3.1 Kunnskapsledelse som overordnet forskningstema
3.1.1 Kunnskapssyn
Em 2008, a Petrobras S.A. criou uma subsidiária integral, dedicada exclusivamente à bioenergia, a Petrobras Biocombustível, também chamada abreviadamente de PBio. A empresa tem como missão produzir biocombustíveis no Brasil e no exterior de forma segura e rentável, com sustentabilidade social e ambiental, contribuindo assim para a redução das emissões de gases do efeito estufa, além de promover o desenvolvimento nos países onde atua (PETROBRAS, 2011).
O investimento em biocombustíveis, os quais podem ser usados isoladamente ou adicionados aos combustíveis convencionais, reafirma o compromisso da empresa com o desenvolvimento associado à responsabilidade socioambiental. O objetivo da Petrobras Biocombustíveis é desenvolver tecnologias que assegurem a liderança mundial na produção de biocombustíveis.
A empresa começou como produtora de biodiesel, e em 2010, ampliou sua atuação no setor com a produção de etanol, inicialmente por meio de parcerias com empresas do setor. A
subsidiária tinha três usinas quando foi criada, e agora são 14 unidades de biodiesel e etanol, incluindo participações. Além do Brasil, a empresa está presente em outros projetos no exterior, como Portugal e Moçambique.
Em se tratando do etanol, a PBio conta atualmente com dez unidades produtivas, sendo oito em conjunto com a Tereos (Guarani), uma com a Total Agroindústria Canavieira (Bambuí, MG) e outra em sociedade com o Grupo São Martinho, a Nova Fronteira Bioenergia (GO). A empresa estima que a capacidade total de moagem de cana dessas unidades se encontra em próxima de 25 milhões de toneladas por ano, sendo cerca de 1,3 bilhão de litros de etanol e 1,7 milhões de toneladas de açúcar (Balanço Petrobras Biocombustíveis, 2011).
Em abril de 2010, a empresa produziu o primeiro etanol da Petrobras a partir da usina Bambuí, em Minas Gerais. Trata-se de uma parceria com a Total Agroenergia, empresa do setor sucroenergético, que pertence ao Grupo Total, petrolífera francesa, onde a PBio detém 40,4% do capital, adquirido por R$ 150 milhões em dezembro de 2009 (ZANATTA, 2009). O principal produto é o etanol hidratado, mas a empresa também vende o excedente de sua cogeração de energia à Cemig.
Em sua terceira safra sucroalcooleira, a empresa deve registrar o mesmo volume de produção de etanol de seu ciclo de estréia. Os três grupos (Total, Guarani da Tereos e Nova Fronteira da São Martinho) nos quais a estatal mantém participações estimam produzir, juntos, em torno de um bilhão de litros na temporada 2012/13; basicamente o mesmo nível de 2010/11.
Na safra 2011/2012, juntamente com suas parceiras, a empresa processou cerca de 20 milhões de toneladas de cana e comercializou em torno de 515 GWh de energia elétrica.S DE
A produção de etanol da PBio foi de aproximadamente 790 milhões de litros, 21% menor que a registrada no ciclo 2010/11. Dentre as parceiras da estatal, a Total foi a menos afetada pela quebra de safra. A unidade processou 970 mil toneladas de cana, um pouco menos que um milhão de toneladas previstas inicialmente. Em 2012/13, estima-se que a usina situada no município de Bambuí deva moer 1,2 milhão de toneladas.
Com relação à usina goiana Boa Vista (Nova Fronteira) a previsão era de moer 2,4 milhões de toneladas e produzir 214 milhões de litros de etanol. Todavia, o resultado foi o processamento
de 2,2 milhões de toneladas e produção de 180 milhões de litros. Vale lembrar que os planos da PBio são de alcançar até oito milhões de toneladas de cana moídas nessa unidade depois da conclusão de todos os investimentos (ROSSETO, citado por CABRAL, 2012), conforme destacado na seção a respeito do Grupo São Martinho.
No caso da Guarani (Tereos), com sete usinas em São Paulo, a previsão era de moer 17,1 milhões de toneladas, mas o resultado foi de 16,2 milhões, queda de 5,2% e 19% abaixo de sua capacidade.
