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A publicação de 1972, intitulada The limits to growth (Os limites do crescimento), surte importante conseqüência no campo do conhecimento que, apoiado em ferramentas tecnológicas e comunicacionais, volta-se a um processo de internacionalização e globalização, deixando de ser um monopólio ―útil‖ das nações industrializadas. As redes emergentes neste cenário de globalização e a difusão geográfica não propiciam mais o controle rígido e o conhecimento passa a ter uma maior importância. ―Com a popularidade da teoria do caos (metade 1970s) a não linearidade torna-se a palavra do dia‖ (NOWOTNY et al. 2001).

A partir de três elementos típicos do cenário social: 1. A velocidade e o caráter permanente das transformações, onde as mudanças que antes levavam séculos ou décadas para ocorrerem, hoje percorrem lapsos de tempo bem mais reduzidos, além de se caracterizarem pela permanência das alterações, gerando um estado permanente de crise; 2. O crescimento da quantidade de informações e conhecimentos gerados e disponíveis; 3. A grande capacidade de armazenamento e transmissão do conhecimento em tempo reduzido, GOERGEN (1998, p.03) entende que ―o mundo tornou-se globalizado, interligando os pontos mais remotos do globo terrestre através de meios eletrônicos de comunicação, em tempo real. Países, comunidades, empresas e até mesmo os indivíduos tornaram-se completamente interdependentes―.

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Na sociedade da informação preconizada por CASTELLS (1996) os fluxos de informações são compartilhados e trocados através de redes. Assim, no entender de Goergen (1998, p. 07) ―a habilidade e a capacidade de gerar novos conhecimentos passam a depender do acesso aos fluxos de redes‖ onde o ―próprio conhecimento tornou-se um permanente fluir, seja do ponto de vista da perda de sua fixidez ou permanência, seja do ponto de vista de sua geração que é feita de modo interativo com a participação de muitos pesquisadores e grupos de pesquisa de diferentes partes do mundo‖.

Para CASTELLS (2000), o advento do que ele chama de sociedade em rede é prenúncio de nada menos do que uma revolução. O desenvolvimento da tecnologia da informação vem permitindo a prática social de redes e o trabalho em rede, como uma velha e bem estabelecida tradição de interação humana (relações pessoais, a solidariedade, apoio recíproco), para mobilizar recursos em escala global. Isto está tendo e continuará a ter um impacto na forma como nos organizamos em sociedades, estados e organizações políticas. Os Estados-Nação estão se reorganizando em redes de soberania compartilhada formadas por governos nacionais, instituições supranacionais, governos regionais, governos locais, Organizações não governamentais e todos que estão interagindo em um processo de negociação de tomada de decisões. Esta é a globalização em ação, ou seja, toda a organização tecnológica e a capacidade institucional dos componentes centrais de um dado sistema, como o econômico, trabalhando como uma unidade em tempo real ou escolhido em uma escala planetária (Castels, 2000).

A colaboração que se pretende dentro de redes de pesquisa permite o estabelecimento de ligações dentro de perspectivas diferentes, o relacionamento entre os participantes, a responsabilidade conjunta das decisões, a responsabilidade coletiva pelos resultados e a ajuda no endereçamento dos problemas dentro de sua complexidade.

As definições de rede presentes na literatura focam, geralmente em

três aspectos - estrutura, finalidade ou abrangência.

Para CASTELLS (2000), com foco na estrutura, uma rede é um conjunto de ―nodes‖ interconectados, com estruturas flexíveis adaptativas que permite

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atuar em qualquer tarefa que esteja programada. Pode se expandir indefinidamente, incorporando novos “nodes” desde que estes não obstruam,

mas agreguem valor por sua contribuição em diversas questões.

Para STEIN et al. (2001, p. 05), já introduzindo à estrutura algumas finalidades e abrangência: rede é uma ―estrutura espacialmente difusa, com limites não definidos rigidamente, que consiste em diversos ‗nodos‘ autônomos que compartilham interesses ou valores comuns, reunidos em uma relação independente de troca‖. E Também Church (2003) que, apoiando-se na literatura, alega que uma rede pode ser considerada como tal quando a relação entre seus membros é voluntária, permanecendo intacta a autonomia de cada um, além de existirem atividades mútuas ou conjuntas.

