Smells Like Team Spirit: An Experiment on Relative Performance Feedback *
Observation 1: Subjects working under team incentives perform better when they also receive team RPF compared to only team APF
3.2 Robustness of Results
Inicialmente, apresenta-se aqui uma situação escolar ideal. A escolha tomada viabiliza a posterior desconstrução do cenário proposto de acordo com aspectos que, na maioria das vezes, estarão ausentes, em maior ou menor grau, nos diversos contextos observáveis no universo educacional brasileiro. Desse modo, após a apresentação de possibilidades mais sofisticadas nesta seção, nas seguintes será aberto espaço para reflexões sobre o trabalho com as situações típicas encontradas em múltiplos cenários educativos, de modo a buscarem-se soluções criativas e potencialmente ricas a cada situação. O caminho proposto será pautado pelo entendimento de que um maior aparato técnico está longe de, efetivamente, garantir melhores resultados educativos.
Esclarecidos os parâmetros da presente reflexão, será aqui analisado um contexto no qual tanto a instituição escolar quanto os alunos contam com equipamentos os mais diversos (computadores, notebooks, netbooks, smartphones, tablets, tocadores de áudio digital e afins). O cenário proposto corresponde ao de uma escola pública onde o aparato técnico provido pelo ProInfo é efetivamente implementado e acessível aos alunos, bem como laptops educacionais distribuídos pelo “Projeto Um Computador Por Aluno” (UCA) chegam aos estudantes, os quais contam com manutenção e infra- estrutura aptas ao uso dos equipamentos. Além disso, docentes e discentes detém o domínio técnico desses aparelhos. Por fim, os professores dispõem de interesse e carga horária reservada para a produção de podcasts, além de formação adequada à utilização pedagógica das tecnologias da informática.
Cabe salientar que a busca por formações, como a supracitada, pode ser considerada um dos eixos principais do UCA, ao qual soma-se o já citado oferecimento de equipamentos, além da busca pela implementação de uma constante avaliação do projeto, como esclarecem Cysneiros & Carvalho & Panerai (2011, p. 1946). Desse modo, na situação ideal aqui proposta, os docentes possuem uma formação no uso pedagógico das TIC focada na necessidade de repensar-se as práticas relacionadas ao processo educativo, considerando que “a incorporação da tecnologia não deveria estar focalizada na resolução da motivação, mas na necessidade de repensar estratégias de ensino e estratégias de aprendizagem” (LITWIN, 1997, p. 130).
Na infraestrutura profissional do contexto escolar em questão, conta-se com apoio produtivo ao professor, por meio da presença, como proposto por Arnon de Andrade, de um profissional de tecnologia na escola, o qual se mostra capaz de auxiliar
107 o professor a elaborar os materiais didáticos ou a adequar as possibilidades técnicas às exigências pedagógicas, organizando a relação docente com os meios on-line por meio da indicação de sites pertinentes, recolhimento de informações da internet para oferecimento direto ao professor - potencializando as atividades produtivas desse -, bem como pela recomendação relativa à inserção de novos recursos oriundos do constante desenvolvimento da rede mundial de computadores.
Dessa forma, o professor poderá usufruir de melhores condições para cumprir seu papel de multiplicador no cenário educativo atual, auxiliando aos alunos em contato com a tecnologia, de modo a, em tal uso, irem além dos quesitos técnicos - normalmente já dominados pelos estudantes. A partir das práticas descritas, o docente desloca-se de uma perspectiva de fornecedor de informações - hoje disponíveis massivamente on-line - para assumir seu papel de orientador na interpretação da ampla gama de informações disponíveis aos alunos.
Adentrando-se na análise da situação proposta, é sensato afirmar que se apresenta nela uma demanda por maior qualidade técnica. Assim, recomenda-se, a priori, a realização das gravações do podcast através de um computador de mesa (desktop), geralmente provido de melhor qualidade de áudio em sua placa de som. Nesse intento, vale investir-se em uma placa de áudio off-board e um microfone de qualidade mediana ou alta. Todavia, caso necessite-se diminuir o investimento financeiro, o uso de um microfone ambiente ou de um headset já propicia uma qualidade aceitável.
