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Samarbeid mellom veiledere og ungdommer i NAV

Foi na análise deste tópico que obtivemos os dados para responder à primeira pergunta de pesquisa - Qual o papel atribuído às TICs na escola?

As características das investigações foram levantadas por meio dos seguintes indicadores, expressamente declarados nos resumos: tipos de pesquisa, objetivo, foco das TICs, metodologia, base teórica e conclusões.

2.1.4.1 Tipos de pesquisa

Com relação ao tipo de pesquisa, o primeiro dado a destacar é o fato de mais da metade dos trabalhos não fazerem alusão a esse aspecto, ou seja, apenas 129 autores indicaram o tipo de pesquisa, o que demonstra uma clara fragilidade e imprecisão desse indicador fundamental para um levantamento bibliográfico mais denso.

No que tange à incidência, verificamos que são quatro os tipos de pesquisa mais utilizados: estudo de caso (71), pesquisa-ação (27), pesquisa de campo (14) e pesquisa bibliográfica (16). Identificamos também um trabalho de pesquisa descritiva. Estes números elucidam que em 52% das produções os autores não indicaram o tipo de pesquisa utilizado.

Com os dados acima e com a observação dos procedimentos metodológicos expressos nos resumos, observa-se que a maioria dos trabalhos desenvolveu a pesquisa qualitativa, de caráter descritivo, em que as informações obtidas não foram quantificadas e as interpretações dos fenômenos e atribuição de significados foram realizadas indutivamente – o que caracteriza este tipo de pesquisa.

Para Gunther (2006), a pesquisa qualitativa apresenta seis delineamentos possíveis: estudo de caso, pesquisa-ação, análises de documentos, pesquisa de campo, experimento qualitativo e avaliação qualitativa. No contexto de um estudo de caso, delimita-se a coleta e análise de dados sobre um exemplo individual para definir um fenômeno mais amplo. Já a pesquisa-ação busca efetuar transformações no contexto em que se insere, realizando investigações que podem ser utilizadas como experimentos ou observações. A pesquisa de campo, segundo o autor, possui uma ampla variedade de delineamentos, com a integração de abordagens quantitativas e qualitativas. A pesquisa bibliográfica busca recuperar o conhecimento científico acumulado sobre um determinado problema.

De acordo com os dados, vale ressaltar a imprecisão referente à distinção entre tipo e procedimento de pesquisa, expressas como “análise do discurso”, “análise do desempenho” e “análise participante”, bem como algumas designações que explicam pouco o que o pesquisador quis designar.

Verificou-se, também, que apesar de muitos trabalhos não declararem o tipo de pesquisa, a maioria apontou para os procedimentos metodológicos, o que confirmou a constatação de que a maior parte dos trabalhos desenvolveu a pesquisa qualitativa.

2.1.4.2 Procedimentos

Os procedimentos de pesquisa foram mais bem especificados nos resumos, apenas 51 trabalhos não fizeram referência a esta etapa de pesquisa, o que equivale a 19% da amostra.

O procedimento de pesquisa mais utilizado, um pouco menos que a metade do total, foi a entrevista, referida em 130 trabalhos (49% do total). Em seguida, aparecem a observação (105), a análise documental (35), o questionário (4) e o teste (2).

Destaca-se que muitos trabalhos apresentaram mais de um procedimento, por isso, ao somarmos os números acima, os valores ultrapassam o total da amostra.

No conjunto dos trabalhos que não especificaram o procedimento adotado (51), incluímos também aqueles que apresentaram falta de precisão pelo uso de alguns termos que não dão a mínima ideia do procedimento adotado, tais como “mapa cognitivo”, “engenharia didática ”e “mapa conceitual”.

2.1.4.3 Referencial teórico

Apenas 79 resumos indicaram a base teórica utilizada. Como muitos deles declararam mais de uma, o total de bases declaradas atingiu 79 indicações, isto é, aproximadamente 30%.

O autor mais citado foi Levy (24) em instituições e programas variados, tais como os de educação, comunicação e engenharia. Em seguida, verifica-se a importância da Psicologia através das produções que tiveram como fonte e Vygotsky (15) e/ou Piaget (8).

As outras fontes declaradas distribuem-se por autores da educação (Paulo Freire, Kenski, Kramer, Morin e Schon), da comunicação e das tecnologias na educação (Papert,

Pretto, Belloni, Sancho e Macluhan), da sociologia (Apple, Foucault e Castells), da linguística (Bakhtin), da filosofia (Deleuze e Guattari), da psicologia (Leontiev) e outros. A Teoria Crítica, que é o referencial adotado por esta pesquisa, foi utilizada em cinco trabalhos, mas nos resumos não estava explícito os autores e conceitos abordados.