Conceituadas a partir de suas finalidades apenas, as redes são ―estratégias coletivas, visando uma transformação social em determinado local‖ (Scherer-Warren 1999 citado por ANDION, 2003).

A definição utilizada nesta pesquisa é a de CREECH e WILLARD (2001) que definem redes como uma combinação de pessoas ou organizações, geralmente dispersas sobre locais geograficamente distantes, que utilizam tecnologias apropriadas de comunicação. Destaca-se que à combinação de pessoas ou organizações deve-se agregar integração de atividades para que o trabalho em rede seja destacado do trabalho individual.

As redes são capazes de conectar muitos atores de diversos níveis, em muitos países. As pessoas participam através do compromisso de uma proposta de trabalho compartilhado em um espaço geográfico amplo. A natureza do elo de trabalho e a qualidade da participação nesse espaço compartilhado fazem com que o trabalho em rede seja único (CHURCH et al. 2002).

CHURCH et al. (2002) desenvolveram pesquisa para entender a atuação em rede como algo único e, para isso, partem da forma como as relações, confiança, colaboração, estrutura, participação e reflexão se inter-relacionam na estrutura em rede. No entender desses autores, cada um desses aspectos se conecta com os demais através de ―um feedback loop‖, e cada um dos aspectos afeta o outro. Os atributos centrais de um trabalho em rede são

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representados por quatro Ds: diversidade, dinamismo, democracia e descentralização (Chamber, 1997 citado por CHURCH et al. 2002).

As relações dentro de uma rede são construídas quando indivíduos autônomos se reúnem para fazerem determinado trabalho juntos, de modo que a diversidade e a autonomia desses indivíduos constituam o recurso básico dessa rede. Esse trabalho conjunto nasce de valores compartilhados que, com o tempo, também necessitam ser revistos. A tomada de decisões nessas redes enfrenta o desafio das entidades que participam de forma autônoma e voluntária que podem relutar em ser representadas e, ao mesmo tempo, não se propõem a tomar uma posição de mais autoridade. Porém, conforme as relações se estreitam e se fortalecem, a confiança aumenta e permite que o controle seja dado àquele que melhor irá agir no interesse de todos. Grande parte da construção de confiança é tarefa de um coordenador que deve estimular e possibilitar o processo de conhecimento e engajamento dos membros da rede, facilitando a interação e a conexão (CHURCH et al. 2002).

A estrutura da rede costuma ter um coordenador e um representante no mínimo. Muitas regras para participação podem desfavorecer a diversidade e o dinamismo da rede, assim como, deve-se evitar muito tempo gasto com negociações internas e gerenciamento. Quanto mais leve a estrutura da rede, mais confiança entre os membros deve existir, o que costuma ser possível em redes menores. Para responder às demandas da rede é necessário um mínimo de estrutura e de tomada de decisões para possibilitar a democratização, a descentralização, a diversidade e o dinamismo na prática (CHURCH et al. 2002).

A participação é a palavra chave de uma rede. Os diversos participantes de uma rede a integram de forma voluntária para uma proposta sem, no entanto perderem suas autonomias e identidades. Uma rede depende da qualidade e tamanho de seus participantes para sua vitalidade, dinamismo e capacidade de ação criativa. A participação de elementos que possuam objetivos mais próximos aos objetivos da rede será mais regular e mais próxima ao desenvolvimento da rede. Por outro lado, alguns participantes, com interesses não tão próximos, participarão somente nos momentos que

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entendam mais relevantes. A clareza das propostas assegura que os participantes conheçam o que se espera deles e o que podem oferecer. Mudanças nos níveis de participação podem indicar tanto dinamismo da rede como refletir falta de foco ou prioridades dos membros da organização (CHURCH et al. 2002).

A missão de determinadas rede pode não ser necessariamente obter resultados tangíveis, produto ou serviço, mas ter como proposta a criação de marco colaborativo de trabalho que permita que no futuro possam surgir novas ações conjuntas.

Os tipos de redes, encontrados em CREECH e WILLARD 2001, são: 1. Redes interiores de gerenciamento de conhecimento – Seus

principais objetivos envolvem a soma do conhecimento individual para atingir objetivos da organização. Podem extrapolar as fronteiras nacionais.