Na escolha do local de gravação, é recomendado optar-se por salas pequenas, de modo a evitar reverberações excessivas - que acarretam ecos, causadores de um efeito acústico similar à característica de um som que é emitido em um galpão. A utilização de um ambiente isolado acusticamente auxilia ao controle da qualidade da gravação, ao passo que evita a captura de ruídos indesejados. É relevante também afastarem-se os microfones de ares-condicionados barulhentos, ou mesmo desligar, se possível, esses aparelhos durante a gravação.
É possível haver, ainda, a necessidade de execução de gravações externas para entrevistas ou conversas com pessoas fora do local original de gravação. Nesse caso, é positivo utilizar-se funções de gravação de equipamentos como tocadores de áudio digital. Recomenda-se a utilização preferencial desses aparelhos devido à constatação de que, por serem dedicados a áudio, geralmente apresentam melhor qualidade de
108 gravação que smartphones, tablets, notebooks ou mesmo celulares com função de áudio digital - que contam todos, geralmente, com placa de som on-board.
O envolvimento de múltiplos participantes nas gravações internas - típica do formato podcast - demanda, obviamente, a captura de diversas vozes, sofisticando as demandas produtivas correntes. A solução a dar conta dessa situação pode realizar-se, no cenário em questão, de duas formas.
Na primeira, financeiramente mais dispendiosa, a utilização de uma placa de som com múltiplas entradas de áudio permite a conexão de vários microfones e a gravação de seus áudios independentemente. Assim, obtêm-se uma maior qualidade e controle do processo pela possibilidade posterior de edição da voz de cada participante individualmente, compensando diferenças vocais de volume e tom entre os participantes, além de viabilizar-se a remoção de ruídos individuais de uma das vozes sem a necessidade de modificar outras.
Como uma segunda opção, menos dispendiosa, é possível citar a utilização de uma mesa de som. Por meio dela, múltiplos microfones podem ser captados em uma só entrada, propiciando, assim, o uso de uma placa de som comum para a captura vocal de vários participantes. A limitação desse modo de gravação trata-se da impossibilidade de posterior edição individual de cada voz. Assim sendo, o ajuste de volume e tonalidade - por meio do uso dos equalizadores da própria mesa sonora - pode realizar-se apenas no momento da gravação, pois, ao final desta, contar-se-á não mais que um arquivo, o qual conterá todas as vozes gravadas.
Outra possibilidade a ser explorada, própria do podcast, diz respeito a gravações on-line. A partir do uso dessas, os usuários não precisam estar no mesmo espaço físico para gravarem, mas conectados pela internet através de um software de “VoIP”. Na verdade, é válido afirmar que o modo de gravação referido se trata do principal utilizado pelos maiores podcasts do Brasil, que reúnem participantes dos mais diversos lugares do país.
Como um dos principais softwares em uso para esse tipo de conexão, é possível citar o Skype, programa gratuito. O programa, no entanto, não conta com funções de gravação, necessitando, portanto, de um software dedicado a esse tipo de captura de áudio. Existem algumas alternativas pagas e outras gratuitas para realização de tal finalidade, como o MP3 Skype Recorder, bastante utilizado para gravação de chamadas
109 via Skype. Para a fluidez do áudio durante essas chamadas, deve-se contar com uma conexão de, pelo menos, 256 kbps46.
A gravação local poderia, por sua vez, como as demais relatadas, ser realizada pelo uso de softwares diversos. A escolha por um ou outro pouco influenciará na qualidade sonora, mais relacionada ao resultado do dispositivo de gravação, aos microfones utilizados e ao ambiente no qual ocorre o processo. Portanto, recomenda-se, dentro das possibilidades presentes, o teste de diversos programas, de modo a encontrar- se aquele que mais se encaixe ao estilo de trabalho de cada usuário.
