (BRITO, 2010). Os investimentos terão como foco o desenvolvimento de uma nova geração de biocombustíveis e a cogeração de energia.
A Petrobras Biocombustível trará a expertise do grupo em distribuição, operações industriais, logística, comercialização de etanol e energia, pesquisa e desenvolvimento para a Guarani. A
Tereos Internacional contribuirá para a sociedade com sua experiência no agronegócio, no processamento de cana e na comercialização de etanol e açúcar. A associação atende aos objetivos comuns dos sócios de investir no crescimento da sua participação no setor sucroenergético.
Ainda em 2010 a Guarani celebrou um contrato com os acionistas da Usina Mandú S.A. para adquirir integralmente a unidade industrial processadora de cana, localizada na região noroeste do Estado de São Paulo, por R$ 345 milhões. Com instalações industriais de ponta e uma área agrícola privilegiada, a Mandú dobrou sua capacidade de produção nos últimos cinco anos, passando de 1,7 milhão de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2004/2005 para 3,5 milhões de toneladas nesta safra 2009/2010 (GUARANI, 2011).
A aquisição é outro passo na estratégia da Guarani para a ampliação de sua atuação na indústria de cana do Brasil. Com a aquisição, a Guarani eleva sua estimativa de processamento para 20,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2010/2011. A Mandú tem um perfil de produção de 60% etanol e 40% açúcar, e estima produzir aproximadamente 200.000 toneladas de açúcar, 175.000 m3 de etanol e cogerar 12 MW de energia elétrica nesta safra (ibid.).
Localizada na mesma região que as outras seis unidades industriais da Guarani no Brasil, em uma das mais favoráveis regiões para o plantio e cultivo de cana, a proximidade da Mandú com as unidades São José, Severínia e Vertente (cuja administração é da Guarani, mas o controle é de 50% da Guarani e 50% do CLEEL Empreendimentos, do grupo Humus Agroterra) deverá gerar significativos ganhos em sinergias.
Tabela 21 - Lista das unidades produtoras da Tereos no Brasil Unidades Produtoras Capacidade de Moagem
de Cana (tons)
Potencial para Moagem de Cana (tons)
São José, Colina (SP) 2 milhões 4 milhões
Severínia (SP) 1,8 milhão 2,6 milhões
Vertente, Guaraci (SP) 1,6 milhão 2,5 milhões
Mandu, Guaíra (SP) 3,5 milhões 4 milhões
Cruz Alta, Olímpia (SP) 2 milhões 4,5 milhões
Tanabi (SP) 3 milhões 3 milhões
Fonte: Elaborado a partir das informações das empresas (TEREOS, 2011 e GUARANI, 2011)
A aquisição foi celebrada pela subsidiária da Guarani, a Cruz Alta Participações S.A., uma sociedade formada em 51% pela Guarani e 49% pela Petrobras Biocombustível, conforme parceria estratégica de R$ 2,2 bilhões celebrada em acordo de investimentos concluído entre Tereos Internacional e Petrobras Biocombustível em abril de 2010.
Em outubro de 2010, a Tereos, a Petrobras Biocombustíveis e Petrobras Distribuidora assinaram um acordo de fornecimento de até 2,2 bilhões de litros de etanol ao longo de quatro anos. O contrato foi feito tendo por base preços de mercado, estimado em R$ 2,1 bilhões. Pelo acordo, a Guarani irá fornecer o produto à BR para comercialização.
Como estratégia de crescimento, em se tratando de açúcar, a empresa pretende continuar o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado. No caso de bionenergia, o norte é aumentar a produção por meio de crescimento orgânico e aquisições em mercados-chave e continuar o desenvolvimento do setor de cogeração, além de desenvolver combustíveis de segunda geração.
No total, em 2010/2011, a empresa moeu cerca de 20 milhões de toneladas de cana, produziu 1,6 milhão de toneladas de açúcar, 692.000 m3 de etanol e comercializou 259 GWh de energia elétrica; com um total de 283 mil hectares de terra cultivada, sendo 70% da cana-de- açúcar própria colhida mecanicamente (TEREOS, 2011).
Na safra 2009/2010, a receita líquida da empresa alcançou R$ 1,4 bilhão, com um lucro líquido de R$ 24,3 milhões oriundos de 14,5 milhões de toneladas de cana, produção de 996 mil toneladas de açúcar e 482 milhões de litros de etanol, além da comercialização de 111 GWh. Na ocasião, a empresa possuía um total de 200 mil hectares de terra cultivada e 70% da cana própria mecanizada.
Encerra-se neste ponto a lista dos dez maiores grupos econômicos da cadeia sucroenergética, até final de 2011, considerando-se volume de cana processada. Vale destacar que quatro deles tem capital predominantemente nacional, sendo que somente dois são empresas tradicionais da cadeia sucroenergética (Copersucar e São Martinho), enquanto os outros dois grupos surgiram há apenas cerca de cinco anos atrás, um ligado ao segmento petroquímico
(ETH Bioenergia) e outro ligado ao segmento do petróleo (Petrobrás Biocombustíveis). A Cosan, que é outro grupo expressivo e tradicional da cadeia, continua controlando o vsrejo do açúcar; mas no caso do etanol, ela detém metade de uma joint venture, a Raízen, enquanto a Shell, empresa de capital internacional, detém a outra metade.