2. Alianças estratégicas – Adotam um modelo utilizado no setor privado para manter ou obter vantagem competitiva fora da rede.

3. Comunidades de práticas – São informais e atraem indivíduos que estejam dispostos a trocar experiências. O objetivo principal é mais o desejo de fortalecer capacidades individuais para objetivos próprios do que gerar um trabalho visando objetivos comuns.

4. Redes de especialistas – formadas por indivíduos ou organizações que são escolhidas com base na experiência e determinada área. 5. Redes de informações – Fornecem acesso à informação agregada

por seus membros de forma organizada. São fundamentalmente passivas. Os usuários apenas se beneficiam do trabalho da rede em fornecer informação.

6. Redes formais - São mais focadas e com base de dados mais restrita do que as redes de informação; são trans-setoriais e trans- regionais; sua visão é mais ampla do que nas redes de comunidades de prática e envolvem mais participantes do que as redes de alianças estratégicas. Seu ponto forte é a produtividade e seu impacto entre

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os tomadores de decisões. Seu ponto fraco é a capacidade de comunicar a informação.

Outra classificação das redes (CLARK 1998, p.01):

1. Redes informais - são numerosas e exercem um papel importante na criação do conhecimento.

2. Redes de informações - como uma biblioteca universitária, que possibilita acesso à informação, mas não cria novos conhecimentos.

3. Redes abertas - possuem temas bem definidos, são criadas para difusão da pesquisa e do conhecimento. São formalmente constituídas, e a participação é feita através de convite.

4. Redes de desenvolvimento - possuem temas e critérios de participação bem definidos. Visam criar conhecimento e acelerar a aplicação deste conhecimento ao desenvolvimento econômico e social. São constituídas formalmente e possuem forte governança.

As redes abertas e as de desenvolvimento são categorias de redes formais. Algumas características emergem destas redes formais de conhecimento como possuírem como finalidade principal a criação e disseminação de conhecimento para ser usado além do uso próprio da rede; estruturam-se para maximizar a percentagem de criação de conhecimento; devem proporcionar reconhecidos benefícios diretos a todos seus participantes; há uma organização formal e estrutura gerencial bem definida; o critério de ingresso é por convite por mérito ou por avaliação dos pares; possuem estratégias de comunicação bem desenvolvidas; reduzem as fronteiras entre setores como a universidade e a indústria. Além desses, podem ser citados outros elementos destas redes formais como atividades colaborativa entre instituições e setores, multidisciplinaridade, multisetorialidade e multi- nacional/regional dos participantes da rede e audiência; melhor relacionamento com provedores de fundos (indústria e governo); forte envolvimento no treinamento e graduação; produção rápida de conhecimento; bom custo efetivo nas operações; uso mais eficiente dos recursos humanos; maior efetividade na influência sobre os decisores pelo tamanho, reputação dos membros e

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qualidade do trabalho colaborativo da rede; escopo internacional e possibilidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável (CLARK 1998, p.01-02).

STARKEY (1997, p. 18 e 19) apresenta diversos modelos de redes, nem todos com o intuito de enfatizar diferenças entre eles. O mais importante é que, em alguns de seus diagramas, apresenta como a coordenação e os membros da rede se relacionam, variando de modelos mais centralizados para outros mais descentralizados.

O modelo mais centralizado apresenta o coordenador no centro, sem que haja ligação direta entre os membros (Figura 7).

Figura 7: Modelo centralizado de rede

Fonte: STARKEY,1997, p. 18

Outro modelo sugere maior descentralização, envolvendo contacto entre todos os seus membros (Figura 8).

Figura 8: Modelo descentralizado de rede

Fonte: STARKEY, 1997, p. 19 S A E C B D G H F A E C B G H F D

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Diante da dificuldade em se traçar um marco divisório entre os diversos tipos de redes existentes, é proposta, para o desenvolvimento desta pesquisa, a seguinte divisão:

1. Quanto à forma de sua constituição (formais e informais) – as redes podem ser formal ou informalmente constituídas.

2. Quanto ao âmbito de ação (nacionais, regionais, internacionais) – as redes podem ser formadas por pessoas ou grupos de instituições somente de um determinado país, de uma região ou, podem abranger países e regiões diversas.