Nessa escolha, é importante considerar que a maior disposição de funções encontra-se nas alternativas pagas, as quais também costumam deter maior flexibilidade por contarem com múltiplos modos de visualização, algo possibilitado por suas diversas áreas de trabalho47. Assim, softwares como Cakewalk Sonar, Sony Vegas e Steinberg Nuendo apresentam funções de gravação simultânea multipista, ausentes em seu principal concorrente gratuito, o Audacity - disponível em língua portuguesa, ao contrário de outros softwares. Este último programa, assim, limita-se a alternativa de uso de um microfone único ou uma mesa de som para gravação de várias vozes simultâneas. Além disso, conta com apenas uma área de trabalho.
A disparidade de funções entre os programas citados estende-se principalmente aos aspectos de edição. Nas alternativas pagas dispõe-se de um ambiente de edição mais sofisticado, repleto de funções meticulosas de edição como equalização, remoção de ruídos, amplificação, normalização e inúmeras outras funcionalidades de tratamento digital sonoro. A maioria dessas funções está disponível no Audacity, porém, de modo menos elaborado.
O formato de gravação pode ser escolhido entre comprimido e não comprimido48 tanto nas alternativas pagas quanto na gratuita citada. A escolha pela gravação no formato comprimido auxilia na praticidade do processo, porém, dificulta a edição pela necessidade de, ao final, realizar-se uma nova compressão dos arquivos, o que acaba, por consequência, diminuindo sua qualidade final.
46 Esse valor é facilmente atingido pela atual de banda larga brasileira. O uso de conexões discadas,
porém, não dá conta do valor.
47 Em uma determinada área de trabalho é possível ver os canais sonoros como uma mesa de som virtual,
já em outro se visualiza cada faixa pela representação de suas ondas sonoras dispostas horizontalmente, em um terceiro, por sua vez, pode-se visualizar apenas os canais de efeitos sonoros, e daí por diante.
48 No áudio comprimido, são utilizados recursos técnicos para diminuir o tamanho dos arquivos. Porém,
esse processo sempre implica em alguma perda sonora, diretamente proporcional à diminuição realizada, bem como relativa a qualidade do codec – recurso de compressão – utilizado. O áudio não comprimido refere-se a um arquivo em seu formato e tamanhos originais, sem perda de qualidade.
110 Caso seja tomada a opção por trabalhar com arquivos não comprimidos, geralmente no formato wave, será necessária, além de mais espaço de armazenamento para os arquivos, a utilização de um programa para compressão de áudio. Para isso, poderá ser usado o próprio Audacity, com o auxílio de um plugin. Além dessa opção, diversos outros programas contam com funções de compressão de arquivos de áudio, como Audiocatalyst e Wav to MP3 Encoder. Na escolha do formato dessa compressão, recomenda-se o uso do MP3, compatível com praticamente todos os tocadores de áudio digital, com a taxa de compressão de 128 Kbps. A utilização do formato estéreo também é recomendada por auxiliar a uma maior qualidade na inserção das trilhas. Essas escolhas resultarão em um arquivo de aproximadamente 1 MB por minuto.
Vale ressaltar que é por proporcionar menores perdas que a escolha por taxas de compressão mais baixas implica em uma melhor qualidade da versão final do áudio. Por essa razão, de modo algum o uso de maiores taxas de “kbps” implica no melhoramento do som, caso esse tenha sido capturado e tratado com pouca qualidade. A associação de áudios de baixa qualidade e altas taxas de áudio (bitrates) irá resultar em arquivos cujo grande tamanho não se justifica, o que se deve a pouca qualidade de som que trarão. Cabe lembrar, todavia, que, dependendo da função pedagógica do conteúdo, a qualidade sonora de um material pode ter pouca importância. No estudo de História, por exemplo, alguns registros de áudio são precários quanto à qualidade, mas, mesmo assim, oferecem informações significativas sobre o contexto tecnológico da época.
Na relação de tamanho de arquivos versus qualidade de áudio, os dados disponíveis sobre o uso do podcast no país apontam para a opção pelo privilégio ao segundo quesito. Segundo os números da Podpesquisa, não passa de 4% o percentual de usuários que consideram a qualidade do áudio fator de pouca ou nenhuma importância em um podcast. A diminuta preocupação com o consequente maior tamanho dos arquivos, advindo das escolhas por maior qualidade sonora, é, por sua vez, afirmada por 65,6% dos entrevistados.
