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KAPITTEL 3: TEORI

3.5 Usikkerhet og Risiko

3.5.3 Risikofaktorer

Algumas celebrações periódicas nas escolas, dentro do calendário escolar,

123 Apêndice A - Cordeiro, em entrevista, pergunta 4,

124 Disponível em <www.uff.br/obsjovem/mambo/index> - acesso em 23.07.2009. 125 Apêndice A - José Paulo, em entrevista aos capelães, pergunta 14

são bastante discutíveis e controversas para os conceitos evangélicos. O capelania precisa ter um bom conhecimento sobre as origens de cada celebração para que possa definir sobre a conveniência ou não de envolver-se nela ou de ser vivenciada numa escola de linha confessional evangélica.

É possível que professores e coordenadores de escola podem não achar nenhum problema em realizá-las, simplesmente por estarem inseridas no calendário escolar e serem aceitas pela cultura da sociedade, mas muitos pais evangélicos e as igrejas da denominação a que pertence o colégio pensam diferente.

Entre as festas mais polêmicas estão:

a) Festas Juninas - Essas festas são divididas em três datas em junho, supostamente os aniversários de: Santo Antônio, dia 13; São João Batista, dia 24, e São Pedro, dia 29. Algumas escolas evangélicas aproveitam a ocasião para realizarem festas do folclore, festa da cultura ou festa na roça.126

b) São Cosme e São Damião - Dia 27 de setembro - Irmãos gêmeos médicos que viveram na Idade Média e que ajudavam doentes na Índia. Padroeiros dos motoristas e dos cabeleireiros. Presenças fortes no candomblé.

Informa Damy Ferreira que os escravos africanos trouxeram do seu mundo uma prática denominada “Ibejis ou Erês”, que quer dizer: criança que gosta de oferendas. Como foram proibidos da prática aqui no Brasil, acharam em Cosme e Damião a mesma idéia e então passaram a adaptar suas práticas às cristãs.127

c) Carnaval - Entre os gregos, os festejos ao deus Baco, do vinho, também assumiam as mesmas características. Entre os romanos, os festejos giravam em torno do deus Pã, em 15 de fevereiro. O cristianismo católico fazia festas semelhantes no chamado Ano Bom e Dia de Reis, com jogos e disfarces com máscaras. O carnaval, segundo o falecido Pr. João Filson Soren, ex-capelão militar durante a II Guerra Mundial: 1) despe o povo; 2) embrutece o povo; 3) empobrece o povo; 4) o carnaval desmoraliza o povo.128

126 FERREIRA, 2008, p. 74. 127 FERREIRA. 2008, p. 77

Em virtude de sua origem, forma e prática, o carnaval não se coaduna com nossa escola, não havendo nenhuma possibilidade de adaptação, recuperação ou aproveitamento dessa fes tividade.

Não devemos propiciar festas, bailes, concursos, gincanas ou qualquer outra atividade es colar alusiva ao carnaval. Não nos cabe julgar, criticar ou tentar demover pais ou alunos dessa prática, no entanto, não devemos incentivá-Ia cedendo às pressões das fantasias, blocos ou outra demonstração. Incluem-se aqui as derivações como MI-CARETA, PRÉ- CAJU e outros regionalismos do carnaval. 129

d) Hallowenn ou Dia das Bruxas - Comemorado no dia 31 de outubro, teve sua origem na Europa e depois foi transportado para os Estados Unidos onde hoje é amplamente comemorado, inclusive por algumas igrejas evangélicas. É uma festa que evoca a lembrança de bruxas e fantasmas, lua cheia, gatos e morcegos, cabeças de abóboras (“Jack-o-lanterns”). As crianças visitam as casas, usando máscaras e fantasias numa espécie de “intimidação”: “travessuras ou doces”? - “Trick or Treat”?. Nesta festa as cores em destaque são o laranja e o preto. Muitos também acendem fogueiras. Todos esses rituais, aparentemente inocentes, estão ligados a um passado de feitiçaria, demonismo e paganismo.130

e) Natal - Mesmo o Natal cristão não está isento das influências culturais e sociais que desviam-lhe o sentido original. Além da excessiva preocupação com o consumismo, glutonaria e bebedeiras, há também uma forte associação dele com a figura do “Papai Noel”, o bom velhinho. O desafio constante da capelania é ressaltar o verdadeiro significado do Natal.

f) Páscoa - Da mesma forma, a Páscoa toma caminhos desviantes na medida em que está associada a ovos de chocolate e coelho.131 Cabe à capelania ressaltar o significado mais significativo da Páscoa e evidenciar a figura do Cordeiro e da ressurreição.

g) O folclore é a riqueza natural dos povos. É a composição de atas, festas, 128 Citado por FERREIRA, p. 88.

129 SORIA (1996) p.16 130 SÓRIA, 1996, p. 12. 131 FERREIRA, 2008, p. 69

cantigas, contos e lendas que formam um patrimônio cultural. Devemos ajudar a preservar o acervo cultural do nosso país e de nossa região. Afirma Sória que:

Há uma parte do folclore que na realidade é a tradição religiosa de culturas ancestrais que foram agregadas ao folclore nacional. Devemos ter o bom senso de separar o religioso do folclórico. As práticas afro-brasileiras não fazem parte do folclore, mas sim das religiões animistas.

Algumas lendas do passado não são educativas e s.ó trazem o medo e a instabilidade emocional, devendo ser evitadas; outras são de caráter religioso pagão ou idólatra, e não devem ser utilizadas, mas há uma boa quantidade que são úteis e agradáveis. Assim como o carnaval é colocado indevidamente como sendo folclore, outras tantas práticas também o são. As crendices e superstições colocadas como folclore desviam os jovens da verdade bíblica e confundem religião com costumes.132

Outras datas significativas devem ser comemoradas e, geralmente, se mostram como ricas oportunidades para testemunho, evangelização, conscientização e despertamento de cidadania e, no mínimo, aproximação das pessoas com a fé, rompendo preconceitos e barreiras. As festas que geralmente são comemoradas ou lembradas nas escolas são:

- Dia do Aniversário da Escola – Cada escola tem sua data de fundação - Dia da Páscoa - dia variável

- Dia do Teatro – 27 de março - Dia de Tiradentes – 21 de abril - Dia do Trabalhador – 1º de maio - Dia das Mães – 2º domingo de maio - Dia do Meio Ambiente – 05 de junho - Dia dos Namorados - 12 de junho

- Dia do Capelão Evangélico - 21 de junho - Dia dos avos – 26 de julho

- Dia do Estudante – 10 de agosto - Dia dos Pais – 2º domingo de agosto

- Dia da Proclamação da “Independência” - 7 de setembro - Dia do Idoso – 21 de setembro

- Dia Internacional da Paz – 21 de setembro e 1º de janeiro - Dia das Crianças – 12 de outubro

- Dia do Professor – 15 de outubro

- Dia da Reforma Protestante -31 de outubro - Dia da Cultura – 5 de novembro

- Dia do Diretor Escolar – 1 de novembro - Dia da Consciência Negra – 20 de novembro

- Dia da Proclamação da República – 15 de novembro - Dia de Finados – 02 de novembro

- Dia da Bíblia – 2º domingo de dezembro - Natal – 25 de dezembro

Naturalmente não há condições de se comemorar todas elas, mas essas datas devem ser lembradas em palestras, reflexões escritas, jornais e aulas. Para cada uma dessas comemorações é preciso apresentar o ponto de vista cristão evangélico.