3. Quanto ao conteúdo (gerais, específicas) – as redes pode focar em um assunto determinado (ex: indicadores de desenvolvimento sustentável), ou podem abranger temas mais amplos (meio ambiente e desenvolvimento sustentável)

4. Quanto à composição (acadêmicas, organizações não governamentais, institutos de pesquisa, etc, mistas) – as redes podem ser composta exclusivamente por instituições de ensino, por organizações não governamentais, ou por institutos de pesquisa, entre outras categorias. Também podem ser mistas, englobando instituições de ensino, Ongs, institutos de pesquisa, entre outras. 5. Quanto aos objetivos (pesquisa, ensino, informativa, prática, mistas)

– as redes podem ter por objetivo apenas a pesquisa e ensino, podem focar apenas na divulgação de informações, ou podem envolver atividades práticas.Também podem ser mistas, englobando alguns ou todos os objetivos citados, ou algum outro objetivo próprio. CREECH (2001) apresenta quatro fases para se estabelecer uma rede formal, que serão apresentadas a seguir:

1. Formação das relações, através da escolha dos parceiros;

2. Organização das relações, determinando-se quem fará o que e como; 3. Formalização das relações, estabelecendo a governança da rede

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4. Institucionalização das relações, gerenciando o alinhamento interno entre uma organização individual e as redes as quais ela pertença. Na primeira fase as organizações necessitam criar mecanismos de serem ouvidas e consideradas pelos decisores. Isto pode ser atingido através de alianças e redes com outras organizações. Tanto no setor privado, como no setor civil há a máxima de se tornar grande, para não se estar fora, ou seja, possibilita estas organizações, se houver o trabalho em conjunto, a atingir resultados e influencias em uma escala bem maior do que conseguiriam se agissem de forma individual. Ressalta que esta formação de relações deve ser considerada a mais importante fase na construção de uma rede. A literatura acerca de alianças estratégicas e redes do setor privado revela que cerca de 60% destas relações não dão certo porque não foram construídas cuidadosamente no início (CREECH 2001).

A definição do escopo da rede deve explorar interesses e definir expectativas do trabalho conjunto. A disposição de interesses, preferencialmente, deve ser feita por contato pessoal e não através de correio eletrônico ou carta, especialmente para aqueles que não sejam os coordenadores da rede, mas atores. Lembra o autor que é preferível trabalhar- se com um número pequeno de bons parceiros, do que dezenas de organizações não comprometidas (CREECH 2001).

Ao se formar as relações é importante conhecer como cada organização trabalha e se organiza, especialmente quando estes parceiros representam setores ou regiões, onde a cultura organizacional pode variar muito. O objetivo da fase de definição do escopo é descobrir quais das organizações e membros do grupo estarão mais comprometidos com o trabalho da rede, uma vez que é sobre estes níveis de comprometimento que vai ser construída a relação de confiança entre os parceiros da rede (CREECH 2001).

Um fator mais importante do que se enfatizar a especialidade em pesquisa de cada parceiro, é a capacidade de comunicação destes. Espera-se que desde o início seja definido que a organização principal, ou líder, assumirá a responsabilidade por todas as funções ligadas à comunicação, ao invés de

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integrar os movimentos de comunicação de cada parceiro potencial da rede (CREECH 2001). Ligar-se a uma rede de conhecimento envolve um compromisso de esforço de colaboração de longo prazo, devendo ser dada muita atenção à interação entre os participantes da rede. Isso envolve as ferramentas de comunicação utilizadas, os estilos de comunicação utilizados por cada um, o estabelecimento de regras para comunicação e para gerenciar os conflitos. Sem uma atenção a esses detalhes, entende WILLARD (2001), dificilmente a rede atingirá seus objetivos nos projetos desenvolvidos.

Para a rede alcançar um impacto real, todos os parceiros devem contribuir com a sua capacidade de compartilhar os resultados da pesquisa da rede em suas próprias esferas de influência. Deve-se buscar os indivíduos que serão fundamentais para a comunicação e para o processo de engajamento (CREECH 2001).

De acordo com YIN e GWALTNEY (1981) deve haver um caminho de mão dupla na transmissão do conhecimento, assim o papel das interações humanas é muito importante. Em geral, as boas práticas na utilização do conhecimento parecem estar construídas na criação e manutenção de redes sociais.