Os números citados reforçam a viabilidade em apostar-se em taxas mais altas de compressão, ainda que gerem arquivos maiores. Esse posicionamento se justifica pela constatação de que, dispondo-se de conexões de internet de banda larga a partir de 1 MB - valor típico das conexões dessa modalidade no país -, é possível realizar em menos de vinte minutos o download de programas de até uma hora e meia.
No contexto em questão, é positivo que o tempo do podcast possa alcançar valores mais extensos, indo até cerca de uma hora e meia. Isso se justifica pela
111 possibilidade dos alunos, detendo equipamentos tocadores de áudio digital, utilizarem momentos ociosos para a escuta dos programas. Vale lembrar que a recomendação dada direciona-se de modo direto ao intento pretendido pelo programa. Por essa perspectiva, é necessário considerar pesquisas como a de Carvalho (2008, p. 189), que:
[...] ainda em fase inicial, tem mostrado a aceitação pelos alunos dos podcasts. Os alunos preferem podcasts de curta duração que se tornam mais fáceis de acompanhar e de rever, o que reforça a posição de alguns autores (Lee & Chan, 2007; Frydenberg, 2006). Mas também se reconhece que a extensão depende sempre do propósito do podcast.
De acordo com o que afirma a autora, é fundamental levar em consideração a necessidade de avaliar-se a adequação da duração dos programas dentro dos diversos usos educativos de podcasts, a serem analisados nos capítulos 4 e 5 desta tese. Assim, no que se refere, por exemplo, à utilização do podcast voltado à introdução de temas educativos - a ser abordado na seção 5.7 -, torna-se mais viável uma maior duração dos programas.
O posicionamento se justifica em vista das produções de introdução temática possuírem usualmente conteúdos “mais leves” e, por consequência, demandarem menor atenção durante a escuta. Por essa razão, não se marcam pela queda do nível de atenção do ouvinte após menos de uma hora, observada na pesquisa de Aguiar & Carvalho & Maciel (2009, p. 148), bem como no trabalho de Cebeci e Tekdal (2006), os quais propõem “podcasts que não ultrapassem os 15 minutos, tempo a partir do qual se registra uma diminuição de atenção” (Apud CARVALHO & AGUIAR & MACIEL, 2009, p. 99).
Vale salientar que as recomendações apresentadas remetem-se à apresentação de possibilidades produtivas, não a uma determinação de procedimentos. Assim, ao constatar-se que, em um cenário no qual os alunos possuem equipamentos, é viável a realização de programas de maior duração, esta se apresenta como uma opção válida aos produtores. Em uma situação na qual os estudantes não detêm os equipamentos necessários à audição dos conteúdos, por sua vez, encontra-se uma circunstância que acaba por inviabilizar a escolha por programas mais longos, mesmo que se tratem, por exemplo, de podcast de introdução temática, que, como será visto em posterior análise deste estudo, são constituídos geralmente de duração alargada.
Desse modo, é válido afirmar que, pela necessidade de contextualização, em uma circunstância de ampla posse de aparelhos o produtor tem a opção de produzir
112 programas longos ou curtos, de acordo com a modalidade de podcast a ser produzida, bem como no que se refere a outros quesitos pedagógicos de seu entorno. Enquanto isso, em um contexto carente de equipamentos, a única opção viável é a de realização de produções de curta duração, independente da modalidade a ser produzida e de outros quesitos pedagógicos.
Após a abordagem de aspectos técnicos, vale refletir acerca do contexto profissional e político-pedagógico das produções em análise. Em decorrência da proposição realizada, emerge o questionamento: qual deveria ser o papel do professor e do aluno em iniciativas escolares de uso do podcast? A resposta à pergunta relaciona-se diretamente com a elucidação de outra questão: os professores dispõem de carga horária livre para dedicação a projetos de tecnologia educacional, como a utilização educativa de podcasts? O esclarecimento dessa dúvida possuiu papel fundamental no direcionamento da natureza de projetos educativos inseridos no âmbito da tecnologia abordada.