2.1.4.4 Fonte de coleta de dados

Os professores (65 indicações) e alunos (13) constituíram as fontes privilegiadas de dados. Juntos, perfazem 94 % das fontes de dados declaradas. As demais fontes distribuem-se de forma bastante dispersa, tais como documentos pedagógicos, softwares, família, diretor e programas de informatização, como o PROINFO.

É interessante apontar que o professor destaca-se como a principal fonte de coleta de dados, o que indica que a inserção das TICs na escola relaciona-se principalmente com o processo de ensino, pois como observa Marcelo (1998), se há um tema que surgiu com vigor nos últimos anos, obrigando a reformular os estudos sobre formação de professores, são as pesquisas que se têm desenvolvido em torno do amplo descritor “aprender a ensinar”. Enraizadas no que se denominou o paradigma do “pensamento do professor”, a pesquisa sobre aprender a ensinar evoluiu na direção da indagação sobre os processos pelos quais os professores geram conhecimento, além de sobre quais tipos de conhecimentos adquirem.

Neste sentido, se o ensino e o professor são tão importantes no que se refere à inserção das tecnologias na escola, observamos que: 1) as TICs aparecem como ferramentas importantíssimas para o ensino e a aprendizagem; 2) o professor é responsabilizado pelo vínculo entre as demandas extraescolares e a adaptação da escola a elas.

Estes dois apontamentos se explicitam na citação abaixo, retirada de uma revista de educação da UNESCO, que se declara a serviço da educação nacional, como o principal veículo de comunicação entre as instituições particulares de ensino e principal veículo de expressão dos educadores e gestores.

É fundamental que as instituições se preparem para atender às necessidades de uma geração digital que está exposta a todo tipo de tecnologia e inovação. Todos nós sabemos que o estudante de hoje tem ao seu alcance uma série de tecnologias e aplicativos que fazem parte do seu dia a dia, como a internet, smartphone, notebook, tablet, tudo em sintonia com redes sociais, e outros que surgem a cada click do mouse. Os estudantes dos dias atuais nasceram

em um mundo digital e estão cercados cada vez mais por tecnologias e conteúdos que moldam seu jeito de aprender. Os educadores devem buscar formas de capturar a atenção e imaginação de seus alunos. Importante além de oferecer aos alunos o que há de mais avançado tecnologicamente no processo de ensino-aprendizagem, é ter docentes interessados e capacitados para oferecer salas de aula instigantes, inovadoras, prazerosas para os alunos que dela participam (REVISTA LINHA DIRETA, julho, 2011).

É interessante notar que, apesar de essa revista ser veiculada principalmente entre as instituições particulares de ensino, a maioria das pesquisas de nossa amostra baseou-se em entrevistas com professores de escolas públicas.

Quanto ao fato de os professores constituírem a fonte privilegiada de dados, cabe-nos também a indagação de que razões levaram uma produção com o foco tão intenso no professor, já que, até hoje, se insiste na falta de formação do docente como um dos aspectos centrais para a má qualidade de ensino do país?

O “peso” sobre o professor em relação ao sucesso e ao fracasso das tecnologias na escola é evidente também no levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), em 2006. No levantamento, o instituto analisou, no período entre 1996 e 2002, quais os temas mais frequentes nas pesquisas educacionais (teses, dissertações e artigos em periódicos) relacionando tecnologias e educação.12 A formação, qualificação, capacitação, atualização e treinamento de professores

representaram 68% da amostra analisada, ficando “atrás” das pesquisas sobre ambientes de aprendizagem (75%) e educação a distância (80%).

Com esta constatação, estabelecemos mais um critério de análise dos dados, intitulado Campo de Pesquisa. Nesta categoria, analisamos onde, em que local empírico, os pesquisadores buscaram as informações de pesquisa, conforme a tabela abaixo:

Tabela 5. Campo de pesquisa

Fonte: Elaborado com base em informações extraídas de www.capes.gov.br (2010).

Observa-se que a escola pública foi o campo de maior atuação dos pesquisadores, representando 43,5% da amostra, o que também pode representar uma maior preocupação com a atuação dos professores em relação ao uso das TICs.

Todos os trabalhos que tiveram como campo empírico a análise de projetos educacionais e tecnológicos (11) também se relacionavam com a escola pública, pois são projetos desenvolvidos nesta.

Outro ponto importante, ao analisarmos os dados, é o fato de 27 % dos trabalhos não apontarem para o campo de pesquisa, o que mais uma vez revela a ausência de dados e precisão nos resumos. Os demais campos de pesquisa, como a análise bibliográfica, análise de softwares, programas educacionais e blogs representaram 8% da amostra.