Sob ponto de vista de rede YIN e GWALTNEY (1981) listam seis intervenções de acordo com o grau que ela possuem para atingir duas condições: a capacidade de manter um processo contínuo e o foco nas interações humanas. O Quadro 9 demonstra que a maioria das intervenções, da forma como eram utilizadas, eram limitadas a fase final de um projeto de pesquisa ou eram focadas em relatórios escritos. Outras quatro pareciam ser mais promissoras em propiciar mudanças mais substanciais.

Quadro 9: Redes e critérios de Intervenção

Tipo de Intervenção Critério de rede

Habilidade de manter continuo processo de comunicação

Foco nas interações humanas

123 pesquisa)

Plano de utilização e disseminação do beneficiário

Baixa (geralmente aplicada no fim da pesquisa)

Média (pode fortalecer interação se o beneficiário fazer conferência de apresentação)

Agentes de campo ou articuladores Alta (pode operar continuamente) Alta (articuladores trabalham diretamente com pesquisadores e usuários)

Guias programáticos para nova pesquisa

Baixa (especifica somente tópicos para o início da pesquisa)

Baixa (interação entre pesquisador e usuário deve preceder a elaboração do guia, mas nenhuma interação ocorre uma vez a pesquisa iniciada) Painel de usuários Alta (pode operar continuamente) Alta( permite pesquisadores e

usuários interagir diretamente) Conferência de aplicação de

pesquisa

Baixa (geralmente ocorre no fim da pesquisa)

Alta (envolve apresentações e comunicação nos dois sentidos)

Fonte: YIN e GWALTNEY, 1981, p. 571.

Três funções básicas devem ser buscadas entre os parceiros de uma rede: os conhecedores - peritos de investigação; os conectores - aqueles que possuem ligações com decisores políticos que a rede deseja influenciar; e os vendedores - aqueles que podem projetar e comunicar as mensagens de forma mais eficaz para os decisores (CREECH 2001).

A capacidade de comunicação dos parceiro deve ser avaliada tecnicamente nesta fase preliminar de definição das relações, uma vez que as redes são sustentadas pela tecnologia de comunicação interna entre os parceiros da rede e comunicações estratégicas para o público externo. Capacidade para participar em atividades de rede eletrónica deve fazer parte da configuração da rede (CREECH 2001).

Nas redes formais, onde há uma organização líder, os critérios de seleção e convite de membros devem ser claros e justificado para todos a fim de que se mantenha a transparência. Alguns critérios que podem ser seguidos, para seleção de membros, de acordo com o autor, são: comprometimento compartilhado para o desenvolvimento sustentável e motivação para fazer parte da rede; experiência em pesquisa em política, reconhecida dentro da organização; acesso aos tomadores de decisões; capacidade de comunicação; representação setorial e regional; tamanho da organização e prioridades

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organizacionais; comprometimento financeiro e administrativo; cultura de trabalho coletivo (CREECH 2001).

Na segunda fase determina-se como será a organização das relações, determinando-se quem fará o que e como. Esta fase engloba três ações a serem previstas pela rede: o estabelecimento de objetivos e metas; o desenvolvimento do plano de trabalho e o apoio operacional, que envolve a criação de uma secretaria, a definição do papel do gerente, a estrutura de comunicação, os recursos humanos e financeiros (CREECH 2001).

Em um primeiro momento a rede deve ter um entendimento comum de quais serão suas principais metas e objetivos, além daqueles que são declarados em projetos específicos, além de um plano de ação comum para alcançar os objetivos. Os membros devem criar um conjunto de valores dentro da rede, ligando esse conhecimento a processos de políticas e ação, bem como desenvolvimento de capacidades dentro da rede. Muitas vezes uma rede é projetada com base em um projeto de uma das instituições que a compõe, que obtém financiamento para isso, podendo ocasionar um descompasso se os objetivos e metas desse projeto não corresponderem às expectativas dos que aderiram à rede. Portanto, é necessário de que cada membro considere suas próprias opiniões para a visão, missão e objetivos da rede como um todo, bem como devem incluir o que se espera contribuir para o desenvolvimento da rede, devendo haver um consenso sobre a intenção estratégica da rede. Os objetivos estratégicos e planos de trabalho são necessários e devem ser escritos, mas