Havendo disposição de carga horária para o fim exposto, como neste contexto em análise, é válido conceber que a participação do professor deva ser reforçada. A autonomia dos alunos poderá, desse modo, ser propiciada de forma mais segura através de um acompanhamento mais próximo do docente, que, dominando a tecnologia em uso, poderá cumprir funções pedagógicas e técnicas, elucidando dúvidas e auxiliando em iniciativas nas quais os alunos produzam podcasts. É possível, ainda, que o próprio professor elabore alguns programas, que poderão servir de referência, de modo a compor um material norteador aos estudantes. Em tal campo de produções docentes, a realização de podcasts pelo professor pode levar os alunos a aproveitarem seus momentos ociosos para tomarem contato com conteúdos curriculares.
As possibilidades expressivas de uso de efeitos sonoros, trilhas e retirada de pausas e inseguranças na fala podem transformar o podcast em um modo interessante de exposição pedagógica. Como aponta Cruz, tal acepção é especialmente válida para disciplinas em que os conteúdos pouco variam de ano para ano, nas quais “o professor pode usar o mesmo podcast rentabilizando o tempo para apoiar os alunos de forma individualizada” (CRUZ, 2009, p. 69).
Nos aspectos de linguagem do podcast, a apropriação dos quesitos produtivos da podosfera brasileira indica a necessidade de levar em conta, na produção escolar, o teor plural da tecnologia. Os quesitos produtivos facilitados e a quase que ilimitada capacidade de armazenar arquivos de áudio dos computadores atuais acabam
113 propiciando uma atmosfera laboriosa favorável ao desenvolvimento da experimentação, ao conhecimento pelo tateamento, à exacerbação da criatividade e à cessão de espaço para diversos modos de fala e pensamento. Assim, a falta de regras distancia a linguagem dessas produções do atendimento de parâmetros estanques. Desse modo, o trabalho com a tecnologia pode ganhar “ares freineteanos”, apropriando-se da aversão da Pedagogia Freinet à submissão do trabalho educativo a manuais escolares (FREINET, 1983, p. 26).
As largas possibilidades expressivas, advindas da ausência de parâmetros duros, igualmente remetem ao pensamento de Freinet. O uso plural do podcast, desse modo, aproxima-se de sua concepção de “Texto Livre” 49, entendido como
[...] atividade periódica realizada pelos alunos, em que podem escrever sobre o que bem entenderem, cede toda a liberdade para que eles falem de si das mais diversas formas: dissertando sobre seu dia a dia, sua família, amigos, seus sonhos, sua poesia. Páginas em branco oferecidas para os Sujeitos exercerem suas vivências próprias na forma de recortes transmutados em palavras ou outros traços de sua livre escolha (FREIRE, 2010, p. 82).
Dessa forma, a aprendizagem tecnológica através da realização de podcasts, associada ao oferecimento de sua extensa gama de possibilidades produtivas aos alunos, relaciona o trabalho pedagógico com aquela tecnologia às concepções freineteanas de educação inserida na livre expressão, no aprender pelo tatear, na liberdade laboriosa.
A relação dos parâmetros elencados com as concepções do professor francês estende-se a quesitos cooperativos estipulados pelo autor. A cooperação no entendimento de Freinet, como já visto, dissocia-se do simples agir em conjunto quando relacionado à coação institucional escolar, geralmente atendida no intuito de obtenção de conceitos avaliativos positivos. A partir de uma atmosfera espontânea e dialógica, portanto, a prática educativa do podcast dá-se pela cooperação, considerando-a como
[...] parte inerente do trabalho educativo. Processo de produção que se confunde com a própria educação por ser nascido da relação de indivíduos em ação conjunta, construída, assim como o conhecimento, não por um Sujeito ou por outro, mas no meio desses, na amálgama entre o agir de todos os envolvidos. Educação e cooperação
49 Vale lembrar que o educador francês desenvolveu sua noção de texto livre como “expressão natural