Dando continuidade ao seu processo de crescimento, na área de etanol, a empresa formou uma parceria com a Tereos Internacional, na coligada Guarani, inaugurando a destilaria da unidade São José, em Colina (SP) e iniciando a duplicação da usina em Bambuí (MG), pertencente à coligada Total. Além disso, foi iniciada a expansão da usina Boa Vista, em Quirinópolis (GO), pertencente à Nova Fronteira, parceria com a São Martinho, que será a maior do mundo em capacidade de produção de etanol de cana, atingindo oito milhões toneladas da cana moída por ano e uma produção de 700 mil m³ por ano de etanol em 2015.
O objetivo anunciado pela empresa em 2011, que estva mantido até o primeiro trimestre de 2012, é de investir US$ 1,9 bilhão em mais projetos novos e aquisições relacionadas ao etanol, visando sair do patamar de 1,5 bilhão em 2011 para atingir 5,6 bilhões de litros até 2015, sendo cerca de 55% da P Bio e o restante das empresas coligadas. Se for atingido tal patamar, ele deve representar cerca de 12% de participação no mercado de etanol em 2015 (estimando-se 46,5 bilhões), conforme o Plano de Negócios da PBio (2011) e Rosseto (2012 citado por CABRAL, 2012). Com o plano de investimentos em ação, a empresa espera mudar os resultados em suas parcerias, conforme indicado na tabela 20.
Evidencia-se a ênfase da PBio em parcerias. De fato, a empresa confirma que não há viabilidade econômica para construir usinas novas, os chamados greenfields. Todavia, acrescenta que aquisição de unidades também é uma estratégia que depende de "oportunidades de mercado", portanto, de pouca previsibilidade (ibid.).
Além do valor acima, a empresa pretende investir R$ 1,3 bilhão na logística do etanol até 2015, além de R$ 600 milhões em biodiesel e R$ 300 milhões em P&D, perfazendo um total de R$ 4,1 bilhões em investimentos até 2015 (Plano de Negócios PBIO 2011).
Tabela 20 – Indicadores da Petrobras Biocombustíveis
Indicadores Total Agroindústria Guarani Nova Fronteira Antes Depois Antes Depois Antes Depois Capacidade de moagem
(milhões de tons cana) 1,2 2,4 17,4 24,5 2,5 7,0
Capacidade de produção etanol (milhões m3)
103 204 455 887 210 620
Capacidade de exportação
de energia (GWh) 30 86 255 1.172 121 469
Fonte: CASTELLO BRANCO, 2011
Além da intenção de ser a maior produtora de etanol no Brasil a partir de 2015, com 12% do mercado, a empresa tem como meta estar entre os cinco maiores produtores mundiais de biocombustíveis até 2020 (Ibid.).
NNo que diz respeito as parcerias tecnológicas, a PBio trabalha com a KL Energy no desenvolvimento de etanol celulósico (segunda geração). Trata-se de uma empresa americana, totalmente dedicada ao aprimoramento do processo de conversão de biomassa em energia e produtos químicos, por meio de soluções customizadas para seus clientes. O objetivo principal da KL Energy é ser a primeira no comissionamento de plantas comerciais de etanol celulósico em três continentes até final de 2012. Quanto a PBio, o objetivo é iniciar a produção comercial do etanol de 2ª geração nos EUA até 2015 (KL Energy, 2011).
De acordo com Rosseto (citado por CABRAL, 2012), a PBio informa que o maior problema não é fabricar o etanol celulósico, mas torná-lo competitivo do ponto de vista econômico. Com isso, a produtividade do etanol sairia do atual patamar de sete a oito mil litros por hectare para cerca de 11 mil litros. Além disso, foi citado pelo presidente da PBio o biocombustível para aviação (bioQAV), como um novo produto da cadeia que deve chegar ao mercado até 2012.
A seção a respeito da Petrobrás Biocombustíveis se encerra com a apresentação de um organograma resumido na ilustração 31.
Ilustração 31 – Organograma da Petrobras Biocombustíveis (Etanol) Fonte: PETROBRAS, 2011